CAPÍTULO 4 - AÇÃO e REAÇÃO.
Narração Katherine.
- Como assim aqueles remédios não foram suficientes pra todos? Eu roubei uma carga, e você está me falando que não foi o bastante pros moradores? Tem noção do risco que eu corro fazendo isso!? - Falo bem irritada com John.
-Eu tenho noção sim, mas eu só estou comentando com você que teve moradores que ficaram sem. Você me deixou encarregado disso, me disse pra falar tudo pra você. - Ele rebate.
-Tudo bem, você está certo. Eu te deixei tomando conta disso, então tenho que acreditar em você. Esses moradores que estão sem remédio são de onde? - Falo alisando minha testa de preocupação.
- São do bairro Astoria, não deu para distribuir pra todos por lá. - Ele explica.
- Entendi, vou ver o que eu faço. Obrigada John por ter me deixado informada de tudo. - Seguro em seu ombro. - E me desculpa pelo modo como reagi. Sabe que sempre será meu irmão, não sabe? - Dou um sorriso.
- Não tem de que, e não precisa se desculpar. Estamos aí pra ajudar um ao outro. Estarei com você até o fim. - Ele dá um sorriso e sai andando.
Mesmo com as palavras bonitas, achei ele nervoso. Não faz sentido, eu peguei remédio suficiente e deixei bem claro que eram apenas para pessoas sem condições alguma.
Deveria ter sobrado remédios e não faltado! Vejo o John entrar em seu carro, espero ele dá a partida e logo corro para o meio da rua fazendo um táxi parar e me dar carona.
-Siga aquele carro agora! - Aponto para seu carro que é preto.
- Vai custar por quilômetro se eu fizer isso. - Ele dá um sorriso malicioso.
- Ou você liga a merda desse carro e o segue ,ou você vai ter uma coisa que não vai gostar. - Falo bem irritada apertando seu ombro.
- Se eu tivesse medo de mulher, faria o que me pede. Mas eu não tenho medo de ninguém! Já estou até vendo que não tem dinheiro pra pagar, então saia do meu carro! - Ele tenta abrir a porta, mas a tranca está congelada.
- Tá com algum problema aí? - Pergunto.
- O que está acontecendo? Quem é você, garota? - Ele me olha assustado.
- A pessoa que vai fazer você sentir medo! - Me aproximo. - Agora segue aquele carro! - Crio uma adaga de gelo e encosto em seu pescoço.
Não demora muito e já estamos colados no John. Vejo o carro parando e ele sai, logo entrando num tipo de galpão em um beco. Saio do taxi e o sigo.
Vou até o beco e vejo umas janelas na lateral do galpão, dando pra outro beco só que bem estreito. Um cara de moto não conseguiria passar por ali de tão estreito que é. As janelas ficam no segundo andar. Olho para os lados e não vejo ninguém, então resolvo fazer uma elevação de gelo de baixo dos meus pés me fazendo chegar até lá. Espero que não apareça ninguém, as pessoas ficariam assustadas com o tamanho do bloco de gelo.
Ao entrar, escuto John falando ao telefone. Fico abaixada, esperando acontecer algo suspeito. E eu estava certa, entram dois caras muito estranhos e começam a falar de distribuição. Presto atenção em tudo, em cada detalhe. Até que vejo John levantando de sua cadeira e indo em direção a uma sala, pega uma caixa e coloca em cima de sua mesa. O negociante a toma de sua mão.
O que tem lá dentro? Fico tentando ver o que tem nela, mas ele não a abre. Até que eu canso de ficar me escondendo.
- Posso saber o que você está acontecendo?! - Grito do segundo andar.
- Você armou pra gente? - O negociante com pernas de lata pega John pela gola da camisa e o encara.
- Eu, eu...- Ele não consegue falar de tão assustado que está.
- Oh perna de lata, eu fiz uma pergunta! O que tem aí nessa caixa? - Pergunto mais uma vez.
- Não é da sua conta! - Ele solta John e olha pra cima na minha direção.
- Me desculpa, eu sinto muito. - John se lamenta.
- Se desculpa pelo o que? - Fico sem entender.
- Por tudo que está acontecendo e pelo que vai acontecer. - Seu tom de voz muda.
- Espera! Me explica o que está rolando e eu prometo tentar entender! - Vou até as escadas, aflita com a situação.
- Não tem o que entender menina! - O que tem a perna de lata fala me olhando.
- Você armou pra gente, seu merdinha! Agora vai pagar! - O mão de lata quebra o pescoço de John sem ao menos pensar.
- NÃÃOO!!! - Eu me jogo da escada e corro na direção do assassino de John.
Não penso duas vezes, a adrenalina toma conta e jogo uma lança em seu abdômen. O de perna de lata vem correndo em minha direção, mas eu crio pontes de gelo pelo ar e deslizo por elas para ele não me alcançar.
Acerto suas pernas com uma rajada fria. Volto ao chão e ando em sua direção, te dou um chute na perna, mas ela não quebra. Como assim!? Ela está congelada, era pra quebrar! Sinto uma mão me enforcando. Merda, o cara da mão de lata não morreu!
Congelo sua mão, mas ela também não se quebra. Vou ficando sem ar, perdendo as forças. Ponho minhas mãos para trás e tento alcançar sua cabeça, mas ele desvia. Estou quase desmaiando, até que tento pela última vez o congelar, tudo é em vão. Até que me toco que transformada em gelo ele não consegue me enforcar.
Minha pele se enrijece, a temperatura despenca e minha armadura surge pra me proteger. Recupero meu ar, me soltando de suas mãos e o acertando com uma cabeçada. Viro meu corpo e acerto um soco no seu ferimento, na barriga. Ele cospe sangue e antes que caia, encosto minha mão no seu peito e faço uma lança sair da minha mão e atravessar seu coração.
-Isso foi pelo meu amigo! Você deveria ter pensado duas vezes antes de matar ele, seu filho da puta! - Enfio a lança mais fundo em seu peito com um olhar de raiva.
- Isso não vai ficar assim, eles vão saber e vão atrás de você. - Ele fala soltando sangue pela boca e dá um sorriso.
Retiro minha lança de seu peito e ele finalmente cai no chão. Estou assustada, mas o ódio que me domina é maior que tudo. Vou até o outro cara, que está com as pernas congeladas.
- Belo show... De onde saiu esse poder, menina? - Ele me pergunta.
- Eu faço as perguntas! Quem são vocês?! O que vocês queriam com o John? - O pergunto já com as mãos no seu rosto só esperando para matá-lo.
- Somos a salvação desse mundo. - Ele fala soltando um riso.
- Seu amigo ali não parece um salvador, engraçadinho! Agora, quem são vocês? É a última vez que vou perguntar! - Suas bochechas começam a congelar e o semblante dele é de dor.
- Isso dói, menina, tenho que admitir, mas não é o suficiente. Se quer tirar algo de mim vai ter que fazer melhor. - Ele me encara.
- Então tá, você que pediu. - O olho com mais ódio.
Congelo seus dedos e os quebro um por um, ele se contorce de dor, mas não fala quem são e o que queriam. Então faço vários espetos de gelo e enfio um após o outro por todo o seu corpo, em meio aos seus gemidos e ao derramar de seu sangue.
- Eu posso fazer isso a tarde toda! - Falo com a ponta do espeto beijando seu olho direito.
- PARA! Chega! Eu te conto... Eu te conto... - Ele grita de dor.
- Estou ouvindo. - Afasto o espeto de gelo dos seus olhos.
- Nosso nome é Gort, somos uma organização e estamos ajudando moradores de rua a se libertar. Estamos dando novas vidas pros jovens e...
- É nessa merda que fazem você acreditar? Matar pessoas inocentes e estragar a vidas delas?! - Me irrito e furo o seu olho.
- Porque você fez isso, sua vadia louca!? Arrrg! Por favor, eu só estou cumprindo ordens. Eu não pedi por isso... Me ouviu?! - Ele fala delirando de tanta dor.
- Pediu sim, ah pediu! Você acredita nisso? Acredita que isso que vocês estão fazendo ajuda esses jovens?! Eu já fui uma experiência e sei como é! - Digo irritada.
- Você está certa... Tem toda razão... Acreditamos nisso e vamos fazer todas as pessoas ficarem assim. Inclusive você, sua vadia. - Ele cospe na minha cara, rindo alto.
- Era melhor ter ficado quieto, homem morto! - Congelo o seu rosto, ele continua vivo, apenas não pode mais falar nem piscar, dou um soco em sua boca soltando todos os seus dentes da sua mandíbula. Ele ainda geme quando corto seu pescoço com uma espada de gelo e piso em seu crânio que se quebra como vidro.
Deixei o ódio me dominar... Meu Deus, eu matei dois homens em um dia! O que você fez Kate!? Fico me perguntando isso até a ficha cair. Eles mereceram, mataram um cara inocente, uma pessoa que ajudava os outros. Porque eles mataram o John!? O que ele estava fazendo com aquela caixa? O que tem lá dentro? Minhas perguntas e dúvidas são muitas. Me ajoelho perto do John e não consigo fazer outra coisa a não ser chorar.
- Me desculpa, me desculpa John. Tudo isso é culpa minha. Se eu não tivesse duvidado de você nada disso teria acontecido. Eu sinto muito! - Falo aos prantos.
Me levanto e vou até a caixa pra ver o que tem dentro. Quando abro tem uns frascos com um líquido azul. O que esse líquido tem pra ser tão importante pra eles? Será que é com isso que eles transformam esses jovens? Só em pensar nisso o ódio volta a me controlar. Congelo todos os frascos e taco eles na parede.
Passa um tempo e percebo que já está tarde. Minha mãe deve estar preocupada. O que vou fazer com esses corpos? Não posso fazer nada.
Essa capítulo foi babado. Espero que gostem meus amores, até o próximo. Não esqueçam de dizer o que acharam e de votar. Beijos...😙
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