Epílogo
Hoje é véspera de Natal e está nevando em Nova York. Sim, já tinha se passado dois meses e meio desde quando tudo aconteceu. Vocês devem estar se perguntando, como eu estou? Agora, eu estou bem, mas não foi nada fácil após tudo o que houve.
Depois que acordei e recebi alta do hospital tive que me cuidar bastante, principalmente por causa que tinha apenas um rim, fiquei até com uma cicatriz, foi bem grave e quase morri.
Tive que mudar completamente a minha alimentação, passei a fazer corridas todos os sábados com Peter no Central Park, toda vez após uma corrida, ganhava um milkshake de morango, esse era o nosso acordo.
Ainda passei a ir em uma psicóloga, ela era bem legal. No início não gostei muito da ideia, mas me acostumei, ela vinha me atender em casa por causa do meu resguardo da cirurgia.
Nesse dia tio Loki estava me visitando e por incrível que pareça ela não se abalou com a presença dele.
Muitas pessoas tem medo dele, mas Olívia foi diferente, ela é uma psicóloga incrível, tanto que passei a admirar, cada vez mais sua profissão.
Me inscrevi em Oxford e passei, foi a realização de um sonho, quando eu recebi o e-mail a primeira coisa que fiz foi chorar de felicidade e em seguida dizer a todos que são importantes para mim sobre a notícia.
Nesses últimos meses, criei um laço afetivo com Thor, ele sempre vem me visitar quando podia, suas visitas são de quinze em quinze dias, no máximo. Pediu perdão por tudo que fez, então decidi dar um voto de confiança para ele e estamos nos aproximando cada vez mais.
Uller e Lorride também sempre vem me visitar, Uller como sempre fica me irritando, mas o divertimento dele é com Peter, coitado do meu namorado sofre nas suas mãos.
E os nossos vilões? Bom, Valentina acabou morrendo, isso que me atormentava as vezes, tive vários pesadelos com o dia que em que eu a matei para salvar Peter. Thomas foi preso e pegou perpétua por todos os seus crimes.
Senhora Carter, foi comprovado que ela era chantageada pelo irmão adotivo; Thomas era irmão adotivo dela e todos os adolescentes que foram sequestrados. Após desligarem o chip que estavam neles, acabaram se esquecendo de tudo o que acontecera, tiraram os chips de seus corpos e todos voltaram a viver normalmente.
Acabei de entrar no apartamento onde moro, tinha ido com o Peter passear e fizemos até uma guerrinha de bola de neve. Hoje iria ser comemorado a véspera de Natal na mansão do Tony Stark.
Como estava perto do horário, fui direto para o banheiro, tomei um banho quente, eu realmente estava precisando. Saio do banheiro e vou até o meu quarto, visto minha saia de couro que ganhei da Nat, é muito linda; uma blusa branca e uma meia calça preta por causa do frio.
Sequei o meu cabelo com secador, faço uma chapinha. No meu rosto apenas passei um blush, máscara de cílios e batom vermelho matte, calço meus coturnos preto, visto uma jaqueta de couro e saio do quarto com o presente do meu amigo secreto nas mãos.
Encontrei a minha avó já arrumada, saímos do prédio e pegamos um táxi até a mansão. Após alguns minutos chegamos, pagamos o taxista e caminhamos até a mansão.
Toco a campainha e a porta é aberta por uma Pepper Potts sorridente e bastante radiante, era como se algo estivesse diferente nela.
— Boa noite, sejam bem vindas. — Ela nos cumprimenta, entramos e somos conduzidas até a sala de estar onde já haviam várias pessoas.
Maioria dos vingadores estariam aqui, pelo visto estava faltando apenas eu e minha avó. Cumprimentamos todos e Lorride vem até a mim, nos abraçamos forte.
— Que saudades da minha irmã. — Diz ela, se afasta e sorrimos.
— Também estava com saudades de você. — Seguro sua mão.
— Tem alguma novidade? — Pergunta ela curiosa.
— Tenho, mas você apenas saberá na hora do jantar.
— Eu não acredito, pode me contar agora mocinha. — Diz ela cruzando os braços.
Antes que eu fale algo, Peter aparece para o meu alívio.
— Posso roubar a minha namorada por alguns minutos? — Pergunta ele a Lorride.
— Pode, mas quero saber que novidade é essa. — Diz ela e sai rapidamente.
— Você me salvou, obrigada. — Coloco meus braços ao redor do pescoço dele e o beijo rapidamente.
— De quê?— Ele pergunta confuso.
— Ela estava tentando descobrir a nossa novidade.
— Só espero que o meu sogro não me mate.
— E ele não vai te matar por isso.
— Você está uma gata.
— Eu sei. — Falo e rimos.
— Convencida. — Quando íamos nos beijar novamente, ouvimos tosses forçadas.
Me afastei do Peter e olhei brava para as pessoas que estavam atrapalhando o nosso momento, que era ninguém menos do que Thor e Loki.
— Não fala mais com o seu pai e o pobre coitado do seu tio? — Pergunta Thor fazendo drama.
— Deixem de drama, apenas não tinha visto vocês.
Me aproximo deles e abraço cada um, estava morrendo de saudades dos dois.
— Vim atrás de você, porque querem ver se você consegue levantar o meu martelo. — Diz ele e faço uma careta.
— Sério isso? — Perguntei desanimada.
— Você não é obrigada a isso, só faça se quiser.
Acabei perdendo os meus poderes, aquela droga que injetaram em mim quando fui sequestrada, quando recebi essa notícia fiquei super triste, mas tive pessoas ao meu lado que me ajudaram a superar isso.
Pensei que com a minha falta de poderes, o Thor não tivesse mais interesse em se aproximar por causa disso, mas estava totalmente enganada, ainda bem que ele mesmo tomou a atitude de se aproximar.
Já tentamos de tudo, mas era como se tivesse evaporado do meu corpo, talvez um dia volte ou não. Fiz vários exames, mas nada, como se eu nunca tivesse tido eles, estudaram e tudo mais para descobrir o que foi injetado em mim, porém sem sucesso.
E olha que o Bruce e Peter tentaram de tudo para descobrir, era como se essa droga não fosse da Terra, já desisti de pensar muito nisso.
— Vamos. — Digo e ele sorri.
Nos aproximamos de todos e vejo Steve tentando levantar o martelo.
— Vamos ver se a Anny consegue. — Diz Nat.
— Dúvido que ela consiga.— Uller me desafia e o fuzilo com o olhar.
— Se você conseguir, te dou um carro. — Diz Tony e olhei surpresa a ele.
— Não brinca com uma coisa dessas. — Coloco a mão no meu peito fingindo um mini ataque do coração.
— Estou falando sério, se você conseguir, te dou um carro.
— Uma motivação a mais. — Diz Steve e todos riem.
Me aproximo do martelo, respirei fundo, coloquei minhas duas mãos no cabo e o ergo sem nenhuma dificuldade, arregalei os meus olhos.
— Ela conseguiu. — Ouço Wanda falar e rir.
— Eu vou ganhar um carro! — Falei animada e todos riem ao ver a cara de frustração Tony.
— Se eu soubesse não tinha apostado nada. — Diz Tony.
— Que orgulho da minha filha. — Thor se aproxima e me abraça muito forte, quase fico sem ar.
— Vai acabar matando a menina assim, Barbie. — Diz Tony e acabo rindo.
Me afasto e olho confusa para ele.
— Barbie?
— Isso e o seu tio é o homem rena. — Tony fala.
— E você é o homem de lata. — Meu tio rebate. Então os dois começam a bater boca entre si.
Em seguida, todos fomos para a sala de jantar, me sento ao lado de Peter e de vovó. Logo começamos a nos servir e comer. Todos comiam em silêncio.
Olho para Peter, estava na hora de contar a nossa novidade a todos, pego a minha taça em que estava o suco e dou algumas batidinhas de leve, todos olham atentos para mim.
— Eu e o Peter temos uma novidade para vocês.
— Que novidade? — Pergunta Lorride.
— Ela deve estar grávida. — Diz Loki e todos ficam calados até que o Thor se engasga com a cerveja.
Descobri que o ele ama uma cervejinha, ele bebe como se fosse água, algo que acho incrível.
— O que? Eu vou ser avô? Peter, eu te mato. — Thor ameaça meu namorado que fica pálido e toma um gole da água.
— Não é nada disso e calma. — Tento reverter a situação.
— Vocês já arrumaram outro inimigo? — Pergunta Nat.
— O que? Claro que não. É uma boa notícia.
— Então diga logo o que é, sobrinha. — Diz Loki.
— Eu e o Peter vamos embora para Oxford e vamos também morar juntos. — Falo de uma vez.
— O que? Vocês vão morar embaixo do mesmo teto só depois de casar. — Diz Thor exasperado e vejo o Tony rindo dele. — Está rindo do que? Quero só ver quando você tiver sua filha e isso estiver acontecendo.
Antes que o Tony respondesse o Thor, Pepper dá leves batidas na taça, chamando atenção de todos.
— Eu também tenho uma novidade para todos, principalmente para você Tony. — Diz ela que olha para o mesmo.
— Ela vai bem pedir a separação. — Ouço Bruce falando e todos riem, menos Tony, ele estava muito tenso.
— É isso? Você vai se separar de mim? — Pergunta ele desesperado, e eu seguro a vontade de rir.
— Não, eu quero te dizer que estou grávida.
— Grávida? Tipo, nós vamos ter um bebê?
— Sim. — Ele abraça ela e a beija.
— Tomará que seja uma menina. - Diz Thor.
— Vai ser um menino, não quero ter que ser preso por matar nenhum garoto cafajeste. — Diz ele e todos rimos.
Após o jantar, todos fomos para a sala de estar e agora iria ser iniciado o nosso amigo secreto, primeiro começou o Tony que tirou a Pepper, acho que foi armação. Pepper tirou Natasha, Natasha tirou a minha avó, vovó tirou o Capitão, ele tirou o Thor, agora seria a vez dele.
— Bom, a pessoa que eu tirei nesse jogo, uma pessoa que entrou esse ano na minha vida, causando bastante confusões, já me deu muitas dores de cabeça. — Ele dá uma pausa e respira fundo. — Sei que errei bastante com essa pessoa, tanto que me arrependi muito e estou tentando recuperar o tempo perdido. A pessoa que eu tirei é a minha filha, Anny.
Sinto os meus olhos marejarem com as palavras dele, me levanto do sofá e dou-lhe um abraço forte, ele se afasta e pega uma caixa grande que estava se mexendo embaixo da enorme árvore de natal, chamava a atenção de qualquer um.
— Desde quando presente se mexe? — Pergunto a ele e rio.
Ele pega a caixa e me entrega, abro e vejo um cachorrinho muito fofo, o seu pelo tinha cores marrons, caramelo e branco. Pego ele no colo e Thor pega a caixa.
— Ele é a coisa mais linda. — Falo e sorrio para o cachorro que aceitava o meu carinho de muito bom agrado.
— Quem sabe com esse animal de estimação, faz você esquecer o seu namorado. — Diz Thor e rio.
— Ótimo sogro você foi arrumar, pirralho. — Tony tira onda do Peter e todos riem.
— Obrigada, pai. — Agradeço a ele que sorri.
— Espera, você me chamou de que? — Pergunta ele sorridente.
Repasso em minha mente e noto que o chamei de pai pela a primeira vez.
— De pai. — Digo e dou de ombros.
Ele se aproxima e me abraça novamente quase me esmagando e o cachorrinho também, que reclama.
— Obrigado por ter me dado mais uma chance. — Fala emocionado e sorrio.
Sei que esse ano não foi como eu esperava, tive bastantes emoções.
Fiz amigos de verdade, me apaixonei, descobri coisas novas em mim, conheci meu pai, irmãos, tio, madrinha.
Mesmo que eu não estivesse esperando por tudo isso, eu amei como a minha vida mudou desse jeito radicalmente, se não tivesse acontecido nada disso, eu não saberia quem é Anny Martini de verdade.
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