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Olaaa... bom, antes de começar eu queria dizer umas coisinhas importantes... essa fic não vai ser nem um pouco parecida com The Weight, então, para os que leram The Weight e esperam muitos assassinatos e muitas amigas falsas, já podem esquecer. Segundo: Essa fanfic tem o conteúdo 3x mais adulto do que a outra fic. Vai ter hot SIM e vocabulário chulo também, quem não gosta dessas coisas essa fic não é muito recomendada. E como eu já disse que vai ter hot, acho que eu nem preciso ficar avisando no início de cada capítulo, isso meio que quebra o clima da historia. Bom, essa foi a última vez que avisei que vai ter hot no capítulo. E eu realmente espero que gostem pq foi o mais difícil de escrever ( até agora ). amo vcs e boa leitura 💕
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— O que você está fazendo aqui na minha casa e como entrou? — Shawn perguntou.
Uma parte de mim estava envergonhada por ter sido pega. Já a outra parte estava feliz por Diana ter visto.
— A pergunta não é essa, a pergunta é o que a Lauren está fazendo aqui? — Diana disse me olhando com descaso.
— Essa casa é minha, sou eu que faço as perguntas por aqui, então responda, como você entrou e por que está aqui?
Ele parecia muito nervoso e eu entendia o motivo. Aquilo era para ficar em segredo por escolha minha, nenhum dos outros funcionários da empresa. Na verdade, qualquer um poderia nos ver juntos desde que não fosse Diana. Ela me odiava, isso era um fato consumado. A partir dali, eu poderia esperar qualquer coisa e nenhuma delas seria boa, Diana faria de tudo para tentar me difamar na empresa e agora tinha um prato cheio para usar do jeito que queria.
— A porta estava aberta.
— Não estava, não. Passamos a noite trancados aqui, sua cínica — Falei.
Provavelmente a mãe do Shawn tinha achado a chave do lado de fora e aberto a porta algumas horas antes, mas isso não fazia sentido, já que Shawn só tinha uma chave e com certeza estava guardada dentro da casa naquele exato momento.
— Não me dirija a palavra, vagabunda — Ela disse apontando o dedo na minha cara.
Não fiquei chateada, mas também não esperava tanta agressividade quando ela era quem estava em observação ali.
— Diana, deixe de ser sem educação! Peça desculpas e vê se vai embora daqui — Shawn pediu.
Minha situação era complicada, mas de longe menos embaraçosa do que entrar sem ser convidada e ainda ser expulsa, isso sim era vergonhoso.
— Não posso, temos assuntos à tratar.
— Não tenho assuntos nenhum à tratar com você. E peço que nunca mais chame a Lauren por esse nome.
— Por que não chamaria? Uma vez vagabunda, vagabunda sempre. É como se fosse o sobrenome dela.
Dei um passo à frente por puro impulso para me defender, mas Shawn achou que eu fosse atacar e me segurou.
— Diana, para!
— O que? Vai me dizer que não percebeu que ela está te seduzindo aos poucos só pra tirar seu dinheiro? Você é mesmo mais idiota do que eu pensava. O próximo passo é a gravidez.
Seduzindo aos poucos? Me senti ofendida com o que ela achava de mim. Eu nunca fiz nada aos poucos. Comigo sempre foi tudo ou nada. Ela agia como se eu não soubesse exatamente que era uma mulher atraente aos olhos do meu chefe, ele me queria por vontade própria.
— Presta atenção no que você está dizendo e não importa o que estou fazendo, não é da sua conta. Nada disso aqui é.
Shawn me olhou com impaciência para me fazer perceber que eu não estava ajudando.
— Já chega, Diana. Vai embora daqui antes que você perca seu emprego.
— Você não pode me demitir. Não sem as ordens do Manuel.
— Mas você invadiu minha casa, nesse caso eu faço o que eu quiser com o seu contrato — Shawn disse com forca, mesmo sabendo que era uma mentira descarada.
— Não é invasão quando se tem a chave, acho que é isso que a polícia diz, não é? — Ela tirou a chave do bolso e balançou na frente de Shawn, que tomou da mão dela com toda força que tinha — Ai.
— É bom que esteja doendo! Eu não te dei a porra da chave, isso continua sendo invasão.
Percebi o rosto dele se avermelhar e odiei vê-lo naquela situação. Na verdade, era uma merda ter que lidar com Diana em qualquer hora do dia, mas se Shawn perdesse a calma e começassea gritar com ela, Diana daria um jeito de sair como vítima.
— Ei... Shawn, se acalma aí. E você — Apontei com o dedo na cara dela — Vai embora antes que as coisas piorem por aqui.
— Me acalmar? Só pode estar brincando, não é? — Shawn, que estava sentado na poltrona se levantou bruscamente. — O quê ele mandou você fazer?
— Do que você está falando? — Diana perguntou.
Estava na cara que ela sabia exatamente do que ele estava falando.
— NÃO SE FAÇA DE IDIOTA, FOI ELE QUE TE MANDOU AQUI E EU QUERO SABER O MOTIVO.
— É isso que você pensa de mim agora? — Ela perguntou em um tom furioso — Que eu fico fazendo coisas que seu pai não tem coragem de fazer?
— E você serve para mais alguma coisa além de fazer tudo o que meu pai manda?
— Eu não sirvo para nada? Não era isso que você pensava antes de conhecer essa aí. Você até me chamava para passar as noites na sua casa, lembra disso?
— Você é louca, Diana, isso nunca aconteceu.
— Ah, não? Só acho que ela deveria saber que...
— Cala essa boca! Agora vá embora antes que eu chame a polícia para te tirar daqui
— Não precisa chamar ninguém, eu sei onde é a porta, foi por ela que eu entrei. Mas antes de sair, quero deixar bem claro, você vai me pagar por tudo isso, Lauren. Apenas guarde as minhas palavras.
Essas foram as besteiras que ela disse antes de sair. Se ela pensou que me intimidou com aquilo, pensou muito errado. Eu já tinha entendido que eles estavam escondendo algo um do outro. Aquilo era maior do que eu e também percebi que para ela, pouco importava o que estávamos fazendo. O maior problema foi estarmos na casa e ela não conseguir fazer o que queria.
Peguei minha roupa e coloquei sem dizer uma palavra, esperei Shawn se vestir e se acalmar um pouco já que ele ainda me devia uma carona.
Ficamos em silêncio até entrarmos no carro que foi onde Shawn se pronunciou.
— Se está preocupada com as ameaças dela, não esquenta, ela fez isso com todas as secretárias.
— Não estou preocupada com nada, mas posso ter a certeza de que quando chegarmos na empresa o falatório vai começar. Por mais que eu não me importe, isso pode cair nos ouvidos do seu pai e eu não quero prejudicar ninguém, espero que saiba disso.
— Eu sei que não quer prejudicar ninguém. Não vou deixar isso se espalhar, prometo — Ele disse enquanto ligava o carro — E só pra constar, eu e Diana nunca tivemos nada e ela nunca tinha ido na minha casa antes. Eu precisei dela para algo na minha antiga casa e deu tudo errado.
— Você não me deve satisfações, já é um adulto e nós não tivemos nada.
— Se ela não tivesse chegado nós estaríamos lá até agora, então eu acho que você precisa saber que eu não estou com mais ninguém e que não levo mulheres para dormir na minha cama.
— E acho que você precisa saber que a única coisa que faço por dinheiro se chama trabalho, caso tenha acreditado nas merdas que ela jogou em cima de mim hoje — Falei.
— Eu acredito em você.
— Só queria deixar isso claro.
— Não precisa se justificar.
— Mas eu quero deixar claro, eu me interesso por pessoas, não por bens materiais. Se eu te beijei foi porque eu quis.
Continuamos pelo curto caminho e eu pedi para que ele me deixasse um pouco antes da minha porta, onde a rua era mais deserta e tinha menos risco de sermos vistos por qualquer pessoa conhecida, afinal, muitos dos funcionários da empresa moravam na mesma região. Ele entendeu meu pedido e respeitou, parou exatamente onde pedi.
Eu estava prestes a abrir a porta para sair quando Shawn segurou minha mão, fazendo com que eu parasse no lugar.
— Alguma chance de terminar o que começamos?
— Um dia, talvez — Sai do carro sem olhar para trás, achei que já tinha agradecido o bastante antes.
Entrei em casa e Ashley abriu um sorriso de orelha a orelha, parecia estar me aguardando a horas no sofá.
— Tenho que admitir, eu subestimei você. Nunca passou pela minha cabeça que você realmente cairia na cama do chefe. Só de pensar que você passou todo esse tempo se fingindo de durona pra me enganar...
— Ashley... não rolou nada demais.
— Como não? Você passou a noite sozinha com ele naquela casa.
— Mas não rolou nada.
— Você é burra? Como alguém perde uma oportunidade dessas?
— Escuta, eu vou tomar um banho e depois que esse seu fogo abaixar eu te conto exatamente o que aconteceu.
Deixei ela resmungando algumas coisas e fui pro chuveiro. Enquanto a água morna caia pelo meu corpo, eu pensava em como teria sido se a Diana não tivesse nos interrompido. Parecia errado, mas em momento algum eu me arrependida do que eu quase tinha feito, pelo contrário, eu estava mesmo querendo que acontecesse, por mais que eu tivesse negado todas as vezes. Odiava sentir que poderia ter feito mais e não ter feito nada pra mudar aquilo porque a culpa não tinha sido minha.
Analisei por um momento a situação de Diana. O que ela estava fazendo lá?
Não consegui parar de pensar que ela sabia exatamente que o Sr Mendes estava comigo, disso eu não tinha dúvidas. Mas será que esperava que tivéssemos passado a noite na minha casa?
Ao perceber que tinha passado muito tempo pensando no banho, me vesti e fui pra sala contar quase tudo à Ash e talvez pedir alguns conselhos.
Ela me olhava chocada com o ocorrido, não contei a parte em que nós nos beijamos e até exagerei o estado dos ferimentos dele, queria que ela prestasse atenção na história como ela era, não queria que ficasse apenas no beijo, essa era a parte mais normal da história toda.
— Eu juro que ninguém além de você e nós dois sabia que eu estava lá.
— Acho que o Cam sabia, ele veio aqui entregar o seu celular bem na hora que o chefinho me ligou.
— E como o meu chefe sabia o seu número?
— Provavelmente pediu pro Cam.
— Na verdade, eu acho que deixei seu número como número de emergência na minha ficha do trabalho. Com certeza foi isso, ele sabe que moro com você.
— Avise que ele pode me ligar quando quiser qualquer coisa. E quando digo qualquer coisa, quero dizer realmente qualquer coisa.
Revirei os olhos logo caí na risada.
— O Cameron perguntou de mim quando veio entregar o celular?
— Não, ele só entregou e mandou eu te devolver. Eu o convidei para entrar, mas ele disse que tinha algo para resolver com a irmã e precisava ir logo.
Então ele também não sabia que eu estava na casa de Shawn, não tinha ninguém com a gente que pudesse ter contado para Diana que eu estava lá. Então, minha primeira ideia estava certa, ela tinha ido porque achava que ia encontrar a casa vazia.
— Amanhã tenho um jantar à negócios.
— Você nem foi pra cama com ele e já vai receber uma promoção?
— Eu não tenho ideia do que ele quer conversar, mas com certeza ele não vai me dar uma promoção, não viaja.
— E o que você pensa em fazer em relação à Diana? Sabe que eu odeio brigas, mas ela te chamou de vagabunda e interesseira na frente do seu chefe.
— Não vou fazer nada, acho que ele odeia ela o suficiente por nós dois. Se eu quiser deixá-la irritada nem vou precisar brigar, é só ajudar Shawn a não deixar ela fazer o que queria fazer hoje.
— Isso garota! É assim que se fala. Mas e aí? Quando vai terminar o que começou com o chefe?
— Não sei, é meu emprego que está em jogo — Parei por um segundo — Eu não te disse que não fizemos nada, como sabe que eu tenho algo para "terminar"?
— Você tem um grande problema, Lauren, quer saber qual é?
— Você diria de qualquer forma...
— Seu maior problema sempre foi e sempre vai ser esse: você não sabe mentir para mim.
Fiquei um pouco desconfortável com o jeito que ela me disse aquilo. Era verdade que raramente eu mentia para ela e as vezes até me orgulhava disso. Mas sempre que acontecia era pelo meu próprio bem. Achei melhor não perguntar como ela descobria minhas mentiras, não vinha ao caso agora.
— Não pensa muito, senão estraga o momento. E além disso, é só sexo, ele não vai te demitir por causa disso. Vocês são adultos e solteiros, os dois querem e não tem nada de errado nisso.
— Você tem razão. Mas meu emprego vem em primeiro lugar e eu não estou aberta à relacionamentos. E como posso garantir que me levar pra cama e depois me chutar não é o único objetivo dele comigo?
— Você não pode garantir, mas pensa naquele corpo e imagina o sexo daquele homem. Deve ser coisa de outro mundo, você deveria pensar no assunto.
— A única coisa que eu consigo pensar é que hoje eu estou de folga e posso passar o dia inteiro fazendo absolutamente nada.
*
— Lauren, acho que o seu homem chegou, tem um carro preto de gente rica parado lá fora — Ashley gritou da sala.
Dei uma última ajustada no vestido vermelho e uma conferida no cabelo e maquiagem, estavam ótimos. Era apenas um jantar de negócios e eu estava ansiosa para saber o que ele falaria e como eu ia me sair.
— Me deseje boa sorte — Pedi para Ashley.
— Boa sorte e não sejam tímidos.
Ele me esperava do lado de fora do carro, vestia preto como de costume, quando se aproximou, consegui sentir seu perfume e deu para notar que ele cheirava muito bem.
— Você está muito bonita para um jantar de negócios — Ele disse abrindo a porta do carro para que eu entrasse.
— Vou levar como um elogio Sr. Mendes.
— Acho que já temos intimidade o suficiente para você me chamar de Shawn.
Eu apenas assenti e continuamos o nosso caminho até o restaurante que era bem chique e só tinham pessoas de alto nível. Fiquei animada, nunca tinha entrado ali e só ouvia histórias boas sobre aquele lugar.
A recepcionista nos atendeu dando atenção até demais para o meu chefe, imaginei que eles já se conheciam. Ele deu o meu nome e esperamos ela conferir no seu tablet.
— Lauren Portman? A senhorita ligou hoje cedo para cancelar a reserva — Ela disse.
— Impossível — Me defendi imediatamente.
— Ocorreu algum engano — Shawn falou.
— Não houve engano algum Sr. Mendes, lamento mas só podemos levar às mesas quem faz reservas com antecedência e no momento estamos totalmente lotados — Ela disse, agora forçando educação
— Tudo bem, não é sua culpa... Bom, nem nossa. Vamos embora - Shawn falou calmo. Mas ao voltarmos para o carro, percebi sua impaciência.
— É só um jantar, não precisa perder a paciência desse jeito — Falei.
— Não vamos conseguir reserva em nenhum outro restaurante. Isso era importante.
— Então nós podemos vir outro dia. Estou livre amanhã a noite também.
— Você não entende, preciso da sua assinatura até amanhã cedo e ainda nem fiz a proposta — ele disse um pouco mais calmo do que antes.
— Como eu posso te ajudar nisso tudo? — perguntei.
— Não sei como te dizer isso, mas acho que podemos tratar do assunto na minha casa.
— Se isso for resolver a situação eu não vejo problema, já estive lá antes.
— Nem sei por onde posso começar a te agradecer — Ele disse.
Na mesma hora um pervertido "sabe sim" veio à minha cabeça, mas continuei com a minha boca fechada, não queria demonstrar que eu estava muito a fim de continuar o que começamos.
No curto caminho do restaurante para a casa dele, conversamos sobre Diana e sobre o que ela havia feito.
— Com todo o respeito do mundo, ela é uma vagabunda desgraçada — Ele disse.
Me assustei com o vocabulário mas não podia deixar de concordar, já que daquela vez ela tinha tentado me sabotar por ter falhado no que Manuel Mendes tinha mandado ela fazer.
— Ela está tentando acabar comigo desde o primeiro dia que eu entrei naquela empresa, essa foi só mais uma vez e eu acho que não vai ser a última.
— Nunca achei que diria isso, mas acho que odeio ela, com todas as minhas forças — Shawn disse.
— E eu achava que vocês tinham um caso.
— Um caso? — ele perguntou rindo de nervoso — Ela acabou com o casamento dos meus pais. Bom, na verdade é culpa dele. Minha mãe desconfiou que meu pai estava traindo ela com a Diana, aí ele transferiu ela pra Los Angeles por que não queria ninguém desconfiando e também não queria perder a ótima funcionária. Depois disso ele veio visitar a empresa e acabou que minha mãe seguiu ele e pegou os dois no ato. O que eu fiz foi apenas dar em cima dela para ganhar informações, ela percebeu e agora me odeia.
Fiquei em choque com tudo aquilo. Diana parecia ser uma péssima pessoa, mas não imaginava que era tão ridícula à ponto de transar com um velho e conseguir sair sem nada.
— Eu desconfiei que ela estava roubando a empresa com a ajuda de alguém daqui, então pedi pro meu pai para administrar essa parte, queria ficar de olho nela, a imprensa foi à loucura, então tivemos que inventar toda aquela história. Só estou ajudando minha mãe.
— Ajudando? No quê?
— A derrubar esses dois! por causa dela meu pai pediu o divórcio e como se casaram com separação total de bens, minha mãe ficou sem nada... e eu tenho certeza de que ela está ajudando ele e desviando altos valores da empresa, mas não está fazendo isso sozinha, alguém lá dentro está ajudando, alguém mais esperto que ela.
— Por que você está me contando tudo isso? — perguntei.
Não queria parecer insensível mas era muito estranho, eu era apenas uma funcionária qualquer, assim como todos os outros. Aquilo estava mais para um desabafo do que para o início de um jantar à negócios.
— Eu sei que posso contar com você. Os roubos que estão acontecendo desde antes de você se mudar pra cá então eu tenho a certeza de que não é você. Pode parecer estranho, mas eu confio em você, Lauren.
— Tudo bem, mas o que eu tenho a ver com a Diana? Qual o problema dela comigo?
— Qualquer mulher que chega perto do herdeiro não seria uma ameaça para quem quer roubar o patrimônio inteiro?
— Sim. Mas eu sou só sua secretária, não sou uma ameaça.
Ele riu.
— Vamos lá, sei que você não é tão inocente assim.
— O quê quer dizer com isso? — Perguntei.
Eu nunca me considerei uma mulher burra. Shawn não estava percebendo que faltavam informações para que eu pudesse entender o contexto da história inteira.
— Pensa comigo, se meu pai se casar com ela, com certeza não vai perder a oportunidade de pegar metade dos bens, principalmente se ele partir. Minha irmã abriu mão de tudo quando descobriu a traição do meu pai e está fora, portanto, a outra metade ficaria entre eu e minha "futura esposa",que logo poderia administrar uma parte e seria uma ameaça pra ela, afinal as duas teriam direito. Mas ela gosta de mandar e de ter tudo só pra ela.
— Mas eu não vou me casar, muito menos com você. Ou ela é muito louca ou você está imaginando isso tudo, aposto que nem é ela que está te roubando, já trabalhei com Diana o suficiente para ter a certeza que ela não é tão inteligente quanto você imagina.
— Nunca se sabe o que as pessoas estão planejando pelas suas costas, Lauren. Mas meu pai tem mania de falar sobre casamento todas as vezes que nos encontramos e fala também como eu devia escolher a pessoa perfeita e blá blá blá.
Eu achei ele um pouco paranoico, mas fazia um pouco de sentido, exceto pela parte de eu ser uma ameaça para qualquer outra mulher.
— Mas e a sua irmã, como ela fica na história?
— Decidiu não fazer parte disso. Aaliyah é dona de uma famosa linha de maquiagens e conseguiu tudo isso "sozinha", fez questão de que meu pai a deserdasse. E além disso tudo, ela trabalha duro, principalmente para desvincular o nome dela da imagem que a mídia tem da nossa família.
— Não sabia que ele era assim.
— Ele é pior do que você pode imaginar.
— Mas pelo menos ele gosta de você.
— Ele é como todo pai que é dono de empresas, sempre acham que os filhos não são bons para alguma coisa e para ele eu não sou bom em nada. Ele queria que Aaliyah tomasse conta de tudo no lugar dele, mas ela pulou fora e eu meio que sou o que sobrou.
Fiquei quieta para não falar a coisa errada e fazer com que ele se sentisse mal. Eu nunca iria entender a relação dele com o pai. Minha família não era perfeita, mas estava longe de ser tão problemática quanto a dele.
Quando chegamos na casa, Shawn se certificou de que a chave e o celular estavam com ele, só por precaução.
— Antes de qualquer coisa, eu quero que leia os papéis com atenção. Lembrando de que você não precisa aceitar, mas se por acaso não aceitar eu terei que seguir com Cameron e uma outra pessoa de outro setor.
Apenas assenti e subimos para uma escritório que ficava do lado do quarto, entramos na porta que da outra vez estava trancada.
Era menor do que o escritório que ficamos na empresa, mas era tão bonito e aconchegante quanto.
Me sentei em uma poltrona e li o papel com atenção. Nele sugeria uma viagem à trabalho para Londres e explicava que todas as despesas eram da empresa. Dizia também que eu não era obrigada a viajar mas se não aceitasse seria substituída e provavelmente por mulher.
— Aqui não diz quantos dias nós vamos ficar fora.
— Cinco dias à trabalho e três de folga, você sabe, curtir o local.
— Ótimo, me dá uma caneta.
— Lauren, você tem que pensar antes de assinar.
— Eu pensei enquanto lia — Falei.
— Tem certeza?
— Sim. Faço qualquer coisa para trabalhar cinco dias longe da Diana.
— Só tem uma coisa que não diz aí, nós partimos na madrugada de terça-feira.
— Já disse que aceito — Peguei a caneta de sua mão e assinei sem hesitar, em seguida entreguei os papéis para ele... mal podia esperar para contar tudo para Ashley.
— Isso foi mais rápido do que eu imaginei, você é cabeça dura, achei que seria mais difícil aceitar mas a raiva pela Diana ajudou, acho que devia agradecer por ela ter feito algo útil.
— Ela já me ferrou muitas vezes, tantas que você nem imaginaria.
— Por que você não me contou? Eu poderia ter resolvido.
— Gosto de resolver os meus problemas.
—Indo para essa viagem os boatos crescerão e Diana ficará cada vez mais no seu pé — Ele disse.
— Parei de me importar com os boatos, eu sei que não fico com homens por dinheiro e não preciso provar isso à ninguém.
— Você é independente, isso já entendi... tem algo mais que eu preciso saber sobre você?
— Sim, eu sou uma mulher vingativa e ultra perigosa — Falei fingindo estar séria.
Shawn me levou a sério.
— Então pensa em se vingar da Diana?
— É claro que não, eu estava brincando. Mas você não acha que aceitar essa viagem é uma forma de me vingar dela?
— Ainda bem que não vamos estar aqui quando ela descobrir e surtar. Vou fazer de tudo para ela só ficar sabendo quando já estivermos em Londres.
— Achei uma ótima ideia — Entreguei os papéis nas mãos dele — Prontinho. Você pode me avisar se eu puder te ajudar com mais alguma coisa.
Ele pensou por um tempo e logo me fez uma outra oferta.
— O que você acha de se juntar à mim para acabar com Diana? Eu quero tirar ela empresa e da vida do meu pai.
— Alguma chance de eu ser presa por isso?
— Nenhuma.
— É óbvio que eu aceito. Não sei se você se lembra, terça-feira é meu último dia dos meses de experiência, portanto que você mantenha o meu emprego e o do Cameron eu aceito.
— Por que você sempre envolve o Cameron?
— Ele é o único amigo que eu tenho aqui, eu me preocupo com ele.
— Tudo bem, mas você precisa fazer tudo o que eu pedir, concorda com isso?
— Negócio fechado — Falei selando nossas mãos para um acordo.
— Vamos descer, vou pedir o jantar.
— Na verdade, não precisa do jantar. Uma taça de vinho está de bom tamanho — Eu disse lembrando das garrafas de vinho que estavam expostas na sala.
— Fique aqui, eu vou lá buscar — Ele disse e desceu.
Fiquei observando o local com mais atenção. Apenas aquele pequeno escritório já era melhor do que a minha casa inteira. A casa do chefe era enorme e eu ainda não tinha conhecido todas as partes dela, não poderia negar que estava bem curiosa.
Fugi dos meus pensamentos quando ele entrou na sala com duas taças e a garrafa, em seguida nos serviu.
— E então... como vamos começar? — perguntei.
— Primeiro nós temos que transferir alguns funcionários de Londres pra cá sem que meu pai e a Diana saibam.
— Eles não vão sair do país deles e vir pra cá por causa de um emprego — Falei.
— Temos que ser convincentes e acho que um aumento de salário além das despesas pagas pela empresa é algo bem convincente.
— E o que faremos depois? — Perguntei curiosa, não estava colocando fé nesse plano desde o início.
— O resto nós vemos depois que voltarmos. Minha ideia é ir limpando aos poucos a empresa, com funcionários de outras filiais.
Não comentei nada, por mais que eu tivesse a certeza de que aquilo não iria pra frente. Mas apenas deixei minha taça na mesa.
— Posso fazer uma pergunta?
— Sim?
— Por que você tem um escritório dentro de casa se quase não fica aqui? — Falei enquanto andava pelo local observando cada pedacinho.
— Por um tempo eu trabalhei aqui, me preparando para cuidar da empresa, as vezes preciso receber pessoas importantes que querem fechar negócio com a empresa e sempre escolho esse lugar é fico um pouco mais à vontade.
— Gosto da vista, é perfeita — Falei indo até a janela.
Quando percebi que ele estava atrás de mim, meu corpo começou a se arrepiar e meu estômago deu uma leve embrulhada.
— Quer que eu te leve pra casa? — Ele perguntou. Senti seu braço encostar levemente no meu e rapidamente a imagem do dia anterior veio à minha cabeça.
Me virei devagar e fiquei encarando sua boca por um tempo e não demorou muito para que ela grudasse na minha.
Ao sentir suas mãos passearem pelo meu corpo, entrei em chamas, talvez fosse o efeito de meia taça de um bom vinho, talvez eu estava prestes a cometer o maior erro da minha vida, mas queria desesperadamente terminar o que tinha começado no dia anterior e eu não sairia daquela casa até que o trabalho tivesse feito.
Ele me levou para o quarto e sentou se na cama comigo em seu colo e em um único e rápido movimento, arrancou meu vestido, me deixando apenas com as roupas íntimas. Um sorriso malicioso se formou em seus lábios. Ele não perdeu tempo e chupou meu pescoço com agressividade deixando marcas enormes e avermelhadas fazendo uma trilha até chegar nos meus seios. Tirei o sutiã com rapidez torcendo para que ninguém nos interrompesse dessa vez.
— Sabe... desde a primeira vez que os vi, eu imaginei como seria colocar a boca aqui — Ele disse enquanto passava os polegares nos meus mamilos que já estavam duros.
Aquilo foi pouco, mas foi o suficiente para que eu me entregasse toda para ele naquela noite.
— Então me mostre o que sabe fazer! — Falei fazendo ele sorrir ainda mais malicioso do que antes.
Ele não perdeu tempo e abocanhou de uma só vez o meu seio enquanto sua mão fazia carícias lentamente no outro me deixando completamente louca de excitação. Vez ou outra ele mordiscava o local e isso fazia meu sexo pulsar, dando sinal de vida e querendo atenção. Ele apertou minha bunda me fazendo gemer de prazer, meu corpo estava queimando e ouvir o delicioso barulho da sucção estava me fazendo perder o controle.
Ele massageou um dos meus seios e repetiu o processo com o outro chupando, deixando a sua marca. Em um ato inesperado ele passou dois dedos pela minha intimidade que ainda estava coberta por uma calcinha encharcada, à partir dali eu não soube mais o que era a sanidade. Ele me deitou na cama e voltou a distribuir chupões entre meus seios e meu pescoço enquanto eu gemia loucamente o seu nome. Ele fez uma pausa para tirar o pequeno fio de pano que eu ainda vestia e se recusou a me deixar tirar os saltos pretos.
— Pode ficar com eles.
Assenti e deixei que sua boca tomasse conta do resto do meu corpo porque eu já não tinha mais nenhum controle. Enquanto sua boca passeava pelo meu corpo empurrei sua mão para minha intimidade que no momento pulsava mais forte do que o meu coração. Felizmente ele entendeu o recado e começou a fazer círculos lentos pelo meu clitóris, seus dedos deslizavam facilmente pela região e os movimentos eram excitantes e precisos. Soltei um gemido instantaneamente quando ele ameaçou colocar um dedo na minha entrada.
— Ainda dá tempo de desistir, você quer desistir?— Ele disse enquanto ameaçava entrar com dois dedos.
— Nem morta.
Ele desceu lentamente e se ajoelhou, não demorou muito para que eu sentisse seus lábios dando leves selinhos me fazendo gemer mais alto, deu leves mordiscadas pelos grandes lábios e em seguida passou a língua pelo clitoris fazendo a sensação de prazer aumentar. Ele fazia movimentos circulares e alternava sua língua para a minha entrada, cruzei minhas pernas em volta do seu pescoço e deslizava minhas mãos pelos seus cabelos enquanto pressionava sua cabeça para o meu sexo, apenas para que ele soubesse que estava fazendo o serviço bem feito. Senti meu corpo estremecer, sabia o que estava por vir e Shawn também percebeu, ele me olhou por um segundo e eu pude perceber que ele deu um sorriso.
— Shawn...
Ele penetrou dois dedos fazendo rápidos movimentos de vai e vem enquanto passava a língua por todo o meu sexo.
Ouvi ele murmurar algo, mas não consegui entender e nem me esforcei para isso. Gostaria de não estar tão vergonhosamente entregue daquele jeito, mas algo estava estava me impedindo de sentir vergonha e ir embora, e esse 'algo' estava com a boca entre minhas pernas, chupando cada centímetro da minha boceta. Ele não precisou falar nada, e não precisava, não demorou muito e com um gemido baixinho eu cheguei ao ápice e senti Shawn sugar cada gota do meu líquido.
— Foi só uma prévia. Minha forma de agradecimento — Ele disse no meu ouvido — Eu não esperava que você fosse me deixar te provar agora, mal posso esperar para ver você implorando para eu te foder nessa viagem.
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