Promessa
Notas do autor
Olá bolinhos, essa é a primeira fic que irei postar aqui, Fic que fiz em conjunto com o projeto maravilhoso @PurpleGalaxy_Project, espero de coração que gostem, apesar de não saber muito bem como mexer nessa plataforma kakakak mas é a vida ^^
Co-Autor: PrpleGalaxy_Project
Betagem por: DarkBlueKisss
Design por: spwceshuttle
Trailer por: Lety_azul
°°°°
"Com falta de ar, você explicou o infinito
Quão raro e belo é apenas o fato de existirmos"
A sala onde me sentava estava movimentada, cheia de pessoas passando apressadas para lá e para cá, porém não estava nem um pouco nervoso para o que estava por vir, afinal, uma pequena garotinha de mais ou menos doze anos estava do meu lado me encarando sem piscar.
— Poderia me contar novamente aquela história? Prometo que não peço mais.
— Mas você sabe todos os detalhes, assim fica sem graça. — Seus olhos castanhos claros brilhavam, me deixando todo sem jeito, desviei para a sala. — Bem, acredito que tenho um tempinho sobrando.
A menininha sorriu contente, se ajeitando na poltrona ao lado. Suspirei baixinho, pensando por onde começar, e quando fui perceber, as memórias invadiam minha mente rapidamente, me deixando em um clima nostálgico.
— Aconteceu quando eu tinha mais ou menos sua idade, por volta dos meus treze, quatorze anos...
°°°
Eu havia acabado de chegar na cidade da minha avó, iria passar um festival local que tinha ali todos os anos. Ocorria durante minhas férias de verão, na maioria das vezes só minha mãe ia para matar a saudade da mãe, meu pai com toda certeza aproveitava bem essa semana sozinho para colocar a casa em dia ou do jeito dele, já que ele era viciado em faxina, mesmo sabendo que, provavelmente, quando chegarmos, a casa iria voltar de perna para cima.
Estava um pouco calor naquela semana. O frio no festival não iria passar como aconteceu no ano anterior onde fiquei gripado e bravo por não ter saído de casa direito como meus outros primos, estava preparado para aproveitar cada pedacinho daquela noite, cada barraca de comida ou brinquedos, a roda gigante e os carrinhos de bate-bate.
Minha mãe segurava minha mão enquanto pegava os bilhetes para participar de alguns eventos, minha avó, que estava ao lado, me entregava dinheiro para comprar algo para comer, mesmo eu tendo uma idade razoável para sair por aí e pagar o que queria comer, os olhos de minha mãe falavam para eu ficar do seu lado o festival inteiro.
Não era perigoso, me lembro de minha mãe quando era pequeno sair por aí com minhas tias para se divertir enquanto me deixava brincando na grande piscina de bolinhas coloridas, só voltando depois de horas para me buscar, o que eu não reclamava, já que fazia várias amizades naquele tempo.
— Querida, por que não vai se divertir? Deixa que eu fique com o pequeno Jungkook.
— Mãe, olha a minha idade, não dá para sair por aí sem parecer velha demais para os brinquedos.
— Ah por favor .— Minha avó pegou os bilhetes, a entregando. — Suas irmãs devem estar por aí, aproveita, eu cuido do meu neto.
Antes que minha ela pudesse pensar em negar, corro na direção da minha avó, olhando para baixo, encarando os pés da minha mãe. Estavam com um salto baixinho da cor preta, pareciam impacientes indo na direção contrária da nossa.
— Venha filho, vamos por ali — disse minha avó, pegando em minha mão, me levando para uma das barracas de tiro ao alvo.
Minha avó era uma pessoa boa, que mima bastante seus netos, porém uma pessoa maravilhosa. Não falo isso por sempre me dar dinheiro ou tentar me agradar da melhor forma, mas por se preocupar mais com os outros do que consigo mesma.
Passamos por várias barracas, compramos mais comidas do que brinquedos. Confesso que preferia assim, infelizmente tudo aqui era muito caro, inclusive os brinquedos, sejam eles apenas uma bola de borracha ou um carrinho de controle remoto, então não abusei da bondade da mais velha, fazendo a mulher se sentar perto da grande e famosa piscina de bolinhas, que esse ano não estava mais coloridas, estavam apenas vermelhas. Me pergunto o porquê.
— Vovó pode ficar aqui descansando um pouco. — Entrego algumas comidas para a mesma.
No mesmo instante, minha mãe chega dando risada com uma das minhas tias, se sentando do lado da minha avó. Nessa época eu era velho o bastante para ver que as duas estavam um pouco bêbadas, mas sóbrias o suficiente para não cambalear enquanto andava.
— Pode ir se divertir com seus amigos, irei cuidar delas.
Sorri na direção da minha avó com receio de sair dali, porém caminhei até a piscina de bolinhas vermelhas, segurando um algodão doce que ganhei, passando pelas crianças mais novas que eu, percebendo que sou um dos único mais velhos ali. Aquilo de certa forma me incomodou.
Olho na direção de meus parentes, vendo elas rindo e conversando, e, como uma criança entediada, saí dali o mais rápido possível, atravessando a pequena ponte de pedras que tinha não muito longe dali. Sempre tive curiosidade de saber o que tinha do outro lado e me surpreendo por perceber um grande lago. Poucas pessoas vinham por aqui já que não tinha nenhuma atração, era pouco iluminado e um pouco assustador se for parar para pensar.
Contudo, minha curiosidade falava alto, atravessei para o outro lado, olhando a água escura do grande lago, agarrando bem o palito do algodão doce. Talvez, na minha cabeça, isso fosse diminuir o medo que sentia, afinal, eu era uma criança, de certo modo.
De longe avistei um tronco de árvore deitado sobre o chão, que estava localizado em uma parte mais alta daquele lugar. Corri até lá, me sentindo um pouco mais animado. Ninguém estava ali, era bonito e silencioso, havia encontrado um lugar perfeito para um esconderijo secreto.
O que mais gostei, na verdade, naquele lugar que achei, era a vista. Dava para ver as estrelas, muito melhor do que vê-las pela janela do meu quarto. Eram mais brilhantes e tinha muito mais, era fascinante.
Confesso que sempre gostei de observar o céu durante a noite, meus pais compraram, quando era menor, um livro sobre astronomia. Terminei em uma semana as várias páginas e botei na minha cabeça que queria ser astronauta. Aos poucos essa ideia vai desaparecendo sempre que eu vejo o quão difícil é.
— Ei você! — A voz vinha de trás de mim, me fazendo virar rapidamente, assustado. — O que está fazendo aqui? Esse é o meu lugar, encontrei primeiro.
— O quê?... Como assim?
Era um menino, talvez da mesma idade que a minha, se aproximou pulando sobre o tronco da árvore, me encarando. Estava chateado, dava para ver pela sua cara. O garoto apenas cruzou os braços, se sentando ao meu lado.
— Então, esse lugar é seu?
— É! Venho aqui todos os anos durante o festival, ninguém vem aqui. — Me lançou um olhar que dava arrepios. — Pelo menos não vinha.
— Desculpa, é que aqui é tão bonito, pensei que não tinha ninguém.
— Você achou bonito? — Sua tonalidade mudou para uma voz doce, se ajeitando melhor.
— Achei, é incrível.
— Não é?! — falou animado, dando um grande sorriso. — Sempre venho aqui durante os festivais.
— Sempre? É muito tempo.
— Desde o ano passado, na verdade. É bonito, gosto, e o mais legal: É repleto de estrelas.
Naquele momento, meu sorriso não cabia na minha boca. Fiquei surpreso e, para a minha sorte, o garoto, que até aquele momento não fazia a menor ideia de como se chamava, virou um dos meus grandes amigos. Lembro que conversamos bastante, como dois tagarelas.
— Você vive aqui? — resolvo perguntar depois de um tempo falando sobre estrelas.
— Mudei para essa cidade ano passado, foi bom, meus pais agora estão se dando super bem, é maravilhoso. — Sorriu fofo, balançando os pés já que, por alguma razão, eu era maior que ele e não conseguia alcançar o gramado.
— Então, você está gostando daqui? — Assentiu, me encarando. — Minha avó mora aqui desde que nasceu, mas vivo na cidade vizinha.
— E é legal onde vive?
— Vamos dizer que é igual a maioria — dei de ombros, tentando explicar. — É parada, tem praticamente duas escolas do ensino médio, então todos te conhecem, tem várias praças em cada esquina, uma biblioteca caindo aos pedaços, mas é legal, eu gosto.
— Eu já morei em uma parecida, mas ao invés de praças em cada esquina, eram bares. — Riu sem graça. — Mas aqui pelo menos tem um shopping com cinema, então não tem o que reclamar.
Antes que eu falasse alguma coisa, acabei tomando um susto ao ouvir, de tão perto, o som dos fogos de artifícios. Olho na direção do céu e, para a minha surpresa, a queima de fogos havia começado, e daqui onde estou estava tão bonito que deixava qualquer um paralisado.
— Uau... É tão bonito visto aqui de cima — sussurro, me levantando para ver melhor.
— Sabe... — Se aproximou, fazendo o mesmo que eu. — Hoje é um dia especial...
— Por conta do festival?
— Não, quer dizer, também, mas é o meu aniversário, e está sendo um dos melhores que tive em toda minha vida.
Ficamos em silêncio por mais alguns minutos, agora olhando para cima, para o céu em si. O vento começou a ficar forte, então percebi algumas nuvens acinzentadas se aproximando. Segundo minha mãe, isso era sinal que iria esfriar a qualquer momento, já podia notar pelo fato dos pelos dos braços eriçados. Como havia dito, não estava frio, porém calor o bastante para não suar debaixo de uma blusa de frio.
— Vai esfriar e minha mãe deve está me procurando... — O desânimo na minha voz era bastante óbvia.
— Antes que você vá, como se chama? — perguntou, curioso.
— Jungkook, e o seu?
— Taehyung! — Riu baixinho, agora encarando o céu.
— Taehyung... — Escutei um murmúrio vindo dele. — Feliz aniversário.
Taehyung me encarou surpreso, em seguida um daqueles sorrisos que acabei me apegando surgiu em seus lábios. Não imaginava que, mais tarde em minha vida, aquele simples gesto fosse ter um significado tão forte para mim.
Me lembro que fui para casa todo animado como uma criança quando ganha um presente de natal ou uma bala que sua mãe compra no caminho de casa Estava me sentindo tão feliz por ter feito um novo amigo.
Quando minha mãe veio me dar boa noite, me perguntou onde estava. Acabou descobrindo, já que não conseguia esconder minha animação, contudo, ela ficou bastante preocupada e me explicou que poderia ser perigoso sair daquele jeito, ainda mais quando se tratava de alguém que não conhecia direito.
Depois de uma pequena discussão, ela se deixou levar. Talvez pelo fato dela ainda estar sob o efeito da bebida, o cheiro fraco de álcool era bastante presente, além de estar mais carinhosa do que o costume. Estava realmente prestando atenção no que eu falava ou tentava explicar.
— Tudo bem, mas com uma condição. — Sorriu meio torto, levantando o dedo indicador. — Leve sempre o celular com você, combinado?
— Mas mãe...
— Sem mas, não é tão difícil né?
— Sim, porém... — Seus olhos me encaravam, confusos, inclinando a cabeça para o lado. — Eu não tenho um celular.
— Não tem? Como não?
— Mãe! — Tive que rir, realmente ela não estava muito concentrada naquela hora. — Vocês não deixam eu ter um até completar meus quinze anos.
— Oh... Okay.
Ela se levantou da minha cama, falando para eu esperá-la voltar, e foi o que fiz. Após mais ou menos meia hora, a genitora volta acompanhada de minha avó resmungando baixinho, me entregando um mini celular, bem familiar.
— Por que está fazendo isso? Não é melhor comprar um celular novo para o menino? — a de cabelos grisalhos reclamava enquanto minha mãe ignorava, entregando o celular antigo da minha avó.
— Depois compro outro para a senhora, mãe, não se preocupe.
— Mas quem disse que eu quero um novo?
Analisei o celular, vendo que era bem antigo, só recebia e realizava ligações. Tinha sms e, no máximo, aqueles joguinhos antigos pixelizados, como a famosa cobrinha. Para alguém que não tinha um celular antes, aquilo era o bastante.
Contudo, no dia seguinte minha mãe saiu com a avó para o centro da cidade bem cedinho. Sei disso por conta do barulho do carro saindo da garagem, infelizmente era daqueles com o motor bem barulhento, qualquer um acordaria.voltei a dormir já que praticamente estava de férias e fui acordado com minha avó me sacudindo de leve.
— Troca comigo? Odiei.
Com uma voz baixa, olhei na direção de suas mãos. Uma caixa retangular. Era um celular novo, provavelmente foi isso que as duas foram fazer hoje mais cedo. No final, acabei ganhando um celular novinho sem fazer praticamente nada.
— Uau, que história. Você é muito sortudo.
No mesmo dia, encontrei Taehyung em uma das várias praças que tinha ali. O sol estava um pouco mais quente naquela tarde, então fomos sentar nas sombras. A pracinha, além dos bancos, havia uma pequena quadra onde a maioria dos moleques do bairro iam para jogar bola.
— Eu tenho um parecido — Taehyung continuou falando, analisando o aparelho em mãos. — Porém não é só meu, é de meus irmãos mais novos também.
— Você tem irmãos? Que legal, queria ter um.
— Não queira, você está bem melhor sem — murmurou me entregando o celular. — Você tem um e-mail? Sabe, é muito mais fácil para mim, meio que sou escravo deles.
— Não... Me ajuda a criar um?
E foi isso que aconteceu. Em poucos minutos havíamos compartilhado nossos e-mails. Tecnicamente meu primeiro contato. Quer dizer, tirando o da minha mãe, era o primeiro que tive entre meus amigos.
— Então você vai embora amanhã à tarde?
— Sim, só vim mesmo para o festival, mas sempre venho aqui na maioria dos fins de semana, principalmente com minha mãe que trabalha em casa pelo computador.
— E o seu pai? Ele não fica bravo?
— Bravo? — Tive que rir e, como esperado, ele ficou sem entender o que estava acontecendo. — Meu pai deve estar se sentindo no paraíso agora.
— Sério? Ele não gosta quando vocês estão com ele?
— Ele gosta, bastante, mas digamos que... Ele ama ficar sozinho. Claro que a gente liga para ele todas as noites para ver como foi o dia, então se sentir solitário é algo bem difícil de ocorrer com aquele homem.
— Isso é novidade pra mim, meu pai ele não consegue ficar muito longe de seus filhos. — Apontou com a cabeça para a quadrinha, o único adulto entre as crianças. — Meu pai, ali estão meus irmãos, são dois deles.
— Por que não vai junto?
— Odeio esportes — confessou, rindo baixinho. — Não vejo graça em correr atrás da bola, cansa muito e você fica todo suado, dá calafrios só de me imaginar nessa situação.
— Ah, eu gosto, dependendo com quem estou jogando.
— Bem, e você? Cadê sua mãe?
— Está por aí, passeando com as amigas de infância ou algo do tipo. Quando ela vem pra cá, parece voltar a ser uma adolecente. Raramente a vejo se comportar como uma adulta responsável.
— Como uma adolescente que teve um filho muito nova?
— Ela teve um filho muito nova — afirmei rindo. — Talvez seja por isso que ela é assim, está aproveitando as coisas que acabou perdendo quando resolveu me ter.
Fecho um pouco os olhos quando o vento de repente veio com tudo na nossa direção. Sorri, agora aproveitando o pequeno silêncio que estabeleceu entre a gente. Aquela tarde estava boa e Taehyung também parecia bem à vontade, já que resolveu deitar em meu colo, falando que iria dar um cochilo.
— Está cansado?
— Apenas cansado, sabe quando você não dorme direito e tem que acordar cedinho todos os dias?
— Não conseguiu dormir? — E foi aí que ele abriu os olhos de repente, me encarando, parecendo um pouco surpreso. — O quê?
— Às vezes acabo falando umas coisas para você tão naturalmente que me assusta — urmurou.
— Isso é ruim?
— Não, eu gosto. — Sorriu, voltando a fechar os olhos. — Respondendo sua pergunta, apenas senti algumas dores que costumo sentir às vezes durante o dia.
— Dores?
— Herdei da minha mãe, é o que meu pai fala. Dores de cabeça, por exemplo. Talvez seja por isso que ele sempre está por perto, caso eu resolva ter essas... Dores.
Explicou se levantando ao ouvir o apito soar pela quadra. Arrumou o cabelo, ficando de pé e me encarando, acenando para mim, correndo na direção do pai enquanto gritava "a gente se vê hoje a noite". E o que teria hoje a noite? Nada muito importante, apenas o último dia do festival, seria a mesma coisa de sempre, mas com uma companhia mais que especial.
Me lembro que me arrumei mais do que o normal àquela noite. Minha mãe me levou para o festival, estava como sempre: acompanhada pelas irmãs que riam de coisas que não entendia na época. Me deu uma nota de dinheiro quando insisti que queria jogar em um dos brinquedos, no fim acabei ganhando um urso de pelúcia no jogo ao alvo.
Apertando o bichinho de pelúcia em minhas mãos, falei com a mais velha que iria ver um amigo. Ela apenas me lembrou de deixar o celular em um volume alto para quando ela ligar, eu conseguir escutar, e foi o que fiz: correndo até onde Taehyung se encontrava, mas, chegando lá, ele não havia sinal dele.
Como um menino paciente que sou, mandei uma mensagem pelo e-mail que havia pego com o Kim hoje mais cedo e para minha surpresa, foi respondida rapidamente. Era Taehyung me despreocupando, falando que estava a caminho.
Não demorou muito para a sua chegada. Estava meio ofegante por ter corrido até aqui, me explicou que teve que convencer seu pai que estava apto para sair hoje e, ao perguntar onde ele estava, apenas deu de ombros, dizendo que estava por aí com seus irmãos nos brinquedos.
— Olha o que ganhei. — Mostro o urso de pelúcia, empolgado.
— Quem conseguiu pra você?
— Oras, está olhando para ele — Estufei o peito todo orgulho, me achando por alguns minutos. Taehyung riu, me deixando envergonhado. — O que foi agora?
— Nada, apenas tive uma ideia. — Encarou o céu que estava mais bonito do que o normal. — Vamos fazer um pequeno jogo.
— Um jogo?
— Quem achar o coelho no céu ligando as estrelas uma na outra, ganhará um presente.
— Que tipo de presente?
— Se você ganhar, eu te dou meu livro sobre os planetas. — Mostrou, tirando da mochila, me deixando surpreso. — E se eu ganhar... Quero essa pelúcia que está segurando.
— Mas eu ganhei no tiro ao alvo, foi bem difícil.
— Eu ganhei esse livro dos meus pais no meu aniversário ontem, também é importante.
— Então por que está querendo me dar?
— É uma troca justa. Então? Topa?
Concordei rapidamente, olhando para o céu estrelado, tentando usar 100% do meu cérebro para identificar um coelho, porém mal passou um minuto e Taehyung riu alto, apontando para cima.
— Encontrei! Encontrei! — repetiu eufórico — Bem ali, está vendo?
— Quê? Não, Taehyung, não tem coelho nenhum...
— Claro que tem, pense grande!
Dava para perceber o meu desânimo, mas Taehyung era insistente, me puxando pelo braço, apontando para o céu, falando rapidamente onde estava o coelho. Após um momento, consegui visualizar.
— Oh! Ali, ali está! Está as orelhas, as patinhas.
— Sério? E o que mais?
— A lua, ela é o barrigão do coelho! — falei empolgado, vendo Taehyung do meu lado dando pulinhos animados.
— Isso! Você conseguiu.
Sorri orgulhoso de mim mesmo, observando, agora facilmente, o coelho. A imagem das estrelas se interligando uma na outra até completar o pequeno animal. Um lindo coelho, por sinal.
— Jungkook! — Escutei a voz da minha mãe de longe, me fazendo voltar para a realidade.
— Vish, é minha mãe, preciso ir. — Me levantei, segurando o urso em minhas mãos. — Aqui, como combinamos.
— Ah bem... — Se levantou também. — O que acha de nos encontramos ano que vem? Aí você me entrega.
— Mas... E se a gente se desencontrar?
— É só a gente se encontrar no barrigão do coelho, idiota — brincou, rindo e me fazendo rir também.
— Combinado.
— É uma promessa.
{°°°}
— E foi basicamente isso. — Estiquei as pernas para alongar pelas horas que estava sentado.
— Kookie, por favor, me conte o restante da história.
— Bem... — Cocei a cabeça, olhando para os funcionários que corriam para lá e pra cá. — Não sei se vai dar tempo, querida.
— O seu voo só vai sair daqui umas três horas, o certo seria ficar pronto dentro de duas horas, ainda faltam praticamente uma hora para você se preparar. Por favor.
— Tudo bem, mas podemos fazer um pequeno intervalo?
— Dez minutos, nada além disso.
Olhei para a menina do meu lado que tinha os olhos brilhantes. Sempre contava a história até aí, queria dizer que não era por que eu queria, mas é bem o contrário, sempre arrumava alguma desculpa para não terminar, afinal, não era igual aquelas lindas histórias de amizade com um final feliz, infelizmente estava longe de ser.
Notas finais
É isso gente, espero que estejam gostado até aqui, em breve terá o segundo e último capítulo, até lá, tenham um bom dia ^^
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