David Grohl #1
Atendendo aqui ao pedido da cinnamonfckingirl <3 <3 <3 Espero que gosteee e perdão a demora!
✨ 𝐌𝐨𝐭𝐡𝐞𝐫 ✨
S/N sempre teve o sonho de ser mãe. Desde pequena.
Agora, aos 22 anos, tal sonho tornou-se realidade - um pouco mais cedo do que o esperado, na verdade. No dia 19 de Dezembro de 1993, numa das noites mais frias do ano, a moça deu à luz um tranquilo menininho que recebeu o nome de Brandon...
E ela pensou que nunca havia experimentado a felicidade plena e verdadeira até seus olhos encontrarem os do pequeno bebezinho pela primeira vez. Ele era lindo... Não! Mais que isso! Ele era perfeito!
Porém, não demorou muito para que S/N descobrisse que a maternidade também possuía suas dificuldades...
Apenas três dias depois de sair da maternidade, a mulher começou a preocupar-se com o fato de seu bebê não parar de chorar. No começo, achou que aquilo fosse normal, afinal, bebês choram, não é mesmo? Porém, após uma visita da sua mãe, esta a avisou que, na verdade, aquilo não era normal e, preocupada, aconselhou a filha e o genro a irem atrás de um pediatra.
Foi o que eles fizeram, claro. No mesmo dia, foram até a maternidade para conversar com a médica que havia realizado o parto menos de uma semana atrás. A doutora mal colocou os olhos na criança e já adquiriu uma expressão preocupada.
-- Ele está chorando de fome! -- Anunciou. S/N e David, seu noivo, trocaram um olhar confuso e cansado.
-- Mas... Eu o dou de mamar pelo menos oito vezes ao dia, como foi aconselhado... -- A mãe argumentou, um pouco mais desesperada do que esperava, tendo em vista que seu filho havia começado a chorar de novo. David pegou o filho em seu colo para tentar acalmá-lo.
-- Sim, doutora... Mas mesmo assim, ele não para de chorar... -- O homem afirmou, preocupado, mexendo Brand nos braços.
A médica olhou, pensativa.
-- Qual foi a última vez que você o amamentou?
-- Antes de sair de casa, acho que uns... Quarenta minutos? -- S/N olhou para o homem, como se quisesse uma confirmação de sua resposta. Ele assentiu.
-- Certo, você pode amamentá-lo agora? Preciso examinar algo... -- A doutora anunciou. A moça assentiu e David esperou que ela desabotoasse a própria camisa antes de entregá-la o filho com todo o cuidado que pôde, ajudando-a a posicionar o neném em seu seio. Este, de forma desesperada, começou a mamar. O casal o olhou de olhos um tanto arregalados... Ele realmente parecia faminto.
Porém aquilo durou pouco... Logo, Brandon voltou a chorar, soltando-se do peito da mãe. A médica soltou uma exclamação que chamou a atenção dos dois jovens claramente desesperados sentados em sua frente. Pediu que o pai pegasse o bebê no colo e fez um gesto para que a mãe a acompanhasse até uma maca disposta no fundo da sala. S/N se deitou e a médica a examinou enquanto David, sentado ainda no mesmo lugar, a olhava preocupado, ainda chacoalhando seu bebê.
A doutora não precisou de mais do que cinco minutos pra descobrir o problema.
-- Sinto dizer, mas o problema está no fato da senhora não produzir muito leite...
-- E-eu não... Não produzo muito leite? -- A moça ecoou, levantando-se e fechando sua roupa, acompanhando novamente a médica até a mesa, sentando-se ao lado de David, segurando sua mão em busca de conforto.
-- Infelizmente, não... Mas, talvez seja questão de tempo. Muitas mulheres demoram um pouco para começar a produzir leite... Não precisa se desesperar, mas, até lá, você vai precisar complementar a alimentação dele com a mamadeira...
-- Certo... -- S/N respondeu, sentindo-se um tanto quanto estranha por conta da nova constatação.
-- Bem, qualquer coisa, me procurem!
Então, após os devidos agradecimentos e despedidas, a pequena família voltou para casa, parando apenas numa farmácia no meio do caminho para comprar uma mamadeira e leite em pó indicado para recém-nascidos.
Assim que chegaram em casa, deram banho no bebê que ainda não havia parado de chorar e, em seguida, S/N acomodou-se no sofá para amamentar mais uma vez seu filhinho que, como esperado, mamou com desespero e, ainda assim, continuou com fome, por isso, David preparou uma mamadeira e pegou o filho no colo para dá-lo esta, dando um descanso para sua noiva.
O homem entrou com o filho no quartinho deste enquanto S/N ficou na sala, o esperando. Bons minutos se passaram até David retornar ao encontro da mulher.
-- Brand finalmente... -- Mas se interrompeu ao ver que S/N estava chorando, um tanto quanto encolhida no sofá. Preocupado, o músico foi de forma apressada até ela, se abaixando em sua frente no sofá, nivelando suas faces, tomando a dela em suas mãos. -- Oh, meu amor, por que você está chorando?
-- Ah, Dave... Eu... Eu acho que não sirvo para ser mãe! -- Ela disse em meio ao seu pranto. A expressão de David se torna um tanto quanto espantada, o cenho franzido. Ele ergue o rosto dela para que o olhe nos olhos.
-- Como assim? Que história é essa?
-- É... Eu não sirvo para ser mãe... Eu não consigo sequer alimentar meu bebê! -- Ela solta um soluço, voltando a abaixar os olhos, tapando-os com as mãos trêmulas.
-- S/N, nunca mais repita isso, entendeu? -- David responde de forma grave, segurando os pulsos dela para tirar-lhe as mãos da frente dos olhos. -- Olhe aqui para mim! -- Gentilmente, ele ergueu o queixo dela com seu dedo indicador. -- Amor, se existe alguém nesse mundo que nasceu para ser mãe, esse alguém é você!
-- Dave... -- Ela desvia os olhos novamente dos dele. Sua dor não a permitia encará-lo. E aquilo estava matando David, que não suportava vê-la daquela forma. -- Minha vida toda... Eu esperei por esse momento... Achei que seria, pelo menos, uma boa mãe... Mas, veja só, nosso filho não tem nem uma semana e não para de chorar de fome! Por quê? Porque meu corpo simplesmente decidiu que, na verdade, eu não sirvo pra ser mãe!
Com muita dor no coração pelo comentário da amada, David se levantou do chão e se sentou ao lado dela no sofá, a envolvendo com os braços em um enlace apertado e desesperado, pressionando o rosto dela contra o próprio peitoral, deixando que suas lágrimas encharcassem a fina camisa. O homem logo sente as mãos trêmulas da mulher agarrando com força o tecido de sua roupa enquanto esta soluça. Ele enfia os dedos de uma das mãos no meio dos fios dos cabelos dela, depositando beijos pela testa e cabeça dela.
-- Meu amor, não posso dizer que te entendo porque não seria verdade, mas imagino o quanto você está sofrendo... Se eu já estou sofrendo só por te ver assim, não consigo nem suportar pensar o quanto você está sofrendo com isso... Mas, ouça o que eu digo... -- Ele diz num tom que não é mais que um sussurro, numa tentativa de acalmar a moça em seus braços. -- Isso não te faz menos mãe que qualquer outra mãe! Não! Isso é apenas um contratempo que pode ser consertado... Você ouviu o que a médica falou, pode ser que seja só questão de tempo...
-- Mas... E se não for?
-- Se não for... Bem, tenho certeza de que você compensará esse fato com outras qualidades! -- Assim que ouve essas palavras saírem dos lábios do noivo com tanta doçura e ternura, S/N finalmente ergue os olhos vermelhos e molhados para encará-lo. David a abre um sorriso sincero e apaixonado e percebe que seus próprios olhos estão enchendo-se de lágrimas. -- Você é a pessoa mais amorosa e carinhosa que eu conheço... É atenciosa e divertida, além de cuidadosa e, apesar de um pouquinho desastrada... -- O homem solta um riso anasalado cheio de carinho, passando os nós dos dedos pela bochecha da moça, que também solta um risinho fraco. -- É a pessoa mais jeitosa desse mundo quando o assunto é crianças...
-- Você... Você acha mesmo? -- Ela pergunta, os olhos bem abertos e brilhantes olhando para ele como que numa súplica.
-- Eu acho, sim... Na verdade, acho que o mundo todo acha... Sabe... Desde antes mesmo de começarmos a namorar... Eu já te imaginava como mãe... Sabia que um dia você seria uma mãe maravilhosa e... Só Deus sabe como eu precisava que você fosse mãe dos meus filhos! E agora que aconteceu... Eu não poderia estar mais feliz! Feliz por te ver realizando esse sonho... Feliz por eu ter conseguido aquele meu desejo da adolescência...
-- Oh, Dave... -- Sem conseguir mais se conter, S/N se lança para cima do rapaz, enlaçando os braços ao redor de seu pescoço. As lágrimas da moça continuam a rolar, porém, agora por conta de sua emoção. David demora menos que um segundo para retribuir o abraço, segurando a nuca da mulher com gentileza, enquanto a mão livre percorre toda a extensão das costas dela. -- Eu te amo muito...
-- Eu também te amo... E, sei que Brand também ama, assim como todos os filhos que ainda vamos ter... Todos vão te amar... É impossível não te amar!
-- Você diz isso só porque é meu namorado! -- A garota diz, agora num tom mais zombeteiro, se desvencilhando do abraço apenas o suficiente para voltar a encará-lo, agora com um sorrisinho ladeado envolto pelas lágrimas que ainda caem.
-- Não, não! Eu sou seu noivo! -- David ergue a mão direita, apontando para fina argolinha dourada em seu dedo anular: a aliança de noivado. Tal gesto faz S/N se emocionar ainda mais, ainda que deixando um riso escapar, o que leva David a abraçá-la apertado mais uma vez. -- Mas, isso é verdade... É impossível não te amar...
E, dito isso, David a puxa para um beijo apaixonado. S/N se sentiu a mulher mais amada do mundo naquele momento...
O tempo foi passando e S/N finalmente havia aceitado o fato de que não produzia leite o suficiente para alimentar o seu filho, complementando sempre com uma mamadeira... Mas, sabia que aquilo não diminuía em nada o amor que o pequeno Brand sentiria - ou já até sentia - por ela. David fazia questão de lembrá-la disso todo santo dia.
Porém, certo dia, quando Brandon já estava com quase três meses, algo ocorreu...
-- Está aqui a mamadeira... A hora que você terminar aí me avise... -- Anuncia David em um sussurro, entrando sorrateiramente no quarto de seu filho, vendo a mulher sentada na poltrona de amamentação com seu bebê nos braços, dando-o de mamar. Ela assente rapidamente, logo voltando a olhar para seu filho ali de olhinhos fechados. Ela acaricia a mãozinha dele com seu polegar enquanto isso.
-- Está demorando um pouco mais do que de costume hoje... -- Ela informa no mesmo tom baixo, franzindo levemente o cenho. Normalmente, nessa hora, Brandon já haveria largado do peito da mãe e aguardaria ansiosamente pela mamadeira. Mas ele prossegue mamando incansavelmente, a respiração um tanto quanto entrecortada.
David se aproxima, observando o filho, sentindo o peito inchar de orgulho e amor pelo pequeno e também pela mulher que o segura com tanta ternura. Mais alguns minutinhos se passam e o casal continua a assistir o bebê como se fosse um novo filme hollywoodiano, totalmente fascinados... Até que, finalmente, Brand larga do peito da mãe, porém, diferentemente das outras vezes, não começou a chorar pedindo por mais... Não! Ele havia pegado no sono! S/N ergue os olhos arregalados deste para o noivo, que permanece de pé em sua frente.
-- D-Dave! Ele dormiu! -- Ela diz de forma eufórica, ainda que quase inaudível. David parece um pouco confuso mas se aproxima mais. -- Ele está dormindo!
-- Então, isso quer dizer que... -- O homem vai falando enquanto ajuda a mulher, pegando o filho com muito cuidado nos próprios braços para colocá-lo no bercinho.
-- Que eu consegui! -- S/N responde, abotoando a blusa de seu pijama de flanela. -- Ah, já estava mais do que na hora!
-- Oh, meu amor... -- David a abraça apertado. -- Eu sabia que era só questão de tempo!
Os dois saem do quarto do bebê ainda abraçados lateralmente, encostando a porta atrás de si e indo se sentar no sofá, cansados. S/N deita a cabeça sobre o ombro de David.
-- Você é uma mãe perfeita, sabia disso? -- O homem olha no fundo dos olhos da moça, acariciando sua bochecha. -- Porque eu já sabia desde o momento em que você me contou que estava grávida...
-- Não, Dave, eu não sou perfeita... Eu só... Quero o melhor para o meu bebê...
-- E é isso que te faz perfeita! -- Ele ergue levemente o queixo dela e a beija de forma lenta.
-- Que tal se agora eu te mostrar como serei a esposa perfeita também? -- Ela pergunta de forma sugestiva, erguendo levemente a sobrancelha de maneira sedutora. David ri de forma rouca antes de beijá-la novamente.
-- Já sei disso também, mas... Adorarei uma demonstração... Porque também estou doido para te mostrar o marido perfeito que eu vou ser... -- E essas foram as últimas palavras ditas por um bom tempo, pois o que se seguiu não carecia destas.
********
Oiii, gente, tudo bem?? Estou meio a passos de tartaruga com os imagines mas é porque a faculdade mal começou e eu já estou tendo crise de ansiedade atrás de crise de ansiedade... Aí né, as crises de ansiedade acabam dificultando um pouco meu processo criativo... Bemmm, aqui está mais um imagine para vocês, sei que escrevo muito sobre gravidez e filhos mas é porque é meu tema favorito, de fato, então, desculpa por isso... Mas espero que gosteeeem!! Ah, e vocês devem ter reparado, decidi começar a colocar títulos nos capítulos (inclusive estou botando título até nos imagines feitos), acho que fica mais... Aesthetic kkkkkk... É isso, até o próximo imagineee!!
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top