TRIGÉSIMO QUARTO CAPÍTULO
AVISO: este capítulo contém cenas explícitas de sexo. Se você é sensível a este tipo de conteúdo, pule de “Ele rosnou baixinho [...]” até “Ficamos deitados ali até [...]”
Boa leitura ♡
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Algumas semanas se passaram desde o nascimento dos bebês. Eu tinha conhecido meus outros irmãos e, quando encontrei Daisy e Phoebe, que eram gêmeas, fiquei chocado ao reconhecer Daisy como a garota que esbarrara em mim no cinema, quando saí com Harry. Ela explicou-me que, por não ter comemorado seu aniversário de 21 anos, Johannah permitiu que ela fosse a Londres com alguns amigos para passear.
— Fizemos tudo escondidos — ela rira meio tímida ainda. — Juntei dinheiro durante o ano para poder vir.
No geral, eu tinha conseguido me dar bem com todos os meus irmãos. Félicité e Charlotte ficaram à vontade mais rápido, entretanto Phoebe, Daisy, Doris e Ernest demandaram um pouco mais de tempo para acostumarem-se à ideia de que éramos uma família. De todo modo, assim que pegaram mais intimidade comigo, foi notável seu conforto ao meu redor.
Ter todos ali mais uma vez era algo barulhento, por assim dizer. Doris e Ernest eram os mais novos, por isso ficaram excitados quando conheceram os bebês. Eles diziam que os queriam grandes logo para que pudessem brincar, e ficaram desapontados quando expliquei que aquilo demoraria um pouco. Ainda assim, o ânimo por interagir com os sobrinhos não diminuiu.
Quase todos os dias, Liam e Zayn traziam Niall e Maura para a mansão a fim de que todos pudessem ficar juntos, e isso era ótimo. No dia em que eu chegara na mansão Styles, era tudo muito silencioso e monótono, porém tinha sido possível notar uma mudança gradual naquilo conforme eu e Niall ficamos mais à vontade lá dentro e pegamos intimidade com Sally, Meryl e Ethan.
Agora que tínhamos mais de dez pessoas constantemente ali dentro, eram raros os momentos quietos. Mesmo que ficássemos apenas Harry, eu e os bebês em casa, haveria barulho pois cuidar de quatro filhotes mestiços dava bastante trabalho. Eles eram bastante enérgicos e meu alfa e eu precisamos designar uma ordem para que não nos perdêssemos. Revezar dois bebês por dia facilitava muito as coisas.
— Você e Harry parecem ter um bom relacionamento — Charlotte disse enquanto trocávamos as fraldas dos nenéns. Eles enfim tinham se transformado para a forma humana.
Diana era uma ômega linda, com os olhos de Harry e todo o resto era meu. Olivia tinha nascido como uma beta, mas era grande como uma alfa; seus olhos azuis assemelhavam-se aos meus e seus cachos aos de Harry. Theo era nosso pequeno ômega, e depois de Lux, ele era o menor. Ele era uma cópia de Harry, praticamente não tinha nada da minha parte. Por último, nossa pequena alfa que mais precisava de atenção à sua saúde: Lux.
Dentre todos os filhotes, ela era a que mais apresentava homogeneidade entre os traços que eu e meu alfa carregávamos. Seus cabelos apresentavam ondulações, e tinham um tom claro de castanho, enquanto sua pele não era pálida como a de Harry, mas tampouco era bronzeada como a minha.
O que mais a distinguia, entretanto, eram seus olhos. Eles tinham uma coloração única devido à heterocromia, concebida pelos problemas na distribuição dos genes, fazendo com que seus orbes fossem divididos perfeitamente na vertical com metades azul e verde. Ficamos preocupados se sua visão seria comprometida, uma vez que a heterocromia poderia causar alguns problemas, porém Gigi afirmou que estava tudo bem com nossa pequena alfa.
— É um relacionamento ótimo — falei em resposta. — No começo foi meio complicado, não eram condições boas para eu ter aparecido e ele tampouco tem um bom histórico com Impuros — aleguei ao fechar a fralda de Olivia. Deixei a beta agarrar meu dedo indicador e pô-lo na boca. — Mas acho que nós dois precisávamos de paciência, no fim das contas.
Johannah deu uma risada contida enquanto devolvia Theo ao berço. Lottie e eu nos entreolhamos.
— Todo casal precisa ter paciência — ela disse. — Aliás, fiquei sabendo por Niall que você recebeu um pedido de casamento. É verdade?
Charlotte olhou-me, com surpresa, enquanto Johannah tinha uma feição tranquila. Desde o pedido de Harry, nós não tínhamos conversado mais sobre aquilo.
— Sim, é. Mas não aceitei. Na época, ele e Liam ainda estavam atrás de vocês e era muita coisa para eu lidar.
Ela murmurou um som de confirmação, e ficou claro que Charlotte estava se segurando para dizer algo. Olhei minha irmã sugestivamente.
— Acho que você deveria aceitar — minha mãe disse, sendo mais rápida. — Já estamos aqui, os bebês nasceram e as coisas estão bem. Fique noivo daquele alfa de uma vez por todas, Louis.
Fitei seu rosto, e ela não retribuía meu olhar, prestando atenção em Theo e Lux no berço. Ela tinha razão sobre não ter mais nada impedindo-nos de casar, e realmente parecia uma coisa estúpida adiar aquilo.
— Vou conversar com ele — murmurei. Mesmo que eu quisesse muito casar com Harry, ainda me sentia um pouco nervoso.
— Vai ser ótimo aumentar a família de vez — Lottie pensou alto.
Não comentei mais nada, decidindo por colocar Olivia no berço junto com os irmãos. Charlotte fez o mesmo com Diana, e os quatro nenéns se agruparam para dormir, como se ainda fossem filhotes lobo. Por fim, sentei-me no sofá que tínhamos posto no quarto para as noites em claro, e Lottie veio atrás de mim.
Jay não tirou seus olhos dos bebês, terminando por suspirar pesadamente.
— Eu gostaria que nossa família fosse um pouco mais normal, sabem. Imagine só se Louis fosse até Harry tendo uma vida honesta e junto conosco? E poderíamos ter marcado um jantar ou algo assim. Seria bem mais calmo.
— Seria mesmo — Charlotte concordou ao deitar a cabeça em meu ombro. — Mas não dá para prever as coisas. Quem sabe, fosse o destino que quis que as coisas fossem assim.
— Além do mais, estamos juntos agora. Todos nós — constei. — Pode ser que eu quase ser preso e ter conseguido essa condicional tenha sido o melhor caminho para construir minha relação com Harry.
— É. Só pensei alto. Tenho netos lindos e saudáveis, além de um genro lindo.
Sorri para minha mãe, a chamando para sentar-se entre Lottie e eu. Nós três ficamos abraçados ali por alguns instantes. O quarto cheirava a leite em pó e talco, tinha um clima agradável e a aura dos filhotes era algo tão calmo de se observar que me perdi em pensamentos organizados sem que percebesse.
— Mamãe — chamei. — Por que não vêm morar com a gente?
— Ah, boobear, seria um incômodo para vocês ter tanta gente na casa — ela riu. — Temos nossos empregos em Doncaster, também, não conhecemos mais ninguém em Londres que possa nos contratar.
— Isso não é realmente um problema — insisti. — Harry adora vocês e aposto que ele não se importaria em acolhê-los até que achem alguma coisa. Posso conversar com ele, se quiser ter mais certeza.
Levantei a cabeça de seu ombro para olhá-la. Johannah parecia pensativa, e Lottie encarava nossa mãe com curiosidade. Dava para notar que ela não queria ir embora. Nenhuma das duas, a bem da verdade, e por isso eu pensei que seria uma boa ideia mantê-las por ali, ao menos até que achassem algum outro lugar no centro ou coisa parecida.
Minha mãe olhou de soslaio para mim e então para Charlotte, antes de começar a rir.
— Vocês estão bizarros me encarando assim, parem!
Eu e minha irmã acabamos rindo, mas paramos quando Johannah apoiou-se no encosto do mini sofá.
— É, não é uma ideia ruim ficar aqui até que achemos algo — ela disse por fim. — Mas — apontou para mim com um olhar sério. — Você vai conversar com o seu alfa e ter certeza de que está tudo bem ficarmos, OK?
Sorri enormemente com aquilo.
— OK!
Depois que nós garantimos que todos os bebês tinham finalmente dormido de vez, descemos para o primeiro andar onde todos se encontravam. Quase que automaticamente, Daisy e Phoebe me puxaram para onde Anne e Gemma estavam para que elas pudessem pintar minhas unhas. Nós embarcamos numa conversa sobre como os flertes de Phoebe com uma alfa de seu trabalho tinham dado errado.
Gemma aproveitou para dar algumas dicas para ela, e eu me surpreendi com o número de relacionamentos que ômega tivera.
— Você está saindo com alguém, Gem? — Indaguei ao vê-la passar uma camada final de base sobre minhas unhas esmaltadas com uma cor suave de amarelo.
— Uh-hum — riu nervosa. — Não deixe Harry saber ainda. Ele é um irmão meio ciumento e eu quero ter certeza de que o que a pessoa quer é sério.
— Quem é? — Daisy perguntou, animada.
— Não sejam indelicadas — repreendi.
As duas torceram um pouco os lábios em constrangimento. Também pediram desculpas em conjunto, como era de costume para outras coisas, antes de resolverem ir comer alguma coisa na cozinha. Meryl tinha se apaixonado por todos os meus irmãos e era legal vê-la mimando cada um deles preparando seus doces favoritos.
Quando notei que estávamos só Anne, Gemma e eu, virei juntamente com minha sogra para a ômega. Ela nos olhou confusa.
— O que foi?
— Com quem você está saindo? — perguntamos juntos.
Percebendo que eu tinha espantado as gêmeas de propósito, Gemma começou a gargalhar bem alto. Ela tomou cuidado para não deixar minhas unhas borrarem enquanto tinha aquele ataque de risos, e quando finalmente se acalmou, tinha lágrimas em seus olhos.
— Vocês são impossíveis — ela disse limpando o rosto.
— Conta quem é — Anne pediu mais uma vez. Era bom desfrutar momentos leves como aqueles com minha sogra.
— Ele é um alfa que conheci por uma amiga. É primo dela, e nos encontramos em uma reunião entre alguns amigos.
— Você nunca me falou de ninguém — Anne fingiu estar emburrada.
— Mãe, você adora correr e contar as coisas para o Hazz — Gemma apontou num resmungo. — Por favor, não fale nada ainda.
Anne encostou na cadeira e revirou os olhos de maneira dramática. Ainda era um pouco estranho vê-la tendo comportamentos brincalhões como aquele, mas era divertido ao mesmo tempo.
Falando em meu alfa, corri meus olhos pelo local para tentar achá-lo. Harry estava ensinando Doris e Ernest a mecânica de um jogo de tênis no console que tínhamos ganhado de Liam e Zayn. Os gêmeos pareciam se divertir e toda jogada que meu alfa perdia era motivo de risada entre os três.
Gemma deve ter percebido que eu os encarava porque, depois de aplicar um spray secante em minhas unhas, ela se levantou e disse que queria participar daquilo comigo também. Como tudo que acontecia naquela família, todos nós começamos a jogar juntos. Anne, Jay e Maura formaram um time, eu, Niall e Lottie outro, Zayn, Harry e Liam foram o terceiro. Os dois pares de gêmeos e Fizzy ficaram sentados no sofá, assistindo.
Virava e mexia, nós parávamos para comer algo que Meryl trazia e, surgindo a ideia do nada, chamamos a beta e Ethan para jogar conosco. Meu time acabou perdendo para eles, já que ambos costumavam sair para jogar tênis de verdade nas folgas, e foi uma vitória de lavada.
No final, acabamos de jogar somente às duas da manhã. Estávamos na sala de cinema assistindo a algum seriado policial quando pensei em uma coisa. Eu teria que manter segredo, portanto agarrei o pulso de Harry ao me levantar, para irmos para o quarto. Meu alfa estava confuso, mas não falei nada.
— Ah — minha mãe fez biquinho. — Já estão indo?
— Sim — dei um risinho. — Amanhã nós vamos viajar cedo, então precisamos dormir.
— Nós vamos? — Harry indagou mais confuso ainda.
— Vamos, Hazz — mostrei a língua. — Vou pedir para que vocês cuidem dos filhotes por um tempo. Não vamos demorar, será só um fim de semana.
— Sem problemas — Anne disse. — Mas quero saber de tudo depois.
— Eu também! — Meus irmãos exclamaram em uníssono.
— Certo — gargalhei com um calor no peito. — Certo, boa noite para todo mundo.
Deixamos nossas famílias e subimos até nosso quarto. Antes, porém, checamos uma última vez os nenéns. Todos os quatro dormiam tranquilamente embolados nos cobertores do berço, e aparentemente aquela seria uma noite tranquila. Era raro que eles acordassem por cólicas ou fome; segundo Gigi, os filhotes choravam por pesadelos ou simplesmente por instinto de querer ficar próximos dos pais.
Depois, finalmente fomos tomar um banho. Eu estava aproveitando a água quente caindo sobre meu corpo quando percebi Harry ali dentro, vindo dar-me um abraço por trás para molhar-se junto comigo. O contato repentino causou-me um arrepio, sobretudo após a distância que eu defini entre nós naqueles últimos meses.
Fazia muito tempo desde a última vez que estivemos juntos daquela forma, então senti-lo pôr as mãos sobre minha pele daquela maneira bem mais íntima trouxe um efeito familiar para mim de formigamento. Meu corpo estava esquentando, e eu sabia que não era só pela água do chuveiro.
— Não gosto que esconda coisas de mim — ele resmungou me dando beijos no pescoço, e quando seus lábios tocaram sobre a marca cicatrizada em cima da minha glândula, empinei meu quadril para ele inconscientemente.
— É uma surpresa — apontei ao deitar a cabeça para trás, expondo mais minha garganta para que ele explorasse. — Você já me fez várias surpresas também.
Ele rosnou baixinho, mas não me senti acuado. Aquele desafio pareceu instigar Harry a apertar meu corpo com suas mãos com mais firmeza, beijando mais e mordendo mais a minha pele. As investidas de seu quadril contra o meu começaram leves e lentas, arrancando-me suspiros ansiosos. Seus dedos cheios de anéis alcançaram meu pênis meio endurecido, mexendo vagarosamente nele.
— Hazz… — Gemi baixinho. — E se alguém ouvir?
— Não teremos problemas com isso se você mantiver sua voz baixa — ele respondeu travesso.
Eu sorri, mas fui interrompido por um gemido quando sua mão começou a mover-se mais rápido, estimulando cada vez mais meu membro. Sua boca trabalhava em minha nuca, mordiscando e beijando várias vezes para dar mais segurança. Entretanto, Harry afastou-se de súbito. Virei o pescoço muito rápido para encará-lo, questionando aquela mudança.
— Vamos terminar o banho, primeiro.
Não discuti, apesar de ter soltado um choramingo baixo. Suas pupilas estavam tão dilatadas quanto as minhas pelo desejo, então foi uma afirmação de que não era só eu que queria tê-lo em mim.
Lavamo-nos devidamente — com várias provocações no meio-tempo, incluindo eu provocá-lo com a língua — antes de ir para o quarto. Não perdemos tempo colocando muitas roupas, somente pusemos cuecas para entrarmos debaixo das cobertas na cama. Nossos corpos se tocaram de forma vaga, porque ficamos deitados de frente um para o outro trocando carinhos dóceis.
Olhando dentro daquelas esmeraldas que eu tanto amava, tomei um impulso para colocar meu corpo parcialmente sobre o de Harry e beijá-lo com delicadeza. Era muito bom poder ter, finalmente, aquelas sensações que somente ele poderia me ofertar, com o corpo dele. Aos poucos, fomos nos tocando com mais afinco.
Suas mãos me estimulavam com o mais leve toque, percorrendo de maneira firme e gostosa minhas costelas, braços e coxas. Não sei exatamente em que momento fui parar sobre seu colo, com ambas as pernas postas em suas laterais, mas aquela posição favorecia nossas intenções.
Nossos beijos começaram a ficar cada vez mais quentes, tornando o calor de nossos corpos maior. Eu achava incrível como os anéis de Harry, ainda que esquentados, conseguiam marcar minha pele com uma sensação gélida. Como se soubesse disso, o alfa levou as mãos até minhas coxas para apertá-las com força. Soltei um gemido estremecido, juntando um pouco as coxas.
Isso terminou por causar uma fricção entre o membro enrijecido de Harry e o meio de minhas nádegas. No fundo, eu estava agradecendo mentalmente por ter um metabolismo tão bom quanto o meu. Depois daquelas semanas após o parto, qualquer resquício disforme do meu corpo tinha sumido e, enfim, eu me sentia bem comigo mesmo ao que os lábios apressados de Harry consumiam minha pele.
— Espera um pouco — ele disse numa voz bem mais grossa que o normal.
Saí de cima de seu corpo, observando-o se apoiar na cabeceira da cama. Quando o vi me chamar com os dedos, engatinhei até ele para lamber seu lábio inferior e descer minha língua por sua garganta, parando nas clavículas. Mordisquei e chupei toda a saliência que seus ossos faziam antes de enroscar meus dedos no cós de sua cueca.
Entendendo o que eu queria, Harry levantou seus quadris para que eu tirasse aquela peça. Tendo libertado seu membro, observei sua extensão apontar em riste para seu peitoral. Por instinto, minha boca acumulou saliva e não perdi tempo para descer até lá e começar a chupá-lo. Uma lambida delicada em sua glande foi o bastante para fazê-lo suspirar.
Alguém está animado, eu falei. Harry apenas riu roucamente e pôs a mão em minha nuca. Alfa apressado. Estava esperando por isso?
Sem mais enrolação, envolvi seu pênis em minha boca. De leve a princípio, o chupei. Gradualmente, aumentei o ritmo e, como resposta, os gemidos de Harry se intensificaram. Seus dedos apertavam a tez quente de minha nuca numa pressão tão boa que eu mesmo gemia e enviava vibrações irregulares para seu falo.
— Vire um pouco — meu alfa pediu. Arrastei vagamente meus joelhos até que eu ficasse de lado. — Assim, isso.
Eu iria perguntar o motivo daquilo se Harry não tivesse sido mais rápido em afastar minha própria cueca para ter acesso às minhas partes. Sem se importar em tirar os anéis, meu alfa começou a passar de modo preguiçoso seus dedos pelo meu períneo e ânus, fazendo pressão para me provocar.
Aquilo instigou minha lubrificação natural a sair em excesso, assim como meus gemidos. Estávamos tentando ao máximo manter o silêncio para que ninguém nos notasse, porém eu sabia que Harry estava querendo brincar comigo. À vista disso, sem que ele percebesse, levei seu pau mais fundo em minha garganta, até que eu tocasse meu nariz em sua virilha.
— Louis! — Ele esbravejou em meio a um grito baixo de prazer. Aquilo me fez rir um pouco. — Se é assim…
De supetão, Harry colocou dois dedos facilmente com a lubrificação que saía de mim. Por ainda estar com seu pênis fundo em minha garganta, acabei por engasgar um pouco e precisar subir. Tossi algumas vezes, sentindo lágrimas se acumulando em meus olhos, porém antes mesmo de poder reclamar sobre aquilo, Harry agarrou minha garganta e jogou seu peso sobre mim, me pondo deitado sob seu corpo.
Seus olhos selvagens me capturaram num transe que eu não poderia escapar nem se eu quisesse. E eu não queria.
Ele me beijou de forma áspera, mas ainda prazerosa, e coloquei as mãos em seus cabelos. Não resisti em gemer quando meu pênis foi pego por ele, que começou a masturbá-lo. Parecia impossível conter meus sons, mas a pressão em minha garganta aumentou um pouco e me fez parar.
— Não seja mau — Harry rosnou. — Fique em silêncio enquanto te fodo.
Mordi a ponta de minha língua para não retrucar. Mesmo eu sendo ômega e Harry sendo meu alfa, eu ainda tinha aquele costume de ter a língua afiada, mas eu sabia que não seria uma boa ideia provocar o mais novo naquele momento. Eu queria que as coisas fossem realmente boas antes de fazermos o que eu planejara, só que também queria estar descansado.
Uma caçada seria boa em outro momento.
Harry libertou minha garganta para descer beijos por meu tronco, até meu pênis, e num movimento que me surpreendeu, o cacheado envolveu meu comprimento em sua boca. O interior de suas bochechas acolheram meu pau de forma quente, e precisei tapar meus lábios para não deixar nenhum gemido escapar.
Era notável que ele não fosse experiente naquele tipo de coisa dentro do sexo ainda, contudo era gostoso de uma forma estranha senti-lo me dar prazer mesmo estando aprendendo. Enrolei meus dedos em seus cabelos que tinham voltado ao seu tamanho original, batendo nos ombros, e mordi as costas da minha outra mão.
Guiei seus movimentos para que ele aprendesse e, uma vez que seu ritmo melhorou, o soltei para cobrir meus olhos. Estava sendo tão bom ser tocado depois de todos aqueles meses que eu sentia as lágrimas rolando em filetes modestos.
— Harry, por favor — pedi num fio de voz, esganiçada. — Por favor, me tome, alfa.
Observei o momento em que suas esmeraldas escuras me olharam. A luz que entrava pela janela criou uma cena irônica onde o corpo curvado de Harry parecia rodeado por ela, porque enquanto aquela iluminação parecia angelical, o alfa personificava uma sombra obscura.
Céu e inferno num só, pensei. Era um bom modo de definir Harry.
Sorrindo, o alfa separou minhas coxas para levar seus dedos até minha entrada. Por eu estar totalmente lubrificado, foi fácil para que ele introduzisse mais de dois dedos de uma única vez, com certo cuidado. Concentrei-me ao máximo que pude para não deixar minha voz sair muito alta, porém à medida que Harry aumentava seu ritmo, precisei puxar um travesseiro para abafar meus gritos.
Vou pegar a camisinha, ele falou em minha mente, e só pude chiar em resposta. Eu tinha parado com meus remédios e precisava evitá-los por mais algum tempo por causa da recuperação de meu corpo.
Não demorou para que Harry voltasse. Ao senti-lo ajoelhar entre minhas pernas e abrir minhas coxas, tirei o travesseiro do rosto para poder vê-lo. Como se perguntasse se estava tudo bem continuar, ele apertou a lateral do meu joelho com delicadeza. Acenei com a cabeça num movimento curto. Assim, Harry posicionou a cabeça de seu pênis em meu ânus e começou a penetração.
Respirei fundo a cada pausa que ele fazia, para poder relaxar mais. Não doía, mas pelo fato de sua extensão realmente demandar espaço, por assim dizer, precisei ajustar meus quadris algumas vezes para recebê-lo. Por fim, quando estava todo dentro, puxei seu braço para que Harry viesse até meus lábios me beijar um pouco.
— Eu amo você — falei quando nos separamos.
Um sorriso tímido surgiu, acompanhado de uma covinha.
— Eu também amo você.
Foi bastante íntimo quando, ao invés de voltar à posição anterior, Harry segurou-me próximo de seu corpo num abraço e começou a mover-se. Suas estocadas eram firmes e fortes num embalo lento, e a forma como Harry conseguiu acertar meu ponto especial me fez delirar, rolando os olhos.
Nós dois abafamos nossos sons em nossos pescoços. O suor entre nossos corpos se acumulava, mas não nos importamos. Um banho na manhã seguinte resolveria. Naquele momento, éramos dois tornando-nos um, e aquela conexão era realmente digna de atenção.
— Vem cá — Harry suspirou em meu ouvido uma hora, afastando-se.
Pude ver a expressão leve de dor que surgiu em seu rosto ao precisar tirar seu nó de mim, que já estava quase completamente formado. A sensação de vazio por aquilo também foi mais estranha que o normal.
Harry estendeu a mão para mim, e eu a peguei sem hesitar. Ele deitou-me numa posição mais confortável na cama, de lado, como se fôssemos dormir de conchinha e, realmente, pareceu que íamos fazer aquilo quando ele se deitou atrás de mim. Contudo, Harry precisou colocar a mão tapando minha boca quando eu gemi seu nome aumentando o tom de voz enquanto seu pênis entrava novamente em mim, incluindo seu nó.
Quando nos acostumamos, sua mão moveu-se de minha boca para meu colo, e as estocadas foram reiniciadas. Naquela posição, eu sentia melhor seu pau entrar e sair, além de seu corpo tocando completamente o meu.
Era lento e ritmado de maneira firme, forte. Por isso, quando alcançamos o ápice juntos, estávamos extremamente cansados. Ficamos deitados ali até que o nó de Harry diminuísse por completo, permitindo-o sair de dentro de mim sem dor. Meu alfa deu um beijo em meu ombro, esfregando seu nariz entre minhas omoplatas depois.
— Vou pegar algo para te limpar.
Só consegui murmurar alguma concordância lesada, e mal tive forças para ajudá-lo a tirar os resquícios de meu próprio esporro de meu corpo. Quando Harry enfim deitou-se comigo, ajustei-nos juntos um de frente para o outro. Passei meus lábios pelas andorinhas tatuadas em seu peito, desejando poder senti-lo sempre.
— Acho melhor dormirmos agora, se sua ideia é irmos cedo a qualquer que seja o lugar que quer me levar.
— Hum, por quê? Que horas são?
— Quatro e meia da manhã — ele riu pelo nariz.
Soltei um rosnado frustrado, abraçando ainda mais seu tronco para perto. Harry nos cobriu com os cobertores antes de beijar o topo de minha cabeça.
— Boa noite, Hazz — falei. — Amo você, alfa.
— Durma bem, Lou. Também amo você, ômega.
De uma vez, com tranquilidade, adormeci num sono sem sonhos.
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Até o próximo, eu amo vocês. ♡
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