Prólogo
A rua estava deserta. Na verdade, a cidade toda estava; o que deixou a enorme figura parada no meio dela desapontada.
Ele queria ver o desespero das pessoas estampado em seus olhares; o caos total, delicioso e convidativo, pelas ruas conforme ele demonstrava seu poder a todos.
Mas não havia tempo para ir até a cidade vizinha apenas para saborear o terror humano. Não. Ele precisava testar aquilo agora.
Pensativo, ele procurou alguma coisa não tão pequena e não tão grande para o teste. O que será que fizera todas aquelas pessoas se mudarem de uma cidade tão privilegiada como aquela de forma tão rápida? Os sinais de que havia vida ali naquela manhã mesmo eram claros: latas de lixo cheias, estabelecimentos abertos e ainda organizados, sem nenhum sinal de vandalismo.
Mas a resposta daquilo veio quase que imediatamente na cabeça do grande líder kallckara: Elijah, claro. Era sempre ele.
Aquele homem comum que liderava os cinéticos com seu poder de influência e dinheiro inesgotáveis.
O albino fez uma careta ao lembrar daquele homem presunçoso. O que ele estava tramando? Como sabia qual cidade deveria evacuar? Ele não podia aceitar estar um passo atrás de Elijah.
Ele andou mais um pouco antes de parar na frente de um posto de conveniência deserto.
O teste seria ali mesmo.
A enorme criatura fechou seus olhos extremamente finos, conectando-se com o ambiente ao seu redor — sentindo a energia de cada molécula, de cada átomo. Quase que instintivamente ele levantou uma das mãos e começou a fechá-la lentamente, e então...
Nada aconteceu.
O gigante abriu os olhos e franziu o cenho. Era para ter funcionado. Ele estava fazendo aquilo há algumas semanas com objetos pequenos e nunca falhara. Por que dessa vez...
Mas ele não conseguiu terminar a linha de raciocínio: assim que ele fechou novamente as mãos, a energia ao redor do centro de conveniência respondeu e começou a apertar e esmagar pouco a pouco a construção abandonada.
Como uma jiboia enrolando-se em sua presa.
Ele novamente se conectou com o ambiente, mas, dessa vez, não fechou os olhos. Ao invés disso, ele encarou fixamente a construção. A mão se fechou e ele a imaginou sendo a energia acumulada ao redor do centro de conveniência.
Esmagada pela energia absurda, a construção começou a rachar e tremer, como se estivesse tentando resistir ao aperto.
Porém, o monstro não cedeu, e, em menos de um minuto, a construção já não estava mais em pé; o cimento que um dia a sustentava, totalmente fragmentado.
O monstro sorriu, admirando sua obra de arte. Sua força finalmente estava de volta.
Ele então se vira, com o grande sobretudo preto esvoaçando com o vento úmido. Lentamente, ele caminhou para fora da cidade, usando seu poder para dobrar postes e explodir semáforos.
Os kallckaras que estavam o esperando na periferia ficaram boquiabertos com a visão de tudo indo para os ares conforme seu líder caminhava na direção deles, calmo como se estivesse apenas andando pelos corredores de seu lar, e não como se estivesse usando uma quantidade tremenda de energia e concentração para fazer tantas coisas ao mesmo tempo.
Quando ele alcançou o furgão preto, onde os kallckaras estavam o esperando, ele parou de usar seu poder e a cidade voltou a ficar silenciosa. Os kallckaras abaixaram a cabeça quando abriram a porta do furgão para que o líder pudesse entrar.
— Apressem-se — rosnou Klonthus assim que a porta foi fechada. — Quero ser o mais breve possível.
A viajem seguiu-se em completo silêncio, apenas cortada uma vez ou outra por um resmungo de algum kallckara quando o furgão passava por cima de um buraco que fazia todos pularem no banco.
— Chegamos, senhor — anunciou um dos kallckaras assim que o automóvel foi estacionado em frente a uma casa de madeira aparentemente abandonada. — Ficamos no aqui?
— Sim. Será rápido — disse Klonthus se levantando e abrindo a porta ele mesmo para sair. Mas ele interrompeu o movimento ao pensar em um detalhe: — Na verdade, quero dois de vigia em cada parede exterior da casa. Qualquer movimento, atirem.
— Sim, senhor, mestre Klonthus — disseram todos em uníssono.
Em menos de trinta segundos, todos já estavam em suas posições com as armas em punho.
Klonthus se permitiu dar um mínimo sorriso de satisfação ao subir nos dois pequenos degraus da varanda — também de madeira — antes de bater três vezes na porta com os punhos firmes. Alguns ruídos foram ouvidos antes de uma voz conhecida por Klonthus ser ouvida, perguntando quem era.
— Sou eu, Klonthus. Abra logo — o grande kallckara respondeu, dando um passo para trás quando a porta foi destrancada e depois aberta, revelando a moradora.
— Perdão pela demora para abrir a porta, grandioso mestre Klonthus, mas um pouco de precaução nunca é demais, não é mesmo?
Klonthus concordou com a cabeça careca, satisfeito.
— Claro, claro. Eu estranharia mesmo se você simplesmente abrisse a porta para mim sem nem ao menos perguntar algo, você estaria sendo imprudente e confiante demais. E imprudência não está em meus planos.
Um sorriso envolveu os lábios da dona da casa.
— Bem, de qualquer forma, vamos entrar logo. Há coisas que ainda precisamos discutir.
— Mas é claro, senhor.
Klonthus sorriu cruelmente enquanto andou para dentro da pequena residência, mil ideias circulando por sua cabeça. Agora que possuía duas cineses poderosíssimas, nada poderia o impedir, nem mesmo aquela cinética que lançava gelo pelas mãos... Qual era o nome dela mesmo? Alia? Cintia? Luísa? Não, não.. era algo mais como..
Alysson! Isso mesmo, era Alysson. Mas de qualquer forma, aquilo não importava mais. Ela iria morrer de qualquer maneira, assim como aquele telecinético ingrato que, no final, rendeu-lhe um ótimo treino. Alysson também será assim: apenas um treino para fortalecer seus poderes.
Agora, bastava apenas terminar de planejar os toques finais para que ele pudesse, enfim, pegar o que queria. Depois daquela tarde, nada e nem ninguém poderia impedi-lo e o mundo finalmente se curvaria aos seus pés.
[ESTRELHINHA PRA QUEM TÁ FELIZ COM A VOLTA DO LIVROOO]
Ui, ui, uiii. Minha ultima att nesse livro foi em JUNHO DE 2019! Meu senhor Jesus Cristo... eu estou pior do que pensava. Comecei a escrever Cryokinesis com TREZE anos, e agora... nossa, não quero nem pensar há quantos anos estou nesse projeto. Tá na hora de terminar a trilogia, né, gente? Já tô velha demais, SOCORRO ALGUÉM PARA O TEMPO!
Bom, espero que estejam animados. As atts serão frequentes, mas fiquem cientes que estou dividindo meu tempo com CasteloBruxo (eita, Julie fanfiqueira???), então não vão ser tãããão frequentes quanto seriam se eu fosse inteligente e focasse só em um livro hihi.
MAS VAMO QUE VAMO, MEUS CINÉTICOS. EMBARQUEM COMIGO NESSA NOVA ODISSÉIA!!
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