Capítulo 32: Guardiões da galáxia?
Dormi com bastante dificuldade, sou aquele tipo de pessoa que demora para dormir, quando não está de casa, também aquela maldita palavra martelava em minha cabeça "bastarda". Tantas coisas se passavam em minha mente e eu apenas desejava um abraço do Peter.
Sonhei que estava em um local totalmente branco, sentada em um banco, me levanto e percebo que estou com um vestido medieval azul, bastante semelhante com o que usei no jantar, sinto algo sob a minha cabeça. Tiro e percebo que era uma coroa com pedras preciosas, coloco novamente em minha cabeça.
Mas que lugar é esse? Começo a caminhar, a procura de uma saída. Andei e andei, por quantos minutos eu não sei, olho para um lado e apenas continuo vendo tudo branco, olho para o outro lado e vejo uma pessoa de costas.
— Ei, você! — Chamo por essa pessoa.
Ela então se vira e era eu, porém com os cabelos ondulados e com um vestido rosa. Acelero os meus passos até ela, quanto mais eu andava, mais eu não chegava perto dela. Era como se eu não conseguisse alcançar ela.
— Não se preocupe, Anny. O destino irá unir aquilo que foi separado.
Acordei sobressaltada, senti um aperto em meu coração, aquele sonho parecia tão real. Olho para os lados e vejo Lorride, assim que me vê acordando se aproxima.
— Finalmente você acordou. — Ela comenta. — Acordou assustada, teve algum pesadelo?
— Está muito tarde? Desculpa, acabei demorando para dormir, deve ser por isso que demorei para acordar. E eu não tive nenhum pesadelo, apenas achei que estava atrasada para algo. — Minto a ela.
— Se você quer dizer que dois dias é muito tarde, então sim está bem tarde. — Olho para ela confusa e sem entender nada.
— Do que você está falando?
— Você dormiu por dois dias, porque o papai te deu Valeriana.
— Pensei que ele estava blefando.
— Agora se levante, papai quer falar com você e também vamos receber os guardiões da galáxia.
Guardiões da galáxia? Quem são esses? Será que são algum tipo de vingadores da galáxia? Ela quis me empurrar para um vestido, mas recusei, não pretendo usar aquelas roupas novamente tão cedo.
Optei por usar uma calça jeans, blusa de cor vermelha e calcei um coturno, essa era a Anny Martini de verdade.
Pedi para Kristen trazer o meu café da manhã no quarto, não queria ver a cara de Sif nesta manhã, se a noite ela é uma pessoa desagradável, imagina de manhã. Logo tomei o café da manhã e fui para a sala que o Thor estaria me esperando.
Logo vi ele com o cara de ontem...ontem não, de duas noites atrás, mas eu não lembrava o nome, o mesmo coloca um sorriso de canto no rosto, ele deve ser muito mulherengo.
— Oi Anny, esse é o Uller e Uller essa é a Anny. — Nos cumprimentamos. — Te chamei para vermos se o seu poder voltou ao normal.
— Ah sim, claro. Vocês podem se afastar um pouco? — Sugiro um pouco tímida
Eles apenas dão alguns passos atrás, vejo que tinha alguns objetos que eu poderia destruir, fecho os meus olhos e sinto o meu poder correndo pelas veias, abro os meus olhos e destino o meu poder a uma mesa que vira pó. Olho para Thor e o Uller que estavam surpresos.
— Nossa, o seu poder é muito forte. — Thor diz e apenas dou um sorriso fraco. — Bom tenho algumas coisas para resolver, no almoço nos encontramos. — Ele sai rapidamente, ficando apenas eu e Uller.
— Então, você é a Anny. Não sabia que as humanas da Terra eram tão lindas. — Acabo revirando os olhos com o comentário.
— Você não tem mais o que fazer? - Pergunto entediada.
— Não e vou te mostrar o palácio com Lorride. — Ele aproxima-se e coloca o seu braço em meus ombros.
— Mereço, viu.
— Você é muito nova para mim, mas não é de se jogar fora.
— Você é sempre assim? — Me afasto dele delicadamente.
— Galanteador?
— Não, cafajeste mesmo.
Antes que ele fale algo, Lorride aparece sorridente. Ufa, estou já sem a mínima paciência para falar com esse cara.
— Vamos? — Pergunta ela sorridente.
— Vamos. — Respondo e saímos da sala, começamos a caminhar pelo o palácio.
Era enorme, se eu andasse por aqui sozinha com certeza iria acabar me perdendo. Passamos por alguns servos que olham com desaprovação para mim, já outros sorriram, acho que não é todo mundo que está afim de aceitar uma bastarda na realeza.
— Aqui tem wi-fi? — Pergunto para Lorride.
— Tem sim.
Entrego a ela o meu celular, que coloca a senha e me devolve, agradeço por esse favor. Mando rapidamente uma mensagem para Peter perguntando como estava. Continuamos a andar, Uller me encarava demais.
— Perdeu algo em mim? - Disparo.
— Não, só estou reparando que você é a cópia do Thor. Na verdade todas vocês são, menos eu.
— É...tive que puxar alguma coisa dele. — Dou de ombros. — Você não é filho dele?
— E na terra sabem que você é filha dele? E não sou filho dele, apenas enteado.
— Só os vingadores, se descobrissem não iam me deixar em paz.
Não digo nada sobre ele não ser filho do Thor, mas pelo o que vi da relação deles eram bem próximos, como se fosse pai e filho.
— Por que?
— Você não sabe como são os humanos.
Termino de fala e um servo surge:
— Os guardiões da galáxia chegaram. — Anuncia.
— Obrigada, vamos? — Lorride apenas pergunta e assentimos.
— Quem são esses os guardiões da galáxia? — Pergunto curiosa.
— São amigos do papai, eles sempre estão viajando pela a galáxia, combatendo os crimes. — Lorride responde a minha pergunta.
— Hum, entendi.
— Talvez você ache eles peculiares.
— Peculiares? Por quê?
Ela não respondeu a minha pergunta e caminhamos até o salão principal. Ao chegarmos, avisto algumas pessoas, caminhamos até eles e fico surpresa ao ver como eles eram, um cara era humano, eu acho, havia uma mulher que era verde, mas achei ela bastante bonita.
Tinha um guaxinim, uma árvore, um cara enorme e forte que era rosa e com alguns tons verdes na pele dele, era meio difícil de explicar a cor dele exatamente, e por último uma mulher, que tinha antenas na cabeça. Eu não diria peculiares...são apenas diferentes.
Enquanto olhava para eles minuciosamente, eles percebem e Thor decidi me apresentar a eles.
— Anny, esses são os meus amigos Peter, Gamora, Rocket a lebre, meu amigo Groot a árvore, Drax e Mantis. Essa é a Anny a minha filha.
— Eu não sou uma lebre. — O Rocket manifesta-se.
— É um guaxinim, eu acho. — Digo e dou ombros.
— Olha com quem você fala, sua pirralha. Eu não sou um guaxinim. — Diz irritado.
— Mais uma? — Pergunta Peter.
— Isso e ela é da Terra. — Thor responde. Peter sorri e aproxima-se de mim.
— Sou o Peter, o senhor das estrelas. — Ele estende a mão para mim e eu cumprimento.
— Eu sou a Anny...eu tenho um... — Olho para o Thor e vejo que ele olha atentamente para mim. — Um amigo com esse mesmo nome.
Por que eu fui dizer isso? - Penso.
— Sério? — Apenas assinto.
— Ele não é apenas um amigo seu. — Ouço a Mantis falar.
— O que? — Olho confusa para ela.
— Você é apaixonada por ele.
— Você é uma vidente por acaso? -— Pergunto um pouco sarcástica tentando mudar a situação. Olho discretamente para Thor que agora olhava desconfiado.
— Não, eu sinto suas emoções.
— Pois você está errada, eu não sou apaixonada pelo o Peter.
— É sim.
— Você é realmente da Terra? — Pergunta o senhor das estrelas. Thor já não diz isso?
— Sim. — Respondo a pergunta dele.
— Você conhece o Redbone?
— Quem?
— Redbone, o melhor cantor da Terra.
— Para mim não tem o melhor, sim a melhor cantora da Terra que é a Rihanna, e eu não sei de quem você está falando.
— O que? Vocês não podem parar de ouvir Redbone, olha eu vou te mostrar a música dele. — Peter fala exasperado.
— Peter, deixa a garota. — Diz Gamora.
— Ela tem que escutar. — Ele me entrega uma fita cassete, coloco os fones em meu ouvido e ouço a música. Era até legal a letra e o ritmo.
— É legal a música, mas sou mais Rihanna. — Falo e ele olha para mim com reprovação.
— Que tal irmos almoçar? —Pergunta Thor.
Todos vão para a sala de jantar, a mesa estava cheia de comida. Sento-me em uma cadeira, do meu lado estava o Uller e do outro o Guaxinim chamado Rocket.
Começo a me servir, quando ouço Uller falar.
— Então você tem um namoradinho?
— Eu não tenho um namoradinho, ele é só meu amigo e não tenho que ficar te dando satisfação da minha vida.
— Não, mas já deu né.
— Você não tem ninguém para atormentar?
— Não, na verdade tenho só a Valkyrie, mas perturbo ela apenas nos treinos.
— Então vá atrás da sua namoradinha.
— Está com ciúmes? — Pergunta ele convencido.
— Prefiro morrer do que sentir ciúmes de você.
— Preciso conversar com o seu namoradinho, coitado dele, só ele pra aguentar a sua chatice. — Reviro os olhos e trato de comer.
— Dá pra vocês pararem de conversar? — Rocket acaba falando alto.
— Eu sou Groot. — A árvore se manifesta.
— Eu sei que você é o Groot. — Digo e volto a comer.
— Eu sou Groot.
— Ele só sabe falar isso? — Pergunto baixo para o Rocket.
— Ele só fala na língua dele.
Com certeza nada mais vai me surpreender nesse lugar
Depois do almoço, fiquei o restante da tarde em meu quarto, tirei algumas fotos de Asgard pela a janela do meu quarto e mandei para Peter, conversamos um pouco por mensagem. Estava quase na hora de me arrumar para ir ao jantar, quando ouço alguém bater na porta.
Devia ser Kristen, ela sempre aparecia neste horário. Digo que pode entrar e ouço a porta sendo aberta me viro, porém não vejo a Kristen e sim Sif. Engulo em seco ao ver ela.
— Olá Anny. — Ela sorri e noto que o seu sorriso era forçado.
— Olá Sif. Você gostaria de falar comigo?
— Sim, ainda não conversamos, então eu como uma boa madrasta devia lhe dar boas vindas a família.
— Ah não precis... — Antes que eu termine de falar, ela me importe.
— Realmente não precisa, pois você nunca vai fazer parte dessa família.
— Você não pode impedir isso. — Falo a primeira coisa que vem em minha mente.
— Mas é claro que eu posso, você é apenas uma bastarda que não tem o sangue real, completamente o fruto de uma traição. Acha mesmo que as pessoas irão te receber de braços abertos e te considerar da família real, uma princesa como as suas meias irmãs? — Diz ela em um tom frio.
— O que... você quer? Que eu saia da vida de todo mundo? — Digo com uma certa dificuldade, estava com um nó preso na minha garganta.
—Isso, que você volte para o seu planeta e não importune nunca mais a minha família.
— Se é isso que você quer, é isso que você terá. — Digo e ela logo sai, me jogo na cama e começo a chorar.
O que eu fiz pra merecer isso? Nasci, esse foi o problema? Será que se eu contar pra alguém vai acreditar? Choro compulsivamente.
Ouço alguém bater na porta, apenas ignorei e continuei a chorar, mas a pessoa insistiu, seco o meu rosto rapidamente, levanto-me e abro a porta.
É o Thor, será que se eu falasse para ele acreditaria em mim?
— Anny...o que aconteceu? O seu rosto está vermelho, estava chorando? — Questiona preocupado.
— A Sif. - Falo e começo a chorar novamente, acabo soluçando, ele puxa para um abraço forte.
— O que aconteceu com a Sif?
— O que aconteceu comigo. — Me afasto dele bruscamente. — Ela veio aqui e falou coisas horríveis para mim.
— Que coisas?
— Ela falou que eu era bastarda, fruto de uma traição e que eu jamais faria parte dessa família.
— O que? Sif jamais falaria isso. —Ele fala incrédulo. Dou uma risada fraca.
— Nem sei o porque estou te dizendo isso, eu sabia que não acreditaria em mim.
— Não é isso, só que ela jamais faria isso, Anny. — Diz ele calmamente.
— Por favor, saia.
— Eu não vou sair. — Diz e bate o pé.
— Por favor. — Digo em tom de súplica.
— Está bem, eu vou sair, mas amanhã conversamos, quando você estiver mais calma. Tenho certeza que isso foi apenas um mal entendido. —Apenas assinto e espero ele sair.
Respiro fundo. Amanhã, até parece que amanhã vou estar aqui, vou até a minha mala e arrumo rapidamente, troco de roupa e espero dar o meu horário.
O melhor é me afastar o mais rápido possível dessa família.
Abro a porta devagar e vejo que não há quase nenhum movimento, pego a minha mala e saio do quarto. Tento me lembrar onde ficava o quarto de Loki, ele seria a única pessoa que talvez me ajudaria.
Estava caminhando pelos corredores desse imenso palácio até que ouço uma voz rouca:
— Ei você, parada aí!
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