único

Minho deveria ter notado os sinais que o universo estava o enviando, deveria ter sido mais esperto e prestativo quando havia sido solicitado, mas era véspera de Natal e a alta demanda de clientes na sua cafeteria o impedia de fazer qualquer coisa da forma que ele gostaria de verdade.

Sentia que estava negligenciando seu relacionamento e queria muito acreditar que poderia corrigir isso e todos os seus outros erros antes do Natal de fato. Havia aprendido com o australiano o poder de uma séria e importante conversa e parte sua estava realmente acreditando que isso seria possível.

O mais velho nunca havia tido o ato de conversar e debater uma ideia sendo parte disso culpa unicamente de sua mãe pelas agressões físicas constantes e seu pai que era um viciado em bebidas sem fim. Minho sequer sabia o que era família até conhecer Felix, no café da faculdade.

Acontece que ao chegar em casa naquela noite, Minho encontrou tudo dolorosamente vazio e escuro. Seu coração o mandou imediatamente para o quarto onde teve o choque real, que, todas as coisas de Felix haviam sumido de todo o apartamento que um dia havia sido dos dois, até mesmo o perfume habitual parecia ter partido.

Minho não sabia dizer exatamente em que momento seu sistema emocional colapsou até se ver caído próximo a banheira, com uma garrafa qualquer em mãos e sua música favorita tocando em um volume incrivelmente baixo vindo do seu quarto. Em questão de minutos seria Natal e, mesmo marcando um ano da partida do Lee, Minho ainda se pegava devastado.

Devastado com a ideia de tê-lo perdido para sempre, de tê-lo feito acreditar que não o amava, que o que tinham era uma grande perda de tempo, porque definitivamente, não era assim que Minho via o relacionamento deles. Não era assim que ele esperava passar dois feriados seguidos e seus amigos claramente tinham medo de onde isso poderia parar.

Em um ano Minho havia fechado sua cafeteria, deixado de frequentar a faculdade, sumiu completamente de sedes sociais e seu único apego era sua playlist de músicas e a foto mais bela que havia tirado de Felix adormecido contra os raios, de sol que tornavam seus fios caramelos e belas sardinhas salpicava de todos os lados.

Os ombros nus o deixavam incrivelmente belo, alguns fios teimando em cair nos olhinhos fechados e tudo o que Minho queria fazer era os retirar de onde estavam para deixar um selar suave que seria correspondido por um leve e sonolento sorriso fazendo com que tal pensamento fosse capaz de destruir ainda mais o coração que Minho ainda lutava para manter.

Não ter notícia alguma era pior ainda e apesar de seu coração saber claramente que ele havia o perdido por toda a eternidade, Minho nunca iria aceitar que havia o perdido para sempre porque isso era muito e ele não era forte para isso.

Ele não era forte para suportar um universo sem o poderoso sol que Lee Felix era.

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