CAPÍTULO V - Consequências



Capítulo sem revisão


Benjamin

- Cinquenta milhões, é o valor da multa que a justiça estipulou para a construtora é muito dinheiro temos que recorrer. – Estava exasperado, somada a multa com o rombo no capital perderíamos mais dinheiro que imaginava.

Sergio se tornou meu homem de confiança seu Mario queria fechar a empresa no Brasil, fui contra, pois seriam empregos perdidos e sonhos perdidos tinha que haver outro jeito.

- Estou trabalhando nisso Benjamin vou impetrar vários recursos sua empresa já estará estabilizada quando tiver que pagar a multa. – Sergio era um excelente profissional com certeza teria uma carta na manga e infelizmente nossa justiça falha como era o ajudaria. – Como está sua sobrinha? Soube do acidente.

Acidente? Era assim que se chamava quando uma garota de treze anos tenta suicídio? Graças a Deus Bianca entrou no quarto e encontrou a prima desacordada, quando tudo estourou e descobriu que o pai deles era um ladrão foi péssimo para os dois. Arthur já sabia ele presenciou as amantes em casa e as agressões contra a mãe, Cecilia não por ser muito nova foi protegida de tudo até o momento que um dos colegas de classe zombou dela dizendo que logo o Carlo seria preso e que ela era filha de um bandido.

- Minha sobrinha está bem Clara está com ela, minha filha Bianca está dando assistência eu agradeço pelo que tem feito mantendo os abutres da imprensa longe. – O médico que atendeu Cecilia devia uns favores a Sergio o registro da minha sobrinha foi levemente alterado sendo assim não chamou atenção de pessoas indesejadas.

- Conheci seu filho Benicio bom garoto está sempre por aqui tentando ajudar, é adequado que seus filhos e sua esposa estejam dando apoio a Clara e as crianças os filhos dela são muito jovens para passar o que estão passando.

Sergio não sabe, Estela sem sequer se importou com Cecilia disse que era um fricote de menina, Bruno meu caçula se parece muito com ela não se importa com as pessoas é uma pessoa completamente hedonista.

- E você Sergio tem família, filhos uma esposa? – Queria conhecer mais do homem que estava defendendo meus interesses.

- Já fui casado e tenho um filho que vive fora do país com minha ex, tenho também uma namorada de muitos anos, um caso sem compromisso mais sério e descomplicado.

- Imagino que seja advogada também?

- Sim, Lucia é advogada, mas não trabalhamos juntos ela é promotora de justiça.

- Então é daí que vêm seus bons resultados? – Tinha que questionar afinal não queria nenhum corrupto junto a mim.

Um sorriso de lado surgiu na boca do homem, como se lembrasse de algo muito bom.

- Se Lucia ouvisse falando assim te daria uns safanões, nunca conheci pessoa tão honesta e dedicada à justiça, ela passa longe dos casos em que atuo para não cometer qualquer deslize ético. E seu caso é em uma esfera acima da justiça não são os casos em que Lucia atua.

- Se tem tanta admiração por ela porque nunca quis nada serio não entendo. – Continuei questionando me causava curiosidade essa face de Sergio.

- Resposta simples Lucia nunca quis ela escolheu os termos do nosso relacionamento, e eu como bom cavalheiro que sou aceitei além de ser muito cômodo nos vemos nos divertimos e depois cada uma para sua casa.

Simples, eficiente e frio cada um sabe de si, mas o que quis para minha vida nunca foi isso ou o que tenho com Estela um casamento de conveniência o que queria era uma vida simples com Maria, com filhos, tardes de brincadeiras e domingos de sol sempre quis somente uma mulher apenas a minha Maria.

- Vamos trabalhar que temos muito que fazer e não vou fechar essa empresa tudo que estamos vivendo agora será motivo de orgulho no futuro.

Venderia minhas ações, resgataria meus investimentos se preciso fosse dilapidaria meu patrimônio jamais deixaria que a construtora falisse, pessoas perdessem seus empregos e saíssemos do pais com o rabo entre as pernas. Benicio entrou esbaforido na minha sala.

- Pai, tenho noticias achamos o rastro do Carlo.

A policia vinha ajudando colocando – o como foragido e na lista da Interpol, porém coloquei pessoas minhas atrás do bandido tinha interesse em colocar minhas mãos nele uma vingança pessoal que eu saborearia de bom grado.

- O que soube filho? Parei o que estava fazendo queria ouvi-lo.

- O deteve me telefonou o desgraçado mudou de nome de Carlo Lancaster para Eduardo Santos e deu entrada na Espanha provavelmente mudou de visual para que não fosse reconhecido

Isso já era o esperado sabendo onde ele está fica mais fácil acha-lo.

- Eu quero uma equipe vasculhando a Espanha, cada canto até embaixo das pedras se preciso ,não importa os custos ele deve pagar pelo que fez a clara.

Meu filho ficou visivelmente assustado, nunca antes me viu assim com sede de vingança.

- Pai tem outra coisa o vô me ligou hoje, disse que tentou falar contigo, mas não atende o telefone, pelo visto não está satisfeito com alguma de seus atos provavelmente irá questiona-lo.

Não vou mais protelar já era hora de colocar meu pai no seu devido lugar eu mando nessa porra e não vou aceitar sua interferência. Peço licença a meu filho e Sergio o que iria dizer a seu Mario não deveria ser ouvido por ninguém.

- Até quem fim resolveu me ligar eu tenho instruções a lhe dar quero que demita todos os funcionários, pague alguns fornecedores e feche essa pocilga nesse país de merda e melhor se concentrar aonde ganharemos mais dinheiro, aqui na Europa e expandir para países árabes.

Realmente o mercado árabe era muito bom, mas meu velho tinha que aprender que quem dava as ordens sou e não ele, depois de Clara assinar um documento no qual posso tomar conta de suas ações possuo o total controle das empresas tanto aqui quanto na Inglaterra e principalmente no Estados Unidos.

- Eu não vou fechar nada, vou recuperar a empresa faze-la rentável e erguer nosso nome. – Ouvi um ranger de dentes do outro lado da linha.

- Presta bem a atenção, não quero que faça isso feche esse pardieiro volte para Inglaterra é uma ordem, sou o acionista majoritário mando e você obedece.

Coitado que engano, demorou vinte anos, mas me livrei do seu maldito domínio, era a hora de dar o troco em todos ele seria o primeiro.

-Era o acionista majoritário com as ações herdadas da minha mãe, as que comprei ao longo do tempo e as da Clara que a mesma passou o controle eu tenho a maioria e a partir de hoje eu mando em tudo e já dei ordens para que não pise os pés na empresa de hoje em diante está fora das nossas vidas. - A linha ficou muda mas eu sei que logo uma linda explosão está por vir.

- Seu moleque desgraçado, filho da mãe você e aquela gorda safada que foi incapaz de segurar um macho pensam que podem me colocar para escanteio? Vocês não sabem do que eu sou capaz.

Foram anos comprando ações do nosso conglomerado de empresas uma a uma em nome de terceiros, anos arquitetando um jeito de tirar esse homem que se diz meu pai do controle das nossas vidas por culpa dele Clara e eu somos tão infelizes.

- Terminou? Se já eu tenho empresas para controlar e sinceramente não quero mais perder tempo com um ser mesquinho e narcisista, acostume-se afinal para quem gosta tanto de mandar ser esquecido é um castigo é tanto não?

Meu pai sempre controlou tudo a minha vida, a vida da Clara a coitada da minha mãe vivia pisando em ovos para não contraria-lo, a coitada era a perfeição por fora, mas por dentro se acabava na bebida para esquecer a miséria que vivia. Acordava cedo se maquiava e penteava o serviço em casa era guiado por ela com perfeição e quantas vezes a vi engolir a humilhação de ser traída como uma lady sem deixar um fio de cabelo sair do lugar. Só Deus sabe o que se passava no seu intimo e no fim das contas o coração não aguentou e um infarto fulminante a levou. Foi como se nada tivesse acontecido para o meu pai fez toda rotina como sempre e no velório ele posou de pai e marido amoroso.

- Isso tudo é ainda por ódio deu ter tirado a negrinha do teu caminho, imaginei que já estivesse superado, deveria ter provado a boceta daquela menina deve ser muito gostosa para que carregue ressentimentos por tanto tempo. E por isso que quer continuar no Brasil? Quem sabe até já não a encontrou apesar de não ser difícil acha-la, deve estar em qualquer zona ou sarjeta já que não passava de uma puta. Talvez eu a procure agora que estou apesentado ela seria um ótimo entretenimento.

Esse homem não cansava de me infernizar, mas já era hora de dar as cartas eu não seria mais chantageado por um ser mesquinho como ele.

- Procure a Maria e eu tiro tudo e deixo sem nem um tostão na sarjeta, como gosta de falar, não me desafie pai dessa vez eu acabo contigo.

Uma risada debochada ecoou no telefone, conheço o suficiente para saber que meu pai não se dará por vencido mas dessa vez eu irei lutar.

- Garoto, não me desafie nunca pode contra mim não seria agora.- O Homem era deveras convencido resolvi acabar com a conversa.

- Seu Mario Corte Real vai para o inferno.

Desliguei a droga do telefone estava esgotado, mas não podia me deixar abater, chamei o Sergio de volta seus contatos seriam muito uteis.

- Quero que use seus meios para que investiguemos outra pessoa o mais rápido possível. – Avisei logo de supetão.

- E quem seria? Perguntou Sergio

- Meu pai! Quero saber tudo que ele esconde por debaixo dos panos as contas bancárias que tem e no nome de quem, use tudo que preciso não importa o dinheiro.

Não vi aquela expressão de confusão quando passei a ordem ao Sergio, provavelmente já viu muitas guerras entre família.

- Seu pai está criando problemas? Vou revirar a vida dele até achar um podre bem cabeludo.

- Tudo que quero é viver em paz, e tudo o que eu menos tenho alcançado é isso tem os problemas da Clara, a falta de bom senso da Estela e agora a intransigência e o mal caráter do seu Mario.

A minha única vontade era ver a Maria um pouco, de longe saber que está bem, não poderia me aproximar ela tem um marido um sujeito de sorte que invejo de um jeito que seria indecente dizer não penso direito.

- Sergio tem mais quero que procure mais alguém para mim.

Poderia ser um erro, mas era um vicio que não queria perder preciso vê-la Maria Ângela, nem que fosse uma única vez. 

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