30

Depois de passar o resto da minha tarde conversando e aconselhando Nash a não sair para longe sem me avisar, arrumei minhas coisas que levaria pro trabalho no dia seguinte e me assegurei de que meu irmão não ia arrumar briga com Ashley sem que eu estivesse em casa.

Eu estava um pouco nervosa pelo que iria fazer, mas decidi acabar com a greve naquela noite.

— Peguei você no flagra — Ashley disse batendo na janela do meu carro — Onde você vai vestida desse jeito?

Sua pergunta era bem estranha à propósito. Eu estava com um sobretudo bem longo, as únicas coisas que ficaram à mostra foram minhas pernas, que ela só conseguia ver que eu estava de meia-calça. Imaginei que não tinha nada de anormal nisso, já que ela não tinha visto como eu estava por baixo.

— Vou sair e não volto hoje.

— Lauren, você devia dar um pouco mais de atenção ao seu irmão, nós não te vimos o dia inteiro e quando vamos nos reunir à noite você simplesmente sai.

Eu não estava me sentindo culpada, afinal, não tinha sido eu quem passou a noite na boate e não voltou para casa até o amanhecer.

E além disso, desde quando Nash e ela se reuniam para fazer alguma coisa?

— Depois que Shawn chegou, ele deu a notícia de que Manuel me queria na empresa hoje, então eu não poderia virar a noite bebendo quando tinha que trabalhar na manhã seguinte. E a propósito, você não disse que ia trabalhar hoje?

Se eu me lembrava bem, o trabalho dela foi o maior motivo de ela ter voltado para Los Angeles antes de Shawn e eu.

— Era mentira, só não aguentava mais ficar no mesmo ambiente que vocês dois, essa coisa de casalzinho não é pra mim.

— Tudo bem, Nash está aí, só tenta não matar ele até eu chegar do serviço amanhã.

— Não é justo você sair com ele e eu ter que ficar de babá — ela bufou irritada.

— A vida nunca é justa, Ash. Nash sabe se virar sozinho e qualquer problema ele vai me ligar antes de falar com você. Mais alguma reclamação?

— Pode ir. Pelo menos vai deixar ele um pouco mais feliz. Ultimamente ele ta um porre — ela sorriu.

— Tchau, Ashley.

Antes que ela pudesse soltar mais comentários do gênero, coloquei um tênis e saí com o carro, dirigi calmamente enquanto pensava nos detalhes da minha noite planejada.

O que eu tinha planejado não era tão difícil e também não era tão recente, eu já tinha pensado várias vezes sobre o assunto, porém eu nunca tinha feito com nenhuma outra pessoa, mas tinha certeza que se Shawn colaborasse, sairia do jeito que eu esperava.

Estacionei na frente da casa, tirei o tênis e troquei pelo salto alto. Logo em seguida peguei minha bolsa e pastas de documentos, fiquei segurando enquanto esperava Shawn abrir a porta.

— Nossa, quanta coisa — Ele disse antes de me beijar. Tinha cortado o cabelo e cheirava a sabonete de rosas.

— Relaxa, não estou me mudando pra cá, vou usar tudo isso amanhã e entregar metade pra nova secretária.

— Tem uma nova secretária?

— Sim.

— Ela é legal? — Eu imaginei que essa não era a pergunta que ele queria fazer, então dei a resposta que ele queria ouvir.

—É gostosa, se é o que você quer saber — respondi subindo as escadas para deixar minhas coisas no quarto — E é um pouco sem vergonha também.

— Aposto que sim, foi meu pai quem a selecionou, não foi?

— Exatamente. Agora ela fica na minha mesa.

— E você?

— Fui promovida, Manuel me deu o cargo da Sierra.

— Isso merece uma comemoração — Ele disse sorrindo — Espera, de qual cargo ele está falando?

— Tive a mesma dúvida quando ele me ofereceu. Mas dessa vez foi o cargo de dentro da empresa, sabe que eu nunca aceitaria outra coisa vindo dele, né?

— É claro que sei! Mas não custava saber se ele tinha feito outras ofertas, você sabe como ele é.

Poderia apostar que Manuel não havia me oferecido dinheiro por sexo apenas porque Amanda estava lá, e além disso, a imprensa já desconfiava de tal comportamento, mas na primeira oportunidade ele faria de novo e eu já estava ficando de saco cheio.

— Como foi o seu dia? — Shawn perguntou, preenchendo o silêncio ocupado por meus pensamentos.

— Interessante, e o seu?

— Tenso. Tive uma conversa com meu pai e quase me arrependi do que estou fazendo com ele. E além disso, Aaliyah foi embora com raiva e ainda acha que você está atrapalhando tudo.

— E não estou? Quero dizer, você poderia estar fazendo milhares de planos com sua irmã agora e olha só com quem está. As vezes até penso estar ocupando todo o seu tempo.

Guardei a minha bolsa em um lugar seguro, continha documentos importantes que teriam que ser passados para Amanda e que não poderiam ser deixados no carro.

— Você não ocupa meu tempo, eu gosto de passar ele com você.

Não importava o que ele dissesse, eu sempre ia pensar que estava incomodando.

— Sobre o que seu pai veio falar?

— A investigação. Ele diz que arrependeu de ter me tudo e vai retirar as acusações. É bom ele confiar em mim e contar tudo sobre isso, assim eu consigo ser cuidadoso e fico sabendo dos acontecimentos com notícias de primeira mão.

Quando eu estava longe de Manuel, até tinha dó dele, tantos inimigos espalhadas por aí e até o que ele pensava ser fiel estava o traindo. Mas assim que coloquei os pés na empresa naquele dia mais cedo, vi sua cara nojenta e a primeira coisa que senti foi um grande arrependimento por não ter coragem de me envolver com esses roubos. Sabia que era errado, mas queria que Manuel se afundasse cada vez mais.

Não comentei nada sobre o que Shawn tinha dito, apenas descemos em silêncio.

— Quer que eu faça ou peça o jantar? — Ele perguntou.

— Não estou com fome, uma daquelas já estaria de bom tamanho — falei, apontando para uma das suas garrafas de vinho.

De algum modo, aquela cena me lembrou da segunda vez que eu estive naquele casa. Ver Shawn andando até a sua "exposição de vinhos caros" enquanto eu estava sentada no sofá era praticamente um dejavú, exceto pelo fato de ter acontecido no escritório. Só de lembrar como aquela noite havia terminado me dava arrepios. Ri ao recordar que naquele dia fui pra casa sem calcinha.

— O que é tão engraçado? — ele perguntou aparecendo com meia taça de vinho na minha frente.

Ou pensei por tempo demais, ou Shawn tinha sido muito rápido ao abrir a garrafa, pois eu nem sequer tinha visto.

— Nada, só estava lembrando de uma coisa — falei antes de levar a taça de vidro à boca.

— Eu estava lembrando de uma vez que você esteve aqui... sua calcinha está bem guardada.

— Qual delas? Sempre que eu piso aqui acabo perdendo uma.

Não entendia qual era o problema entre Shawn Mendes e calcinhas, seu fetiche por guardar roupas íntimas me assustava algumas vezes.

— Espero que dessa vez não seja diferente.

— Sinto muito, mas você não vai poder ficar com essa.
Fiquei encarando-o enquanto ele esvaziava sua taça.

— O que foi? — ele perguntou quando percebeu minhas olhadas.

— Nada — respondi.

Parei de beber quando percebi que meu corpo estava começando a esquentar. Eu não estava bêbada, óbvio, pois aquela quantidade não deixaria ninguém chapado. Era o calor. Eu estava de sobretudo e o aquecedor provavelmente estava ligado, Shawn costumava a fazer isso quando queria andar sem blusa pela casa.

— Está me olhando como se fosse me devorar.

Bem que eu gostaria, em todos os sentidos.

— Vou ser sincera, a intenção é essa.

Eu não estava exagerando, jamais me cansaria de olhar a beleza daquele homem, no geral, ele era maravilhoso. Talvez eu só estivesse muito apaixonada, mas tinha certeza que, se Amanda estivesse ali ela concordaria comigo.

— Você disse que tinha algo para mim, por que eu ainda não sei o que é? —ele perguntou.

— Um prêmio e o que mais você quiser.

— Ok, vou tirar isso de perto de você — ele disse retirando as taças e a garrafa de cima da mesinha de centro.

Ele achava mesmo que eu só falava besteira quando estava bêbada?

— Não estou bêbada... só estava pensando na possibilidade de te deixar escolher a programação de fim de greve, mas mudei de ideia. Acho que você não está merecendo.

Shawn demorou um pouco para me levar a sério. Eu já tinha estragado com todos os meus planos, mas eu daria de tudo para saber o que ele pensava que eu ia fazer. Dessa vez, eu ia um pouco além do de sempre, tínhamos que mudar pelo menos uma vez ou tudo ficaria enjoativo. A última coisa que eu queria era me enjoar de Shawn Mendes.

— Você pode fazer o que quiser.

— Qualquer coisa? — Perguntei com um sorriso malicioso de canto.

— Seja criativa — Ele provocou.

Percebi que até o momento, ele não tinha dito nada sobre o sobretudo que eu usava. Ele era brega, talvez a pior peça que eu tinha no meu guarda-roupa. Essa era a intenção, ele tinha que ficar surpreso quando soubesse o que lhe esperava embaixo daquela peça ridícula que eu usava por cima.

— Nós vamos precisar de música.

— Isso vai perturbar os vizinhos? — Ele perguntou, preocupado.

— Isso vai perturbar você!

A melhor parte de tudo foi a cara de surpresa que ele fez. Não sabia se já tinha entendido, eu entenderia se estivesse no lugar dele.

— Vamos subir.

No andar de cima, conectei meu celular à um alto-falante. Shawn se certificou que o som sairia apenas das caixas que estavam no quarto.

— Você já sabe o que vai acontecer aqui, não sabe? — Perguntei.

— Sim — ele puxou a cadeira e se sentou nela — E também conheço as regras.

Eu não era uma pessoa com várias habilidades, mas agradeci por mentalmente à todas as pessoas que me forçaram a fazer aulas de dança quando era mais nova. Qualquer coisa poderia dar errado na minha vida, menos aquilo. Eu sabia exatamente o que estava fazendo, e daria o meu melhor.

— Mais alguma exigência, chefe? — Ele perguntou.

Ele já reconhecia quem estava no comando. Aquilo seria muito divertido.

Dei uma breve olhada na mesa de cabeceira dele, procurando um lugar para deixar meu celular, mas uma sacola idêntica à que Ashley tinha deixado para ele em Londres chamou minha atenção.

— Como isso veio parar aqui? — Perguntei.

— Não são as mesmas.

Ele estava mesmo querendo ser preso?

— Não vou te prender, Shawn.

Não queria fazer isso porque ia contra a ideia que eu tinha na minha cabeça.

As luzes principais estavam apagadas e o quarto estava iluminado por apenas dois abajures, dando ao local um tom mais amarelado e deixando o ar um pouco mais sexy do que o branco sem graça de sempre.

Liguei a música de minha escolha e na primeira nota da música, decidi virar uma outra pessoa. Ali eu era sexy e confiante demais para o meu próprio bem.

Deixei-o de costas para mim. De um modo que ele não conseguisse me espiar por reflexo nenhum e aproveitei o momento da introdução da música para deixar algumas coisas bem nítidas.

— Eu vou dançar pra você — falei próximo do seu ouvido durante a introdução da música — E você não vai me tocar à menos que eu peça, essa é a regra.

Apareci em sua frente, para que tivesse a visão completa de todo o meu corpo, com aquele sobretudo ridículo. E enquanto eu abria cada botão, sua curiosidade aumentava mais. Quando finalmente joguei a peça de roupa para ele, mostrando a lingerie que tinha escolhido, tudo o que ele conseguiu dizer foi um palavrão.

Me aproximei da cadeira e usei a ponta dos pés para fazê-lo abrir as pernas o suficiente para que eu conseguisse ficar entre elas. Obviamente, não subi direto na cadeira, comecei a me mover de forma sexy, de costas para ele, passeando a mão pelo meu corpo pois queria que ele desejasse que suas mãos estivessem em mim também, e não demorou muito para que ele tentasse. Apoiei minhas mãos em cada uma de suas pernas e desci até o chão, fiz questão de ter certeza de fazer um breve contato da minha bunda com seu corpo na subida.

Por puro impulso, ele puxou meu corpo para colar com o seu, esquecendo totalmente a regra estabelecida no início. Me afastei e tirei suas mãos de mim. Ele poderia até me dominar pelo resto da noite, mas naquele momento eu estava no comando.

Ainda de costas para ele, comecei a rebolar lentamente em seu colo, seguindo o ritmo da música e sem encostar totalmente em sua cintura.
Me apoiei em seus joelhos novamente e comecei a fazer movimentos mais precisos, seguindo a batida forte da música tão conhecida por mim. Senti sua respiração ficar pesada, só então soube que estava fazendo certo.

Me virei de frente para ver seu rosto, estava avermelhado, talvez pelo fato de o quarto estar começando a esquentar. Seu olhar passeava pelo meu corpo, acompanhado de um sorriso malicioso, aquilo só me dava mais impulso para ir até o fim.

Saí de seu colo e me ajoelhei em sua frente, logo em seguida abri o botão de sua calça e com a ajuda dele retirei a mesma, deixando apenas com sua boxer preta. Queria que ele sentisse o contato direto e aquele jeans só estava atrapalhando.

Subi de volta e dessa vez faria os movimentos de frente para ele.
Passei uma perna por cada lado da cadeira e me sentei em seu colo, sem perder tempo, coloquei minhas mãos na parte de trás da cadeira e comecei os movimentos alterando as velocidades conforme a música tocava. Percebi que ele estava se esforçando para não passar as mãos nas minhas pernas, e também tentava intensionar o contato dos nossos corpos, tentando mover-se comigo. Ainda rebolando para ele, coloquei meus dedos entre seus cabelos e puxei levemente até seus lábios encontrarem os meus, sua língua invadiu minha boca com desespero, quando o beijo terminou, deixei mordidas leves no seu lábio inferior. Me afastei de sua boca um tempo depois e me concentrei apenas em rebolar em cima dele, e dessa vez eu conseguia sentir seu volume entrando em contato com meu corpo, o que me dava mais prazer em continuar me movimentando.

A batida da primeira música começava a desaparecer e ficar mais grave, fazendo com que eu me esforçasse um pouco para manter o ritmo enquanto passava as mãos pelo peito dele e deixava leves chupões em seu pescoço.

Estava rebolando em cima dele de costas, fazendo questão de deixar minha bunda fazer bastante contato, percebi que que a mão dele subiu e desceu. Mudando de ideia, ele sabia que eu pararia caso me tocasse sem autorização. Quando a segunda música chegou perto do fim. Não queria me prolongar mais do que as duas músicas que estavam planejadas. Me levantei e saí da vista dele, ficando por trás. Minhas mãos passearam por seu corpo, até chegar em seus cabelos, onde prendi novamente meus dedos e falei baixinho em seu ouvido:

— Você conseguiu se controlar.

— Vai por mim, não está sendo nada fácil.

Mordi o lóbulo de sua orelha antes de sentar em seu colo e começar beija-lo novamente.

— Já pode sair do castigo. Sou toda sua.

Deixei que ele passasse suas mãos pelo meu corpo, dessa vez ele puxava minha cintura para próximo de si. Ele prendeu seu dedo na cinta-liga e logo depois puxou e soltou, fazendo estalar e arder na minha pele.

— Vamos pra cama — ele disse, levantando da cadeira comigo em seu colo, e em seguida me jogou com cuidado na mesma.

Não tinha melhor forma de terminar aquilo.

Eu não sabia exatamente como Shawn tinha feito aquilo, mas tirou meu sutiã de uma vez e com uma mão só. De resto eu não sabia o que ia avinagrares, já que eu tinha me entregado à ele. Porém, ele foi além do que eu poderia imaginar e antes que eu pudesse fazer alguma coisa ele me prendeu com as algemas na cabeceira da cama.

Droga! Eu sabia que cedo ou tarde ia acontecer. Ele já tinha dado atenção demais àquelas algemas.

— O que quer que eu faça com você? — ele perguntou me olhando com um sorriso malicioso estampado em sua cara.

— Já disse, sou toda sua. — falei, minha resposta foi dada levando em conta que eu estava com uma mão presa.

Ele riu.

— Vai se arrepender de ter dito isso — ele tinha razão, não podia negar.

— Não vai prender a outra mão? —Provoquei, sorrindo.

Por mais que fosse desesperador ficar presa por algemas, eu tinha certeza de que ele faria ser uma experiência inesquecível.

Após prender minhas mãos por completo, Shawn se posicionou em cima de mim e levou sua boca até a minha, dando um beijo quente e molhado enquanto uma de suas mãos alisava minhas curvas. Meu corpo estava começando a esquentar mais, e só piorou quando ele levou seus lábios até a minha orelha.

— Nunca vou me cansar de dizer o quanto você é gostosa — enquanto dizia isso, Shawn apertou meu seio com prazer, senti meu corpo se arrepiar e esquentar ainda mais.

Fechei meus olhos para sentir mais do seu delicioso toque, era maravilhosa a sensação de sua mão massageando com maestria aquela parte tão sensível de mim. O calor só aumentava e na medida que os beijos iam ficando mais intensos, Shawn passeava suas mãos pelas minhas coxas, alisando-as na parte interna, as sensações eram tantas, eu mal conseguia me concentrar em uma, era exatamente o que ele queria.

Senti sua língua quente passar no meu mamilo, de baixo para cima, me deixando com aquela sensação de desespero por mais. Já estava me sentindo quente, depois disso a situação só piorou pois já conseguia me sentir molhada. Apertei minhas pernas para tentar me conter, mas começou a ficar difícil quando ele realmente colocou a boca no meu seio e chupou com com vontade. Mordi meus lábios para não deixar escapar gemidos e apertava minhas pernas com força, meu estado era vergonhoso e ele nem sequer tinha começado.

— Abra as pernas!

Era louco o fato de como meu corpo respondia seus comandos tão rápido, mesmo quando não queria. Parecia que minhas pernas tinham vida própria e se abriram sozinhas naquele momento.

Lentamente ele desceu os dedos, traçando linhas imaginárias pelo meu corpo até entrar na minha calcinha. Eu já tinha a certeza de que estava absurdamente encharcada. Senti meu corpo queimar quando seu dedo fez contato direto com o meu sexo. E o sorriso malicioso de sempre surgiu em seu rosto.

Ele tirou a cinta-liga e puxou a lingerie para baixo lentamente, em seguida voltou a me beijar e deslizar suas mãos por todo o meu corpo, fazendo uma pressão maior nos meus seios e na parte interior das minhas coxas.

A pior parte de estar algemada era querer tocá-lo e não conseguir, meu maior desejo no momento era poder passar minhas mãos pelo seu corpo também, queria sentir seu corpo responder aos meus toques, assim eu como eu estava me sentindo.

— Vai acabar se machucando — ele disse, referindo-se às minhas mãos, eu estava puxando-as contra as algemas sem ao menos perceber — relaxa.

Ao pedir para que eu relaxasse, Shawn levou um dedo ao meu clitoris e começou a fazer movimentos circulares dando diferentes reações do meu corpo, eu não me sentia relaxada, mas meu corpo definitivamente começava a responder seus comandos.

— Não feche as pernas, Lauren.

Cuidadosamente ele aumentou os movimentos e enquanto isso eu tentava não me concentrar na onda de prazer que tomava conta do meu corpo e me fazia pulsar de excitação, ou então logo chegaria ao ápice. Shawn estava esperando eu atingir aquele ponto de prazer, pois logo depois, ele me deixou na cama para pegar um preservativo. E assim que o colocou, se posicionou entre minhas pernas.

Tentava conter os gemidos enquanto ele começava com os movimentos lentos, mas era quase impossível pois o prazer que estava sentindo falava mais alto. E Shawn estava se divertindo com o meu estado deplorável, cada vez que seu nome escapava da minha boca, ele investia com uma lentidão insuportável e levando em consideração o grau de excitação ele se encontrava, não demoraria muito para atingir o orgasmo, a minha situação não era bem diferente.

Senti um calafrio, seguido de uma leve tremedeira em minhas pernas.

Ele me olhou com satisfação, enquanto se movia lentamente dentro de mim. Se não fosse exagero, diria que Shawn estava com orgulho de me fazer chegar lá.

Afirmei para que ele continuasse os movimentos de vai, mas que não parasse de me beijar. Não demorou muito para que seu corpo também desse os sinais de que um belo orgasmo estava por vir. Ele pareceu perder os sentidos enquanto me beijava. Enterrou o rosto entre meu pescoço e meu peito, em seguida senti ele soltar o ar que estava prendendo. A respiração dele estava visivelmente desregulada, o que sempre era imperceptível para mim. Aquilo tinha sido intenso demais, diferente do que sempre acontecia. Ele só saiu de cima de mim quando teve certeza que tinha forças o suficiente.

Segundos depois, ele se deitou ao meu lado, sorrindo. Estava entrando em um transe pós orgasmo, tive que impedir porque ele tinha se esquecido de algo importante.

— Querido, você precisa me soltar.

[...]

Meu celular despertou quase num grito, me fazendo acordar assustada. Olhei na cama e Shawn não estava mais lá, a casa estava tão silenciosa que cheguei a desconfiar que ele não estivesse mais lá dentro.

Enrolei o máximo que pude, ainda estava cansada, apesar de ter conseguido dormir a noite inteira, ainda gostaria de poder ficar mais um tempinho na cama. Só que infelizmente tive que levantar e me arrumar para passar o meu dia ensinando Amanda a fazer as coisas.

Assim que me troquei, fui para a cozinha, eu não tomaria o café da manhã lá, mas chequei os cômodos da casa, para ter a certeza de que tudo estava em seu devido lugar, e realmente estava, exceto Shawn.

Ele havia deixado uma chave próximo à minha bolsa, com certeza para que eu trancasse a porta na saída. Até que eu gostaria de ficar me perguntando onde ele estava, mas tinha juntas minhas coisas e levar para o carro.

Me sentia um pouco mais segura na casa de Shawn. E me senti menos sozinha quando vi que ele tinha deixado um bilhete para mim em cima da mesa.

"Espero que não fique chateada por eu ter saído sem te avisar. Você estava tão linda dormindo que eu não tive coragem de te acordar. Te vejo mais tarde e não esquece de trancar a porta. Beijos, Shawn.

P.S. Amo você"

Estava ficando cada vez mais difícil não perdoá-lo.

Mesmo estando uns cinco minutos atrasada, tive que passar em uma cafeteria, pois a fome falou de um jeito que não dava para ignorar. Fui o mais rápido possível e logo tomei meu caminho de volta até a empresa, demorou um pouco, e eu estava torcendo para Manuel chegar depois de mim, ele era bem chato em relação a qualquer segundo de atraso.

Graças aos céus, a entrada do estacionamento para a empresa estava livre e eu poderia evitar o tumulto de jornalistas na porta de entrada, porém, havia um carro estacionado de uma forma que ocupava duas vagas, especificamente a minha.

Usei um interfone para falar com o porteiro.

— Tem um carro vermelho chamativo estacionado na horizontal, está ocupando quase três vagas, você por acaso consegue me dizer de quem é ele?

Eu nunca tinha visto aquele carro antes, e não era possível que alguém tinha dado a carteira de motorista para um ser humano que não sabia estacionar em uma só vaga.

— Bom dia chefinha, eu não sei o nome dela, é a nova secretária, você pode subir e pedir para ela tirar o carro e te dar passagem, porque o seu carro vai atrapalhar quem chegar depois — ele respondeu, não ajudando em nada.

Estava prestes a subir, quando me dei conta de como ele tinha se referido à mim. Voltei ao interfone e toquei até ele atender.

— Pois não?

— Você me chamou de quê?

Ele riu do outro lado.

— É como te chamam agora. Chefinha.

— Se puder não me chamar assim, eu agradeço!

Ele não me levou à sério, então, falei algo que me arrependi no mesmo instante.

— Acho que o Sr. Shawn Mendes não ia gostar de saber disso, então, é melhor guardar para você.

O homem pigarreou.

— Claro Srta. Portman, não vai mais acontecer.

Me convenci de tinha feito apenas um aviso e não uma ameaça.

Peguei o elevador e subi direto para o andar da sala de Manuel. Assim que o elevador abriu, dava pra ver que porta da sala dele ainda estava aberta, mas a mesa do velho estava vazia.

Quando coloquei meus pés na sala, vi uma cena que me deixou um pouco enjoada. Shawn estava sentado ao lado de Amanda, ajudando ela com algo no computador, o que era mais embaraçoso ainda, já que no dia anterior eu havia ensinado tudo que ela precisava fazer no computador e ela aprendeu bem mais rápido do que eu. Eles demoraram a perceber que eu estava na sala, mas o quê realmente me deixou surpresa foi o fato de Shawn estar na empresa.

— Desculpe, nem percebi que você estava aí — Shawn falou com aquela postura irritante de chefe.

— Imagino o motivo — falei dando uma olhada no tamanho do decote de Amanda. Parecia que ela tinha adivinhado que ele estaria lá.

Manuel já sabia de nós dois, assim como todos que estavam lá fora em busca de cinco minutos de conversa comigo. Os funcionários da empresa também sabiam. Será que ainda tínhamos que nos esconder?

— Bom dia Lauren, o Sr Mendes estava me ensinando a fazer as estatísticas do dia anterior — ele disse sorrindo.

— Já era pra estar na mesa dele a meia hora atrás, eu te falei isso ontem quando estava te ensinando a mesma coisa que ele está te ensinando agora. Achei que tivesse aprendido ontem — Amanda me olhou com cara de assustada. Me senti mal por ter sido tão grossa, mas não tive coragem de retirar nada do que disse.

— Calma, hoje ainda é o segundo dia, ela vai se sair bem — Shawn interferiu.

E ele tinha razão.

— Desculpa, Sr.Mendes, sei que você ensina muito bem. Se depender de você ela vai se sair muito bem mesmo.

Naquele momento eu estava me sentindo exatamente igual à Diana, na época em que ela tentava afastar Shawn de mim. A diferença era que no início eu não tive intenções de parar na cama do chefe, totalmente o contrário de Amanda, ela tinha deixado nítido que aquela era sua única intenção.

Não. Eu não era como Diana. Nem de longe. Eu não tinha motivos para ser tão paranóica.

— Enfim, eu só vim pra te lembrar que se você tem apenas um carro só pode ocupar uma vaga, e não pode ser a minha — falei.

Eu sabia exatamente como era chato ser a pessoa nova da empresa e não queria ser a pessoa que pegaria no pé de Amanda, ainda mais quando ela estava em seu segundo dia.

— Desculpe. Sr Mendes, eu posso descer? – Ela perguntou.

De repente, sua voz começou a soar irritante para os meus ouvidos.

— Claro. Mas volte logo, vou precisar de você.

Ela saiu da sala como se fizesse parte de um desfile, Amanda queria ter a certeza de que ele estava olhando.

— Antes que fique zangada por eu estar aqui e não ter te avisado, queria te fazer uma surpresa, mas parece que você não está muito no clima hoje — Ele disse, se levantando e vindo em minha direção.

— É claro que eu estou no clima. Mas toma cuidado com essa aí.

— Que ataque de ciúmes foi aquele?

Não adiantaria dizer que não teve ataque, nenhum. Mas ele me conhecia bem.

— Se fosse ciúme eu não teria me arrependido de ter falado daquele jeito com ela.

— É engraçado ver ela tentar, mas eu não tenho um pingo de interesse. Não precisa se preocupar.

Esqueci Amanda por um segundo e me lembrei de outra coisa.

— Shawn, eu nem te agradeci pelas flores.

Ele sorriu, indicando que era besteira eu me preocupar com isso.

— É claro que agradeceu. Estou feliz por causa de ontem, por causa de você - ele disse ainda sorrindo. Não pude evitar um sorriso também.

Envolvi meus braços em seu pescoço e puxei-o devagar para um beijo, esquecendo totalmente do mundo em volta.

Droga! Eu estava perdidamente apaixonada por Shawn Mendes, o sentimento era de tamanha intensidade que talvez eu devesse me preocupar.

— Sem preocupações, ok? Eu sei a diferença entre amor e interesse, ela não vai ter o que quer — Shawn disse e logo voltou a me beijar.

— Não queria mais ter que me esconder, ficar te chamando de Sr. Mendes na frente dos outros é um saco.

— Você pode me chamar do que quiser e na frente de quem quiser.

Eu estava viajando em seus lábios, todo aquele sentimento era novo demais para mim e talvez eu tivesse problemas ao tentar lidar com ele. Já tinha gostado de outros caras, até mesmo de Ben, foi um erro mas ainda assim existiu um pequeno sentimento. Com Shawn era diferente. Era como colocar as mãos perto demais do fogo e gostar de sentir o calor que as chamas irradiavam, mas ao mesmo tempo, me lembrar que, se Shawn realmente era fogo, eu não deveria estar perto demais porque começaria a queimar à qualquer momento.

Estava tão distraída com seus beijos, que acabamos não percebendo a presença de uma outra mulher na sala.

Ela esperou até separamos o beijo e por fim disse algo.

— Você é a réplica perfeita de Manuel Mendes!

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Quem vcs acham que é essa mulher??

Me desculpem pelo capítulo grande, mas é que eu não sei quando vou poder postar novamente então deixei ele enorme pra vcs terem o gostinho de um dos meus capítulos favoritos 💕 espero que tenham gostado pq eu amei muito escrever essa parte da história 🌹❤ enfim, até o próximo.

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