Capítulo 2
Depois de mais uma “visão”, segui para a guerrilha, já engatando minha espada e entrando em meio a uma luta tomando o adiverdsário mais forte para mim, porém, não consegui satisfazer a raiva subta que me tomou depois daquela cena em minha mente, o derrotei em poucos minutos e segui para a parte de arcos, peguei as flechas de titaneo e comecei a mirar nas árvores, acertando cada uma das flechas onde mirei, logo já havia acabado as flechas e fui obrigada a ir retirar das árvores, indo logo depois fazer meu serviço na telha; todos os dias um de nos tem de subir no telhado para colocar a telha no lugar e impedir do cast ser alagado mais uma vez, além de fazer isso, temos obrigações diárias, desde fazer a comida a limpar os banheiros dos oficias e lavar suas roupas.
Após arrumar as telhas me direcionei ao salão de entrada, um tumultuo era feito ali, mais um filho dos rebeldes chegou e estava para entrar e ser acertado por todos com pedras, como se fossem boas vindas. Não me surpreendia em nada até ali, mas ao ver somente os cabelos loiros e a pele branca, me bateu um incomodo ao ver as mãos erguidas com pedras pontudas serem direcionadas a tal, o desconforto ficou maior após ouvir seu gemido quando começou as pedradas contra ela, não sabia o porque, nem ao menos conhecia ou imaginava quem seria o novo prisioneiro, mas assim que seu corpo correu involuntariamente em minha direção, tentando fugir dos golpes pude ver seu rosto, já com alguns machucados e seus olhos azuis demerosos; frágil, a única coisa que me veio a mente, mas logo sendo substituida pela minha mente que gritava com clamor; “protege-a”, e antes mesmo de pensar ir contra, como insinto, coloquei meus braços em volta dos seus ombros e gruni de raiva por a ouvir gemer de dor e medo.
Com minhas mãos em seus ombros, todos entendem e largam as pedras no chão; minha protegida. Para todos, isso significa que estará morto e ousar ir contra ela, eu mesma nunca fiz isso antes, não via necessidade ou algo parecido, mas somente de olhar seus olhos sei que era para fazer. Fegbeir está pálido em frente a porta, parece temer por me ver perto dela, porém não me importo, o olho com os olhos cerrados para comprovar minha decisão e depois, ele mesmo manda todos voltarem aos afazeres e passa por mim, parecendo estar arrependido e temido por algo.
Sem me importar com as feições do louco comandante, pego com cuidado as mãos da garota, que ainda estava grudada a mim, e a levo com cuidado para o barracão, a seguro como se fosse fugir, mas tenho uma delicadeza nunca vista por mim antes, nunca fui amorosa, carinhosa ou algo parecido com ninguém, por isso sou conhecida como fria, calculista, ardilosa e vingativa; Adastreia. A levei diretamente para o meu quarto, mas antes, ao ver um dos Feg’s e o parei logo que chegou perto, o mandei caçar o pano mais limpo que tiver, água e uma farda de Radyer, o mesmo saiu correndo a procura do que pedi, todos sabem que aqui posso ser seu pior pesadelo. A coloco sentada em um banco quadrado de madeira perto da parede e finalmente olho verdadeira para ela; olhos azul oceano, pele clara como a cor do cristal reluzente, Jasis, lábios rosados bem fracamente, cabelos chegando a cintura com amechas castanhas. Tão diferente e tão igual a mim; sua cabeça erguida mostrava determinancia, embora claramente suas feições fossem o contrário, seu corpo tremia e embora gostasse de ver o medo que os outros tenham de mim, com ela é diferente, com ela sou diferente.
— Pode ficar tranquila, ninguém vai mexer com você, não enquanto eu estiver aqui!
Ela me olha com curiosidade, também com cuidado, seus olhos brilham ao encarar minha postura, parece saber quem sou eu, mas, ao mesmo tempo ter dúvidas.
— Como se chama?
Ela não diz nada e embora esteja com uma incrivel paciencia não sabia que possuia, até mesmo para ela, mas não consigo falar nada antes do magricela entrar se atrapalhando com as coisas que lhe pedi, peguei rapidamente e o dispachando logo em seguida, deixo as roupas penduradas na cama e volto até ela com o pequeno silindro com água e um pano nem tão sujo, me agaicho ficando de sua altura e mergulho o tecido na agua fria, gradualmente então vou passando o em seu rosto, local que mais se encontra machucado, além de alguns poucos arranhões nos braços, que manteem também pontos arroxeados.
A cada vez que molhava aquele pedaço de urdido repleto de sangue e via o líquido vermelho se misturar a água me sentia imponente, ridicula. Limpei lentamente cada ferimento, com todo cuidado que nem mesmo sabia que contia no meu consciente, me levantei e virei de costas para ela, pegando as vestes para entregar a mesma, finalmente ouvi sua voz;
— Galihr… Galihr Formang.
— Adastreia. Aghata Adastreia.
— Vingança?
- É, de origem greco-romana. Deusa da vingança e justiça. Mas outros não veem nada de justa em mim.
- Hum…
Ela olha ao redor parecendo tentar ver algo, mas parece desconfortavel.
— Aqui não é nem de longe ao que está acostumada, mas prometo não ser um inferno como são para alguns.
— E você sabe ao que estou acostumada?
Ela me olha com um sorriso desdenhoso nos labios, uma sombrancelha arqueada e os olhos brilhando, como se estivesse em uma brincadeira incrivel e, por mais que nunca tenha deixado alguém me desafiar ou zombar assim de mim, não me senti irritada e nem ao menos chateada, até com um sorriso prazenteiro nos meus labios respondi com divertimento;
— “Das cenas de um desconhecido, siga pelas pedras que lhe direi o caminho, por onde andastes e por aonde irá.”
— Livro das escuras lumes!
— Alguém aqui sabe ler…
— Hey, para sua informação adoro livros, ok? Mas vendo, alguém aqui também sabe dizer além de sim senhor e não senhor…
— Está me chamando de burra na minha frente?
Embora para alguém de fora que visse apostaria que acertaria ela com minha espada neste mesmo instante, porém, os sorrisos em ambos os lábios mostravam outra coisa, que somente nós duas entenderiamos, mesmo não entendendo.
— Vista! — disse jogando as vestes para ela e ficando ereta e confiante em sua frente. — Aqui é totalmente diferente de qualquer lugar que você já tenha passado. As regras são simples e claras. Não confie em ninguém, não olhe nos olhos de ninguém a não ser que esteja totalmente certa do que vai fazer, se não vai morrer. Aqui não se confia nem na própria sombra, durma com os dois olhos abertos! Você tem minha proteção, mas isso não significa que não tentaram te atingir, então para ficar mais facil; vá onde vou, fique onde eu ficar, coma o que eu comer, vire minha sombra se necessário, mas se você por algum acaso for pega ou se afastar de mim, se esconda, não demonstre medo, fique firme que vou te achar, tudo bem?
— Então… se você for ao banheiro também vou ter que ir?
Mesmo vendo um pouco de graça em sua fala, não pude evitar suspirar pesado, aqui não é lugar para ela;
— Sim, não sai do meu lado por nada, não entre em nenhum lugar que eu não deixe, não ouça ninguém além de mim. Aqui é cada um por si e um contra todos, ouviu?
Ela balançou a cabeça em afirmancia enquanto terminava de amarrar as botas da farda, sua pele ficava totalmente brilhante contra as cores mortas do uniforme.
— Quantos anos você tem?
— 15 anos. E você?
— 18. Mais uma coisa; em hiposete alguma tire essa farda, se a tirar e ficar exposta aos outros estava indefesa, estará morta e eu não poderei fazer nada!
— Certo, tá bom…
- Hum… Você conheceu seus pais, não é?
— Sim. — ela abaixou a cabeça, mas a impedi e com o polegar e o indicador o engui novamente. — Não abaixe a cabeça, nem mesmo para mim. Tudo, tudo o que você viu do lado de fora daqui a; o que você acredita, o que aprendeu não vale de nada neste local. Aqui dentro entre eles e nós não a regra, vive o mais forte. Esqueça tudo e vai sobreviver.
Embora nunca tenha pensado nisso, após ver seu jeito, o brilho nos seus olhos, não consigo pensar em outra coisa a não ser que tenho que tira-la daqui e mante-la longe, protegida.
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