18
Só podia ser brincadeira. Meu dia tinha chegado ao limite de tão ruim. Queria pegar o café quente que eu havia pedido antes que ela chegasse e jogar na minha própria cara. Como eu não tinha percebido que o jeito de escrever estava diferente? E as mensagens eram insistentes, totalmente o contrário de Shawn.
— O que você quer comigo? Estou meio sem tempo.
— Então é assim que você funciona? Só ele chamar e pronto, aqui está você.
— Dá um tempo, nós não temos nada. Eu só vim porquê achei que fosse algo importante sobre a empresa, mas como não é, preciso ir embora — falei, me levantando para sair. Mas ela segurou no meu braço.
— Ainda nem comecei.
Olhei apenas para a mão dela que ainda estava agarrada em meu braço.
— Suponho que você me solte, ou então não vai ter chance de começar nada — falei em um tom ameaçador.
— Eu quero conversar com você, Lauren. Apenas isso. Você pode sentar para termos uma conversa discreta e civilizada?
Não queria conversar com ela, mas já que tinha ido até lá, por que não ouvir?
— Ótimo, seja rápida e específica, tenho séries para assistir e creio que isso é mais importante do que qualquer coisa que você tem a me dizer — respondi enquanto me sentava.
Ela respirou fundo. Parecia chateada. Em qualquer outro dia eu estaria preocupada com ela, mas naquela hora eu só queria que ela sumisse no mundo outra vez.
— Sabe... eu passei a noite inteira tentando entender algumas coisas.
— Tipo o quê?
— Tipo, o que ele vê em você? O que você tem que eu não tenho? Por que ele foi se encontrar com você e voltou pra casa com raiva e triste, além de não ter me deixado ir junto?
— Nisso eu não posso te ajudar muito. Não sei se você percebeu, eu não sou ele, então não posso te responder.
— Mas você gosta dele!
— Não do jeito que você pensa. Nós não tivemos nada demais e bom, agora ele é todo seu — falei sem interesse.
— Fisicamente sim. Mas você não sabe o que eu senti quando estávamos na cama e ele me chamou de Lauren — ela disse, decepcionada.
Eu não poderia fazer outra coisa a não ser rir daquela situação. E não foi uma risada discreta.
— Acha engraçado?
— Muito! Mas não se preocupe, nós não teremos mais nada, ele é todo seu outra vez. E o mais importante, ele ainda gosta de você, se quer saber a verdade, ele me disse isso ontem. Você está se preocupando sem motivos.
— Eu sei que gosta e é por isso que eu vim te pedir para se afastar dele.
— Já estou afastada e não foi por quê você pediu, quer mais alguma coisa?
— Não, você não está entendendo. Eu passei anos da minha vida com ele, e nunca o vi se comportar daquele jeito... estou tentando dizer que você não faz bem pra ele, Lauren. E não estou dizendo isso apenas como a ex maluca que voltou para acabar com tudo, estou dizendo como a velha amiga de infância que eu sempre fui. Estamos tentando recomeçar, Lauren e com você por perto isso fica difícil. Eu sei que você gosta muito dele, dá pra perceber e é por isso que você vai se afastar, para o bem dele.
A última coisa que me importava no momento era o bem-estar do cara que tinha praticamente acabado de me jogar fora.
— Não sei se com você as coisas são diferentes, mas sou eu mesma que me banco e eu não vou deixar meu emprego por causa de um cara que não sabe se controlar. Ele que aprenda, porquê eu vou continuar no meu emprego, sendo ele o chefe ou não. Agora, se me der licença... - falei ameaçando sair, mas ela segurou meu braço novamente.
— Eu te pago, quanto você quiser!
— Como é?
— Você ouviu, Lauren. Eu tenho dinheiro e posso te pagar para arrumar outro emprego, o que quiser, desde que seja longe dele.
— Espera, vamos com calma, acho que você não está me entendendo — falei em meio à um riso nervoso — Não faço tratos por dinheiro!
— Ah, não? E o trato que vocês tinham? Envolvia o que? Não me diga que era só sexo, uma mulher como você... Me diz, Lauren, quanto ele te dava, posso te dar em dobro! — ela disse com firmeza.
E com a mesma firmeza a minha mão simplesmente voou no ombro dela, empurrando-a para bem longe. Só quando ela estava cambaleando para trás que eu fui perceber o tamanho da marca vermelha que ela tinha deixado no meu braço, de tanto me apertar para me obrigar a ficar.
— O que você está insinuando? — perguntei enquanto observava ela passar a mão no ombro, acariciando o local para aliviar a dor - De onde você veio, eu não sei o que o dinheiro pode fazer, mas aqui eu posso te garantir que não vai funcionar.
— Lauren, eu vou acabar com você — ela ameaçou vir pra cima de mim. Não recuei. Mas a dona do Café chamou a atenção de Isabella, pedindo para que se acalmasse.
— Ou vocês duas se comportam como duas mulheres adultas, ou vou ter que expulsar as duas daqui. Acho que não vão querer ter esses rostinhos lindos estampados na porta de entrada junto com as pessoas proibidas de entrar aqui por terem roubado, não é?
Não me sentei com Bella, aquilo era um absurdo.
— Você pode até ser rica, mas sinto lhe informar que isso não é o suficiente pra me fazer ter medo de você. E se quiser saber o que ele viu em mim, acho que a resposta está na sua cara. Não me importo com o dinheiro dele e menos ainda com o seu!
Quando tive uma oportunidade, aproveitei para pegar o celular de Shawn que estava em cima da mesa.
— Eu já disse sem brigas dentro do estabelecimento!
— Já estou de saída — respondi — Na verdade, embrulhe esses donuts para viagem, por favor.
A mulher me atendeu e me entregou o pedido, antes de qualquer coisa, dei as costas para aquele lugar.
— A Srta esqueceu de pagar a conta.
— Tá vendo aquela mulher ali? - apontei para Bella — Ela acabou de dizer que faz questão de pagar quanto eu quisesse, não sei se ouviu ela dizer, mas está cheia de dinheiro.
Depois de dizer aquilo eu saí da lanchonete, sem nenhuma intenção de ir para a minha casa, iria atrás de Shawn.
Ele não tinha notado a ausência do celular? Como conseguia ser tão idiota em duas noites seguidas?
Eu estava com muita raiva, dirigindo com o carro em alta velocidade, sem me preocupar com multas ou acidentes. Mas eu tinha que chegar lá antes de Bella.
Estacionei em frente à casa dele, sem me importar como antes, e logo em seguida, toquei a campainha muitas vezes sem parar.
— Se eu soubesse que você ia ficar batendo assim eu não tinha feito cópias da chave — Ele disse antes de abrir a porta. E assim que abriu, pareceu muito surpreso ao me ver — Lauren?
— Pra quê perguntar se você está me vendo?
— O que está fazendo aqui?
— Espera aí, mesmo depois de eu ter te contado sobre Diana ter cópias da sua chave, você anda entregando outras cópias por aí?
Ele notou o meu tom de fúria e logo mudou sua expressão.
— O que aconteceu?
— Da próxima vez vê se não deixa o celular no alcance de crianças — Falei, jogando o aparelho com força contra seu peito.
— Ai! Não entendi.
— Leia as mensagens e se pergunte onde a desgraçada está.
Dei um tempo para ele ler e associar tudo. Era mais lento do que eu podia imaginar.
— Ah, não! O que ela disse?
— Antes ou depois de eu quase bater na cara dela?
— O que? Você bateu nela?
— Se tivesse batido a culpa ia ser toda sua — Não estava mentindo, se não fosse seu erro bobo nada daquilo teria acontecido — Ah, e quando levar uma mulher pra sua cama, certifique-se de lembrar o nome dela.
Ele ficou sem palavras.
— É isso, ela foi atrás de mim porquê queria saber o que você vê em mim e não vê nela. Acho melhor você contar logo, porquê eu não posso dizer... mas a pior parte foi quando ela insinuou que eu dormia com você por dinheiro e chegou até me oferecer grana pra eu pedir demissão e sumir da sua vida. Não sei exatamente o que você contou à ela sobre mim, mas acho melhor você reverter a situação antes que a minha mão encontre a cara de vocês dois!
— Lauren... volte aqui — Ele me chamou, mas foi ignorado.
[...]
Na manhã seguinte Shawn não falou muito comigo, apenas pediu para que eu e Aaron fingíssemos que não sabíamos sobre Sierra e Cameron, algo que já estava combinado entre nós dois.
Por causa da minha ausência no dia anterior, meu trabalho foi dobrado e a manhã passou em um piscar de olhos. Já estava quase na hora do almoço e eu ainda não tinha terminado metade do que precisava fazer.
— Você já pode descer para almoçar se quiser — Shawn falou sem tirar os olhos da tela de seu computador.
— Estou sem fome — falei antes de o telefone tocar, me obrigando a atender o porteiro que estava avisando a chegada de um visitante importante — Sim, ele estará na reunião às três horas em ponto, como o combinado.
— Ele chegou?
— Sim! Mas ele vai sair para almoçar antes e só volta na hora da reunião, foi o que o Samuel disse — respondi passando a informação.
— Pode me ajudar a achar os documentos que ele tem que assinar? — ele perguntou.
Por sorte eu já sabia onde estavam as folhas e só tive o trabalho de entregar em suas mãos.
— Obrigado — Ele respondeu, e logo em seguida tentou puxar assunto — Me desculpe pela Bella, ela só se sente ameaçada.
— Sr.Mendes, eu não sou a causa da falta de autoconfiança dela e também não tenho culpa se você me deseja enquanto está com ela. Resolvam entre vocês, estou aqui para fazer meu trabalho e seria bom se o Sr. não tentasse me distrair.
Por mais que eu fingisse ser durona, era difícil não desconcentrar com Shawn na mesma sala. A cada três minutos ele me olhava e eu tentava imaginar o que se passava naquela cabeça oca, mas ao mesmo tempo eu tinha medo de saber.
Ele não era do tipo de cara que me tratava mal, mas também, a situação que nos metemos não me fazia bem. E aquele sentimento estranho percorria meu corpo inteiro enquanto eu tentava negar que sentia a falta dele e isso não adiantava. Me perguntava até quando eu ia conseguir esconder o que era inevitável.
Talvez ele demorasse a perceber que Bella não ia me deixar em paz por muito tempo enquanto eu estivesse trabalhando na mesma sala que ele e que aquilo não era apenas insegurança. Eu já conseguia sentir que o próximo passo dela seria pior do que aquilo na cafeteria, mas eu não estava com medo, ela não era uma Diana... Sierra da vida, eu estava me sentindo preparada.
— Eu vou descer para o meu almoço, de lá vou direto pra reunião. Não se esqueça, você tem que estar lá com os papéis para ele assinar!
Apenas assenti e continuei o meu trabalho até que ele saísse. Eu desceria logo depois, apenas queria ter a certeza de que não pegaríamos o mesmo elevador, pois ficar sozinha com ele em algum lugar pequeno seria constrangedor e eu não precisava de lembranças me atormentando durante um dia tão corrido como aquele.
Esperei o elevador subir de volta e desci para a sala de Aaron e Cameron, tínhamos que fazer a nossa rotina normal, e isso contava com almoçar e ser amiga do homem que prometeu acabar comigo à pedido de Diana.
— Vamos almoçar, rápido, temos reunião daqui a pouco.
— Nós não podemos ir para a reunião - Cameron disse.
Sua voz me deu um leve enjoo, eu queria jogar na cara dele o quanto era burro e previsível.
— Por que não? — perguntei fingindo que não sabia o motivo.
— Shawn pediu para fazermos outra coisa para ele durante a tarde de hoje — Cameron respondeu.
Seja simpática. Sorria.
— Você não faz ideia de como eu queria estar no seu lugar agora, sério, estou enlouquecendo naquela sala. Daria tudo para poder ficar com vocês.
— Mas você não pode, esse é o preço à pagar por trabalhar diretamente com o chefe.
Eu estava atenta demais para qualquer coisa que ele dizia. Era impossível não pensar que tudo tinha um duplo sentido.
— Você acha engraçado, mas tenho certeza que não aguentaria dois dias com Diana, Shawn Mendes e Isabella no seu ouvido.
— Acho que eles que iam desistir de trabalhar com Cameron — Aaron disse, fazendo Cameron rir.
— Eu gostaria muito de poder concordar, mas nosso horário de almoço já está acabando.
Começamos a comer mais rápido enquanto conversávamos. Aaron acabou perguntando sobre a noite anterior e eu fiz questão de contar cada detalhe.
— Não, você bateu mesmo na cara dela? — Cameron perguntou após eu ter contado toda a história.
Eu estava tentando o máximo possível colocar Cameron na história, mas era muito difícil fingir que nada estava acontecendo e ignorar o fato de que o cara que estava levando a empresa pro fundo do poço estava sentado em minha frente, se fingindo de amigo.
— Eu so ameacei bater na cara dos dois, apesar de não gostar muito da ideia - falei séria.
— Espera, você me falou uma coisa que eu não me toquei na hora, e agora veio na cabeça e eu quero entender a situação... você dormiu na casa do Aaron?
— Sim... tem muita coisa sobre nós que você ainda não sabe — Aaron disse brincando.
— Ah, que ótimo! Não não aguentava mais ouvir você contar as decepções que Shawn te causa — ele respondeu.
— Foi um momento de carência, não vai acontecer de novo — perguntei rindo.
— Um momento? Foi uma noite inteira de carência, isso sim!
— Vocês devem ter esquecido, mas eu ainda estou aqui! — Aaron resmungou.
— Certo, vamos deixar esse assunto pra lá, queria te perguntar uma outra coisa, Ashley comentou que vocês não estão se falando, o que houve? Ela não me contou com detalhes.
Meu coração gelou por um segundo. Mas eu tinha respostas rápidas e sairia daquela numa boa se não gaguejasse.
— Ela está com raiva porque eu estou pensando em aceitar ser a amante do chefe — menti.
Jamais aceitaria uma coisa dessas, mas mentiria mil vezes para deixar Cameron longe de mim.
— Você deve gostar muito dele, para fazer uma coisa dessas, até entendo, mas cadê todo aquele amor próprio que você sempre teve? Perdeu ele em algum lugar? — Cameron perguntou.
Era horrível ouvir lição de moral de quem sequer tinha moral para falar de qualquer assunto. Principalmente quando você está fingindo que não sabia de algo tão grande.
— Entre quatro paredes muitas coisas se perdem, não são só as roupas — Aaron respondeu fazendo Cameron rir — Às vezes a noção do ridículo se perde junto.
— Ok, essa é a minha deixa — Cameron falou levantando.
— Mas que merda foi essa? - sussurrei para Aaron quando Cameron saiu.
— Tentando te livrar de mais perguntas. Mas espera, você não estava falando sério,, estava?
— É claro que não, eu tenho meu orgulho.
— Então use ele para outras coisas!
— Tipo o quê?
— Sei lá, descubra sozinha.
Foi um conselho estranho, mas fingi que entendi e o chamei para voltar. Assim que pagamos o almoço voltamos para a empresa, Cameron infelizmente nos acompanhou.
Como alguém conseguia agir daquela maneira? Fingir que me adorava quando estava prestes a tentar me dar um sumiço? Minha mãe me dizia que os seres humanos não tinham limites e eu costumava duvidar e tentar encontrar o lado bom das pessoas. Mas ela estava certa o tempo todo.
Depois de passar no banheiro, subi para a sala e dei conta de preparar tudo para levar pro Shawn na reunião.
Odiava o fato de chefe precisar tanto de mim nas reuniões, principalmente naquele momento que eu estava tão atolada com as coisas que Manuel me mandou. Ele estava achando tudo em Portugal muito suspeito e eu agradeci por isso, já que significava que ele ia ficar lá por um pouco mão de tempo. Tudo que eu queria era que Shawn me liberasse da reunião, mas quanto à isso nada poderia ser feito, afinal, eu tinha sido contratada para auxiliar no que ele precisasse.
Enquanto organizava os papéis apoiada na mesa de Shawn, alguém deu três leves batidas na porta. Cruzei os dedos e pedi aos céus para que não fosse Cameron, ele ainda queria me dar um sumiço e ficar sozinha com ele não era bem uma opção.
— Pode entrar — falei.
— Eu só vim entregar isso aqui — Aaron apareceu na porta.
— Graças a Deus é você! Feche a porta. Estava de dedos cruzados com medo de que fosse uma outra pessoa, se é que me entende.
— Já estou de saída, mas mesmo se não estivesse, não tem ninguém fora da reunião, só nós três. Cameron sumiu do meu Campo de vista e eu aproveitei para ver se estava tudo bem com você.
— Se não tem ninguém fora da reunião, eu devo estar mega atrasada — Falei enquanto colocava os últimos papéis em ordem — Dando motivos gratuitos para o chefe me odiar.
— Lauren, você tem que deixar de ser tão prestativa. É por isso que ele pensa que pode ter você a hora que bem entender.
— Não vem com essa história, de novo. Minha vida não gira em torno de Shawn Mendes. Esse é o meu trabalho — falei enquanto tentava descobrir onde estava o papel mais importante para aquela reunião.
— Só de falar nele você ficou toda perdida com o que estava fazendo, deixa eu te ajudar — Aaron estava sendo simpático demais. E de repente estava perto demais também.
— Vamos combinar em manter uns centímetros de distância, está bem? — falei, estava ficando sem graça.
— Por quê? — ele perguntou se aproximando mais — está com medo de que eu faça alguma coisa?
— Não, que diabos você faria?
— O que você quisesse, Lauren.
Estava me metendo em um barco furado.
— Tipo o quê — perguntei me sentando completamente na mesa do Shawn. Só para ter a certeza de que não ia cair dura naquele chão, pois minhas pernas já estavam trêmulas.
Como se fosse possível, Aaron chegou mais perto e encostou seus lábios no lóbulo da minha orelha.
— O que você quisesse — ele repetiu, fazendo questão de arrepiar meu corpo por inteiro.
— Aaron, nós não podemos. Não aqui —falei.
— Shh — foi o que ele fez enquanto roçava seu indicador na minha boca para fazer eu me calar.
Seu dedo em minha boca me causou uma reação estranha. Eu queria beijá-lo. Desde a primeira vez que eu o vi em Londres. Eu sabia que era só curiosidade, mas estava louca para sentir seu beijo.
E foi o que eu fiz e ele estava esperando por isso. Logo meus lábios foram de encontro aos dele, minha língua estava ansiosa para explorar sua boca e eu não perdi tempo. Mordisquei seu lábio inferior com cuidado e ele trouxe seu corpo para mais próximo do meu.
A sala de repente começou a esquentar e Aaron logo retirou o pequeno casaquinho que eu usava naquele dia, em seguida voltou a me beijar, mas dessa vez seus lábios exploraram toda a região do meu pescoço, sugando de leve um ponto que me causava mais calafrios que percorriam pelo meu corpo inteiro, fazendo com que eu me lembrasse perfeitamente o quão boa era aquela sensação.
Suas mãos acariciavam meu corpo por inteiro, mas sem pressa, e eu sentia o escritório esquentar cada vez mais, eu queria me livrar daquelas roupas, felizmente Aaron entendia rápido os meus sinais.
Enquanto me beijava, tentava desabotoar a minha blusa com calma e aquilo me dava um certo desespero, queria tirar tudo de uma vez, não me importava onde eu estava. Depois de tirar a minha blusa e jogá-la do outro lado da sala, Aaron distribuiu beijos pelo vale dos meus seios, ainda cobertos pelo sutiã, aquilo estava me torturando, eu queria que ele explorasse meu corpo inteiro, sem ter nenhum fio de roupa para impedir.
— Quer mesmo fazer isso? — ele perguntou enquanto tinha um de seus dedos parado na abertura frontal do meu sutiã.
— Não sei por que esperamos tanto — falei.
Não imaginava que aquilo serviria de impulso para um beijo bem mais molhado do que antes. Seus beijos desceram novamente para o meu pescoço, dessa vez deixando marcas muito avermelhadas que provavelmente eu deixaria à mostra. Ele estava fazendo uma trilha de beijos e ia me despir exatamente no momento em que sua boca chegasse perto do fecho frontal do meu sutiã. Eu estava implorando mentalmente por isso, jamais se passaria pela minha cabeça que eu me entregaria para Aaron Carpenter. Nada mais existia à minha volta, só eu e Aaron, que estava prestes a me despir na mesa do meu chefe.
De repente Aaron simplesmente parou.
Eu estava de olhos fechados até o momento mas os abri rapidamente ao ouvir a voz de Shawn gritar com nós dois.
— Mas que porra é essa em cima da minha mesa?!
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