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Lisa chegou sete da manhã, no domingo...
Eu passei a noite toda esperando ela chegar. Fiquei preocupada, pois tentei ligar para ela um monte de vezes e ela não atendeu.
Quando ela chegou, percebi lágrimas em seus olhos, ela estava suada e cheia de hematomas por todo o seu pescoço.
Encarei-a com dor em meu olhar, recebendo o mesmo olhar da garota. Lisa ficou imóvel quando me viu. A garota deixou suas lágrimas escaparem e caírem no chão, deixando rastros molhados por toda a sua cara lisa e bonita.
— O que aconteceu? Por que demorou tanto? Onde você dormiu? — a garota não respondeu nenhuma das minhas perguntas, apenas subiu correndo para o seu quarto.
Meus olhos lacrimejaram quando ela saiu, consegui perceber seu semblante culpado e decepcionado.
Ela transou com alguém...
Quem será este alguém?
Ela disse que me amava... Ela...
Quando percebi, eu estava olhando para a parede branca e lisa, sem cor e sem objetos; lágrimas escorriam dos meus olhos. Algumas secavam em minhas bochechas, outras caíam no meu colo.
A Lisa disse que iria me pedir em namoro. Não foi exatamente com certas palavras, mas deu para entender isso.
Ela não me ama?
E aquele papo de querer me fazer um pedido o ano que vem, para ele ficar guardado como melhor ano da minha vida?
Eu sabia que iria quebrar a cara se eu me apaixonasse e, mesmo assim, eu fui lá e me apaixonei.
— Você é muito idiota, Ruby Jane — disse em voz alta e baixa enquanto mantinha meu olhar morto para a parede. — Como você pôde achar que alguém realmente te amaria pelo o que você é, e não pelo o seu corpo? Sua burra!
— Jennie? Falando sozinha nessa idade, querida? — arregalei meus olhos quando escutei-o.
— Me diga que isso é uma alucinação — implorei enquanto chorava ainda mais.
— Não é, não. Fiquei sabendo que está grávida, com depressão e paraplégica. É verdade — sua voz foi ficando mais alta por conta da aproximação do indivíduo.
— Como você entrou aqui, Suga?
— Aqueles seguranças são muito idiotas. Foi fácil — me assustei quando ele pulou no sofá e me abraçou. — Sabe, agora eu entendi a razão de você ter tantos clientes — ele beijou meu pescoço e tapou a minha boca. — O Kai vivia falando que você sentava bem — ele me puxou para sentar no seu colo.
Não consegui fazer nada, pois quando percebi, um pano branco tapou meu nariz, fazendo com que minha visão escurecesse aos poucos.
***
Acordei em um quarto escuro, sem nenhum sinal de vida. Eu estava sentada em uma cadeira, com meus pés e minhas mãos amarradas com cordas, juntamente a minha boca que tinha outra corda impedindo-me de gritar.
Tentei olhar para os lados, na esperança de encontrar alguém, porém, em um simples movimento brusco, uma forte dor no meu útero e na minha vagina, foi sentida. Olhei para o chão que era cobrindo por uma poça de sangue.
Eu tô sentindo e tem sangue no chão...
Não.
Não.
Não.
Eu não posso ter...
Eu perdi o meu bebê?!
Porra!
Cadê você agora, Lalisa? Cadê você?
Você disse que não deixaria ninguém relar um dedo em mim. Cadê você agora que eu não tô vendo? Cadê você que não me salvou, porra?
Eu sabia que não seria uma boa ideia escutar a porra do meu coração, ao invés da minha mente. Eu sempre escuto a minha mente, nunca o meu coração. E, quando eu decido escuta-lo, olha o que acontece.
A Lalisa transou com outra pessoa, me escondeu um monte de coisas e, ainda por cima, me prometeu algo que não cumpriu.
É exatamente por isso que eu não acredito em promessas. Não sei o que deu em mim para ouvir e acreditar em tudo o que eu não acreditava.
Estou extremamente puta com aquela loira. Tenho certeza que ela está...
Então era por isso que ela não me dava atenção e só ficava na porra daquele celular.
Eu era um peso para ela? Por que não me disse que estava gostando e conversando com outra pessoa?
Resolveu esconder de mim na tentativa de não me machucar, mas acabou me machucando do mesmo jeito.
A porta foi aberta por uma loira que não era a Lalisa.
— Gente, parece que alguém perdeu o bebê. Vou dar uma dica: ela é uma assassina — ela disse com uma voz sarcástica, arrancando risadas de todos os seus amigos.
Tentei xinga-la, mas não saiu nenhum som por conta da corda.
— Além de capenga, tá muda agora — ela disse e todos riram. — Aí, aí, Ruby Jane. Posso te contar um segredo? — ela se aproximou de mim com o seu celular. — Na verdade, eu vou te mostrar — ela abriu um vídeo que, pelo os barulhos, parecia ser pornô.
Ela colocou o celular em minha frente e eu vi... ela e a Lisa transando...
— Tá vendo? Foi isso que ela andou fazendo ontem à noite. Ela transa bem pra caralho — ela mordeu seu lábio inferior. — Saudade de sentar nela — lágrimas escorreram dos meus olhos. — Você realmente achou que a Lisa ficaria com uma assassina que deu pra Deus e o mundo?
— Falando em dar — Suga entrou na sala. — O Kai falou a verdade quando disse que você era uma baita gostosa, mas — ele se aproximou e Rosé se afastou —, eu não tenho certeza se quando ele disse que sua sentada vicia, era verdade. Eu enfiei em você, mas você não sentou em mim — ele se aproximou do meu ouvido — ainda — sua voz saiu num sussurro.
— Não seja por isso. Ela é toda sua. Depois me fala como foi, se ela não te matar, é claro — eles riram e Rosé saiu da sala.
Espera...
Ele me estuprou?
Mais lágrimas escorreram do meu rosto.
Daqui para frente, vai ser só para trás...
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Não dei detalhes da cena pro bem do psicológico de vocês, mas ele acabou com o psicológico da Jennie...
Eu sei que tá acontecendo um monte de coisas ruins, mas não me matem, por favor.
Só tá acontecendo essas porra porque a fic tá entrando na reta final, ou seja, daqui a pouco tudo fica feliz novamente.
Logo, logo tudo isso acabada...
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