Quatro - A garota mais legal do mundo. Parte 1

Havia algo sobre o modo como o campo de futebol parecia acender um fogo dentro dela. Lauren não sabia descrever exatamente como era. Talvez fosse a maneira que ela se sentia livre e viva. Correndo pela extensão verde, deixando a relva arenosa lamber suas chuteiras como se fossem as patas de um animal indomável.

Desde os oitos anos que futebol era sua vida, no início era apenas uma maneira de irritar os garotos da sua turma, era maravilhoso ir deixando os um a um para trás enquanto eles repetiam que ela era "só uma garota sortuda", entregando a sua habilidade acima da media ao acaso, afinal, garotos nasceram pra sonhar com salários altíssimos de jogadores de futebol e meninas para serem suas esposas.

Mas não era só vontade de se provar, qualquer olho mais atento perceberia que em Lauren havia algo de diferente. Suas pernas pálidas torneadas moviam-se numa velocidade grande. Sempre parecendo mover-se um segundo a mais que todos em campo. E no futebol um segundo a mais faz muita diferença, sua visão de jogo impressionava e o chute potente com a perna esquerda diferia ela da maioria. Lauren era uma máquina, sempre a primeira a entrar em campo e a última a sair. Era por isso que tão cedo ela já dava suas corridas em volta do enorme campo de futebol de AM.

— Lauren! – O comprimento de Alycia foi rapidamente transformado em um hi-five quando a prima parou do seu lado.

Ambas vestiam uma blusa apertada com o mascote da equipe, uma loba prateada.

O som do high-five das primas trouxe a atenção do resto da equipe, os amigos mais próximos de Alycia, que lentamente se tornavam a nova família de Lauren.

— Ei! – Normani Kordei, sua melhor meio campo correu até elas com o suor escorrendo pela testa.

Ela passou as mãos pelos cabelos cacheados, que emolduravam um bonito rosto de feição em harmonia.

— Seja bem-vinda, ver você aqui é como um sonho se transformando realidade.

— Está flertando com a Lauren, Mani? – Alycia claramente zombou da amiga. – Ter Dinah Jane não é o suficiente pra você? Eu teria medo dos delinquentes. Eles vão vir te caçar.

— Cale-se, Alycia. – Normani rosnou, empurrando a colega pelo ombro. – não de ouvidos a ela, Lauren.

As sobrancelhas escupidas de Lauren se franziram e a curiosidade beliscou seu estômago. Lembrou de Lucy ter comentado algo no almoço do dia anterior, mas ela estava muito mais preocupada em não prestar atenção na latina de olhos viciantes, que não deu muita importância ao que a namorada dizia ao seu ouvido.

— Delinquentes? – Repetiu, insegura.

— É o grupo de amigos da minha namorada.

— Somente a turminha mais popular em toda Alexander Maximus. – Alycia riu do que disse piscando os olhos pra Normani – Realmente é um grupo de matar...

— Isso você entende muito bem. – Kordei devolveu ácida.

— Mas é você que está comendo Dinah Jane.

-Ok, eu não estou comendo ninguém. – Normani revirou os olhos. – E não use esse termo, parece que eu sou algum tipo de canibal. Estamos namorando, eu estou apaixonada, você deveria tentar.

— Não, eu estou bem assim. – Os olhos de Lauren se estreitaram.

— Espero que estejam pegando leve. – Insinuou. – Não quero que nosso time passe vergonha na estreia.

— E você e a Lucy estão? – Alycia rebateu, fingindo alongar a coluna. – Pelos gemidos que eu ouço do meu quarto eu acho que não.

Lauren desviou o olhar momentaneamente disfarçando as bochechas rubras, pra então voltar ao seu tom inabalável de sempre.

— Isso é diferente. Eu sou a capitã, e eu me cuido. – Ela acrescentou com um sorriso.

Alycia já estava de pé, combinando o sorriso de Lauren com um dos seus.

— Querida, você pode ser a capitã, mas eu sou sua prima mais velha. O que vai fazer?

— Voltas. Quatro delas. – Lauren sorriu quando pronunciou a ordem. – Pra ver se aprende a ficar com a língua dentro da boca.

— Se eu ficar com a língua dentro da boca, isso sim causaria uma revolução mundial.

Lauren revirou os olhos.

— Dez voltas.

O sino da escola tocou, sinalizando o final do dia, e o início das práticas após a escola. Os olhos de Lauren procuraram imediatamente a entrada do campo, onde vários alunos começaram a chegar por várias razões, muitos deles apenas para ver as novas equipes treinando pela primeira vez.

— Ele estará aqui. – Alycia assegurou, percebendo que Lauren aguardava Mike entrar. – É fofo ver você interagindo com crianças. Principalmente com ele.

Lauren sorriu, movendo suas mãos para cima em seus cachos castanhos para amarrá-los habilmente em um coque, usando o elástico preto que passou o dia todo no seu pulso.

—Eu estou preocupada com ele, os primeiros dias em uma nova escola podem ser aterrorizantes e bem... – Ela parou um momento, percebendo muitos olhos nela enquanto os estudantes sentavam nas arquibancadas, vindos de vários lados. – Difíceis.

—Você precisa relaxar. O Mike sabe se virar muito bem, ele até fez amigos.

—Eu sei, eu tou tão aliviada por isso. – Seus olhos rodearam o campo – Quanta gente.

—São seus fãs. – Alycia sorriu. – Vamos começar os exercícios?

Lauren e Normani sorriram uma para a outra, o fogo vicioso e competitivo em sua troca de olhares.

—Vou mostrar porque além de ser a prima mais bonita, também sou melhor que as duas.

—Em seus sonhos. – Lauren murmurou antes de começar a correr. 

Mike estava pensando seriamente em passear nas arquibancadas, só para ter o que fazer. Assistir a sua irmã e sua prima enfrentando uma a outra foi só divertido por certo tempo, e ele não tinha paciência para treinamentos. Jogos reais contra adversários reais eram muito mais interessantes, mas Lauren era sua carona e, portanto, ficou preso esperando ela treinar até a noite.

As arquibancadas estavam relativamente vazias, a maioria dos curiosos tinham ido embora no fim dos treinamentos regulares. Apenas o time de futebol feminino ainda ocupava o campo. Lauren não dava mole mesmo.

Uma garota com tranças castanhas estava assistindo o treino muito perto da frente, olhos gravando cada movimento dos jogadores feitos e às pressas, anotando no que ele supunha ser o caderno de notas dela. Era como se ela estudasse-os bastante, poderia de alguma maneira absorver suas habilidades. Ele lembrava-se de vê-la na sua aula de história, seu nome era Tris, se ele lembrava corretamente.

A bela garota latina de antes estava descansando no topo das arquibancadas com um cara nada legal. Ela provavelmente odiava futebol. Do seu lado uma garota de cabelos loiros vestida com os uniformes das lideres de torcida mantinha sua atenção grudada no treinamento. Lembrava vagamente de ter visto se beijando com Normani Kordei. O nome da loira repousava na ponta da língua, mas não conseguia lembrar.

Seu telefone lhe divertiu por um tempo, enquanto ele vagava pelas profundezas escuras do tumblr. Ele deveria estar começando a fazer sua lição de casa de matemática, que olhava diretamente para sua alma dentro da mochila. Poderia começar a fazer naquele momento, mas a chance dele chorar quando começasse a ver os cálculos do qual não entendia nada fizeram desistir. Só iria se afundar naquela nuvem de sangue e lágrimas quando chegasse à casa dos tios.

No geral, ele estava adorando Alexander Maximus.

Distraidamente, Mike juntou-se ao refrão da música que saia dos seus fones, mexendo os pés tentando acompanhar a batida. Era um sucesso pop que Alycia tinha apresentado pra ele, e desde então ele estava apaixonado. De verdade, eram as cinco garotas mais bonita que ele já tinha visto e certamente estava obcecado pelas duas cantoras latinas que tinham uma química incrível. Ficou realmente triste quando Alycia lhe contou que elas agora um quarteto.

"You don't gotta go to work, work, work, work, work"

—Ora, ora rapazes, olhe o que temos aqui, uma pequena fada sozinha, cantando para si mesmo.

Os olhos castanhos do rapaz se abriram bruscamente, e Mike endireitou-se imediatamente, ele gemeu silenciosamente enquanto via o trio aproximando-se dele. Alycia tinha mencionado que era comuns alunos mais velhos andarem ao redor do campo ao final dos treinos, zombando e geralmente sendo idiotas, ela deixou claro pra ele manter distância.

O líder do grupo era um garoto da cara feia com cabelo castanho desarrumado que provavelmente foi feito pra tentar dar uma cara melhor ao seu dono, mas que apenas enfatizou sua estrutura óssea horrível.

—Serio caras? Vocês são os valentões estereotipados que escolhem pessoas inocentes como eu pra expurgar suas frustrações? – Mike já havia ouvido em inúmeras ocasiões que sua boca iria colocá-lo em apuros, mas ele nunca tinha levado desaforo pra casa e não seria naquele momento. Talvez ele fosse mais parecido com sua irmã mais velha do que parecia.

—Peguem ele. – O garoto que Michael agora já tinha reconhecido com Dax Mulligan, zombou fazendo sinal para seus dois lacaios.

Mike suspirou quando se sentiu erguido das arquibancadas por dois fortes pares de mãos, puxando-o com força para a parte atrás dos degraus metálicos. Ele virou a cabeça enquanto estava sendo arrastados, os olhos castanhos frenéticos tentando fazer contato visual com os verdes do outro lado do campo, em uma súplica silenciosa por ajuda.

Uma vez que chegaram a uma área mais isolada, Dax fez sinal para que seus companheiros afastarem-se, e levantou Mike com os seus punhos fechados, zombando muito perto do rosto do garoto.

—Ah, Dax, se quisesse ficar sozinho comigo, poderia ter pedido. Mas eu sugiro balas de hortelã antes de tentar um encontro, seu hálito não está muito beijavel.

Mike sabia que devia se calar, mas ver o rosto do valentão de branco acinzentado a vermelho-escuro e púrpuro profundo foi um bom espetáculo.

—Por que você não cala essa boca seu via-

—Eu consideraria cuidadosamente essas palavras antes que elas deixem sua boca, Mulligan. –  Bem, essa certamente não era voz da pessoa que Mike esperava aparecer em seu socorro, embora pudesse ouvir a voz de Lauren e murmúrios de raiva à distância, e seus olhos se arregalaram enquanto ele contemplava seu salvador, o anjo de cabelo castanho de antes, cujo nome ele ainda não conseguia lembrar.

—Fique fora disso, Cabello,  – o valentão ordenou, virando a cabeça para a garota.

—Apenas solte a criança e saia daqui, – ela respondeu, cruzando os braços sobre o peito, de uma maneira autoritária que não condizia com seu corpo pequeno e magro. 

 —Você não me da ordens, Cabello. – Ele cuspiu seu nome como se fosse um insulto de algum tipo – Você deveria se lembrar do seu lugar, de preferência debaixo de mim. Na minha cama, implorando pelo meu pau americano, não é pra isso que sua gente latina imunda invade o meu pa-

O que quer que ele fosse dizer foi cortado pela menina. Camila rapidamente ergueu seu punho e bateu no garoto valentão diretamente na garganta, Mike sorriu com a maneira que ele caiu pra trás ganindo. E então ele percebeu os olhos arregalados de sua irmã a vários metros atrás da latina.

—Me desculpe, você pode repetir isso? No sé si te escuché correctamente. –  O sotaque forte de sua primeira língua gotejava em diversão em vê-lo rolar de dor. – Cuzão!

Ela era.

A garota mais legal do MUNDO!

A "luta" acabou sem nem começar. O soco de Camila foi preciso, limpo e eficiente. Assim como Alejandro a ensinara. Dax caiu de costas no chão, contorcendo-se com suas próprias mãos agarradas na sua garganta. Ele engasgou, tossiu e gaguejou quando os olhos de Mike se arregalaram, vendo a cena acontecer diante dele. Quando os dois valentões perceberam que Lauren estava ali, fugiram rapidamente.

—Ei... - Camila o cutucou com a ponta de suas botas estilosas. - Você vai respirar melhor se parar de lutar. - Não tendo resposta ela deu de ombros. - Não é uma perda enorme se você não fizer.

Virou-se e levantou o garoto menor pelos ombros, tentando ignorar Dax se queixando sobre o quanto doía. O rapazinho sorriu, mostrando as covinhas em suas bochechas.

—Você está bem? – Milla perguntou, com o tom de voz mais ameno, quando viu o sorriso do menino ela retribuiu. Ele era adorável, definitivamente um novato. Seus olhos estavam arregalados para Camila, como se ela fosse um milagre.

—Eu... Sim, sim! – O garoto acenou com a cabeça entusiasticamente. – Obrigado por... socá-lo na garganta. – Mike simulou um soquinho no ar.

—É um prazer. – Camila fingiu uma pequena reverência que fez o garoto rir.

—Posso... Saber o nome do minha heroína? – Perguntou Mike, com as bochechas cor-de-rosa, Camila sorriu mais um pouquinho.

—Camila Cabello. –Ela respondeu.

Mike sorriu, estendendo a mão para ela.

—Sou Michael Jauregui. Calouro e aparentemente a donzela em perigo. – Camila não conseguir dissimular a surpresa por ouvir aquele sobrenome. Agora sua mente começava a procurar semelhanças entre o rapazinho e a arrogante capitã do time de futebol.

—Michael. – Ela repetiu, acenando com a cabeça. – Vou me lembrar disso.

—No caso de eu precisar de mais ajuda? – Mike brincou, tirando um meio sorriso da morena, até que ela congelou e seu sorriso foi morrendo, acompanhando seus olhos.

Camila se endureceu, as mãos foram caindo para o lado.

Lauren Jauregui estava parada a alguns metros atrás de Mike de braços cruzados. Camila não pode deixar de notar em como ela estava deslumbrante, sua camisa preta ajustada, com os braços tonificados revelados sob a fina camisa térmica. O cabelo arrumado em um coque malfeito permitiu Camila ver mais de seu rosto.

Umas pequenas pintas marrons, que surgiam em seu rosto, aqui e ali. Julgou se apaixonar pelas sardas quase invisíveis sobre seu nariz, salpicando um pouco da pele debaixo dos olhos.

Lauren abriu lentamente os lábios grossos, e Camila sentiu-se infinitamente curiosa para ouvir o que ela tinha a dizer, porém um grito agudo interrompeu o momento.

—Camila Cabello!

Uh oh.

Camila conhecia aquela voz, aquele tom e aquela raiva. Inferno, ela provavelmente ouviria aquela voz no seu juízo final.

Os olhos de Lauren se arregalaram quando ela viu uma loira mais velha, com vários traços faciais que lembravam Camila, ajoelhada ao lado de Dax, ainda me posição fetal, provavelmente enviada por um dos amigos do valentão.

—Ela bateu em mim, Dra Cabello. – Dax sibilou, murmurando. – Na garganta

Sinuhe olhou para ele e depois para a filha.

—Sim, Dax, eu já sei de tudo. Venha, vamos pegar você. – Ela fez um gesto atrás dela. Seu assistente, Jackson Smith, deu um passo à frente, inclinando-se para ajudar Dax. Sinu acenou para ele, murmurando:

—Basta levá-lo ao meu escritório. Eu quero ter certeza que ele não está ferido, e então vamos tirá-lo daqui.

—Sim, Dra Cabello. – Jackson assentiu, e começou a ajudar Dax afastando-se. Camila revirou os olhos. Obvio que ele podia caminhar sozinho, era tudo para valorizar seu real estado, Dax estava apenas morrendo de vontade de colocá-la em apuros.

—Camila. – Sinu se levantou, colocando as mãos nos quadris, com a voz severa. – Um soco? Você está brincando comigo?

Camila olhou para Mike, e depois para Lauren, antes de olhar pra sua mãe. Ela não queria machucar o ego de Mike, sem saber como ele reagiria a ela admitindo que o salvara. Garotos normalmente têm egos muito frágeis.

—Ele estava fazendo comentários sexualmente inadequados, mama. – Camila encolheu os ombros, decidindo por alguma razão idiota lhe dar essa justificativa vazia.

Talvez fosse a presença de Lauren que deixava nervosa. A jogadora estava acompanhando cada movimento seu.

—Camila! - Sinuhe estremeceu, avançando ameaçadoramente. –Eu...você quer que eu volte a trabalhar no hospital é isso?

— No, yo... Mama, podemos terminar esa conversación en casa?

Tentou usar seu idioma nativo pra que a vergonha fosse atenuada, rezando pra Lauren ou Mike não entenderem. Mas sua mãe a cortou.

—Você vai para a detenção, como qualquer outro estudante.

A boca de Camila caiu.

—Detenção? O quê?! Mama, eu nunca...

—Camila. - O tom de Sinu era firme. – Eu preciso ser imparcial. Eu não o ouvi dizer nada, infelizmente, mas é claro que você o machucou. Regras são regras.

Camila sacudiu a cabeça, descrente, mordendo o lábio para não dizer nada desagradável e estragar ainda mais tudo.

—Vamos. – Sinu sacudiu a cabeça. – Você pode limpar o meu escritório.

Os olhos de Camila se estreitaram, mas ela não disse nada, virando-se para Mike que estava em um silêncio atordoado.

—Você está bem, certo? – Sua voz era gentil, e ela chegou até a dar um sorriso. – Eu te vejo por aí.

Mike assentiu com um gesto de remorso.

—OK. Desculpe Camila... Se quiser eu posso-

Camila sacudiu a cabeça.

—Não se preocupe. Eu bati no cara. – Ela encolheu os ombros, piscando para Mike, e então deu um breve olhar pra Lauren que parecia novamente prestes a dizer alguma coisa. – Regras são regras.

Ela acenou uma última vez seguindo sua mãe.

Lauren virou-se para Mike quando mãe e filha estavam fora de alcance.

— Você está bem? –Na sua voz a preocupação gotejava. Mike assentiu surpreendentemente com bom humor.

—Sim. - Ele sorriu e seus olhos castanhos opostos aos de sua irmã arregalaram-se de excitação. – Você precisava ter visto Laur. Ela o derrubou totalmente. Foi incrível. Eu acho... eu acho que ela poderia até ser capaz de te derrubar.

—Improvável.

Os dois irmãos pararam lado a lado pra ver a distante silhueta de Camila se afastando. E um ouviu o suspiro do outro.

—Ela parece ser incrível, não é?

Lauren mordeu os lábios, ainda observando Camila lentamente sumir junto com a escuridão. Sim, ela parecia. O acaso continuava mantendo as duas atreladas em eventos bizarros desde o primeiro dia. Parecia algo que só acontece em filmes, ou destino.

—  Ela é tão legal. –Repetiu Mike sem se conter. –Você ouviu o seu sotaque?

—Acho que alguém arrumou um crush. –Lauren zombou do irmão sentido ela própria a sensação de ter um crush, seja lá o que isso significasse.

—Ah para. – Mike lhe respondeu com um soquinho no ombro. – Ela não está interessada em moleques magrelos, mas já em você...

—Michael... eu tenho namorada.

— E se não tivesse?

—Eu não sei. Quer dizer... Ela é obviamente bonita e muito altruísta, mas obviamente ela me odeia, esqueça isso para o bem da vida da sua irmã. Se Lucy souber de algo assim ela me mata.

—Eu acho ela bem mais legal que a Lucy.

—Você acabou de conhece-la seu pequeno traidor. – Lauren fingiu-se de ofendida.

Jauregui bagunçou os fios rebeldes do irmão o provocando, com um sentimento crescente em seu peito. Camila provavelmente tomaria um castigo pesado. Se ela pudesse fazer algo...

—Mike –Lauren voltou-se para seu irmão, colocando as mãos em seus ombros – Vá encontrar Alycia e fique com ela.

Michael franziu as sobrancelhas.

—O quê? Por quê?

—Eu vou enfrentar a Dra Cabello. Você fica com Alicia, ela vai ficar de olho em você.

—Laur, eu tenho quatorze anos! Não preciso de ninguém tomando conta de mim. – Então o rapazinho percebeu que tinha sido quase... Bem, ele não estava realmente certo do que ia acontecer, mas Dax provavelmente não planejava nada legal. – Ok. Tudo bem.

Lauren piscou para ele, seu lado mais sentimental mostrando-se novamente.

—Parece que eu deixei ser sua heroína favorita. – Michael sorriu para sua irmã.

—Você sempre será minha heroína favorita. Você é minha khaleese de Nova Jersey.

Lauren sorriu, ela aceitaria ser qualquer coisa para o irmão.

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