Capítulo 13: Dia de treinamento


   Depois de sair com o Peter, eu estava me sentindo tão bem e por incrível que pareça minha avó não fez várias perguntas desta vez, o que eu estranhei muito.

  Passei o resto do domingo todo em casa, com minha vó assistindo alguns filmes e comendo besteiras, só eu, ela estava comendo um sanduíche natural com suco. Pensei em alguma desculpa esfarrapada para dar ela, para onde irei depois da escola.

  Estamos assistindo neste momento estava passando como eu era antes de você – sempre choro assistindo esse filme. Acho bem triste até e já li o livro, muito bom super recomendo.

  — Vovó? — Chamo ela.

  — Sim, querida. — Olho para ela que está muito focada no filme.

  — Eu vou começar um treino de defesa pessoal, vovó.

  — Ah é? Que bom querida.

  — Sim, vai ser todos os dias depois da escola.

  — É bom mesmo, para quando um tarado aparecer você se defender. Igual aquele que te atacou. — Fala ainda olhando para a televisão.

  Continuamos assistindo os filmes - foi mais fácil do que eu imaginei. Ainda bem que não tive tanta dificuldade assim.

  Segunda chegou, acordei, arrumei-me rapidamente e fui para a escola, assim que cheguei encontrei MJ que se tornou uma amiga para mim, mesmo com o seu humor sombrio que amo.

  — Bom dia, MJ. — Sorrio e a acompanho até seu armário.

  — Bom dia, Anny. Vamos hoje ao shopping?

  — Não vai dar, hoje vou treinar.

  — Treinar? O que? — Ela questiona e pega alguns livros em seu armário.

  — Nem te contei o que aconteceu na torre dos vingadores né?

  — Nem você e nem o Peter.

  Fomos para a sala e nos sentamos nas cadeiras à mesa, viro-me para ela.

  — Me chamaram para treinar os meus poderes lá.

  — Sério? Que bom.

  — Sim e conheci o Tony Stark.

  — Sempre quis conhecer ele.

  — Ele chama o Peter de pirralho. — Rimos e em seguida vem uma ideia em minha mente.

  — Falando em Tony Stark, eu estava pensando em pedir ajuda a ele para a nossa máquina do tempo. — Digo e olho para ela.

  — Seria uma boa, mas o Peter não pode ver você pedir, se não ele vai te impedir.

  — Eu sei, mas como vou hoje lá sem ele, vou pelo menos tentar pedir para o Tony.

  — Bem melhor. Espero que você consiga.

  — Também conheci o gato do Capitão América.

  — Como ele é?

   — Um gato, ainda pedi ele em casamento. — Rimos novamente.

  Assim que termino de falar, o sinal toca. O restante dos alunos entram, assim que Peter entra e me vê, ele sorrir para mim. MJ percebe.

  — Está rolando um clima é?

  — Claro que não, somos apenas amigos. — Falo omitindo o nosso quase beijo no parque.

  — Amigos sei. Quando se assumirem, me avisa, tá? — Dá ela um dos seus sorrisos debochados, amostro-lhe o dedo do meio, crianças não façam isso com os amigos de vocês.

  Logo o professor de física chega e inicia à aula com assunto novo. As horas se passam rapidamente que não tive tempo de falar com Peter. Saio da escola e vou direto ao metrô e entro em que me levaria para a torre dos vingadores.

  Depois de alguns minutos, desço aonde deveria descer, vou caminhando até a torre, entro e falo com um rapaz que está na recepção.

  — Boa tarde, meu nome é Anny Martini. Vim para o treinamento. — Informo a ele.

  Ele olha para mim e sorri, depois olha para o computador, mexe rapidamente e encontra algo nele.

  — Boa tarde, entre no elevador e vá para o quinto andar.

  — Obrigada. — Agradeço sorrindo, vou até o elevador, entro e clico para ir ao quinto andar.

  Chego no andar e assim que saio do elevador, encontro a viúva negra, abro a boca surpresa.

  — Aí meu Deus! Você é a viúva negra. — Digo super animada e ela olha para mim sem alguma reação.

  — Olá, me chame de Natasha e você deve ser a Anny, certo?

  — Sim, sou eu.

  — Vamos. — Concordo e a sigo.

  Entramos em uma sala toda branca que havia alguns equipamentos, armas, Um ren zhuang e sandbag, também havia um tatame. Andamos até o tatame e ela olha para mim. 

  — O que você sabe sobre luta?

  — Acho que eu sei dar uns socos. — Falo rindo e a olho, que ainda continuava super séria.

  — Ouvi falar que você é briguenta na escola.

  — Foi apenas uma vez. — Sorrio fraco e ela aproxima-se de mim.

  — Pode me dar um soco, Anny.

  — Sério? — Pergunto incrédula.

  — Sim.

  Me aproximo mais dela, me preparo para dar um soco nela, respiro fundo e fecho o meu punho, quando vou para cima dela, ela segura o meu punho.

  — Você achava que seria tão fácil?

  Engulo a seco ao ouvir o que diz ela e arregalo os meus olhos, ela dá-me uma rasteira e caio no chão, igual a uma manga que cai do pé. Morri depois dessa, exagerei um pouco eu sei, pelo menos devo ter quebrado o meu braço no mínimo.

  Solto um gemido de dor e ela apenas olha para mim sem remorso algum e sem qualquer pena dessa pobre coitada que sou eu. Será que ela não tem coração?

  — Vamos, levante. Não tenho o dia todo.

  Reviro os olhos, pensei que ela seria mais legal, porém pelo visto me enganei. Levanto rapidamente, sentido as dores em meu corpo. Poxa, ela podia ter estendido a mão para mim e ajudado, pelo menos isso.

  — Um inimigo jamais irá falar isso para você e se por acaso falar, você vai apanhar bem feio.

  — Você não é uma inimiga, por isso não pensei nisso. — Falo e dou de ombros.

  — Como você sabe que não sou uma inimiga?

  — Olha eu não sei tá. Você é uma dos vingadores, nunca pensaria isso. — Reviro os olhos.

  — Vamos lá.

  Fomos até um dos sandbags, ela pega um par de luvas de boxe e entrega-me, coloco em minhas mãos ela faz a mesma coisa e se posiciona em outro saco.

  — Hoje vamos começar pelo o boxe. Ele é um ótimo exercício, talvez o mais desafiador de todos os esportes. Requer velocidade, agilidade, sutileza, força, resistência física e mental. — Apenas assinto enquanto ela fala.

  — Sobre a postura, você tem que ficar com suas mãos erguidas e com os punhos fechados perto do rosto, para caso você tenha que proteger ele.

  Imito o jeito que ela estava fazendo e apenas assinto com a cabeça.

  — Você não está do jeito correto. — Ela aproxima-se de mim e mostra o jeito correto. — Pés na diagonal, um pouco mais separados que a largura dos ombros, calcanhar traseiro ligeiramente levantado.

  Faço o que ela manda e espero os seus comandos.

  — Cotovelos para baixo, mãos para cima, cabeça atrás das luvas, queixo levemente abaixado, olhos veem sobre as luvas.

  Faço a pose correta dessa vez. Ela me ensina o passo e arraste, fiquei alguns minutos treinando essa parte. Para avançar ou andar à esquerda, tem que dar um passo com meu pé esquerdo primeiro e depois arrastar o pé direito. Já para recuar ou andar à direita, deve se dar um passo com o pé direito, primeiro e depois arrastar o pé esquerdo.

  Também ensinou o famoso direto de esquerda, infelizmente não aprendi ele muito bem, mas isso iria ficar para a próxima aula. Antes que eu me despedir dela, vou até um banheiro que havia lá mesmo, tomei um banho e vestir uma muda de roupa que eu mesma trouxera.

  Assim que saio a viúva negra entra para arrumar-se, fico esperando ela sair para agradecer ela. Peguei o meu celular e fico mexendo, até que ouço alguém entrando na sala, olho para a pessoa e vejo que era a Wanda, a Feiticeira Escarlate. Vou até ela e sorrio.

  — Oi, meu Deus você é a Wanda né?

  — Sim, sou eu. E você é a?

  — Ah que falta de educação a minha. Sou Anny Martini. — Estendo a minha mão para ela que me cumprimenta

  — Ah você é a amiga do Peter que pediu o Steve em casamento? — Coro e rio do que ela acabara de dizer.

  — Sim, sou eu. Não acredito que ele saiu espalhando isso. — Solto minha mão da dela.

  — Ele contou apenas para mim e para a Natasha.

  — Ah sim. Você sabe me dizer onde está o Tony Stark?

  — Vi ele na recepção.

  Pego minha mochila e coloco em meus ombros.

  — Ah sim, foi um prazer lhe conhecer Wanda.

  — Também foi um prazer te conhecer, Anny.

  — Tchau Wanda. — Sorrio a ela que retribui.

  Saio da sala e entro no elevador, clico para ir ao primeiro andar. Logo chego ao som do Ed Sheeran, pelo visto gostam muito dele. Saio do elevador e vejo o Tony Stark. Vou até ele.

  — Senhor Stark. — Chamo ele, que ouve e se vira.

  — Oi Anny, como foi o seu treino?

  — Foi muito bom, obrigada. Eu gostaria de pedir algo para você.

  — Pode falar, querida. — Ele sorri para mim.

  — Eu e o Peter, estamos planejando de fazer um trabalho para a feira de ciências com outros amigos, eu gostaria de saber se podíamos usufruir de alguns materiais que tem na torre. Com a sua tecnologia iria ajudar muito

  — E o que vocês iriam produzir?

  — Uma máquina do tempo.

  — Que diferente. Podem usar sim, só marcar o dia e me avisar.

  — Obrigada, senhor Stark.

  — Tony, para você.

  Sorrio para ele e me despeço, saio do prédio e vou para a livraria. Espero que esse nosso trabalho dê certo.  

  

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