CAPÍTULO I - Estevão
Oi, se você de algum jeito chegou até aqui seja bem vindo, não fique acanhado critique diga aquilo que te agradou ou não pode até falar daquele errinho de português que eu cometi ( Esse é meu maior objetivo), só não seja um fantasma essa história pode ser sua se assim quiser e desde já agradeço a oportunidade.
Priscilla
Maria Ângela
–Raimundo dá um pulinho no meu escritório, por favor! –Pedi com um meio sorriso, mais uma vez o Raimundo está se separando da Elvira, eles se separam umas cinco vezes por ano vou especular o que aconteceu dessa vez.
Que falta me faz o Estevão se estivesse aqui poderia estar fazendo o que mais gosto que é cozinhar meus doces, mas desde que ele faleceu tenho que me desdobrar entre administradora e doceira ainda bem que tenho meus filhos para ajudar.
– Ângela posso entrar? – Raimundo pergunta com seu sotaque gostoso do nordeste, como meu primeiro funcionário é muito querido por mim. Um senhor baixinho gordinho e como ele mesmo diz muito arretado.
–Entra Raimundo, estou recebendo várias reclamações dos nossos colegas do seu mau humor cabra o que está acontecendo? Finjo que não sei que sua esposa o tocou de casa, mas logo ela pede para ele voltar os dois se amam muito, por isso parecem dois adolescentes.
–Elvira me mandou embora de novo Ângela aquela mulher ta com o cão no coro.
–Está certo! Fala à verdade o que andou aprontando?
–Só fui ao forró perto de casa e dancei com a nossa vizinha é a Elvira viu a diaba armou um barraco faltou pegar a pecheira.
–Muito certo Raimundo, você poderia ter levado sua esposa ao forró esta ouvindo? Então para de graça é aceita as consequências como homem e sem tratar mal seus colegas.
–O Ângela nem tu tem piedade de mim?
–Olha pede desculpas ao nosso pessoal que mais tarde eu passo na sua casa e dou uma adoçada na dona Elvira.
–O Ângela, fico te devendo essa.
–Não abusa não.
O danado saiu todo satisfeito, vou conversar com Elvira porque sei que ela está doida que ele volte, essa é só um pouco da rotina no meu negócio a confeitaria "Doces Sonhos" sou um pouco de tudo amiga, psicóloga, mãe entre outras funções. Estevão e eu lutamos muito para que a confeitaria deslanchasse hoje temos sete lojas espalhadas por São Paulo, quem diria que a menina preta, pobre e mãe solteira se tornaria uma empresária de sucesso? Sim eu consegui depois da humilhação que fui submetida por Benjamin e seu pai eu jurei que venceria na vida. Ah Estevão meu marido, amigo o anjo que juntou os cacos de mim depois que fui largada por Benjamin e tivemos que sair quase fugidos da mansão dos Castro de Medeiros.
O pior é o melhor de tudo foi descobrir que depois do fatídico dia, o melhor é que meu relacionamento com Benjamin teve consequências descobri que estava gravida apesar do ressentimento e das incertezas eu amei o meu bebe um ser inocente que não tinha culpa dos atos do pai. O pior foi à decepção que causei ao meu pai que nunca mais me olhou com os mesmos olhos seu Sebastião não se recuperou de tudo que sofremos, da perca do emprego é uma culpa que carrego comigo.
Depois que ganhei a Pietra arregacei as mangas e fui à luta arrumei emprego em uma padaria do bairro lá conheci a minha vocação cozinhar e o Estevão meu melhor amigo, cozinhar era minha distração onde eu soltava minha criatividade e o Estevão era um rapaz moreno de olhar tranquilo, sem barba que aos poucos foi me conquistando e ganhando o carinho da minha filha. Dois anos depois a padaria que trabalhávamos fechou fiquei desesperada e dali do desespero deu inicio ao nosso sonho.
–Eu não sei o que fazer com a padaria fechando como vou sustentar uma criança, ajudar minha família, comprar os remédios à saúde dele está piorando a olhos vistos.
–Calma Anjinha eu pensei muito e tenho uma proposta, quero que pense e depois me de uma resposta, com o dinheiro das nossas rescisões poderíamos iniciar uma sociedade um pequeno negocio venderíamos doces, bolos e salgados nas ruas e também aceitaríamos encomendas para festas ou mesmo em pouca quantidade para quem quisesse comer na suas casas eu já tenho até o nome "Doces sonhos". Ser meu próprio patrão seria o meu primeiro sonho realizado.
–É o segundo sonho? Perguntei.
–Esse te digo um dia, e eu sei que vou conseguir realizá-lo. – Me disse de um modo galanteador.
Porque não? Eu não tinha nada a perder e modéstia a parte minha mão para doces e bolos era ótima.
–Olha a ideia é boa, só não me faça me arrepender eu não posso dar um tiro no escuro tenho família para sustentar.
Estevão me abraçou apertado, um sentimento de segurança passou por mim era diferente de quando Benjamin me abraçava, mas era igualmente bom. Os dias seguintes foram trabalhosos compramos equipamentos de segunda mão aproveitamos muita coisa da padaria que trabalhávamos, eu tinha hora para começar o trabalho para terminar nada, quantas vezes varamos madrugada cozinhando com a Pietra no cercadinho brincando.
A "Doces Sonhos" começou a deslanchar cada cantinho idealizado por nos, no inicio bem pequena mas muito charmosa com cores claras e bem decorada era um lugar de tranquilidade e de degustação de doces recebíamos diversas encomendas, festas de aniversario, casamento, batizados e até velório o que aparecesse nos fazíamos. Com o tempo a minha amizade com o Estevão foi evoluindo já não me via sem ele e o modo como ele tratava Pietra me comovia.
Depois vieram as outras confeitarias uma mais bonita que a outra eu sempre quis ambientes alegres e acolhedores para os meus clientes e empregados, tudo preparado com muito esforço e suor.
–Mamãe, por que você não casa com o tio Tevão? – só a minha filha para fazer essa pergunta.
–Filha não é assim que se faz. – Ralhei com ela.
–É Anjinha somos tão bons juntos que até a Pipi viu isso ,eu sei que não me ama do jeito que eu amo, mas porque não tentar? Eu sei que foi magoada pelo pai da sua filha mas deixa eu te curar eu prometo que vou te amar tanto que não vai mais lembrar desse homem.
Nesse momento se aproximou de mim e me deu um beijo tão terno que por um breve momento eu realmente esqueci o Benjamin e pensei porque não? Eu mereço ser feliz, acabei correspondendo que terno e meigo passou a ser exigente me separei afinal tinha uma criança que batia palmas, animada por ter seu desejo atendido.
– Por favor, vamos devagar sim?
–Do jeito que quiser meu amor. – Respondeu segurando meus braços como se fossem a coisa mais preciosa que possuísse.
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