Duff McKaggan #4
E este é um pedido de JuliaMaciel473 <3 <3 <3 Tomara que gosteeee!! (nossa e queria reclamar que é muito difícil achar foto dele nos anos 90 kkkkkkk)
✨ 𝐃𝐫𝐨𝐰𝐧𝐞𝐝 ✨
Julho, 1996
P.O.V. Duff
Demorou um pouco para que eu conseguisse me situar quando acordei. As cortinas ainda estavam fechadas, mas conseguia ver o brilho do Sol querendo entrar por trás do tecido não muito espesso. A dor de cabeça logo me atingiu e eu fiz uma careta enquanto me espreguiçava. Estava totalmente sozinho na enorme cama de cabeceira antiga que eu e S/N compramos assim que nos mudamos pra esta casa. Tal pensamento trouxe outros dois em minha mente bagunçada: um sobre minha minha esposa, que provavelmente, já devia estar acordada, agora que eram - confiro o relógio disposto na mesinha de cabeceira - quase onze da manhã; o outro, sobre meu quarto... Como eu havia chegado aqui? Realmente não conseguia me lembrar.
O Guns fez um show espetacular na noite anterior, muito bom mesmo, então, quando acabou, decidimos comemorar nos backstages... Acontece que, sem sequer me dar conta, acabei extrapolando na bebida e... É, acabei mais bêbado do que gostaria.
Mas enfim, S/N já deve estar irritada comigo - e, pra ser sincero, não a culpo -, afinal, temos quatro filhos, que ela deve estar tomando conta totalmente sozinha neste momento. Então, me levanto, esperando uns segundos antes de sair andando, apenas para que minha cabeça parasse de rodar. Vou até o banheiro e lavo meu rosto, despertando mais um pouco. Quando já estou mais apresentável, vou atrás de minha família.
Assim que saio do quarto, o som de gritos invade meus ouvidos e eu me estremeço - e me sinto culpado. Desço o mais rápido que posso, o que não é muito, já que sinto que posso acabar caindo a qualquer momento, e sigo o som até a cozinha.
Quando entro lá, vejo meu filho mais velho de nove anos, Phillip, parado na porta que leva para o quintal segurando uma bola sob o braço com uma expressão alarmada, Kyle, de sete anos, ao lado dele olhando para os próprios pés e então... Os gêmeos de três anos, ou melhor, o caos: Harry sentado na bancada da cozinha, chorando, com o joelho ensanguentado enquanto Alice também chora no colo da mãe, esta com o cotovelo esfolado. S/N, por sua vez, a embala com um braço só enquanto com o outro tenta encher uma leiteira com água.
-- Parem de chorar, parem, eu já vou limpar o machucado de vocês... Foi só um tombo... -- Minha esposa praticamente suplica, sua voz soando cansada.
Me aproximo deles a passos lentos.
-- Bom dia... -- Falo com cautela. S/N olha pra mim com uma expressão que não consegui decifrar, mas que me fez sentir um arrepio na espinha.
-- Ah, ótimo, decidiu acordar... -- Ela fala, me entregando Ally para que eu a segure enquanto ela pega a leiteira cheia e um pano, aproximando-se de Harry e começando a dar atenção para o machucado dele.
-- Eu... O que aconteceu? -- Pergunto, engolindo em seco, colocando Alice ao lado do irmão na bancada e pegando o braço dela para inspecionar, vendo que ela havia ralado mas que seu machucado não estava tão feio quanto o de Harry. Pego outro pano para poder limpar a ferida.
-- A gente estava brincando lá fora... -- Phill começou a explicar e Kyle, ao seu lado, assente. -- Quando a Ally e o Harry decidiram apostar uma corrida de tico-tico... Eles trombaram no final do morrinho, sabe o morrinho que leva até as roseiras da mamãe?
-- Sei... -- Respondi, apertando os olhos quando Harry solta um grito ao meu lado, tendo em vista que S/N encostou o pano molhado na carne viva de seu joelho.
-- Harry, pare de se mexer! Eu preciso limpar seu machucado! -- Minha esposa, pede, segurando a perna de nosso filho.
-- Então, aí eles tombaram e saíram voando... -- Phillip terminou de explicar e eu assenti, confirmando que havia entendido.
Vendo que não havia mais o que eles pudessem fazer lá dentro, Phill e Kyle se entreolharam e saíram correndo de volta pro quintal.
-- Tá doendo, papai! -- Alice chorou, tentando tirar o braço da minha mão.
-- Eu sei, querida, eu sei... Mas temos que limpar isso daí... Sabe, minha mãe costumava me dizer, quando eu era pequeno e me machucava, que um beijo curava qualquer coisa... Então... -- Falando isso, ergui o bracinho da minha filha apenas o suficiente para que eu conseguisse depositar um beijinho próximo ao ralado de seu cotovelo. Ela sorriu em meio às fungadas por estar chorando. -- Agora vai passar...
-- Já tá melhorando, papai! -- O sorriso dela aumentou enquanto inspecionava o próprio braço. -- Mamãe, o papai me curou!
-- Ah é, querida? Que ótimo... -- S/N respondeu, ainda concentrada na limpeza do machucado de Harry. Sua voz soou um tanto quanto seca... E eu sabia que esta secura foi direcionada à mim.
P.O.V. S/N
Sim, eu estava irritada com Duff. Afinal, eu fico tão cansada quanto ele durante a semana, então, no fim de semana, é de se esperar que ele me ajude com as crianças. E, normalmente, ele me ajuda! De verdade, ele é um pai super dedicado... Mas ontem... Ele chegou em casa num estado deplorável, cambaleante e tonto. Eu ainda estava na sala quando ele chegou, o esperando. Sabia que ia chegar tarde, mas não que chegaria tão tarde... E tão bêbado. Ele foi trazido pelo motorista de nosso amigo Axl, o que me deixou mais tranquila, afinal, sempre sinto muito medo dele pegar a estrada quando bebe - ou quando está irritado.
Enfim, o coloquei na cama e, cinco minutos depois, ele estava apagado. Mas eu sabia que iria me trazer problemas, de fato, no dia seguinte, já que estava na cara que acordaria tarde. Só não imaginava que, logo hoje, os gêmeos iam decidir se acidentar...
No entanto, apesar de estar irritada com Duff, vejo que ele está se esforçando pra me ajudar - e se redimir? - a cuidar das crianças. Depois que ele já havia acabado de olhar o machucado de Alice, colocou-a no chão e veio me ajudar com o de Harry. Foi um pouco mais complicado porque o joelho dele estava bem pior que o cotovelo da irmã, além dele ser mais inquieto e desesperado. Porém, com mais alguns esforços, conseguimos terminar de limpar e colocar um curativo na ferida.
Não deu cinco minutos, os gêmeos já estavam correndo - no caso de Harry, mancando - no quintal de novo.
Eu e Duff ficamos sozinhos na cozinha, observando pela janela. Então, fez-se um momento tenso enquanto eu limpava os panos ensanguentados na torneira e meu marido trazia o resto das coisas para poder lavar também. Ele pigarreou.
-- Amor... Me desculpa por... Bem, por... -- Ele começa a pedir, engolindo em seco, claramente envergonhado. Suspiro e fecho a torneira, me virando pra ele.
-- Não adianta pedir desculpas, Duff... Já aconteceu... Eu só queria que você tivesse mais autocontrole...
-- Eu sei, querida... Eu me sinto péssimo... Numa hora eu estava bem, na outra... -- Ele admite, mexendo levemente os ombros enquanto seus olhos recaem para o espaço vazio entre eu e ele. Vejo sua mão solta ao lado do corpo e, sem me conter, a pego na minha, apertando de forma gentil. Ele volta a olhar em meus olhos, parecendo confuso... Parecendo que se sentia indigno do meu carinho naquele momento.
-- Eu sei que é difícil, Duff... Mas você precisa tentar! Você estava indo tão bem durante todos esses anos... -- Falo, minha voz soando dolorida enquanto um lampejo de tristeza passa pelos olhos de meu marido.
-- Eu sinto que estou me afundando... Na verdade, eu tenho medo de acabar me afundando... -- Ele admite e suas palavras atingem em fundo meu coração. Me aproximo mais dele e o abraço apertado, deixando-o enterrar o rosto na curva do meu pescoço. Sua respiração me faz arrepiar.
-- Eu não vou deixar que você se afunde, ok? E, se acontecer, irei te ajudar a voltar para a superfície, pode contar comigo, pra sempre... -- Beijo seu rosto enquanto acaricio seus cabelos.
-- Obrigado, meu amor... Eu te amo tanto... Não queria te decepcionar... -- Duff responde enquanto suas mãos se apertam mais contra minhas costas.
-- Eu também te amo, Duff... E sei que você não faz essas coisas por mal, ok? Mas pense mais antes de agir... -- O peço mais uma vez, afastando-nos do abraço para poder olhá-lo nos olhos. Ele assente e eu o abro um sorriso, antes de puxá-lo para um beijo cheio de ternura.
Quando nos soltamos, ele me ajuda a arrumar a cozinha enquanto observamos nossos filhos brincando lá fora. Então, Duff me surpreende quando me abraça por trás e sussurra em meu ouvido:
-- Bem, e o que quer fazer hoje? -- Ele pergunta de forma suave, depositando um beijo em meu pescoço. E só então me lembro de algo.
-- Ah, meu bem! Eu tinha me esquecido! Meus pais vêm nos visitar hoje! Fiquei tão atordoada com os gêmeos que acabei me esquecendo... Eles chegam às três, mais ou menos... Precisamos ajeitar tudo!
Duff pareceu um pouco frustrado, afinal, pela sua cara, ele tinha outros planos em mente... Planos à sós para nós dois. Porém, ao ver minha empolgação, ele sorri para mim. É claro que eu estava empolgada, não via meus pais fazia mais de um mês!
-- Beleza então, vamos arrumar as coisas! -- Ele anuncia, me beijando antes de me soltar para começarmos a arrumação.
E aquele foi só o início de uma tarde extremamente agradável...
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Olá, olá, como vocês estão??? Sei que tô meio atrasada aqui com os imagines masss é porque estou entrando no período crítico do semestre onde preciso começar a pensar em provas e trabalhos, sacomé... Mas é isso, essa semana vou tentar me adiantar aqui! Espero que gostem e um beijããão aí!! <3 <3 <3
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