Capítulo 36: Cascata do Caracol
Já tinha uma semana que eu estava no Brasil. Tínhamos ido conhecer mais da cidade, fomos no cinema, parques, e entre outros lugares. Minha avó falou que iríamos conhecer um parque chamado Cascata do Caracol.
Pelo que eu pesquisei, é um parque bastante interessante e tem uma cachoeira linda, estava animada para ir. Ontem tínhamos saído para passear pela a cidade, um garoto veio até a mim querendo pedir o meu número, eu fingi que não sabia português. Comecei a falar em inglês, logo o garoto foi embora, as meninas riram bastante disso.
Agora eu estava no quarto, deitada, quase a fazer uma chamada de vídeo para o Peter. Tínhamos combinado ontem e já deu o horário, mas nada dele aparecer, já estava ficando preocupada quando a MJ surgiu no quarto.
— Nanda está te chamando pra mostrar um doce brasileiro. — Me levanto da cama, deixo o meu celular na mesma. Saímos do quarto e fomos para a cozinha.
Nanda cozinhava super bem, ao contrário de mim que sou péssima. Eu e MJ já estávamos bastante próximas dela, uma amizade maravilhosa que ganhamos nessa viagem.
— Vou apresentar para vocês o brigadeiro. — Diz ela animada.
— Brigadeiro? O que é isso? — Questiona MJ e nos sentamos à mesa.
— O melhor doce do mundo.
— Dúvido que seja o melhor. — Diz MJ descrente.
— Vou te provar o quanto é. — Diz Nanda convicta.
Logo ela começa a fazer o doce e vai dizendo cada passo. Quem sabe se eu gostar, possa fazer para o Peter? Que droga, só penso no menino.
Depois de ter feito, deixou dentro da panela, para esfriar, e sentou-se conosco à mesa.
— Ainda estou com pena do garoto de ontem. — Diz Nanda. Ela é um muito sentimental nesses casos.
— Eu vim apenas para passear e não para ficar com alguém. — Justifico e dou de ombros.
— Mentirosa, ela tem apenas olhos para o Peter Parker. — Diz MJ em tom de deboche. Reviro os meus olhos.
— Aquele menino nem era bonito. — Tento argumentar.
— Que mentira, ele era um gatinho. Amei os olhos verdes dele. — Comenta Nanda.
— Vocês não têm outra coisa pra falar, não? — Pergunto já querendo mudar de assunto.
— Tenho, preciso mostrar para vocês a música que todo brasileiro nasce cantando. — Nanda pega o celular.
Uma música começa a tocar, é um estilo sertanejo. Como eu sabia disso? Porque Nanda sempre ouvia esse tipo de música. Assim que a letra da música inicia começo a prestar atenção.
"Quando eu digo que deixei de te amar
É porque eu te amo
Quando eu digo que não quero mais você
É porque eu te quero
Eu tenho medo de te dar meu coração
E confessar que eu estou em tuas mãos
Mas não posso imaginar o que vai ser de mim
Se eu te perder um dia"
Olho para Nanda que estava animada cantando a música, sorrimos uma para a outra, sua alegria era simplesmente contagiante.
Logo chega no refrão da música:
"E nessa loucura de dizer que não te quero
Vou negando as aparências
Disfarçando as evidências
Mas pra que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração
Eu sei que te amo
Chega de mentiras
De negar o meu desejo
Eu te quero mais que tudo
Eu preciso do seu beijo
Eu entrego a minha vida
Pra você fazer o que quiser de mim
Só quero ouvir você dizer que sim
Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você pensa muito em mim
Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você quer viver pra mim"
Eu e MJ balançamos os braços de um lado para o outro. Assim que a música acaba, batemos palmas pela performance, Nanda pega um copo de água para beber.
— Quero que me envie essa música. — Digo após ela conseguir respirar, ela estava literalmente morta. Cantou bastante e dançou também. Pena que eu tinha deixado meu celular no quarto, mas MJ estava com o dela e gravou a dança ridícula de Nanda.
— É pra já. — Ela pega o celular e envia-me pelo WhatsApp.
Ela pega a panela que estava o brigadeiro e coloca na mesa.
— Agora vocês vão provar o melhor doce do mundo. — Nos entrega as colheres.
— Espero que seja bom mesmo. — Diz MJ com indiferença, mas sabia que estava ansiosa para comer.
— É o melhor de todos, queridinha. Pode provar. — Diz Nanda.
— A Anny vai provar primeiro. — Diz MJ e a olho confusa.
— Eu? Por que não você? — Pergunto confusa.
Mas é óbvio que já comi brigadeiro e muito, sempre quando eu estava de tpm minha avó faz uma panela de brigadeiro, apenas para mim. Mas MJ não precisa saber disso né?
— Porque sim, vai logo.
— Tá bom. — Reviro os olhos, pego um pouco do brigadeiro, coloco na minha boca e fecho os olhos. Precisava ser uma ótima atriz.
Abro os meus olhos e vejo MJ esperar minha resposta com expectativa.
— Então, é bom ou ruim? — Ela pergunta curiosa.
— É ruim. — Pego mais um pouco de brigadeiro e coloco na boca, ouço a risada de Nanda.
— É ruim e você está comendo de novo? — Pergunta MJ emburrada.
— Isso mesmo. — Pego mais um pouco e dou uma risada.
— Deixa eu provar antes que você coma tudo. — Diz MJ e pega um pouco, come e olha para mim. — Esse negócio é muito bom. — Ela saboreia e pega mais um pouco.
— Esse negócio se chama brigadeiro. — Nanda pega um pouco e começa a comer.
— Quero a receita depois. — MJ fala e Nanda assente. Logo devoramos o brigadeiro, depois disso vou para o meu quarto.
Pego o meu celular e jogo-me na cama, desbloqueio ele e vejo chamadas do Peter, antes que eu retorne, ele liga novamente e atendo.
— Ufa, pensei que não estava me atendendo, porque demorei.
— Poderia ter sido por isso, mas eu tava ocupada.
— Desculpa não ter ligado no horário marcado. Teve um roubo em um banco e tive que ajudar.
— Tudo bem, às vezes me esqueço que você é um super herói. — Rimos.
— Você também é quase...é uma semi-deusa.
— Eu não sou não.
— Claro que é.
— Então tá...eu sou. — Reviro os olhos, sem que ele nem veja. — Como está as coisas aí?
— Muito estranho, andam tendo muitos desaparecimentos.
— Desaparecimentos? — Pergunto preocupada.
— Sim. Vários alunos do Midtown estão sumindo.
— São só alunos do Midtown?
— Sim. Estou investigando, mas não encontrei nada.
— Eu posso te ajudar quando chegar aí.
— O quê? Não! De jeito nenhum.
— O que custa aceitar a minha ajuda?
— Eu não quero te colocar em risco, Anny. Nem sei com o que estou lidando.
— Por isso mesmo que tenho que te ajudar, Peter. Por favor, aceita a minha ajuda.
— Não sei não, Anny. — Ele diz indeciso.
— Íamos passar mais tempo juntos. — Dou a ideia.
— Sabe como me convencer né? — Apenas dou um sorriso de lado ao ouvir o que ele diz. — Está bem, vou aceitar sua ajuda.
— Eu podia ter um traje. — Comento animada.
— Nem vem. Já está toda empolgada aí.
— Eu vou ser tipo uma super heroína, Peter.
— Eu sei, mas calma, ok? — Ele ri.
— Estou com saudades.
— Eu também, quando você chegar, podemos ir para um encontro.
— Um encontro?
— Sim.
— Agora não vejo a hora de voltar. — Digo e sorrio.
Acordei no dia seguinte animada por dois motivos, primeiro, pois fiquei até tarde conversando com o Peter, até a hora de dormir, e segundo, iria conhecer a Cascata do Caracol.
Levantei da cama empolgada, peguei uma roupa, biquíni e minha toalha. Tomei um banho rápido, vesti meu biquíni e roupa. Saio do banheiro, arrumo uma mochila e vou para a cozinha.
Tomamos o nosso café em uma animação tremenda, todas estavam prontas, então fomos logo para a cachoeira.
Depois de alguns minutos chegamos de carro, pagamos e entramos. Era simplesmente maravilhoso, caminhamos até a cachoeira. Tiro a minha blusa, apenas ficando de short jeans. Passei protetor solar e aproveitei o restante do dia na cachoeira com as meninas.
Essa com certeza estão sendo as melhores férias da minha vida.
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