Capítulo 26: Feira de ciências
O grande dia finalmente havia chegado.
O dia que iríamos mostrar o nosso talento, poderíamos tanto ganhar como perder. O importante era que estaríamos nos divertindo.
Não consegui dormir quase nada a noite, estava muito ansiosa para esse dia, reli várias e vezes a minha fala.
Às 5 horas da manhã já estava acordada e me arrumando para a feira de ciências, não fazia a mínima ideia do que vestir.
Vasculhei o meu guarda-roupa diversas vezes, até que optei por pegar uma calça jeans, uma blusa de mangas curtas rosa clara, já estávamos perto do verão e as temperaturas logo estariam elevadas.
Tomo um banho e visto a minha roupa, calço um all star, opto por deixar os meus cabelos soltos. Checo que horas era e ainda é 6:10 da manhã, bufo irritada e decido sair logo de casa pois era bem melhor, minha ansiedade ia acabar me matando Termino de me arrumar e pego a minha mochila, minha avó deveria ainda estar dormindo, vou até a geladeira e vejo um bilhete, pego e leio:
Bom dia querida, com certeza você estará lendo esse bilhete bem cedo, pois deve estar muito ansiosa, já que não estarei acordada para lhe dar boa sorte, considere esse bilhete como um bilhete da sorte, vá lá e arrase, querida, vou mais tarde ver você mostrando seu talento. Boa sorte.
Dou um sorriso a cada palavra que leio, realmente ela me conhecia como a palma da sua mão. Guardo o bilhete em meu bolso e saio do apartamento, conecto o meu celular ao fone de ouvido e coloco em uma música que me acalme, Mr. Sandman, cantada por Nan Vernon.
Antes de ir a escola, decido comprar um café em uma cafeteria, foi até rápido o atendimento, o que estranhei bastante, pois nesse horário devia ser sempre movimentado, após alguns minutos chego em meu destino e vejo uma pessoa.
Pelo visto eu não era a única pessoa que estava nervosa com essa feira de ciências, fiquei um pouco indecisa se iria ou não falar com essa pessoa, mas opto por ir.
— Pelo menos não sou a única que está nervosa com esse trabalho. — Peter estava cabisbaixo e quando ouve a minha voz, acaba levando um susto.
— Anny? — Ele sacode a cabeça. — Será que estou sonhando? — Diz ele baixo, mas acabo ouvindo. Dou risada, resolvo me sentar na escadaria em frente à escola ao seu lado.
— Não, você não está sonhando. — Olho para ele e pergunto. — Está nervoso?
— Sim, não dormi nada a noite e você?
— Também, acordei cinco horas da manhã e resolvi vir logo para a escola.
— Você está bem bonita. — Ele me elogia.
— Obrigada, Peter. — Dou um sorriso, mas logo ele é desfeito ao meu lembrar do que ocorreu mas ele logo trata de se desculpar.
— Anny, eu queria te pedir desculpas por te mentido para você, eu sei que o que eu fiz não tem perdão, mas por favor. — Ele pega a minha mão delicadamente e entrelaça com a sua. — Eu só quero dizer que sinto muito e espero que um dia você me perdoe. Me arrependi tanto de ter feito isso com você, mas tive de seguir as ordens do senhor Stark, eu sinto tanto a sua falta. — Ele termina de falar e olha para mim um pouco ansioso, respiro fundo antes de começar a falar.
— Peter...eu te perdoei já tem um certo tempo, só estava esperando você me pedir perdão, só que não vai ser o mesmo como era antes. — Olho em seus olhos. — Você quebrou a confiança que eu tinha em você e para você ter a novamente, vai ter que se esforçar muito. Uma vez quebrada é difícil conquista-lá novamente.
— Fico aliviado ao saber que já fui perdoado, mas vou ao máximo tentar reconquistar... mas não apenas a sua confiança e sim você em si. — Peter fala e acabo corando. Me reconquistar? Nossa.- Penso.
— Que tal um abraço? — Sugiro e ele logo assente. Abraço ele e descanso a minha cabeça em seu peito, sinto o seu coração acelerado, estava igual ao meu.
Ficamos alguns minutos abraçados, estava sentindo bastante falta dele. Me afasto e o olho, ele desce o seu olhar e nota o meu pingente.
— Pelo viato você gostou do meu presente. — Olho para o meu pingente e sorrio.
— Gostei, só ficou atrás do presentes da minha avó e da Nat.
— Soube que ela é sua madrinha, o que está achando disso?
— Estou amando, ela é super gente boa. Já até passei o dia com ela, foi muito legal.
— Realmente ela é bem legal, só que às vezes é muito séria. — Ele fala e apenas assinto. — O que vai fazer nas férias?
— Não sei, minha avó disse que vou ter uma surpresa, mas não sei o que vai ser. — dou de ombros. — E você?
— Vou ficar em Nova York mesmo, ajudar a vizinhança como sempre.
Ficamos conversando até que o vigia da escola chega e abre as portas, aos poucos os alunos vão chegando, não teria aula para os terceiros anos, pois seria apenas a feira de ciências.
A feira iria acontecer na quadra de basquete, porque é a parte mais grande da escola e iria receber muitas pessoas. Qualquer pessoa poderia vir ver a feira, minha avó disse que talvez viria, isso aumentaria a minha ansiedade.
Logo Ned e MJ chegar, eles foram buscar a máquina do tempo com a ajuda dos funcionários da torre dos vingadores, conseguimos colocar na quadra e começamos a organizar tudo.
Revisamos as nossas falas diversas vezes, algumas pessoas olhavam curiosas para o nosso trabalho, estava confiante até que vi o grupo da Liz. Que era composto por ela, duas amigas dela que não sei o nome e o Flash, desde o dia da festa ele não tinha mais falado comigo, ainda bem, pelo menos me livrei desse encosto.
MJ inventou de andar ao redor do trabalho deles para descobrir sobre o que seria, quando ela volta com uma expressão surpresa.
— Gente, talvez a gente perca para eles.
— Perder? Até parece. — Ned diz confiante.
— Sobre o que é o trabalho deles? — Questiono curiosa.
— Mover os objetos com a mente. — Ela fala e olho para ela incrédula.
— O que? — Peter pergunta mais incrédulo do que eu.
— Isso mesmo que vocês ouviram, capaz de perdermos feio. — MJ diz desanimada. — Vamos perder logo para o burro do Flash, desde quando ele é inteligente?
— Que isso gente, já vão desanimar antes de saberem o resultado? Nem sabemos se eles realmente vão ganhar mas não vamos desistir, vamos tentar a todo custo ganhar. — Estico a minha mão e espero que eles coloquem por cima da minha, mas ao invés disso estão me olhando confusos. — Nunca assistiram os três cavalheiros? Mas no lugar da espada coloquem as mãos.
Finalmente eles entendem e fazem o que digo.
— Nós vamos lutar como qualquer outro que está aqui.
Levantamos as nossas mãos e gritamos, nos abraçamos em coletivo e logo vejo a minha vó entrando na quadra, digo a eles que volto logo.
Assim que me aproximo dela, abraço ela bem forte.
— Pelo visto alguém está bem nervosa. — Ela diz e me afasto dela.
— Sim e muito vovó, tem que um grupo que está a nossa altura e estou com muito medo de perder. — Digo de uma vez e faço um biquinho.
— Se o seu grupo ficar sem primeiro, segundo ou terceiro lugar, já vai ser uma grande conquista e isso vai vir de um mérito de vocês, então apenas divirta-se querida.
As palavras da minha avó me dão um gás e me animo, dou um beijo em sua bochecha e vou até o pessoal. Antes que eu fale algo, ouço a voz do diretor começando a falar as mesmas coisas de todos os anos. Em seguida, ele chama os jurados e o fico de boca aberta.
Além do diretor que seria um dos jurados, o restante dos jurados seria o Capitão América e Tony Stark. Isso mesmo, os dois se fosse por eles iríamos perder feio, são bem exigentes e começo a soar frio e me aproximo do Peter.
— Você sabia que eles iam ser o jurados?
— Não e eles não iriam nos dizer. — Nos olhamos um pouco apreensivos.
Diretor termina de falar e começa a ver os trabalhos com o Tony e Steve, estava se aproximando do nosso trabalho e sinto Peter pegando a minha mão e entrelaçando com a dele.
— Vai dar tudo certo. — Ele sussurra e apenas assinto.
Quando eles se aproximam, solto a minha mão do Peter e respiro fundo, começamos a apresentar o nosso trabalho, até usaram e tudo mais, Peter que os acompanhou, felizmente deu tudo certo quando estavam saindo, capitão se aproxima e sussurra em meu ouvido:
— Calma, você está uma pilha. — Assinto e respiro fundo.
Acho que estava bem nítido o quão nervosa eu estava. Depois de uns 30 minutos, finalmente chegam a um parecer. Diretor toma a palavra:
— Esse ano foi bem acirrado, por causa de um décimo um grupo vai ganhar e outro vai ficar segundo lugar.
Esqueci de dizer que as outras colocações ganham prêmios e medalhas. Em segundo ganha 1.000 dólares e em terceiro lugar 500 dólares, juntamente com medalhas.
Logo anunciam o terceiro lugar que foi um grupo de meninos que fizeram um belíssimo trabalho em seguida anunciam os outros colocados.
— É com muito orgulho que a escola Midtown, anuncia que em primeiro lugar, com 10 pontos...o grupo que ganhou foi o de Anny Martini, Peter Parker, Ned Leeds e Michelle Jones.
Fico uns segundos sem reação até que Peter me cutuca.
— Ganhamos Anny. — Pulo nos braços ele e entrelaço as minhas pernas em sua cintura, em seguida gira e rimos.
— Não fique tão animado pois vamos para a Universal. — Sussurro no ouvido dele e por impulso dou um selinho nele, instantaneamente coro e me afasto dele. — Desculpa. — Ele apenas sorri.
MJ me abraça super eufórica e o restante do dia foi assim, só de alegria. Recebemos as nossas medalhas e tiramos diversas fotos, o passeio seria apenas quando estivesse voltando apenas duas semanas para as aulas voltarem. Depois fomos para aquela lanchonete.
— Estou tão feliz que ganhamos, não acredito que pensei que poderíamos perder para o Flash. — MJ diz.
— Vou sempre te lembrar disso. — Comento e rio. Nossos pedidos chegam e Ned começa a dizer.
— Pensei em um apelido para o nosso grupo.
— Que apelido você pensou? — Peter pergunta.
— ADA.
— O que significa?
— Amigos do Aranha. — Ele diz e começamos a rir.
— Só você mesmo, Ned. — Peter diz e rimos.
Esses sim são os meus amigos de verdade, que tenho certeza que estarão do meu lado para o que der e vier.
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