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Um ano depois

Todos nós estamos morando no Canadá agora.

Assim que chegamos, Lalisa procurou o melhor fisioterapeuta de Vancouver, com isso, eu consegui voltar a andar depois de alguns meses.

Descobri recentemente que estou grávida. Grávida da pessoa que eu amo.

A Lalisa me pediu em casamento no ano novo de 2024.

Flashback

Estávamos nos arrumando para ir para a praia.

Todos nós vamos comemorar o ano novo lá. Eu e Lisa estamos quase prontas.

— Jennie, já tá pronta? — ela apareceu na porta do banheiro.

— Tô quase. É a trigésima vez que você me pergunta isso.

— E é a trigésima vez que você responde: tô quase.

Revirei os olhos e ignorei ela. A garota bufou e saiu do banheiro. Daqui a 5 minutos ela volta para me perguntar a mesma coisa dos últimos 30 minutos.

— JENNIE, VOCÊ TEM VISITA — Lisa gritou.

Quem será?

Deixei de fazer o que eu estava fazendo e saí para ir ver quem era.

— O que você tá fazendo aqui? — perguntei quando cheguei na sala e vi o ser humano que veio me visitar.

— Vim te ver. A vovó falou tudo o que você passou, Jen. Inclusive, porque falou sobre o que você passou pra ela? Ela quase teve um infarto.

— Vai embora, por favor.

— Não. Eu sou sua prima, quero saber se você está bem — ela se aproximou, porém eu me afastei.

Lisa estava pronta para tirá-la dali, só estava esperando eu aprovar o seu ato.

— Eu tô bem. Agora pode ir embora, Dahyun.

Eu não gosto da Dahyun. Quando eu era criança, ela tentou me matar afogada mais de uma vez. Ela tinha ciúmes de mim porque eu era a neta preferida da vovó.

— Posso te dar apenas um abraço? — ela se aproximou e eu me afastei novamente. Ela tentou forçar o abraço, porém Lisa puxou ela pelo o braço.

— Ela disse pra você ir embora.

— Quem é você?

— A namorada dela. Vai embora antes que eu te machuque — Lisa olhou firmemente para a minha prima.

Eu tenho medo deste olhar dela. Me causa calafrios. Ela olha assim para qualquer pessoa que tente forçar algo comigo ou que me deixe desconfortável.

— Eu vou ir embora. Só queria ver se você tava bem, Jen. Mas, pelo visto, está muito bem acompanhada por uma psicopata — Lisa sorriu e deu piscadela para a minha prima.

— Isso soa como um apelido pra mim, Dahyun — sua voz saiu com uma entonação mais grossa, parecendo a de um psicopata mesmo.

Segurei a minha risada e esperei até que Lisa tirasse ela dali.

Assim que a loira fechou a porta, ela fez uma cara indignada.

— Psicopata? Eu não sou psicopata. Até onde eu sei, eu não matei ninguém — encarei ela com um sorriso e as sobrancelhas arqueadas — inocente!? — ela completou a frase com um sorriso amarelo.

— Como você consegue botar medo nas pessoas, Manoban? — disse indo em direção ao nosso quarto. Ela deu de ombros e me seguiu. — Vou terminar de me maquiar.

— Nãoooooooo — ela disse com uma voz arrastada e eu sorri. Ela se jogou na cama e começou a fazer o drama que ela sempre faz. — Você não me dá mais atenção, fica 24 horas por dia se maquiando. Você não precisa de maquiagem, Mandu.

Sorri e deixei um selar nos lábios dela. Ela insistiu em tentar fazer com que eu não me afastasse, porém eu dei um tapa nela e a garota me soltou.

— Para de drama, Lalisa. Você já é adulta — repreendi ela como se a garota fosse uma criança.

***

Depois de mais alguns minutos, eu terminei de me arrumar e partimos em direção a praia.

Ficamos nos divertindo e bebendo enquanto não dava o horário dos fogos. Todos nós estávamos lá. O Jimin e o Jungkook, a Minnie e a Miyeon, e a Jisoo.

Os casais continuam os mesmos e, a Jisoo continua a mesma solteira de sempre.

Segundo a ela, a garota só não namora porque seu padrão é muito alto.

— Jisoo, por que você não tenta conhecer alguém aqui? — perguntei.

— Pra quê? Eu tô muito bem sozinha.

— Vai morrer sozinha?

— Existe alguma coisa melhor do que viver na minha própria companhia?

— Não. Óbvio que não. Você está certa, maninha — disse enquanto sorria.

Lisa, Jungkook e Minnie estavam fazendo alguma coisa idiota que eu não entendi direito o que era.

Miyeon e Jimin se aproximaram da gente e sentaram na mesma mesa que estávamos.

— Acho que todos nós arranjamos uma criança encapetada — disse Miyeon.

— Nem me fale — Jimin disse e tomou um pouco de cerveja.

— Encapetada e dramática, não posso esquecer disso.

— A Lisa também é dramática? — Miyeon perguntou.

— Oh, se é!

— A Minnie fez um drama quando eu disse que não queria dormir abraçada com ela. Tava um calor infernal e essa guria queria dormir abraçada e de coberta — rimos.

— O Jungkook fez drama porque eu neguei chocolate pra ele. Ele ficou uma semana sem olhar na minha cara — Jimin disse meio cabisbaixo e eu e Miyeon rimos.

— Jungkook e seus dramas por comida — disse.

— Gente, eu fiz drama quando eu esqueci de comprar remédio pra cólica — Jisoo disse enquanto levantava seus dois polegares e dava um sorriso amarelo.

Rimos da garota e Jisoo mostrou língua para cada um de nós.

— Pelo menos eu não tenho que ficar dividindo a minha comida — Jimin parou de rir. — E nem dormir agarrada com alguém num calor de 50 graus — Miyeon parou de rir. — E eu posso levar o tempo que eu quiser pra me arrumar, ninguém vai ficar fazendo drama porque precisa de atenção mesmo — parei de rir.

— O quê? A Lisa fez drama por isso? — Jimin perguntou.

— Sim.

— Meu Deus, Jennie! — Miyeon levou sua mão até seu rosto.

***

Após algumas horas, finalmente chegou o momento da contagem regressiva.

— 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2 — todos começaram a gritar em uma só voz.

No momento em que gritamos "um" e o relógio marcou meia-noite, fazendo com que os fogos fossem soltados, olhei para o lado e Lisa estava ajoelhada com uma caixinha de aliança na mão.

— Você quer casar comigo, Jennie Ruby Jane Kim? — fiquei sem reação em vê-la daquele jeito. Seu corpo todo estava tremendo. — Pelo amor de Deus, Jennie, responde. Eu tô tendo um treco aqui — ela disse e eu ri.

— É óbvio que eu aceito casar com você, Lalisa Manoban — sorri e ela se levantou rapidamente, podendo assim, colocarmos as alianças uma na outra.

Todos em nossa volta comemoraram junto a nós duas.

— Eu te amo, Mandu! — ela ficou bem perto e agarrou a minha cintura. Eu entrelacei meus braços por volta do seu pescoço e sorri junto a garota.

— Eu também te amo, Pokpak — ela murchou o sorriso e eu ri. — Vou te chamar de Pokpak agora, Pokpak — ela continuou com um semblante irritado. Sorri e beijei ela.

Apenas um selinho. Não quero fazer isso no meio de um monte de gente. Vai que essa garota fica dura.

— Por que me pediu em casamento agora? Pensei que fosse demorar mais.

— Lembra quando eu disse que iria te fazer um pedido esse ano? — assenti. — Esse é o pedido. Agora esse ano vai ficar guardado como o melhor ano da sua vida, meu amor — sorrimos.

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