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Normalmente eu posto dois capítulos por dia, mas hoje é feriado e eu tô sem porra nenhuma pra fazer.
Vamos encarar isso como uma maratona.
4 capítulos no dia.
Vou fazer uma publi pra mim agora. Eu tenho um perfil no tiktok onde eu faço edits para as minhas fics. Se quiserem ir lá comentarem: nossa, essa fic é maravilhosa
Pode ir, não irei me incomodar.
Perfil: ninguem25
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Aquela loira azeda está vindo para cá.
Jennie, se controla! Não fala merda, por favor!
Ignora o passado, garota.
— Oi — ela sentou espreguiçadeira ao lado da minha. — Você namora?
— Não — respondi, curta, fria e grossa.
— A minha amiga quer ficar com você.
— Não quero.
— É uma mulher de poucas palavras, né? Pelo menos olhe na minha cara, Jennie.
— O que você quer, Roseanne? — tirei meu óculos e a encarei.
— Olha! Você lembra meu nome — ela sorriu sarcásticamente.
— Me fala logo o que você quer.
— É que eu ouvi boatos de que você é uma prostituta. É verdade?
— Por quê? Quer transar comigo? — ela riu.
— Credo. Óbvio que eu nunca transaria com uma assassina que nem você.
Coloquei meu óculos e voltei a relaxar, tentando ignorar a presença da loira.
— Vou chamar a Lalisa pra falar com você.
— Roseanne — ela me olhou, curiosa. — Ela me conhece como Ruby. Por favor, não fale que eu me chamo Jennie.
— Vocês se conhecem?
— Sim.
— Tive uma ideia — ela sorriu. — Só segue o roteiro e não diz nada, ok?
— Quê?
— LALISA! — ela olhou para nós. — VEM CÁ! — ela disse alguma coisa para o Hoseok e logo veio em nossa direção.
Assim que Lisa chegou, ela tentou não olhar para o meu corpo. E conseguiu, ficou olhando, ou para sua amiga, ou para o céu a todo momento.
— Ruby, ela é feia, não é?
Oi?!
O que eu perdi?
Ela disse que a Lalisa é feia?
Aaahhhh, lembrei!
— Não. Do jeito que você disse, parecia que ela iria ser o próprio Shrek — disse a primeira coisa que veio em minha cabeça.
— Eu acho que exagerei um pouco.
— O que tá acontecendo? — ela perguntou.
Nem eu sei, Lisa.
— Nada — ela fez Lisa se sentar ao meu lado. — Fica aí, eu já volto!
Depois que Roseanne saiu, Lisa se sentou na outra espreguiçadeira.
Ficamos em um silêncio total. Ninguém ousou falar uma palavra se quer.
Não sei o que aquela loira azeda está aprontando, mas sei que tem aver comigo e com a Lalisa.
— Obrigada por ontem! — agradeci.
— Não foi nada. Só achei que seria errado se eu deixasse o Kai fazer o que quer que ele fosse fazer, com a garota que eu gosto — ela arregalou os olhos e murchou o sorriso que estava em seu rosto enquanto falava.
— Você gosta de mim?
— Não. Digo. Sim. Mas como amiga — seu nervosismo fez com que ela ficasse mais agitada do que já é.
— Entendi. — Tirei meu óculos — Buceta! — encarei todos os alunos que fizeram bullying comigo, conversando com a Roseanne e rindo olhando para mim.
— O que foi?
— Não é da sua conta — me levantei e fui até Miyeon. — Mi, o que eles estão fazendo aqui?
— Eu os convidei.
— Mas eles me chamaram de assassina.
— Por que você não tenta resolver as coisas. Eu sei que é difícil, mas você não é uma assassina. Não precisa ficar assim. Se quiser, eu proíbo eles de chegarem perto de você, caso o contrário, expulsarei todos.
— Não. Não precisa. A festa é sua. Eu vou tentar manter distância deles.
— Tá bom. Não se esqueça que te amo muito. Não faça nada que possa se arrepender depois, Jen.
— Também te amo! — sorri e recebi um abraço da garota. Logo ela foi cumprimentar seus novos convidados.
Preparei-me para voltar para a espreguiçadeira e relaxar novamente. Porém, assim que me aproximei, vi Lisa e Sana se beijando ao lado da espreguiçadeira que eu estava deitada.
Fui até lá e peguei meu chapéu, logo saí de lá para não atrapalhar o casal.
É melhor que eu vá para outro lugar. Eu não estou me sentindo bem. Estou com enjôos pois bebi muito ontem. Nunca mais faço isso.
— Minnie, diga a Miyeon que eu não estava me sentindo muito bem, ok? Eu vou pra casa.
— O que foi, Jen?
— Estou com enjôo.
Ela em encarou preocupada. Já sabia exatamente o que se passava na cabeça dela.
— Eu nunca transo sem camisinha. Eu tô com enjôo porque bebi demais ontem.
— Certeza que é isso?
— Sim, Minnie, relaxa! Eu não sou tão burra a esse ponto.
— Ok. Se cuida, viu? Vou avisar sua irmã que você já foi embora.
— Tá bom. Obrigada, amiga!
Fui até o banheiro e me vestí.
Passei por todas pessoas que fizeram eu quase me matar no ensino médio. Por sorte, ninguém falou comigo...
— Ô, PROSTITUTA! JÁ TÁ INDO EMBORA? — um garoto gritou assim que eu releí no portão para o abrir. — QUANTO CUSTA PRA EU TE COMER? — todos em sua volta riram. Inclusive a Roseanne.
Eu odeio ele. Seu nome é Suga.
— ME RESPONDA, ASSASSINA! — abri o portão com força e saí para fora.
Comecei a andar no meio da rua deserta e cheia de barro, chorando, sem forças nas pernas.
Eu odeio a minha vida!
Eu odeio.
Eu odeio.
Eu odeio.
Eu odeio.
Falta de ar...
Não.
Agora não.
Por favor, agora não.
Comecei a chorar e a soluçar ao mesmo tempo. Minha barriga começou a doer, parecia que eu tinha levado uma facada. Entrei em um beco vazio e sentei no chão.
Eu vou morrer.
Meu corpo começou a tremer sozinho. Eu não estava conseguindo o controlar. Eu não tinha controle da minha mente.
Flashback
— GENTE, SE ESCONDAM! TEM UMA ASSASSINA ENTRE NÓS — uma garota gritou para que toda a escola ouvisse.
— Já tomou seu remédio de esquizofrenia hoje, assassina?
— Deixa ela em paz, Suga! — Minnie disse.
— Vem, Jen! — Miyeon me puxou até o lado de fora da escola. — Não liga pra eles. Você não é uma assassina.
— Por que estão fazendo isso comigo? — perguntei em meio ao choro. — Eu quero morrer.
— Ei!!! Não fala isso nem brincando — Miyeon me abraçou, permitindo-me chorar em seu peito. Eu me agachei lentamente enquanto ela me guiava. Sentamos no chão. — Eu tô aqui. Eu e a Minnie estamos aqui. Pode contar com a gente e com a sua irmã. Nós somos sua família, ouviu?
— O que está acontecendo aqui? — o diretor perguntou. — Por que todos estão te chamando de assassina, Kim?
— O senhor não vai brigar com ela por isso, né? — perguntou Minnie.
— Se estão falando que você é uma assassina, é porque você é. A senhorita Park que me disse isso e me mostrou o seu caderno. Devo te lembrar que é bolsista, senhorita Kim. Quero falar com seus pais amanhã. Você só vai entrar com eles ou com seu responsável legal — ele saiu.
— Você não acha isso injusto.
— Minnie...
Ela não ouviu.
— Acho o que injusto?
— Que uma aluna sua seja chamada de assassina por conta de uns míseros desenhos?!
— Ela desenhou aquilo por uma causa, não é mesmo?
— Sim. Mas é porque ela ama terror e suspense. Ela desenha o que ela gosta. Se vocês olhassem bem o caderno dela, veriam que tem desenhos de roupas, capivaras, de assassinos de FILME de terror. Isso não passa de rabiscos. Não tem o porquê chamar ela de assassina.
— Não aumente o tom pra falar com as autoridades.
— Autoridade? — ela soltou uma risada sarcástica. — Ah, pelo amor de Deus, diretor! Se você fosse uma autoridade, estaria procurando alguma explicação pelo o que a Rosé fez. Já parou pra pensar que ela invadiu o espaço pessoal da Jennie?
Miyeon tapou meus ouvidos ao perceber que tudo aquilo estava me machucando mais. Ver Minnie brigando por minha causa... Eu odeio isso.
— Não pensou, né? Sabe por que você não pensou? Porque você só protege as pessoas que pagam pra estudar. A Jennie é mil vezes mais inteligente que a Rosé e você tá cagando pra isso.
— JÁ CHEGA, NICHA YONTARARAK! PRA MINHA SALA, AGORA!
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