Capítulo 29: Conhecendo um tal de deus dos raios
Lembrança de 10 anos atrás
O céu parecia estar desabando sobre a minha cabeça, da minha janela dava para ver que estava tendo muitos relâmpagos e trovões.
Lembrei de minha avó, sempre soube que ela tinha medo de trovões, então decidi descer da cama e ir para seu quarto. Bati na porta e logo ouvi sua voz , dizendo que "pode entrar".
— Oi querida. — Assim que ela termina de dizer, um trovão soa e ela acaba levando um susto.
Fecho a porta, caminho até a cama dela e deito-me ao seu lado.
— Não precisa ter medo, vovó. — Abraço ela fortemente.
— Oh querida, você é tão corajosa, queria ser igual a você que não tem medo de trovões.
Lembrança off
Claro que a filha do deus do Trovão não teria medo de trovões. Essa lembrança veio do nada em minha cabeça.
Na verdade, enquanto eu estava desacordada, essa lembrança vinha constantemente, se repetia diversas vezes e eu não sabia o porque.
Ouço um barulho estridente de trovão, arregalo os meus olhos.
— Deve ser ele. — Digo para o Peter que me olhava confuso.
— Ele quem? — Pergunta confuso.
— O Thor, Peter. -— Digo um pouco nervosa.
— Como você sabe que é ele?
— Eu não sei...apenas sinto.
Ouvimos alguém bater na porta e quem entra é o Noah.
— Oi Anny, pelo visto já acordou, uma pessoa veio lhe ver.
— Ele veio mesmo?
— Como ele sabe do seu pai, Anny? — Peter dispara.
— Ele... é o meu... — Antes que eu fale algo, Noah/Loki se pronuncia.
— Fechem os olhos.
— Pra que? — Peter fala e cruza os braços.
— Só fecha, Peter, por favor. — Ele apenas assente e fecha os olhos, faço mesmo.
Após segundos depois, ouvimos Noah/Loki dizendo que podemos abrir os olhos. Noah estava na forma de Loki ou Loki estava na forma dele, isso ainda era muito confuso para mim, olho para Peter que estava assustado.
— Você é o Loki? Aquele que tentou destruir Nova York? Você roubou o tesseract esses últimos dias?
— Sim, sou eu mesmo. E eu peguei apenas o que é meu por direito. — Ele apenas dá um sorriso presunçoso, se encosta na parede e cruza os braços.
Fico surpreendida ao ver que o Peter lançou teias na direção do Loki que agora estava preso na parede.
— Peter. — Tento chamar a atenção dele.
— Pode me soltar, agora, menino inseto. — Loki ordena.
— Você me chamou de que? — Peter pergunta irritada.
— De Homem-Aranha. — Loki resmunga.
— Não, eu escutei menino inseto.
Antes que Loki fale algo, a porta é aberta e vejo ele entrando, o Thor. Sinto o meu coração acelerar e minha boca ficar seca, ele olha para mim e em seguida para Loki que estava preso e solta uma risada.
— Que isso, irmão? Está perdendo o jeito? — Diz ele e ri sozinho, Loki estava emburrado, Peter calado e eu surpreendida por ele ter vindo me ver.
Ele não parecia muito com as fotos que eu tinha encontrado no google, na verdade, parecia. Mas estava um pouco diferente, com o cabelo curto e com uma barba em seu rosto. Os olhos azuis semelhantes ao meu.
— Vocês poderiam nos dar licença? — Ele pede educadamente.
— Claro. — Peter fala.
Quando o Peter estava quase na porta, Loki fala.
— Tem como me tirar daqui? — Diz em um tom de súplica, me seguro para não rir. Peter o ajuda e logo eles saem.
Thor caminha em passos lentos para chegar perto de minha cama.
— Olá, Anny. — Cumprimenta tranquilamente.
— Oi, Thor. — Ele fica em silêncio e me encara.
— Você me lembra muito ela.
— Todos dizem isso. — Falo com indiferença e dou de ombros.
— Desculpa vir só agora, não sei se você sabe, mas sou rei de Asgard e tenho muitas responsabilidades. E Loki tentou roubar o Tesseract, fingindo ser você.
— Só assim para você vir. — Falo com desdém.
— Como você está? Fiquei preocupado em saber que estava em um hospital.
— Estou bem e não precisava vir antes, acordei hoje. Ainda não sei quanto tempo fiquei desacordada.
— Me disseram que foi 3 dias.
— Três dias? — Pergunto assustada.
— Foi, mas fico feliz que esteja bem. — Apenas assinto.
— Posso fazer uma pergunta? — Pergunto.
— Claro.
— Por que você nos abandonou?
— Eu não abandonei porque quis...sim porque não tive escolha.
— Então me conte, tenho tempo suficiente. — Cruzo os meus braços e continuo olhando para ele.
— Sei que vai parecer babaca, mas eu tinha brigado com Odin e meu casamento com Sif estava indo de mal a pior.
— Então você fez a minha mãe de amante? — Disparo.
— Foi... infelizmente fiz ela de minha amante, mas ela não sabia de nada.
— Pelo menos minha mãe tinha caráter.
— Calma mocinha.
— Calma o que? Passei 17 anos da minha vida sem um pai e mãe, minha mãe pelo menos eu sempre soube que era uma pessoa incrível e que todos amavam. Já você eu tinha perdido as esperanças de te conhecer, você não sabe o quão horrível é passar o dia dos pais sem um pai, sofrendo com piadas e mais piadas. — Dou uma pausa e respiro. — Eu não te odeio e nem nada do tipo, só não espere que um dia te chame de pai pois é provável que isso nunca ocorra e por favor sai do meu quarto.
— Anny, por favor. Vamos conversar.
— Não, eu não quero conversar com você. Só saia, por favor, Thor. — Sinto uma lágrima escorrer dos meus olhos.
Antes dele falar algo, a porta é aberta pela minha avó que entra rapidamente e me abraça fortemente.
— Ah querida, quando Peter falou que tinha acordado vim logo te ver. — Ela continua me apertando e começo a ficar sem ar.
— Vovó, está me sufocando. — Digo com dificuldade e ela me solta.
— Desculpa querida. — Ouço uma tosse forçada e minha avó finalmente nota o Thor. — Ah olá, quem é você?
— Sou Thor, o pai de Anny. — Ele fala e minha avó fica alguns minutos calada e em seguida olha para mim.
— Isso é verdade querida? — Apenas assinto. — Sou Amélia Martini, avó de Anny. O que você faz aqui?
— Vim conhecer Anny.
— Anny...eu e o seu...pai, vamos conversar lá fora. Descanse, querida. — Assinto e vejo eles saírem, em seguida a enfermeira entra e troca o meu soro, coloca também um remédio para eu dormir, apago rapidamente.
Acordo e abro os meus olhos lentamente, vejo Loki em sua forma original, com Thor e minha avó. A mesma se aproxima sorridente, o que será que estão aprontando?
— Querida, eu já sei de tudo. — Arregalo os meus olhos.
— Tudo? Tudo o que, exatamente?
— Do seu pai ser de outro planeta e ser vingador. Sophia não era fraca mesmo. — Fico um pouco aliviada em saber que não tem conhecimento dos meus poderes.
— Vovó. — Falo constrangida.
— Ele quer que você vá para o planeta dele.
— O que? Não vou nem a pau.
Ela olha para mim com um olhar repreensível. Quem ele acha que é? É só chegar que vou assim do nada para o planeta dele. Um planeta para vocês verem o quão normal a minha vida é.
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