Capítulo 06

Já era sexta feira e boa parte dos planos que havia feito para o fim de semana, incluindo o jogo com os Cullens, foram por água abaixo.

O motivo? Estava sol em Forks, e ficaria assim até terça feira pela nova previsão do tempo. 

Alice havia me ligado pedindo mil desculpas e tão frustrada quanto eu por não jogarmos esse fim de semana, além de ouvir de fundo os xingamentos de Emmett sobre os humanos piorarem o aquecimento global.

Meus irmãos aproveitaram a oportunidade para viajarem para o norte caçarem com tranquilidade, e como não estava afim, fiquei sozinha em casa me aventurando no nosso piano que havia numa pequena sala vazia.

O instrumento preto brilhante no meio do cômodo era um grande chamariz obrigatório em cada casa que estivéssemos, como um amuleto da sorte. Em minha vida humana eu não nunca havia tido qualquer contato o instrumento, e só passei a conhecê-lo a fundo quando morei na Escócia observando Peter ou Anthony tocarem nas suas horas vagas, após ver eles tocando por quase uma semana comecei a me entusiasmar com as teclas de marfim descobrindo que fazer freestyle era bom passatempo de eternidade.

Fora que piano nunca saia de moda.

Sentei no banco posicionado em frente ao instrumento e comecei a tocar algo aleatoriamente pensando em tudo o que aconteceu nos últimos dias, até ouvir o barulho da dobradiça da porta.

— Canção legal.

— Como entrou aqui? — perguntei sem tirar a atenção das teclas para ver o novo visitante.

— A janela de Peter estava aberta — Edward se sentou ao meu lado no banco — O que está tocando? É diferente.

— Um freestyle.

— E no que estava pensando?

— Em tudo o que aconteceu nos últimos dias.

Edward não me questionou, ao contrário disso, observava minhas mãos indo e voltando pelo piano.

— Alice teve uma visão hoje — iniciou antes de se juntar a mim tocando uma música que me era familiar — Alguém vai chegar na cidade.

— Quem? — perguntei o acompanhando na melodia.

— A filha do xerife Swan.

— E o que ela tem haver conosco?

— Ela vai ser a companheira do Peter.

— Entendi — respondi parando de tocar.

— Não gostou? — perguntou ao ver minha cara que não deveria estar das melhores.

Afinal casamentos sempre me lembravam do meu passado.

— Gostei, fico feliz pelo Peter. Finalmente vamos ter um casamento na família Choi depois de tantos anos.

— Como assim?

— Vamos conversar em um lugar mais confortável do que o banco de um piano, vem comigo.

☁︎☾☁︎

Assim que abri a porta do meu quarto, notei o olhar de Edward curioso sobre o cômodo.

— Quarto legal — comentou olhando minha estante de livros — Você tem uma cama?

— Tenho — disse me sentando.

— Mas vampiros não dormem.

— A intenção não é dormir — sorri me encostando na cabeceira da cama e dando tapinhas ao lugar vago ao meu lado.

Edward sorriu com meu ato e se juntou ao meu lado. Deitei minha cabeça em seu ombro para me acomodar melhor.

— Quando eu era humana, eu nunca fui das mais populares ou querida em minha vila, talvez por ser de uma família rica e ter acessórios que os outros invejavam, ou por eu ser muito boa em brincadeiras de caça que consideravam para os garotos na época. Ninguém caçava nada melhor do que eu — acabei soltando uma risada acompanhada do Cullen — Tanto que, Peter teoriza que meu lado rastreadora e meu escudo tenham vindo desde antes a transformação.

— Quem te transformou?

— Quando eu estava noiva e partia para uma viagem com Anthony até a casa do meu futuro marido, duas vilas de distância, fomos abordados por bandidos na estrada. Levaram absolutamente tudo o que tínhamos, até mesmo nossas vidas se não fosse por Peter — contei.

— Peter te transformou?

Concordei e segurei sua mão fazendo círculos em sua palma.

— Meu irmão tinha sumido há dez anos antes, falavam que havia morrido em um assalto nas estradas numa viagem de negócios, só que quando eu o vi...era idêntico quando havia saído de casa exceto por uma coisa.

— Os olhos vermelhos — supôs Edward.

— Sim, e foi tudo o que eu vi antes de estar quase morrendo por causa das flechas e receber a mordida. Vivemos nós três desde então.

— Mas por que agiu daquele jeito quando falei sobre a filha do xerife?

— Se ela vai ser parceira de Peter, significa que vai ser uma de nós futuramente — expliquei — Tenho até medo do futuro para chegarmos a esse ponto, até porque, ninguém normalmente não quer virar um vampiro.

— Não se preocupe com isso, Alice está de alerta para qualquer coisa.

Me afastei de Edward e fiquei sentada de frente a ele o encarando.

— Queria tentar algo — confessei.

— O que?

— Fecha os olhos.

— Blaire…

— Confia em mim, só fecha.

Ainda meio receoso, Edward fechou os olhos e aguardou qualquer movimento que fosse fazer. Comecei a engatinhar até ficar em cima dele e quando já estava bastante próximo de seu rosto, selei nossos lábios bem devagar.

— O que foi isso? — me perguntou assim que nos afastamos.

— Um agradinho — sorri marota sentando em seu colo — Não posso?

— Assim você acaba com todos meus planos de te cortejar Blaire.

As mãos dele acariciavam os meus braços dando pequenos arrepios. 

— Por mim, podemos jogar todos eles para o alto e curtir como namorados, o que acha? — questionei.

— Acho legal. E vou ter mais agradinhos?

— Quantos quiser e...— me aproximei de seu pescoço deixando um selar antes de ir para a sua orelha — Ainda bem que não temos que nos preocupar com o fôlego.

Edward inverteu as posições me deixando por baixo antes de partir para os meus lábios, dessa vez me beijando de forma mais sedenta.

Minhas mãos foram para seus cabelos dando leves puxões enquanto ele beijava a região do meu pescoço dando até mesmo leves mordidas.

— Edward… — ofeguei ao sentir uma mordida num ponto sensível.

O Cullen saiu de cima de mim e foi com tudo para o chão em um estado ofegante assim como eu.

— Desculpa, eu não devia.

— Tudo bem, eu também quero.

— Eu também, mas não desse jeito.

— Edward, estamos no século vinte e um. Não precisamos de permissão de ninguém para fazer o que íamos fazer.

— Eu sei, só… — disse hesitando por alguns segundos – Não quero que as coisas entre nós sejam tão apressadas, eu não sou assim.

— Apressadas? — perguntei incrédula.

— Sinto muito se está magoada.

— Eu estou pasma isso sim! Você está tentando lutar contra algo que você também quer, até seu corpo já dá sinais disso. Fracamente Edward.

Ele ficou quieto e não se atreveu em ao menos olhar em meus olhos, o olhei descrente de que ele seria irredutível e bufei vendo que aquela discussão não iria dar em nada.

E eu não queria ficar brava com ele.

— Olha, me desculpa — pedi — Eu exagerei um pouco.

— Tudo bem, eu também exagerei.

— É que…eu acho tão difícil encontrar um vampiro que seja virgem.

— Sou diferente senhorita — brincou. 

— Com certeza é — falei saindo da cama e ajudando ele a levantar do chão — O que vai fazer agora?

— Quer ir lá para casa? Aposto que Esme iria adorar te ver.

— Então vira — pedi.

— Por que? — perguntou desconfiado.

— Você vai me carregar nas costas até sua casa.

— Um pouco folgada não acha senhorita?

— Você ainda não viu nada — dei um beijo em sua bochecha e pulei em suas costas — Vamos?

— Melhor se segurar então.

☁︎☾☁︎

Notas da autora: Hey pessoal, como estão?

Nosso casal teve uma pequena DR, parece que o Edward tem que se acostumar com os pensamentos modernos da senhorita Choi.

#BellaIsComing pessoal então já vamos aquecendo os motores.

Gostaram? Me digam o que acharam e quais suas opiniões sobre, principalmente da história da família da Blaire.

Convido a todos a lerem Escarlate que está disponível no meu perfil, se passa pós amanhecer e tem foco nos Volturi.

Beijinhos com presas!

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