Capítulo 10: Pai de novo?
Estava percorrendo o palácio de Asgard, quando um dos servos vem avisar que o Bruce gostaria de falar comigo.
Agradeci pelo aviso, caminho calmamente para meu quarto, atendo a ligação por vídeo - fazia tempos que não via o meu amigo, nem sou muito chegado a tecnologia. Tenho que ir a qualquer dia na Terra, para visitar os vingadores, como são chamados.
Como Odin, havia falecido tive de assumir o trono e ajudar o nosso povo, mas infelizmente não tenho minha mãe para me orientar.
Só tenho apenas o Heimdall e o Loki, porém o grande problema é suportar o Loki, que às vezes tenta me dar um golpe só para ter o trono, mas nunca tem sucesso com isso, sempre fico atento.
Olho para o Bruce e sorrio.
— Olá Bruce, como anda as coisas na Terra?
— Está tudo bem, sem nenhum problema e em Asgard? Loki anda aprontando muito?
— Está tudo bem, por enquanto. — Acabado rindo
— Loki não está aprontando, até estou estranhando. Deve estar tramando alguma coisa.
— Que bom, fique de olho nele. Tenho algo muito importante para conversar com você.
— Fale, meu amigo. — Sorrio descontraído.
— Uma garota surgiu aqui na Terra, com uma genética de Asgard e que tem poderes.
— Que tipo de poder?
— Como se fosse um trovão, semelhante ao seu poder Thor.
— Isso é impossível, Bruce, apenas eu tenho um poder assim, nem minhas filhas herdaram o meu poder. — Falo desacreditado.
— Posso te provar o contrário.
Ele me mostra um vídeo de um clarão que aparece em uma escola, que causa um apagão e em seguida mostrou também uns exames de DNA da garota.
— Você está tentando me dizer que tenho uma filha na Terra? Se eu tivesse uma filha, com certeza eu saberia.
— Isso, você não teve nenhum caso com alguma humana há quase dezoito anos atrás?
Quando Bruce fala isso acabo relembrando do meu caso a 18 anos atrás, com Sophia...Sophia Martini.
— Você tem alguma foto dessa garota?
Rapidamente ele procura uma foto e manda, era uma garota, dos olhos azuis e cabelos loiros, para mim é como se eu estivesse vendo a Sophia, a minha querida Sophia.
— Ela chama-se Anny Martini, nasceu no dia 11 de maio de 2003, sua mãe era a Sophia Martini, nasceu e foi criada em Nova York pela avó, Amélia Martini.
— O que aconteceu com a mãe dela?
— Ela faleceu no parto. — Bruce fala com pesar. — Sinto muito, Thor.
— Obrigado Bruce.
Antes que ele fale algo desligo a ligação e começo a andar pelo quarto. Vejo Loki me observando. Nem reparei a hora que ele entrou, espero que não tenha escutado a minha conversa com Bruce.
— Se continuar desse jeito, vai abrir um buraco no chão.
— Acho que sou pai. — Me viro para ele e falo..
— Claro que você é pai, tem suas filhas com aquela tal da Sif. — O folgado deita-se em minha cama.
— Eu sei disso, mas estou falando que talvez eu tenha outra filha.
— Sabia que você tinha traído ela, até eu faria isso aquela mulher é insuportável. — Reviro os meus olhos com seu comentário.— É daqui de Asgard?
— Da Terra.
— Por isso quando você voltou naquela época estava esquisito, mais que o normal. me fale mais dessa criatura insignificante que gerou mais uma herdeira para o trono de Asgard. As humanas são realmente boas?
— Ela se chamava Sophia, fui para a terra pois tinha brigado com Odin e meu casamento não tava nada bem, então fui para a cidade de Nova York e a conheci em uma biblioteca, ela era tão linda, tinha os cabelos loiros, olhos verdes e um sorriso tão cativante, gentil, educada. — Ignoro a pergunta dele.
— Entendi, você ficou perdidamente apaixonado pela humana.
— Sim, sai várias vezes com ela, até que passamos uma noite juntos, foi uma noite perfeita sabe, eu tinha entendido o que era fazer amor.
— Que nojo Thor, guarde os detalhes para si mesmo.
— Então Odin me encontrou e me obrigou a vir, se não ele contaria a ela quem eu era realmente e faria mal a ela.
— Odin sendo Odin. — Loki revirou os olhos.
— Mas foi apenas uma noite, como ela pode ter engravidado? — Pergunto ainda sem acreditar.
— Quer mesmo que eu te explique? — Ele pergunta e ri.
— Não é preciso, só fico triste em saber que ela partiu e eu nem sabia. Se essa garota for mesmo minha filha, tenho que conquistar a sua confiança.
— Então pense em como fazer isso, antes que você faça meus ouvidos sangrarem com tanta melação... Tome cuidado com Sif.
— Por que eu deveria tomar cuidado com ela?
— Você sabe muito bem como sua querida esposa é e do que ela é capaz.
Loki se retira do meu quarto. Deito na cama e começo a relembrar como conheci Sophia.
Tinha brigado com Odin, foi uma briga bem seria. Eu não queria assumir o reino de Asgard, não me interessava em assumir o trono, então ele me havia expulsado e o único lugar que teria me restado, era a Terra.
Havia acabado de chegar na terra, me sentia muito entediado em um apartamento que eu estava morando, então resolvi sair e conhecer Nova York, vi uma biblioteca e entrei para conhecer mais do local.
Observo alguns dos livros quando ela surgiu, com um vestido florido e seus cabelos soltos, assim que a vi meu coração acelerou de um jeito que nunca tinha acontecido, nem mesmo com Sif isso tinha acontecido. Fiquei com medo de ter um infarto.
Fiquei meio receoso, se me aproximava ou não dela. Decidi de que deveria dar um "Oi". Vou até ela que estava com um livro em mãos.
— Olá. — Sorrio. — Sou o...— Dou uma pausa eu não poderia dizer meu nome verdadeiro — Theo e você é a...?
— Oi. — Ela sorri, era o sorriso mais lindo que já vira nesse universo. — Sou a Sophia. — Ela estende para a mim a sua mão, que a pego com muita delicadeza e a cumprimento com um beijo na mesma.
— Que livro é esse? — Pergunto curioso.
— Romeu e Julieta.
— É sobre o que?
— Sobre dois jovens que acabaram se apaixonando, mas tem um problema, as famílias deles tem desavenças.
— Amor proibido? — Digo e sorrio de lado.
— Isso, se quiser ler. — Ela entrega—me o livro.
— Não vai querer?
— Já li várias vezes, não precisa se preocupar. — Ela dá de ombros.
— Então vou ler. — Olho para a capa do livro e depois para ela. — Você sempre está aqui?
— Trabalho aqui.
— Então nos encontramos depois. — Sorrio e vou até a bibliotecária, preencho os meus dados para pegar o livro e vou embora.
Passo o restante do dia lendo o livro, Romeu e Julieta, achei meio triste o final de o casal morrer juntos. Dormi ansioso para o dia seguinte que eu teria de ver a bela Sophia.
No dia seguinte e esperei dar o mesmo horário de ontem e fui para a biblioteca, mas dessa vez decidi convidá-la para ir ao cinema.
E por incrível que pareça, ela aceitou. Fiquei meio amedrontado de ela não aparecer, mas ela apareceu e sempre esplêndida. Após o filme acompanhei ela até a sua casa e tivemos nosso primeiro beijo.
Saímos várias vezes durante um mês, ela era a mulher mais encantadora de todas, gentil, amorosa, carinhosa, linda tanto por dentro como por fora também. Às vezes fico sem palavras para a descrever.
Até que um dia fiz um jantar para ela em meu apartamento; a luz de velas e tivemos nossa noite de amor.
Passou-se alguns dias, estava esperando minha coragem para pedir ela em namoro oficialmente, porém no dia que iria fazer isso.
Mas Odin apareceu e me fez voltar para Asgard, se não fosse ele iria fazer algo a ela. Falou que conhecia ela, sua rotina e seus familiares. Se eu não voltasse iria matar ela.
Sempre tive vontade de voltar para ela, mas nunca tive oportunidade, voltei da minha crise com a Sif e imaginei que ela estivesse casada com uma família e não morta. Já fui tantas vezes na Terra e nunca tive coragem de ver como estava.
Passei anos sonhando em ter um reencontro com ela, entretanto agora sei que isso jamais acontecerá, apenas terei suas doces lembranças em meu coração.
Agora que descobri que tenho um fruto desse amor com ela na Terra, tenho que correr atrás do que de mim foi tirado. Mas não sei como fazer, será que devo pedir ajuda aquele rei da trapaça, o Loki? Será o único que poderia me ajudar.
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