Capítulo 1 - ROBIN HOOD
Dez horas em ponto, de novo. Alguns babacas pedem pra ser roubados! Fico observando de longe, todos os dias e parece que eles não têm outro horário. Assim fica fácil demais! Vejo um tiozão entrar em um caminhão, chegou a hora do show.
O caminhão, carregado de remédios, dá a partida e eu pulo do prédio e o sigo. Depois de algum tempo o seguindo, acho o lugar perfeito pra agir.
- Que merda é essa? De onde está vindo essa nevoa toda? - Ele fica assustado. - PORRA!! - Ele freia o caminhão. - Aquilo era uma garota? - fala descendo para ver o que houve.
Isso foi fácil demais, tá ficando chato já. Toda fez eles têm que descer do caminhão. Será que eles não percebem que eu quero me divertir um pouco no trabalho? Diversão faz bem...
- E aí tiozinho, tudo bem? - Falo encostada na lateral do caminhão com os braços cruzados.
- Eu que pergunto, você está bem? Quase te atropelei! - O olhar dele é de preocupado.
- Relaxa, só iria arranhar... O seu caminhão, claro. - Dou um sorriso debochado.
- Isso é sério mocinha, eu podia ter te matado. Não se brinca com isso! - ele fala meio bravo andando em minha direção.
- Já disse pra relaxar, agora chega de assunto, vou ficar com o seu caminhão. Foi um prazer, tio. - Dou de costas e vou em direção a cabine.
- Ei, o que você acha que está fazendo!? - ele pega em meu braço.
- Vou tentar ser mais específica, estou te assaltando. Agora solta o meu braço pro seu próprio bem. - O olho bem fundo.
- Que merda é essa?! - Ele olha pra sua mão que está congelando.
- Pega o ônibus, antes que perca um braço. - Puxo meu braço. - O ponto é logo ali! - Entro na cabine e ligo o caminhão como se nada tivesse acontecido.
Dirijo em direção ao Queens, onde há pessoas me esperando. Ao chegar, desligo o caminhão e desço da cabine.
- Vocês estão aqui a muito tempo? - pergunto abrindo a porta traseira.
- Não, chegamos quase agora. - Responde meu amigo, John. Ele me ajuda em tudo que faço.
- Ok, então façam uma fila pra pegar os remédios que vocês precisam, mas vou deixar bem claro, só os que vocês precisam. Isso aqui irá ajudar outras pessoas também. - Começo a distribuir os remédios.
- Está bem. - John me auxilia com a distribuição.
Depois de sair distribuindo remédios para moradores de rua, idosos, crianças e pessoas desempregadas, finalmente vou pra casa.
Eu moro com uma senhora de sessenta e cinco anos, ela me cria desde os treze anos de idade quando me encontrou na rua deitada em um papelão. Nesse dia estava nevando muito em Nova Iorque, ela ficou com pena de mim, achou que eu estava morrendo de frio. Mas na verdade eu estava amando aquele tempo.
Ela foi a primeira pessoa fora do FVE a saber dos meus poderes. Ela não me apoia muito no que eu faço, tem medo de que me peguem ou aconteça algo pior comigo. Eu entendo, mas não posso deixar essas pessoas sem ajuda. Me deram esses poderes por algum motivo, então faço o que eu acho certo.
- Boa noite mãe. - Vou até o seu quarto, a beijo na testa enquanto ela está deitada.
- Que horas é? - ela me pergunta mal conseguindo abrir os olhos.
- São... Tarde. - Digo dando um sorriso sentada ao seu lado.
- Minha filha, eu já disse que...
- Eu sei mãe, mas eu não posso deixar essas pessoas assim. Elas precisam de ajuda, a senhora não entende? - Falo abaixando a cabeça.
- Eu entendo, elas precisam de ajuda e você faz isso. Mas e quando você precisar, quem vai te ajudar? Pense nisso, por favor. - Ela pega em meu rosto.
- Eu não vou precisar. - Tiro sua mão do meu rosto e me levanto de sua cama indo para o meu quarto.
Enquanto isso no FVE
Narração - Abraham.
- Tem certeza que ele estava falando dela? - Eu o pergunto debruçado na mesa.
- Sim, senhor. Ele disse que ela tinha cabelos brancos e que sua pele era fria. - Seu tom de voz é de medo. - Ela quase transformou sua mão em gelo. - O Agente da CIA responde.
- Obrigado pela confirmação. Vou precisar da fita de gravação da vítima, ok? - Ando em sua direção estendendo minha mão para o cumprimentar.
- Está bem. Foi um prazer ajudá-lo. - Ele me cumprimenta e sai da sala.
Finalmente estamos chegando mais perto de te encontrar, Katherine. Passei minha vida toda procurando essa menina, toda vez que estamos perto de capturá-la, ela dá um jeito de desaparecer.
Espero que tenham gostado meus amores. É a minha primeira história de ficção científica. Então por favor não me julguem...kkk Espero ver vocês no próximo capítulo. Não esqueçam de comentar o que acham e votar. 😙
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