Πρόλογος πρώτος
Jeon Jungkook
— Ele quebrou a perna do Hyun! — Uma garotinha sussurrou enquanto olhava em sua direção.
— Minha mãe disse para não conversar com ele... Ele não é normal — os sussurros se tornaram cada vez mais altos e vieram de todos os lados.
— Meus pais disseram que a família dele é problemática — um garoto disse baixo, mas foi capaz de escutá-lo mesmo assim.
— Por que estão dizendo isso? — Jungkook perguntou baixinho, abraçado ao pescoço de sua mãe.
“Eles não entendem você Jungkook”.
A voz em sua cabeça soou clara e calma, como sempre bastante imponente e eloquente, o respondeu no lugar de sua mãe, sempre serena e melodiosa em sua mente caótica, ela era sua companheira desde seu nascimento, sempre lhe deu instruções e conversava consigo em todos os momentos ruins. Ele não sabia seu nome, ela nunca revelou — suspeitava que nem mesmo ela soubesse o próprio nome — ela lhe dizia que não estava preparado para enfrentar a verdade, ele era apenas uma criança inocente demais para entender que era diferente das outras pessoas. Embora ela dissesse que devesse tentar agir como uma criança normal, tinha a mente turbulenta demais para ser uma. Sua mãe caminhava e ignorava o burburinho de alunos e professores daquele colégio, todos olhavam para eles como se fossem animais raivosos, o que deixou Jungkook trêmulo e amuado.
“Apenas ignore-os”, disse a voz.
Ele sempre recebeu olhares julgadores de todas as crianças daquele lugar, ninguém queria brincar com ele durante o recreio ou gincanas em grupo, sempre o chamavam de estranho e o deixavam de lado. Na educação física, enquanto todos seus coleguinhas tinham parceiros, ele sempre ficava sozinho ou com um professor, ninguém queria ficar perto dele por causa dos boatos, todos o chamavam de aberração e o excluíam. Jungkook era uma criança sozinha que só queria ter amigos, mas todos o rejeitavam, até mesmo a menina que ele gostava, certa vez ele deu um dente de leão a ela, disse que ela era tão linda quanto a flor, esperava que ela gostasse do gesto. Mas quando ela correu e o deixou sozinho, as lágrimas escorreram por suas bochechas ao notar que nem quando era gentil, as crianças gostavam dele.
— Eu tenho medo dele — uma colega de sua sala disse quando sua mãe passou ao seu lado.
— Não escute o que eles dizem meu amor, nós vamos para casa tudo bem? — Sua mãe tentou acalmá-lo
Jungkook assentiu e olhou uma última vez para seus colegas antes de abaixar a cabeça e deitá-la no ombro de sua mãe, fechou os olhos e tampou os ouvidos. Hyebin sua mãe carregava seu filho para longe daquele lugar com verdadeira decepção estampada no olhar, enquanto a mente de Jungkook viajava em torno dos últimos acontecimentos, disse resmungava: “como podem dizer que uma criança de sete anos é um risco aos alunos?”. Sua mãe dizia que ele era especial, um milagre, mas mesmo que dissesse isso ninguém o entendia, ela estava nitidamente cansada ao vê-lo ser tratado daquele jeito, deixado de lado por todos, tratado como uma ameaça quando tudo o que ele queria era ser incluído. Queria que sua mãe não sofresse mais.
— Eu não fiz nada mamãe — Jungkook chorou, agarrado a ela.
Jungkook estava brincando sozinho no playground da escola quando tudo aconteceu, ele apenas estava distraído enquanto brincava com as pedrinhas, foi quando encontrou um gafanhoto andando pelos pedregulhos. Ele ficou fascinado por aquele pequenino animal curioso e brincou com ele, montava barreiras com as pedrinhas e via o inseto passar por cima delas com um sorriso infantil e inocente em seu rosto. Tão distraído que não notou quando um coleguinha seu se aproximou correndo junto com os amigos e quase pisou no pequeno animal, que tentava voltar para sua casa. Sequer notou que aquele era o mesmo garoto que gostava de caçoar dele nas aulas, sempre buscava deixá-lo triste.
— Cuidado! — Pediu ao garoto que havia parado ao escutar sua voz. — Você quase pisou nele!
— No que? — Ele perguntou confuso e curvou a cabeça em confusão.
— No gafanhoto — ele disse ao apontar para o pequeno animal, seu colega riu.
— É só um inseto — se aproximou e chutou o gafanhoto para longe. — Tá vendo? É só um bicho.
— Ei! Ele não fez nada pra você! Por que fez isso? — Correu até o gafanhoto e o viu se levantar com dificuldade, ele voltou a caminhar com uma de suas perninhas feridas. — Você o machucou!
— É só um bicho — repetiu com desdem.
— Você não ia gostar se fizessem isso com você — Jungkook disse baixinho ao segurar o gafanhoto com as mãos juntas, para levá-lo a um lugar seguro.
— Você é esquisito — o garoto disse, mas Jungkook apenas caminhou até uma planta perto deles e colocar o inseto lá. — É só um bichinho, já pisei em vários.
Jungkook virou-se para encará-lo, notou que ele também o observava, aquele mesmo garoto sempre implicava com ele quando estavam juntos, sempre chutava seus castelinhos de areia e pedras, sempre pegava os brinquedos de suas mãos e agora machucava bichinhos inocentes só porque estavam perto dele. Jungkook não o entendia, ele nunca fizera nada a ele, só ficava quietinho em seu canto como um bom garoto, por que ele era tão mal consigo? Ele não sabia o que estava fazendo, apenas desceu seu olhar e encarou a perna do garoto, se lembrou do pequeno gafanhoto e de suas palavras: "Você não ia gostar se fizessem isso com você". Fora apenas um pensamento, como seria se ele sentia a mesma dor que aquele “inseto”?
Um lampejo azul passou por seus olhos e o garoto à sua frente caiu no chão de repente, um grito alto eclodiu da garganta dele junto a um ruído agonizante de algo se partindo, Jungkook piscou atordoado, assustado com a cena a sua frente. A perna do menino havia se dobrado de forma anormal e ele caiu no chão com certa brutalidade, ele começou a chorar desesperadamente e seus gritos se tornaram cada vez mais altos com o passar do tempo. Uma professora correu até eles e viu o estado da perna do garoto no chão, havia uma protuberância estranha que não deveria estar ali. A professora tentou acalmá-lo e pediu para outra educadora chamar a direção e a emergência, ela tentou a todo custo fazer o garoto lhe explicar o que havia acontecido em meio as lágrimas, mas ele apenas gritava e chorava, mas conseguiu dizer: — F-Foi ele! — gritou por entre as lágrimas enquanto apontava para Jungkook, que estava parado em estado de choque.
— Você quebrou a perna dele Jungkook?! — A professora lhe encarou com uma feição acusadora, que o fez tremer.
— E-Eu não fiz nada…
(...)
Horas depois…
— De novo com essa merda Hyebin?! — Jungkook se encolheu atrás de sua mãe ao ouvir o grito estridente de seu pai, segurava a saia do vestido dela com força, na tentativa de se esconder-se. — Esse garoto é uma maldição! Um demônio!
— Não fale isso dele! Ele é seu filho! — Ela gritou, protetoramente levou suas mãos para trás, para segurar Jungkook.
— Isso não é meu filho, eu sequer sei o que essa coisa é! — Ele deu um passo à frente e Hyebin acertou seu rosto com um tapa forte. Jungkook arregalou os olhos e sentiu o bolo em sua garganta aumentar.
— Ele não é uma coisa! — Ela gritou e seu pai se enfureceu. Ele devolveu o tapa com força o suficiente para sua mãe perder um pouco do equilíbrio, inutilmente, tentou segurá-a, mas quase foi levado ao chão junto a ela. Jungkook chorou baixinho, não gostava de ver seu pai bater nela. — Kookie vá para o seu quarto.
— Mas mamãe... — Seus pequenos dedos trêmulos agarraram com ainda mais força a saia de sua mãe.
— Vá, me espere lá em cima. A mamãe já vai colocar você para dormir.
“Escute o que ela diz Jungkook, suba para seu quarto e feche a porta”. A voz em sua cabeça disse em tom de aviso.
Jungkook olhou para seu pai, que olhava para ele com o olhar carregado em desgosto e ódio, abaixou sua cabeça e correu para seu quarto às pressas, fez o que a voz lhe disse e fechou a porta, a trancou com rapidez e respirou fundo. Ele encarou a madeira azul de sua porta por algum tempo, ele não entendia o porquê deles brigarem tanto, os pais não deveriam se amar? Caminhou até sua cama e esgueirou-se por debaixo do edredom, para se proteger do que quer que fosse. Pôde ouvir a discussão lá embaixo e colocou as pequenas mãozinhas em seus ouvidos, impedindo-se de escutar os ruídos dos objetos de decoração se quebrarem, os ruídos sobressaíram às vozes altas de seus pais. Não era a primeira vez que brigavam, mas era a primeira vez que sua mãe batia em seu pai.
— Mente...? — Ele cochichou, com medo de ouvirem sua voz..
“Sim, Jungkook?”
— Por que meu pai não gosta de mim?
“Ele tem medo do que você é capaz de fazer.”
— Eu sou perigoso? — Lembrou-se do que a colega havia dito quando estava na escola.
“Não, você não é perigoso. Você apenas é diferente e seu pai não entende isso.”
Jungkook não entendeu de fato o que aquilo significava, mas ele sabia que era diferente, ele podia fazer coisas que outras crianças não podiam, o chamavam de estranho e corriam para longe assim que o viam. Seus únicos amigos eram o Sr. Bubbles um boneco de ação que ganhou de presente e a voz em sua cabeça, sua mãe dizia que a voz era seu anjo da guarda, que sempre ficava ao seu lado para ajudá-lo. Mas ouviu ela dizer uma vez que era apenas uma amiga imaginária para outros adultos, mas o que ela não sabia é que a voz estava longe de ser apenas um fruto de sua imaginação.
— Fui eu que fiz aquilo com o Hyun?
“Você não fez aquilo por maldade.”
— Mas eu o machuquei.
“Não, você fez justiça a aquele pobre animalzinho indefeso, mesmo que não tenha sido sua intenção.”
— Ele vai ficar bem?
“Vai.”
Jungkook fechou seus olhos e esperou que aquele dia acabasse, ele esperava que o dia seguinte fosse um dia feliz, sem brigas, sem discussões e sem escola, não queria ter que voltar para onde todos caçoavam dele. Quando estava quase adormecendo, ouviu a tranca de seu quarto se abrir e soube que era sua mãe, pois ela era a única que tinha a chave de seu quarto fora ele, ouviu os passos dela ao entrar depois de um longo tempo de discussão, ela fechou a porta quando entrou e caminhou até sua cama, sentou-se na beirada e se aproximou, para acariciar seu rosto. Jungkook abriu os olhos devagar e encarou sua mãe, ela estava com o rosto banhado pela escuridão do quarto, mas pôde ver machucados em sua pele branca, seu lábio inferior cortado e inchado, seus olhos marejaram por conta disso.
— Ele te machucou de novo, mamãe? A culpa é minha? — Sua voz embargou e sua mãe levantou a coberta para se deitar junto a ele na cama.
— Não meu amor, não é culpa sua, não fique triste tá bom? — Ela circulou os braços em volta de seu corpo, Jungkook mesmo assustado e triste se sentia seguro nos braços dela. — A mamãe e o papai brigam porque ele é bobo e não sabe o quanto você é especial.
— Eu não gosto de ver seu rosto machucado.
— A mamãe promete não ficar mais assim, tá bom? O papai disse que não vai mais bater em mim — disse calma e deixou um beijo em sua testa.
“É mentira.”
— Mamãe, por que você está mentindo? — Jungkook sussurrou.
— A mamãe não está mentindo meu amor.
— Está sim... A voz me contou.
— Sua amiga? — Jungkook assentiu e ela franziu o cenho. — Ela fala bastante com você?
— Uhum.
— Ela pede para você fazer coisas? — Sua voz estava estranha, parecia preocupada.
— Às vezes.
— Coisas ruins?
— Não — relaxou quando sentiu as carícias de sua mãe em seu cabelo. — Ela conversa comigo quando eu estou sozinho na escola.
— Ah.. Eu entendo meu amor, desculpa a mamãe? Você não vai mais ficar sozinho lá, ok? Você não vai ficar sozinho nunca mais, a mamãe vai ficar com você.
Jungkook assentiu e logo adormeceu envolvido no calor dos braços de sua mãe, apesar do medo anterior, se sentia bem com a tranquilidade e a calmaria de seus batimentos cardíacos, deixou aquele som o levar até o mundo dos sonhos sem se preocupar com mais nada. Mesmo sonolento, pôde ouvir, pois já que não estava em sono profundo, conseguiu ouvir sua mãe chorar a maior parte da madrugada enquanto acariciava seus cabelos lisos, enquanto o ninava, a voz contava que ela chorava por não conseguir proteger seu filho, chorava pelos machucados em seu rosto e chorava por não conseguir fazer seu marido egoísta enxergar Jungkook como seu filho. Tudo que ela tinha na vida era Jungkook, apenas ele.
Mas tinha medo do que ele podia se tornar.
(...)
Haviam se passado semanas, vários dias em que Jungkook deixou de ir para a escola, sua mãe estava lhe ensinava algumas coisas em casa com a ajuda de vários livros, dizia que em breve contrataria um professor particular para que pudesse estudar em casa. Seu pai após a briga que tiveram, chegava em casa cada vez mais tarde, cada vez mais irritadiço, cada vez mais bêbado e cada vez mais violento. Ouviu sua mãe cochichar pela casa que tinha medo do marido tentar algo contra ele, a voz lhe disse que sempre que chegava em casa tarde da noite, ele olhava para o garoto como se ele fosse a fonte de todos os seus problemas. Embora Jungkook não precisasse que a voz lhe dissesse, ele já sabia disso.
Mas a voz sempre lhe contava o que sua mãe não tinha coragem de dizer a ele, como quando Hyebin prometera a si mesma dar tudo de si em seu casamento e a seu filho que lutou tanto para colocar no mundo, mas se ela precisasse escolher entre os dois, ela não pouparia esforços para proteger Jungkook do pai, ela apenas esperava que não precisasse tomar nenhuma medida desesperada. Porém, disse que ela possuía meios para uma possível emergência, uma conta poupança que ela fez há anos atrás que tinha todo o dinheiro que ela precisaria para fugir com Jungkook caso fosse preciso se esconder daquele homem, que um dia já fora seu esposo. Mas claro, para Jungkook aquilo não fazia nenhum sentido, mesmo sendo diferente, era apenas uma criança de sete anos.
Em uma tarde Jungkook estava deitado de barriga para baixo no sofá, ele coloria uma revistinha que havia ganhado em um cereal, na TV passava um desenho que ele gostava muito, então ele cantava a musiquinha dos personagens alegremente quando a porta foi aberta de abrupto. O garoto se assustou e sua mãe apareceu na sala com rapidez, Jungkook notou assim que colocou os olhos na garrafa de bebida que era seu pai quem havia aberto a porta daquela maneira, mas havia algo diferente nele, ao redor dele — algo que fez um subir um arrepio por sua nuca — o homem entrou na casa com um olhar furioso. Jungkook podia sentir que havia algo de errado com ele, algo que o deixou exatamente assustado.
— Você! — Ele apontou para o menino no sofá com os olhos sombrios. Jungkook arregalou os olhos e sentiu seu coração acelerar quando ele caminhou às pressas em sua direção. — A culpa é toda sua!
“Jungkook corra!”
O garoto se levantou rapidamente e correu em direção ao seu quarto, ouviu os passos de seu pai em seu encalço e de sua mãe também, que gritava para ele deixá-lo em paz, Jungkook correu o mais rápido que pôde e trancou a porta ao entrar. Ele encostou suas costas na madeira azul, sentou-se no chão e agarrou seus joelhos, sentiu um medo horrível do homem que agora tentava arrombar a porta pelo outro lado, ele esmurrava a madeira aos gritos. Começou a chorar quando ouviu seu pai gritar com sua mãe e um barulho alto que julgou ser da garrafa se partindo em pedaços, a julgar pelo grito de sua mãe e o som dos cacos.
Hyebin agora gritava e pedia para ele parar, as vozes ficaram abafadas, a julgar pelos sons dos passos que se distanciaram da porta, eles caminharam até a sala. Jungkook ouviu mais gritos de sua mãe, pelas vozes pôde saber que seu pai estava furioso, ele gritava e descontava sua fúria nela, a xingava, conseguia ouvi-lo dizer que aquela vida era uma merda e que a culpa era completamente dela. Ouviu sua mãe chorar e um gemido dolorido dela fez Jungkook soluçar em seu quarto, ele sabia que sua mãe estava apanhando novamente. Ele estava assustado e queria que tudo aquilo acabasse logo, queria que sua mãe não se machucasse mais, que não chorasse mais, que seu pai nunca mais tocasse nela.
“Eu posso ajudar você Jungkook.”
— E-Eu tô com m-medo — disse por entre soluços altos, ele tampava seus ouvidos para não ouvir os gritos de sua mãe.
“Deixe-me te ajudar?”
— Tudo bem...
Ele sentiu algo crescer dentro de si e seus olhos se fecharam, a partir daquele momento, aquele não era mais o Jungkook.
(...)
Quando Jungkook abriu os olhos novamente, notou que não estava mais em seu quarto, estava em pé no centro da sala de estar de sua casa. Seu corpo estava mais leve, como se um peso enorme tivesse saído de suas costas, mas ele estava levemente confuso também, pois não se lembrava de ir até lá. Sentiu algo dentro de si se acalmar e julgou ser a voz, ele pôde sentir um cheiro forte de algo que não soube identificar o que era, sentia também algo escorrer por suas mãos e pingar no carpete da sala, o líquido manchava o tapete e sujava os cacos de vidro que havia no chão, sob seus pés. O cheiro forte e ferroso o deixava enjoado, era algo estranho, mas reconhecia aquele cheiro, sua mãe carregava ele no corpo sempre que seu pai batia nela.
Em uma confusão mental grandiosa ele olhou em direção ao soluço que ouvira perto de si, viu sua mãe sentada no chão com as mãos sobre a boca e uma expressão horrorizada, havia sangue em seu rosto, um corte sobre sua sobrancelha que escorria por toda sua bochecha, ela olhava em sua direção como se visse algo muito assustador. Ele piscou confuso e olhou em volta, sua casa estava um caos, vários móveis destruídos e coisas quebradas, até que ele notou o corpo de seu pai no chão. Havia uma grande poça de sangue ao redor de seu corpo e um enorme machucado em sua barriga, como se algo houvesse atravessado seu corpo.
Ele arregalou os olhos e sentiu o medo tomar aos poucos cada fibra de seu corpo, olhou para baixo e viu suas mãos, elas estavam completamente ensanguentadas e suas roupas banhadas do líquido vermelho carmesim. Havia também algo estranho, seus braços possuíam linhas azuis como veias, que pareciam cintilar sobre sua pele e desenhavam um caminho até seus ombros, subindo pela sua clavícula e pescoço. Sentia-se mais forte e mais desperto, mas completamente assustado, não sabia por que havia sangue em suas mãos. Seu pai estava bem? O sangue em suas mãos era dele? O que aconteceu?
— Mamãe...? — Seus olhos marejaram e viu sua mãe arregalar ainda mais os olhos ao vê-lo daquela maneira.
Ela caminhou em direção a seu filho cautelosamente e o abraçou, ela estava trêmula e completamente perturbada com a cena que acabara de presenciar, ela chorou copiosamente com ele sem seus braços. Jungkook estava confuso, não sabia o que havia acontecido e o porquê de seu pai estar no chão cheio de sangue, ele abraçou sua mãe quando a ouviu soluçar próxima a seu ouvido. Notou somente naquele momento que aquele cheiro ferroso e enjoativo era do sangue, tanto em seu corpo, como no rosto de sua mãe e no corpo ensanguentado de seu pai sobre o chão. Um bolo enorme surgiu em sua garganta quando juntou os pauzinhos e chegou a uma conclusão, o choro irrompeu por sua garganta junto a um soluço, mas não o impediu de perguntar:
— Mamãe... Eu machuquei o papai, não é?
~❤️~
E voltamos, dessa vez, espero que seja definitivo :)
Theoí é uma fic que traz muitos Plot Twist e quero ler as teorias de vocês durante o decorrer da história!
(Aqueles que já leram, podem me ajudar a confundir a cabecinha dos que não leram ainda kk)
Interajam comigo no twitter?
@alanizita_
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