CAPÍTULO VII - TÃO PERTO E AO MESMO TEMPO TÃO LONGE
Sergio na foto e segue capítulo.
* Sem revisão.
BENJAMIN
Quando Sergio ligou jamais imaginei que ela estaria aqui minha Maria havia anos que não nos víamos, mas seu rosto era o mesmo delicado, os lábios generosos os cabelos mais lindos do mundo queria toca-la minha mão formigava de vontade de acaricias-la como se entendesse se retraiu puxei minha mão não sabia por que tinha voltado nessa casa que tanto trás más lembranças para nós.
- Maria o que faz aqui? Não entendo?
- Benjamin, preciso conversar contigo, por favor, e urgente aceite me receber. – Sua voz denotava desespero era inegável que ela necessitava de algo.
- Claro Maria eu nunca me negaria conversar. Vamos ao meu escritório lá poderemos falar a sós.
Assim que indiquei o caminho vi Estela se aproximando com seu gingado jogando seus cabelos.
- Querido quem são essas mulheres? É tarde estão atrapalhando nosso jantar. – Droga havia me esquecido dela.
- Volte a mesa termine o jantar com os meninos eu vou conversar coma a mi digo a Maria. – Tentei despachá-la aquela situação deixava a Maria desconfortável para ter vindo aqui deve ser algo serio.
Estela a olhou de cima a baixo e torceu o nariz em um gesto claro de desprezo e resolveu destilar um pouco de veneno Maria olhava de lado não querendo encara-la.
- O que elas querem? Caridade? Detesto essa gente que não sabe que horas vir à casa das pessoas. – Não aguentei, chega.
- Estela não vou repetir, volte para sala e fique lá daqui a pouco falo com você.
Vi que Maria se aprumou algo nela despertou, lembrando- me a garota altiva que sempre amei.
- Não viemos aqui atrás de caridade senhora, não precisamos disso, vim aqui por que preciso falar com Benjamin a sós e agora nos de licença. - Estela abriu a boca como se não acreditasse no que acabou de ouvir.
- Sua petulante, atrevida quem pensa que é para chegar assim, Benjamin vai deixar falar assim comigo? - Eu ia? Claro que ia.
- Senhora está na sua casa, mas eu vou falar com seu marido! Benjamin, vamos. – Saiu rebolando na minha frente mandando na minha casa e na minha vida.
No escritório ficou olhando as estantes, as fotos dos meus, filhos visivelmente incomodada em estar ali não podia culpa-la eu mesmo me sentia assim.
- Eu não consigo imaginar o motivo de ter me procurado depois de tantos anos. – Indaguei, minhas mãos ansiavam por toca-la como eu queria abraça-la e alisar seus cabelos, Maria estava ali a meio metro de mim e ao mesmo tempo tão longe.
- Essa casa não mudou nada continua fria, não é uma casa de família deveria tirar todos daqui esse lugar é toxico. – Ouvi o que disse era hora de saber realmente o porque de sua visita.
- Creio que não veio aqui para me dar concelhos, precisa de algo dinheiro, um favor. – Precisava tentar entende-la.
- Tudo para vocês sempre foi dinheiro eu não vim por isso vim falar do passado Benjamin não do dia que eu e minha família fomos escorraçados daqui, mas depois dos dias que se seguiram. Das consequências que arquei sozinha. – Prestei atenção em tudo o que ela dizia quais seriam essas consequências?
- Eu tive uma filha Benjamin. – Continuei sem entender eu sabia que ela tinha uma filha, um marido vendo minha confusão ela esclareceu. – Nos tivemos uma filha Benjamin depois daquele dia eu descobri a gravidez.
Passei as mãos pela cabeça uma filha, tivemos uma filha eu sempre quis filhos com essa mulher eu teria tido muitos se não tivéssemos sido separados eu não cabia em mim de tanta felicidade, queria abraçar beijar sair correndo e gritando e ao mesmo tempo a realidade me abatia quantos anos minha filha tinha, quantos anos eu perdi? O que eu perdi?
- Cadê ela? Onde ela está? Quero vê-la, com quem ela se parece eu quero assumi-la conhece-la. – Maria começou a chorar alguma coisa estava muito errada.
- A minha filha está em um hospital ela foi esfaqueada pelo ex namorado perdeu muito sangue um sangue raro, seu sangue Benjamin talvez ela precise de um transplante de fígado eu não posso doar não sou compatível, tem que ser você por favor eu imploro, me ajuda e ajuda a minha Pietra.
O apelo desesperado me tocou e incomodou ao mesmo tempo Maria repetia minha filha e não nossa filha apesar do incomodo não podia culpa-la eu nem sabia da existência da Pietra não resistir encurtei a distancia que nós separava a abracei ela não resistiu e retribuiu o gesto a abraçar e senti-la era muito bom, queria aplacar sua dor. O momento durou pouco Maria se libertou.
- Eu não vim aqui te abraçar e sim pedir sua ajuda e então? – Ela ainda pensava o pior de mim jamais negaria ajudar.
- É logico que vou ajudar minha filha Maria se Deus quiser ela vai se recuperar e ainda vamos ter um relacionamento como se deve ser. - Maria limpou as lagrimas e endureceu o semblante.
- Pietra precisa do seu sangue ela já teve um pai esse se chamava Estevão e foi ótimo para ela. – O ciúme me consumiu mesmo entendendo que assim com eu Maria seguiu em frente
- Agradeço a ele por ter cuidado dela e de você, mas é minha filha e se ela quiser ser ao menos minha amiga acredite vamos ser gostando ou não. Vamos? – Não dei tempo para que ela retrucasse.
Assim que chegamos a sala me deparei com Sergio segurando com dificuldade a sua acompanhante, uma mulher negra, alta e muito bonita enquanto meu filho Bernardo segurava sua mãe que fazia um escândalo.
- Sua vagabunda quem pensa que é para me maltratar na minha casa essa gente de cor não sabe se portar. – Era só o que faltava minha esposa cometendo o crime de racismo.
- Eu vou te processar, vou chamar a policia racismo é crime sua madame fútil, mimada. – Respondia a acompanhante de Sergio.
- Chega as duas, Sergio solta a moça não sei seu nome não fomos ainda apresentados senhorita. – A moça se desvencilhou do abraço e se acalmou um pouco.
- Lucia, amiga da Ângela e promotora de justiça está ouvindo senhora eu sei os meus direitos e reitero a senhora cometeu um crime. – Levantei a mão para que ela parasse e olhei para Sergio inquisitivamente.
- Eu sei disso Lucia, mas agora não é momento para isso depois se quiser processa- lá por mim tudo bem sou completamente contra o racismo porém precisamos ir – A moça concordou e se aprumou para sairmos.
- Ir aonde Benjamim? Não vai sair com essas mulheres é meu marido. – Me virei para o Bernardo.
- Leva a sua mãe lá para cima e fica a postos até eu te ligar.
Ignorei Estela e sai a deixando incrédula e histérica peguei Maria pelo braço para que me acompanhasse, a guiei para o meu carro um Mercedes pouco dirijo mas já era tarde para importunar um motorista.
- Eu vim com Sergio e vou voltar com ele. – Maria estava me desafiando.
- Não, não vai, entra no carro temos muito a conversar. - Não deixei margem para questionamentos, chega de pirraças.
Ela desvencilhou-se do meu braço e entrou no carro com a cara feia ficou olhando o lado de fora quando nos afastamos um pouco criei coragem para puchar o assunto.
- E então como Pietra é ? Perguntei queria muito saber como era minha filha mais velha.
Maria sorri de uma forma triste e melancólica e difícil o que está passando mal descobri que tenho mais uma filha e já me sinto péssimo.
- Maravilhosa – respondeu – Trabalhadora, honesta, divertida, só caiu na conversa de um otário e quando quis se livrar o imbecil a machucou.
Que este imbecil não apareça nunca não quero ser acusado de assassinato porque definitivamente vou dar um sumiço nele. Chegamos ao hospital um excelente por sinal, bem caro quem será que está pagando por ele ouvimos o medico sobre o estado de saúde da Pietra que estava estável, fiz todos os procedimentos para doar o sangue Sergio foi comigo. Maria ficou tentando convencer ao médico para tentar convence-lo a deixa-la ver a filha nem que fosse por um minuto eu queria vê-la também.
- Quem esta pagando pelo hospital Sergio? – Um hospital desse exigia bastante dinheiro não sei se Maria podia arcar com os gastos logico eu assumiria.
- Ângela pode pagar Benjamin ela é uma empresária muito bem sucedida não movimenta bilhões como a sua empresa, mas suas confeitarias dão um bom lucro. Eu nunca sequer imaginei que a Ângela fosse a sua Maria Ângela, quando eu disse que te representaria eu notei muito interesse da Lucia porem jamais imaginei que fosse isso a filha da mãe me enganou direitinho.
Realmente elas passaram a perna no grande Sergio o super advogado, o homem foi feito de besta se não fosse pela situação eu morreria de rir da cara dele.
- Não conhecia a Maria Sergio? Lucia nunca os apresentou? – Queria entender a natureza desse relacionamento.
- Eu fui a casa dela com Lucia uma ou duas vezes cheguei a conhecer o falecido marido como era o nome mesmo? Estevão. - Está aí um assunto que interessa.
- É como era esse marido? – Era estranho perguntar, mas não contive minha curiosidade.
- Parecia ser um bom sujeito, bom pai eles eram uma família muito harmoniosa eu só estive lá duas vezes não da para dizer ao certo. Como já disse eu e Lucia não somos um casal convencional.
O medico nós chamou a transfusão tinha sido um sucesso mas o pior não havia passado Pietra iria precisar de um transplante de fígado, o medico pediu que me preparasse, comecei a passar por uma bateria de exames tinha providências a tomar liguei para o Bruno.
- Bruno presta bastante atenção, eu vou doar uma parte do meu fígado para uma pessoa muito especial, amanhã você é o Sergio tocam tudo na empresa não sei quando volto. Estou no mesmo hospital que sua prima me mantenha informado de tudo.
- Pai quem é essa pessoa, a mãe está aqui incontrolável, quebrando tudo ela está louca. – Imagino a cena. – Que ela faça o que quiser, só diz que não sei quando vou voltar e quando isso acontecer eu converso com ela e esclareço o que ela quiser entendeu? Meu filho amanhã eu preciso que esteja n empresa entendido?
Bruno assentiu, ele é muito ajuizado sei que posso contar com ele nessa hora tão difícil.
- Eu ouvi sua voz aqui pensei que estivesse delirando. – Me virei e deparei-me com Clara esqueci que era o mesmo hospital que minha sobrinha estava.
- Clara que bom te ver. – Dei um abraço apertado nela. – Como Cecilia está? - Queria muito saber, Receber uma noticia boa para variar.
- Bem fisicamente, o que não posso de dizer do psicológico dela. Ela vai receber alta logo só ficamos porque o psiquiatra queria acompanha-la mais um pouco. Agora eu não entendo o que faz aqui?
Ia dizer de uma vez quem sabe eu também não me acostumo com tudo que de repente me aconteceu.
- Tenho uma filha ela se chama Pietra, a mãe é a Maria Ângela a tivemos com dezessete anos, hoje ela é uma adulta e acabou sendo esfaqueada por um namorado ciumento e possessivo, perdeu muito sangue que inclusive eu doei esse bendito sangue raro da nossa familia e vou doar uma parte do meu fígado a ela.
Clara fez cara de espanto aposto que imagina que eu tenha ficado louco eu mesmo penso que estou.
- Bem, se isso é uma piada é de péssimo gosto. – Clara falou delicadamente como é seu modo de ser.
- Não é brincadeira eu tive uma filha com a Maria.
- Eu não sei se te dou parabéns ou se fico com pena pelo tempo que perdeu com sua filha é com a própria Maria que sempre foi seu grande amor, e se não fosse por esse maldito sangue estariam juntos e felizes. Inclusive ela herdou o sangue raro da família graças a Deus Arthur e Cecilia não o tem, só não sei se isso é bom ou ruim eles terem puxado o sangue do calhorda. Sempre gostei da Maria eu era muito pequena, mas eu lembro como te fazia bem o namoro quem sabe vocês não têm uma nova chance.
Tinha pena da minha irmã queria que ao menos seu casamento tivesse sido bem sucedido uma romântica incurável achando que eu possa voltar com a Maria não posso mentir seria meu maior sonho, nós despedimos desejando sorte um aos outro continuei meus exames, descansei os médicos queriam fazer logo o transplante em menos de vinte e quatro horas minha filha passaria por duas cirurgias não era justo. Assim que amanheceu fomos para a sala de operação vi minha filha tão linda e tão indefesa, fiz um carinho em seu rosto é uma promessa que nada de ruim lhe aconteceria que daria minha vida, meu sangue para protegê-la e por mais que Maria não gostasse agora eu estava aqui para as duas. Minha filha tem um pai e de agora em diante eu seria presente na vida delas.
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