Ancient gods

Então, quando eu estiver pronto para ser mais ousado

E meus cortes sararem com o tempo

O conforto vai descansar nos meus ombros

E eu vou enterrar meu futuro atrás

Eu sempre vou te manter comigo

Você estará sempre na minha mente

Porque eles dizem que o lar é onde seu coração está gravado

É para onde você vai quando está sozinho

É onde você vai para descansar seus ossos

E não é apenas onde você coloca sua cabeça

Não é só onde você arruma a cama

Home - Gabrielle Aplin

Marcel nos encara como se fossemos baratas bem feias, Cheshire anda de um lado para o outro com seu sorriso invertido, ele para repentinamente.

- Você consegue mandar uma mensagem para o Dormouse, Tobias?

- Não senhor. - Toby balança a cabeça. - Não de forma consciente porque meus poderes estão fracos aqui, mas acredito que ele vá descobrir caso alguma coisa aconteça e eu precise dele.

- Você quer dizer se quisermos ir para Wonderland? - Arrisco.

- Mais do que isso. - Ele bufa. - E quanto ao anjo, o que ele disse?

- Ahn que vai conosco. - Toby começa, engulo em seco. - E também que faria isso pela dívida que tem com Mandrake. - Cheshire faz uma careta de desagrado, pelo menos Toby soou convincente.

- E onde está o Cain? - Marcel sussurra.

- Ele passou mal. - Barbie responde. - Depois que Toby disse sobre o que ele viu, o Cain disse que não estava bem e foi ficar com o Abel um pouco.

- Ele quer sair para fazer as buscas?

- Não muito. - Sussurro. - Mas como nós ele quer tentar achar o velho Charles, e quanto a mansão?

- Se o anjo for com vocês eu não vejo porque não... - Marcel bufa. - Mas não digam sobre tudo, não digam sobre nós. - Ele estreita seus olhos. - Sobre a Nonsense e a guerra, só falem para eles que é perigoso... O mínimo possível.

- E se eles não acreditarem, a gente finge que é louco... - Toby ri, mas para e abaixa a cabeça. - Desculpe, senhor.

- Não, você estava certo se eles não acreditarem, vocês assumem o papel de loucos de vocês e se calem. - Marcel finaliza batendo as mãos sobre a mesa. - Não precisam ir para o treino eu vou conversar com os outros membros.

Reparo que ultimamente ele parece bem mais cansado e com olheiras maiores, Scorpio também parece sempre a beira da exaustão... Talvez eles estejam se sobrecarregando com tudo isso também e não somos só nós, me levanto antes que Marcel recomece com algum aviso e saio devagar com os outros em meu encalço.

- Você foi convincente. - Caleb sussurra. - Agora espero que o Cain tenha feito progresso também.

- Com certeza sim. - Toby rebate. - Aliás, acha que ele está no jardim?

- Talvez esteja com o Abel. - Sussurro. - Eu vou para lá.

- Eu vou avisar a Babel... - Barbie diz um pouco mais alto. - S-sobre tudo que aconteceu e o que vamos fazer.

- Certo. - Sorrio. - Nos encontramos de novo antes do almoço na sala de estar, tudo bem? - Barbie consente e desce apressada.

- Eu vou com você em busca do meu namorado perdido. - Toby sorri. - Você vem grandão?

- Fazer o que... - Caleb revira os olhos. - Acha que ainda vamos sair hoje?

- Talvez amanhã. - Sussurro. - Eu espero que todos do circo ainda estejam bem e que nada de estranho tenha acontecido com eles de novo.

- De novo? - Toby indaga.

Suspiro e resumo nosso problema com o circo que era deles e como Abel matou Ikki, engulo em seco quando me lembro disso e espero, quase querendo desesperadamente, que só existisse a espada Vorpal ali e não o Abel de verdade... Terminamos o corredor do terceiro andar em silêncio e quando abro a porta encontro Cain e Abel conversando, sorrio minimamente o passado não pode ser esquecido, mas eu ainda acredito que o presente seja melhor. Nos aproximamos e Cain nos conta também o que ouviu, quando ele termina seus olhos vão de um ao outro.

- E-eu dei uma ideia ao Cain... - Abel diz devagar. - Ahn encontrem o velho e usem a casa do anjo.

- Não precisaríamos de duas entradas. - Caleb rebate franzindo as sobrancelhas. - Podemos usar só uma.

- Abel quis dizer invadir Blanchess e Queensland. - Cain murmura. - Uma investida pelos dois lados.

- Ah a Nonsense e a gente, certo? - Toby arrisca, Cain e Abel trocam um olhar e eu não gosto disso. - Não?

- Vocês querem que a gente se separe. - Sussurro.

- Separar e conquistar... - Abel murmura. - Bem, eu sei que esse não é o objetivo, mas nós sabemos que muitas pessoas podem nos atrasar.

- Não teríamos saído vivos da última se estivéssemos em menor número! - Rebato. - Nós precisamos de todos no mesmo lugar e como vamos nos comunicar? Como vamos nos separar?

- Eu sei que você não gosta da ideia. - Cain estende uma mão em frente ao corpo. - Mas veja em Blanchess temos a casa, caso dê errado existe uma possibilidade de voltar e de se comunicar, pelo menos com a casa Nonsense e o anjo. Quanto a Queensland já esperam por nós lá, temos algo, podemos fazer alguma coisa.

- Eu quero ir para Queensland. - Caleb diz rápido e se inclina como se fosse se abraçar. - Por favor.

- Como nos dividimos? - Toby arrisca.

- Meninas em Blanchess e meninos em Queensland. - Abel sorri. - Claro, eu não sou um dos meninos que vai.

- Por quê? - Ergo as sobrancelhas. - Caleb eu entendo, mas e os dois?

- Gareth disse que precisaria de um Jaguadarte para trazer seu exército de volta. - Cain sussurra. - E Toby pode nos ajudar a manter contato com Dormouse. Quanto vocês têm a Barbie.

- E o que tem ela? - Ergo uma sobrancelha.

- Barbie é a Lírio... - Caleb sussurra. - Mas vocês não acham que Mira vai se render a ela ou fazer uma aliança só porque a Barbie é a filha morta dela, acham?

- Tudo é uma possibilidade. - Cain o responde e balança a cabeça. - De qualquer forma ainda precisamos do velho Charles para conseguir isso e nem sabemos se vamos achá-lo, mas seria bom falar com o anjo sobre o plano e pensar nele nos agrade ou não. - Ele desvia o olhar.

- Eu entendi a indireta. - Ergo uma sobrancelha.

- Ah vamos esquecer isso um pouco. - Abel ri. - Eu não vejo todos vocês juntos desde Wonderland! - Ele olha de um para o outro. - Tudo bem que as meninas não estão aqui, mas é o maior número de visitantes nas últimas semanas!

- Como seu cabelo ficou branco e seus olhos azuis? - Caleb indaga.

- Brutamontes insensível. - Toby acerta uma cotovelada nele e apoia o rosto nas mãos se inclinando na cama, dou risada. - Eu te achei lindo assim, quero dizer eu ainda prefiro preto e roxo... - Toby ri e fica vermelho. - Preto e roxo é muito mais bonito, mas azul e branco é uma combinação ótima...

- Eu não estou com ciúmes... - Cain sussurra segurando o riso.

- Eu gosto tanto de ficar com vocês. - Abel ri, sorrio o encarando. - Só queria poder ficar mais com vocês e menos... - Ele olha em volta e dá de ombros teatralmente. - Vocês sabem isolado.

- Você tem sorte, não precisa sentir o olhar gelado do Marcel nas suas costas o tempo todo. - Toby balança a cabeça e se empertiga. - "Aonde você está indo Tobias? Não quero você na frente de nenhum espelho se eu não estiver te vigiando!!! Cubra todos eles quando entrar no banheiro, você é muito feio estará fazendo um favor a si mesmo."

Dou risada e até mesmo Caleb deixa escapar alguma coisa, Toby se senta na cama dele balançando as pernas. Eu posso entender porque o Cain gosta dele, Toby deixa tudo mais leve é como seu poder de parar o tempo mas ele consegue contagiar a todos e nos fazer esquecer os problemas.

- Não te acho feio. - Abel revira os olhos, depois balança a cabeça e finge estar assustado. - Oh não preto e roxo ou meu irmão vai matar você!

- Você me entende. - Toby ri. - Essa foi muito boa. A gente podia se juntar um dia inteiro para zoar com a cara do Cain.

- Eu adoraria. - Abel ri e empurra Cain pelos ombros. - Você é tão sério!

- Eu não sou sério. - Cain o afasta com um acenar de mão. - Ademais, temos a irmã mais nova mais carrancuda e menos adorável de todos os tempos.

- Nisso eu tenho que concordar. - Abel balança a cabeça. - Mas Lily... - Seu tom muda, ergo uma sobrancelha. - Seu aniversário é sábado! Eu perguntei ao Scorpio e ele me disse que dia 15 de dezembro é sábado. - Sinto meu rosto esquentar.

- Você não ia dizer pra gente?! - Toby se vira chocado pra mim. - Lilith, sua traidora! Vamos fazer uma festa, sim, Caleb vai te pedir em casamento.

- Eu não vou não! - Ele guincha vermelho, dou risada. - Como vocês comemoram aniversário? - Toby solta um arquejo mais alto ainda. - Olha antes que você comece eu só frequentei desaniversários.

- Uhn desaniversários são como aniversários... - Toby pensa. - Você comemora do mesmo jeito só que ao contrário quando é seu aniversário.

- Não ajudou. - Caleb resmunga.

- Olha é só a gente tomar um chá juntos e... - Abel nega. - Não precisamos de festa... Podemos só, só comer...?

- Precisamos de presentes! - Toby se anima. - E chamar todo mundo pra sala de jantar como uma boa festa.

- E música! - Abel une as mãos embaixo do rosto. - Faz tanto tempo que eu não escuto música.

- Uhn músicos estão em falta, temos só o palhaço... - Toby pensa. - Mas podemos dar um jeito e te levar para baixo também. - Abel ri como uma criança animada. - Claro que não podemos festejar aqui.

- Tudo bem... - Só porque o Abel está realmente animado com isso, abraço meus ombros e sorrio. - Mas nada de presentes, ok? Só a festa.

Toby guincha animado e depois de um tempo ele e Caleb descem para seus quartos, continuo com Cain e Abel.

- Você não está nada feliz com isso. - Cain começa. - Mas veja bem até eu tive uma festa e por sua causa, agora é a minha vingança.

- Ai Lily eu nunca tive uma festa e talvez eu não passe tempo suficiente aqui para ter uma. - Meu coração se aperta e o encaro. - Por isso eu quero estar na sua.

- Não vamos nos separar. - Rastejo na cama e me deito ao seu lado puxando Cain também. - Por mais que fiquemos de lados diferentes ainda vamos ser irmãos e vamos sempre dar um jeito de estarmos juntos.

- Com certeza... - Cain sussurra fechando os olhos.

- Vocês são os melhores. - Abel ri e me abraça. - Amo vocês.

- Também te amamos. - Digo em uníssono com Cain e dou risada.

XXX

Assopro o ar na minha frente e ele forma uma nuvem fina, Toby está rindo olhando uma vitrine com Caleb e o homem de cabelos castanhos alto me encara com seus olhos gelados, quando eu concordei em sair com o Ângelus não imaginei as consequências que eram passar mais tempo com ele, mas tudo bem eu pude sair e isso já me alivia porque achei que depois da última ida a Wonderland Marcel jamais nos deixaria sair de novo.

- Então você morava aqui? - Ele indaga olhando a rua parcialmente vazia e fria. - Parece chato.

- E era. - Bufo, bem que Cain ou Barbie podiam ter vindo. - Mas eu não moro aqui e sim mais afastado, às vezes Marcel nos faz andar de carruagem para não levantar tantas suspeitas.

- Hn eles têm uma casa mágica e não querem levantar suspeitas?

- E você? Está protegendo a casa mesmo de longe?

- A casa funciona um pouco como a minha casa, ela é mutável e ela sabe se esconder mas é claro que também estou a protegendo. - Franzo as sobrancelhas. - Pergunte.

- Se entrássemos em uma luta, qual seria seu poder?

- Eu não uso meus poderes em uma luta. - Ângelus olha para a longa avenida. - Entenda que eu sou muito mais poderoso que qualquer mortal ou reflexo seria injusto.

- Injusto? Injusto! - Guincho me virando para ele. - Você poderia salvar o lado que escolheu!

- Não é tão simples Lilith... - Ele suspira. - Se eu usasse meus poderes é quase certeza de que eu perderia o controle e caso isso aconteça não vai existir nenhum lado, não vai existir nada. - Engulo em seco. - Às vezes eu só queria não existir ou poder morrer.

- Então... - Abaixo a cabeça. - Foi por isso que você não fez nada quando foi atacado?

- Exato também não podia salvar Mandrake, foi a escolha dele lutar e morrer, eu não pude fazer nada. - Ele suspira. - Também não posso interferir contra a decisão de alguém, por exemplo, se você quisesse atravessar a rua agora e eu dissesse: "cuidado, tem uma carruagem vindo".... Imagine. - Bufo e reviro os olhos. - E digamos que você responda: "eu consigo atravessar antes dela." e assim atravesse a rua, por mais que a carruagem te atropele eu vou continuar aqui sem fazer nada porque eu não posso intervir nas decisões e nos destinos das pessoas.

- Deve ser horrível... - Murmuro me sentindo uma criança idiota por ter brigado com ele. - Você poderia evitar muitas mortes, mas não pode porque isso mudaria alguma coisa, não é? - Encaro-o e ele consente. - Você é triste.

- As pessoas geralmente dizem que eu sou bonito, cativante, esperto, assustador e imponente, mas raramente dizem a verdade como você. - Ergo uma sobrancelha. - Sim, eu sou uma criatura triste, mas algumas vezes e com as pessoas certas eu posso ser feliz por algum tempo. - Ele sorri. - Olha só nossa carruagem e bem a tempo!

Me assusto com Caleb e Toby, por alguns minutos eu esqueci que eles estavam aqui também. Ângelus para a carruagem e entramos sem conversas até a mansão Maurêveilles. Desço já encarando o portão negro, mas pela primeira vez na minha vida essa casa não parece vazia e assustadora ela está estranhamente feliz.

Toco a campainha e sou recebida por Prema que sorri quando me vê, ela está mais arrumada e bonita do que nosso último encontro, passo pelo portão, Ângelus e Prema conversam na nossa frente e Caleb indaga:

- A casa parece diferente ou é impressão minha?

- Parece... - Toby olha em volta. - Cain deveria ter vindo para pelo menos dar um oi ao Chris.

- Eu ainda tenho calafrios ao lembrar deles. - Caleb encolhe os ombros, olho de um ao outro. - Digamos que invocamos os mortos um dia desses...

- E não me chamaram?! - Guincho. - Eu sempre perco as coisas legais?

- Não foi legal... - Toby abraça os ombros. - Mas Chris parecia ser legal, diferente daquele sardento ruivo.

Penso em rebater quando entramos e quase não reconheço esse lugar, algumas crianças passam por mim correndo para fora e ergo as sobrancelhas, tem um cheiro cítrico no ar de comida e conversas, tudo aqui dentro parece mais quente. Can vem até nós e sorri para mim.

- Espero que não esteja brava com o que fizemos com a casa, pequena dama, ela era muito grande só para três... - Três como eu o Cain e nosso pai... Balanço a cabeça.

- Ahn não! Não estou brava, na verdade está muito melhor. - Olho para as cinco crianças que brincam no quintal. - Sabe eu poderia até conversar com os superiores para que um pouco do dinheiro da fábrica venha para cá assim vocês poderiam adotar mais crianças. - Sorrio com a ideia e me viro para ele.

- Você é muito bondosa. - Can sorri e afaga meus cabelos. - Mas a que devo essa visita?

- Gostaríamos de conversar. - Ângelus sorri, Can aperta os olhos e ele joga os cabelos sobre os ombros, Ângelus quase parece desconfortável.

- Seu tutor sempre muda? - Can nos chama com a mão enquanto sobe as escadas. - Eu me lembro de um ruivo apenas.

- Ângelus é novo... Nosso professor! - Enrolo subindo pela escadaria tão conhecida, Can vai até o escritório e o abre, parece que a magia que tomou conta da casa não entra aqui. - Não mudou nada...

- Esse cômodo tem uma energia ruim realmente. - Can olha em volta depois para Ângelus. - Como você.

- Oh deuses. - Ele aperta a ponte do nariz. - Os seus deuses não gostam de mim de fato, é por isso que você me descobriu.

Ele balança a cabeça e quando seus cabelos voltam ao rabo de cavalo estão turquesa e sua pele lilás. Caleb grunhe e pisca voltando a ter olhos brancos, mas o que mais me assusta é que Can não demonstra estranheza ao ver nosso grupo mudar repentinamente, ele apenas ergue as sobrancelhas como se já suspeitasse de tudo.

- Oh wow você acredita... Acredita nessas coisas? - Aponto para Ângelus que apoia uma mão contra o coração ofendido.

- Ahn claro pequena dama. - Ele franze as sobrancelhas. - Eu vim de um lugar antigo onde os deuses às vezes caminham entre nós, por que eu não acreditaria nesse renegado?

- Anjo. - Ângelus diz a palavra com ódio. - Me chame de anjo.

- Como você quiser. - Can bufa e fecha a porta, diferente de Marcel ele se senta na mesa e cruza as pernas. - Vocês são muito sérios, o que querem me falar? Vamos às estranhices.

- Como você sabe...? - Caleb indaga.

- A casa tem algo enraizado nela... - Can olha em volta. - Algo antigo e estranho para mim... Fora que vocês também trazem isso, todos vocês.

Suspiro e começo a contar tudo que vim falar aqui.

XXX

Quando terminamos espero Can rir e nos chamar de loucos, mas ele está concentrado depois balança a cabeça e sorri.

- Agora entendo porque ficar aqui é perigoso, mas te garanto que desde o que aconteceu no circo, e agora eu entendo, viemos aprendendo a nos defender melhor do que antes e bem nossas crianças ficarão seguras também, obrigado pela confiança de nos contar pequena dama.

- Acho que era mais meu dever contar a vocês. - Sorrio. - Fico mais tranquila que vão reforçar a segurança também e estarem alertas.

- Caso algo aconteça... - Can franze as sobrancelhas. - Como posso me comunicar com vocês?

- Ahn sobre isso... - Penso e olho para Toby e Caleb que dão de ombros.

- Me chame. - Ângelo suspira e Can ergue uma sobrancelha. - Eu tenho uma dívida com seu passado, por isso... - Ele revira seu terno depois pega um cartão em branco. - Caso algo aconteça é só seguir as instruções deste cartão. - Ele pega a caneta do tinteiro e escreve algo com uma letra elegante e inclinada. - Virei imediatamente.

- Uhn... - Can olha bem para o cartão e a luz da sala seus olhos parecem tão dourados quanto os do Ângelus. - Certo. - Ele se vira para mim e sorri. - Agora gostaria de conhecer nossas novas crianças, pequena dama?

- Eu adoraria. - Sorrio. - E não menti sobre o dinheiro da fábrica.

- Podemos tratar disso depois. - Ele ri e se levanta, quando me viro para Ângelus ele já é humano novamente, bufo e saio atrás de Can, ao menos ele é mais simpático. 

XXX

O começo desse capítulo foi uma das coisas mais gostosas que eu já escrevi aaaaaaa as crianças sendo amigas e falando besteiras deixa o coração de todes quentinho UwU acho que a partir desse capítulo a história fica menos parada pra vocês lsklaslklaks 

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