Capítulo 28: Segunda chance
As férias haviam chegado, não estava querendo que elas chegassem com os outros alunos. Queria continuar a ver o Ned, MJ e a Anny todo dia, principalmente a Anny.
Fiquei muito animado depois de termos meio que se acertado, eu sei que ainda vou ter que lutar para reconquistar a confiança dela, mas vou me esforçar ao máximo.
O fim da tarde já estava se aproximando, decido fazer uma patrulha pela a cidade, tenho que voltar a me dedicar mais para entrar nos vingadores, como ainda não entrei.
Na verdade...nem sei se realmente quero isso, estou pensando seriamente em continuar com minha vida normal de um adolescente, quem sabe até ir para uma universidade.
Senhor Stark mandou que eu ficasse vigiando a cidade, porque ele e os vingadores tinham viajado para o novo complexo dos vingadores para conhecer o local que ainda estava sendo feito. Eles irão se mudar para esse lugar. Infelizmente não fui, pois não sou dos vingadores.
Estava andando pelos prédios até que vejo uma explosão de luz, o meu sentido aranha logo se aguça.
Vou rapidamente até o local e vejo Anny caída em um canto sendo sufocada por alguém, já sinto uma pontada no meu coração, do outro lado vejo MJ caída. O que está acontecendo com essas duas?
— Ei, solte ela. — Digo e essa pessoa vira-se e ao me ver, foge. Fico indeciso em correr atrás da Valentina ou socorrer as meninas.
Fico desesperado e trato logo de pedir para Karen ligar para a ambulância e informo que duas adolescentes estavam caídas e desacordadas. Vou até o beco e aperto em um botão para que a minha roupa volte ao normal.
Logo ouço o barulho das ambulâncias, me aproximo de Anny e coloco meus dedos em seu pescoço para ver como seu pulso estava. Estava bem fraco, o desespero assombra em mim. O pescoço dela estava bastante vermelho, estava com um corte na sobrancelha e seu nariz estava sangrando.
Vejo as ambulâncias estacionarem, corro até eles.
— Por favor, ajudem elas. — Corro com eles até a Anny, checam o pulso dela e logo a colocam-na maca. Fazem o mesmo com MJ.
Acompanho até a ambulância, até que um dos paramédicos me pergunta:
— Você é o que dela?
Se eu falar que sou apenas amigo, não deixariam eu ir junto.
— Sou namorado de uma e irmão da outra. - Consigo falar sem gaguejar e agradeço mentalmente por isso.
— Pode entrar.
Entro e me sento no banco, pego meu celular rapidamente e mando uma mensagem para Ned.
Me:
Vai na casa da Anny e fala com a avó dela pra vocês irem ao hospital.
Nerd da cadeira:
O que aconteceu?
Me:
Só faça isso.
Ouço o aparelho de batimentos da Anny, eles andavam com uma sempre na ambulância, olho para o monitor e vejo apenas uma linha, sinto o meu coração acelerar, olho para Anny que estava com os olhos fechados.
A paramédica abre a blusa dela e ligam o desfibrilador.
— Carrega para duzentos. — O outro paramédico ajusta a carga, ela coloca no peito de Anny e descarrega.
Os seus batimentos não voltam normal, ela pede para carregar em duzentos novamente e na segunda fez os batimentos de Anny normalizam.
Começo a rezar, nunca fui disso, mas é nessas horas que rezamos para que quem amamos fiquem bem, fico vendo paramédicos cuidando dela, será que vou perder-la?
Um flashback passa em minha cabeça de todos os momentos que passamos juntos, ela me pedindo ajuda para se livrar do Thomas, o nosso encontro no parque de diversões. Tudo passava-se em minha mente.
Olho para o aparelho de batimentos novamente, e fico aliviado ao ver que estava tudo normal, vejo a paramédica falar baixo para o outro:
— Ufa, pensei que a garota ia morrer.
Assim que ela termina de falar, chegamos no hospital, desço da ambulância e eles fazem o mesmo com ela na maca.
Quando entramos no hospital, já iam mandando eu preencher a ficha dela e da MJ, pego meu celular aviso a mãe da MJ, que logo responde que viria o mais rápido possível.
Após vintes minutos, a avó de Anny chega em prantos com o Ned.
— O que aconteceu com ela, meu filho? — Ela vem até a mim.
— Eu não sei, apenas encontrei as duas caídas e desacordadas.
— As duas? — Ned pergunta confuso.
— MJ também estava lá.
Peço para a avó de Anny terminar de preencher a ficha, logo a mãe de MJ chega e explico para ela o que aconteceu, que também preenche a ficha da MJ.
Me aproximo do Ned que logo faz diversas perguntas.
— O que aconteceu, Peter?
— Eu não sei exatamente, assim que cheguei lá vi a Valentina tentando matar a Anny, só sei que fiquei bastante desesperado, Ned, achei que ela iria morrer.
— Quem? A MJ? — Ele pergunta e acabo revirando os olhos.
— Estou falando da Anny. — Nos sentamos nas cadeiras que tinha no corredor.
— Deve ter sido difícil, ela estava tão ruim assim?
— Estava, eu só queria acabar com a raça dela, por que tanto ódio com a Anny?
Ned apenas nega com a cabeça e ficamos em silêncio, vejo em médico vir pelo corredor, ele para e pergunta.
— Parentes de Michelle Jones?
— Sim, como está a minha filha? - A mãe de Mj se pronuncia.
— Ela está bem, só falta ela acordar, encontramos em seu organismo, resquícios de sonífero.
— Sonífero? — Ned questiona surpreso.
— Sim, alguém quer visitar ela?
— Eu. — Logo a mãe de MJ some em meio os corredores atrás de sua filha.
Avó de Anny senta ao meu lado, estava já roendo as unhas que não tenho. Decido avisar a Natasha que Anny estava no hospital, ela apenas diz que vai tentar voltar o mais rápido possível para Nova York.
20 minutos se passam e meu desespero estava apenas aumentando, eu só queria saber notícias da Anny. Até que uma médica aparece e diz:
— Parentes de Anny Martini?
— Sim, somos parentes dela. — Dona Amélia se pronuncia
— Ela está bem. - Respiro aliviado com a sua resposta — Tivemos algumas complicações, pois ela sofreu uma pancada forte na cabeça, teve duas paradas cardíacas, mas conseguimos trazer ela de volta, ainda está inconsciente, mas dentre alguns dias ou horas pode acordar.
Duas paradas cardíacas? Será que ela teve uma aqui no hospital? Engulo em seco ao imaginar que eu poderia ter perdido ela.
— Posso vê-lá? — Dona Amélia pergunta e a médica apenas assente.
— Vamos. — Elas somem igualmente a mãe de MJ dentre os corredores.
Me levanto um pouco inquieto, começo a andar de um lado para outro.
— Calma, Peter. — Ned diz tentando me tranquilizar.
— Você viu o que a médica falou, Ned? Quase perdemos ela, a garota que eu estou apaixonado. — Começo a chorar compulsivamente, Ned se levanta e me abraça.
— O pior já passou cara. — Ficamos alguns minutos no corredor abraçamos e ouço alguém chamar nossa atenção, me afasto do Ned e seco as minhas lágrimas.
— Peter, você pode ficar com a Anny? Eu acabei não trazendo algumas coisas que ela irá precisar. — Dona Amélia explica.
— Claro que posso.
— Já voltarei, tchau meninos.
Nos despedimos dela, Ned iria ver a MJ e eu a Anny. Estava um pouco nervoso, toco na maçaneta e abro a porta, adentro no quarto e fecho a porta, vejo ela com os olhos fechados e dormindo serenamente com vários fios ligados ao seu corpo, me aproximo da cama um pouco sem jeito.
Parte o meu coração vê-la assim, me sento na cadeira que fica ao lado da cama e pego em sua mão delicadamente.
— Anny...desculpa por não estar lá, para te ajudar nesse momento, espero que acorde logo. Prometo que vou te ajudar em qualquer coisa a partir de quando você acordar.
Continua um silêncio horrível, engulo em seco e ouço os seus batimentos cardíacos.
— Só acorda, por favor. Eu te amo e me sinto incapaz toda vez que me lembro quando te encontrei desacordada. Se eu tivesse chegado lá antes, nada disso teria acontecido.
Falo com dificuldade, estava sentindo um nó na garganta, dou um beijo na mão dela. Fico olhando para ela, acho que por minutos não sei por quanto tempo.
Até que a avó dela aparece com o Noah, não sei por que mas nunca fui com a cara dele, ela diz que já posso ir, só não insisto, pois não falei para a minha tia que estava aqui, depósito um beijo na testa da Anny e vou embora.
Três dias.
Três e longos dias, nada de Anny acordar.
Já estava ficando preocupado, todo dia vinha ver ela e hoje eu trouxe um buquê de flores. Sim, às vezes sou romântico. Assim que adentro o quarto que ela estava, Dona Amélia elogia o meu ato e diz que vai tomar um café na lanchonete do hospital, apenas assinto.
Natasha e os outros vingadores já haviam retornado, tinha até vindo visitar a Anny. Contei o que vi e o que sei, claro, mas falaram que podia ser apenas uma briguinha boba de adolescentes, porém que de boba não tinha nada, eu sei, Anny quase morreu.
— Quando você vai acordar, Anny? Não aguento mais ver a cara daquele mala do Noah. MJ já recebeu alta e disse que vem te visitar ainda hoje.
Me viro e deixo as flores em cima da mesa, quando viro novamente para Anny arregalo os meus olhos ao ver ela despertando.
— Pe...Peter? — Ela diz com dificuldade.
— Já volto. — Saio em disparada a procura de um médico. Logo encontro a médica que atendeu ela e me acompanha até o quarto.
— Olá mocinha, como você se sente? — A médica pergunta sorridente.
— Acho que bem, só com sede.
— Iremos apenas fazer exames para ver se está tudo certo com você e a liberamos. — Anny apenas assente.
Vejo que tinha uma jarra com água e coloco um pouco para ela em um copo, entrego para a mesma que bebe como se tivesse anos sem beber. A médica se despede e diz que viria mais tarde para fazer os exames.
— O que aconteceu? — Pergunto logo na lata, mesmo já sabendo a resposta.
— A Valentina.
— O que tem ela?
— Ela que me atacou... — Anny faz uma cara de confusa. — Na verdade brigamos, ela tem poderes Peter.
— Poderes? Como assim?
— Poder...de fogo e voa.
— Nossa...como será que ela conseguiu isso? — Pergunto ainda sem acreditar.
— Não sei mas temos que descobrir como.
— Mas você está bem?
— Sim, só com dor de cabeça, mas sinto um vazio, como se eu não tivesse mais poder nenhum.
— Sumiram? Por que acha isso?
— Usei ele bastante, deve ter se esgotado temporariamente. Parece que o meu organismo é igual o de antes do poder aparecer, apenas sinto sabe?
Antes que eu fale algo, ouço um barulho estridente de trovão, Anny arregala os olhos.
— Deve ser ele. — Ela diz. Ele quem?
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