Capítulo 41: Aceita namorar comigo? (Especial de 100K)
Quando vi aquele tal de Leonardo, senti todas as minhas expectativas para esse final de semana irem por água a baixo. Anny estava toda sorridente para ele, sei que já foram amigos por muito tempo, mesmo assim um ciúmes aparecia lá no fundo.
Subi direto para o quarto que iria ficar e fiz uma chamada de vídeo para a tia May.
— Oi, Peter. Aconteceu algo? — Pergunta preocupada.
— Acho que não vou conseguir fazer o pedido, tia.
— Calma, Peter. O que aconteceu exatamente?
— Eu tenho um concorrente.
— Concorrente? Quem?
— O primo da Mj.
— O primo?
— Sim, o primo. Eles já foram amigos da infância. — Explico a ela.
— Então, eles são apenas amigos e nada mais.
— Não, percebi o jeito que ele olha para ela... é como, se fosse do mesmo jeito que olho para ela, tia May. — Digo desanimado.
— Calma, Peter. Vai dar tudo certo.
— E se ela não gostar mais de mim? — Perguntei nervoso e comecei a andar de um lado para o outro.
— Falei para você não se afastar dela.
— Eu sei, mas se continuasse perto, com certeza falaria a ela que iria pedir em namoro e o meu plano ia todo por água a baixo.
— Já sei o que fazer.
Ela me conta sobre algo que poderia acrescentar em meu plano. Depois disso me despeço dela, tomei um banho e desci para almoçar. Vejo que todos estavam sentados à mesa, o Leonardo estava do lado da Anny e os dois estavam sorrindo, respiro fundo e me sento.
A comida já estava pronta e começo a me servir. Quando ouço o Leonardo perguntar para Anny:
— Então, você realmente não tem nenhum namorado ou ficante?
— Não...por que? — Pergunta ela confusa.
— Por nada, que tal sairmos amanhã? -— Sugeriu ele, antes que ela responda, MJ se intromete.
— Ela não pode. Vamos sair juntas.
— Vamos? — Anny pergunta confusa e MJ chuta sua perna, que gera uma careta de dor.
— Vamos, esqueceu?
— Jamais esqueceria e desculpa, Leo. Não vai dar.
— Então que tal domingo? — Sugeriu ele novamente, e o fuzilo com o olhar.
— Pode ser. — Ela diz e dá de ombros.
Olho para Ned e MJ pedindo ajuda, eles sabiam do meu plano, mas apenas deram de ombro. Bufei irritado e voltei a comer.
— Como vocês se conheceram? — Pergunta MJ.
— Estudávamos juntos. — Responde Anny.
— MJ já tinha me enviado algumas fotos de vocês, mas quando vi a Anny, logo a reconheci, continua a mesma. Foi coincidência demais né? Raio do sol. — Ele fala olhando diretamente para mim e sorri.
— Sim, que mundo pequeno né? — Anny evita olhar para mim e retornar a comer.
Não posso simplesmente deixar esse cara chegar e roubar a minha garota.
Já era noite, rolava de um lado para o outro na cama e nada do meu sono vir, o meu nervosismo estava a mil, ainda para piorar o Ned estava roncando, bufei e me levantei da cama.
Direcionei o meu olhar para a janela e vejo que o céu estava lindo e bastante estrelado. Me levanto e caminho até a janela e comecei a olhar para a paisagem, o mar se movimentava- lentamente.
Tinha me esquecido de como era a praia, sequer me lembro a última vez que vim a uma.
Vejo uma figura loira andando pela a praia, começo a pensar se devo ou não ir, mas opto por ir até ela. Peguei um moletom e vesti, saí do quarto com cuidado para não acordar o Ned.
Saí da casa e vou caminhando até ela que estava sentada observando o mar, provavelmente perdida em pensamentos. Meu coração se acelera ao me aproximar da mesma, sento ao seu lado na areia e ela ainda continua olhando para o mar, realmente estava no mundo da lua.
— Anny? — A chamo e ao me ver arregala os olhos.
— Peter? Que susto. O que está fazendo aqui? — Ela leva a mão ao peito.
— Eu te vi por aqui e vim conversar. Não está conseguindo dormir?
— Não...toda vez que saio para algum lugar, tenho dificuldade pra dormir.
— Quando dormiu lá em casa não foi assim. — Alfineto ela.
— Peter. — Ela ri e dá um tapa fraco em meu braço.
— Desculpa. — Falo rindo.
— E você? Por que não consegue dormir?
— Ned ronca e também estou ansioso. — Confessei e torci mentalmente para não contar nada a ela, se fizesse isso meu plano iria falhar.
— Ansioso? Para o que? — Ela olha para mim curiosa.
— Logo mais você irá saber.
— Quanto mistério. — O seu olhar muda de curiosidade para receio. — Peter...posso te fazer uma pergunta?
— Você já está fazendo uma. — Digo e rio nervoso. Não fazia a mínima ideia do que ela iria perguntar.
— Tão engraçadinho. — Ela fica emburrada e rio mais ainda.
— Pode perguntar.
— Por que você se afastou de mim?
Merda, sabia que uma hora ela iria me perguntar isso, mas eu não faço a mínima ideia do que responder. Olho para o mar e em seguida para ela novamente
— Eu estou preparando uma surpresa para você.
— Surpresa? Que surpresa? — Vejo o seu rosto iluminar e o seu lindo sorriso aparecer.
— Esteja pronta amanhã às 07:00 P.M e saberá.
— Está bem...estarei te esperando nesse horário. — Sorrimos um para o outro.
Meu nervosismo estava apenas aumentando, ajeito minha gravata. Sim eu estava de terno, tia May falou para que tudo saísse perfeito eu deveria estar elegante e bonitão.
Respirei fundo e olhei para o meu reflexo no espelho, era agora ou nunca. Ouço alguém bater na porta, digo que pode entrar e vejo o meu melhor amigo entrando.
— Ela está quase pronta, acho melhor você ir. MJ vai levar ela até o local.
Engulo em seco, saio da casa e dou graças a Deus por não ter dado de cara com Leonardo, vou caminhando até o local, me sento à mesa.
Fico revisando em minha mente o que iria realmente falar para Anny, até que avisto ela vindo com MJ. Estava vendada e provavelmente resmungando, levanto-me e respiro fundo, elas se aproximam da mesa.
— Chegamos. — Diz MJ.
— Finalmente, posso tirar essa venda? — Pergunta Anny ansiosa e seguro o riso.
— Pode. — MJ ajuda ela a tirar a venda. Ela sorri ao me ver.
— Oi Peter.
— Oi Anny.
— Vou deixar os pombinhos sozinhos. — MJ saí e nos deixa sozinhos.
— Um jantar na praia? Que romântico. — Comenta Anny e sorri, aproximo-me e puxo a cadeira para ela, que se senta e agradece.
— Sim, espero que goste.
— Seria difícil eu não gostar.
Tiro a tampa que estava sobre os pratos e vejo o sorriso dela aumentar.
— Lasanha? Não me diga que foi você que fez. — Fala surpreendida.
— Não se preocupe, não foi eu que fiz.
— Posso comer aliviada, então. — Rimos e começamos a comer.
Jantamos tranquilamente, conversamos e rimos muito. Eu e Anny tínhamos uma química que não sei explicar, mas que independente do tempo que tínhamos nos afastado era como se isso nunca tivesse acontecido. Terminamos o jantar e notei que ela estava um pouco vermelha.
— Virou camarão? — Ela bufa com a minha pergunta.
— Isso que dá ser branca demais, fiquei bem vermelha e olha que nem fiquei muito no sol.
Verdade, viemos para a praia hoje de manhã, ela ficou pouquíssimo tempo no sol e estava vermelha que só. Ainda bem que isso não aconteceu comigo.
— Quer dançar comigo?
— Dançar?
— É treinar para o baile.
— Quem disse que vou com você? Vai que você me abandona lá, igual fez com a Liz.
Revirei os meus olhos, acho que ninguém vai esquecer que abandonei a Liz no baile do ano passado, mas era preciso, tinha que prender o pai dela.
— Eu prometo que não vou te abandonar. — Estico o meu dedinho e fazemos uma promessa.
— Posso escolher a música? — Ela pergunta e assinto. Pega o celular e sai a procura da música, após alguns minutos ela se levanta, coloca a música para tocar e logo reconheço.
Take my breath away, a mesma música que tocou quando estávamos no seu quarto quando voltou do hospital, ela estende a mão para mim e levanto-me, coloco minhas mãos em sua cintura e ela os seus braços ao redor do meu pescoço.
— Watching every motion.
In my foolish lover's game.
On this endless ocean.
Finally lovers know no shame. — Anny começa a cantarolar em meu ouvido.
Sorrimos e dançamos a música do nosso jeito, fito os olhos azuis que estavam brilhando de um jeito que eu nunca havia visto.
— Turning and returning
To some secret place inside
Watching in slow motion
As you turn around and say
Take my breath away
Take my breath away
Ela continua cantando, até que a música termina e respiro fundo.
— Anny...— Ela olha atentamente para mim. — Nunca imaginei que iria me apaixonar por você, na verdade nunca tinha te conhecido de verdade. Então teve aquele trabalho de ciências, onde conheci a verdadeira Anny Martini, que me encantou com o seu jeito, sua voz, vício por milkshake de morango. — Rimos juntos. — Eu sou completamente apaixonado por você. — Vejo que seus olhos estavam marejados. Então me ajoelho e peguei a caixinha aveludada que estava as alianças. — Então eu queria saber, você aceita namorar comigo?
Ela ri e olha para mim.
— Não está parecendo um pedido de namoro e sim de noivado. — Diz ela e rir, a acompanho.
— Eu sei, mas quis diferenciar, então aceita ou não?
— Claro que eu aceito, Peter.
Me levanto, tiro a aliança folheada de prata fina, coloco em seu dedo anelar e em seguida ela faz o mesmo comigo, nos beijamos apaixonadamente.
Era oficial, Anny e eu éramos namorados, nada e nem ninguém mudaria isso.
Nota da autora:
Depois de 84 anos uma nota aqui no final do capítulo.
Quero apenas compartilhar a minha alegria por termos chegado a uma marca tão expressiva.
100K, jamais imaginei que poderia alcançar tantas pessoas assim. Quero agradecer a todos vocês que estão aqui, lendo, comentando e votando.
A partir do dia 12/07, depois das minhas provas estarei fazendo uma grande maratona dos últimos capítulos e logo em seguida vou começar a publicar o segundo livro.
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E muito obrigada pelos 100K 💖🥰
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