Passado
*Olá de novo. Nesse capítulo a Agatha conta detalhes de seu passado. Possui uma narrativa superficial do que aconteceu a ela, ainda assim vou marca o começo com um ⚠️. Não envolve abuso, mas se você se incomoda com violência contra a mulher, ainda que narrado de forma extremamente superficial, cuidado.
Boa leitura ❤️🥰
Agatha grunhiu pela milésima vez, tentando a qualquer custo cobrir a marca avermelhada em seu pescoço.
– Acho que vai precisar de mais gargantilhas... – John disse, com um sorriso debochado no rosto, enquanto ajudava Katie a trazer o jantar dela e de Fenrir.
– Calado. – ela olhou feio para ele, comemorando animadamente ao conseguir finalmente cobrir a marca.
– Se me permite dizer... A senhorita deveria ser mais cuidadosa, assim como ele. – Katie colocou a grande tigela com carne a frente de Fenrir, sorrindo quando o animal pediu um afago nas orelhas.
– Sou cuidadosa... – ela sorriu para Katie que apenas balançou a cabeça, enquanto colocava o jantar sobre a mesinha. – O que foi?
– Não é nesse quesito que ela está falando... – John riu quando Katie passou por ele, lhe beliscando o braço. – Se não tomar cuidado vai acabar com um mini Assassino em poucos meses.
Ele riu da expressão envergonhada de Agatha, enquanto Katie brigava com ele, o puxando pelo braço.
– Não fale assim com ela. Tem que ter mais... jeito. – Katie voltou para o quarto, fechando a porta atrás de si. – Desculpe por ele.
– Não é por isso... – ela se sentou sobre a cama, olhando para o jantar e de repente perdendo a fome. Ela deu um sorriso torto antes de continuar. – Agora entendo porque o sr. Kenway fica tão... nervoso, ao ver isso...
– Agatha... Seja sincera, você realmente... – Katie parou, quando Agatha levantou a mão.
– Sim, eu sou cuidadosa... – ela sorriu, a tranquilizando um pouco. – Não é por isso que estou assim. Acho que preciso conversar seriamente com o Connor, quando ele aparecer.
Katie a encarou por um momento, antes de se levantar, lhe apertando carinhosamente as mãos. Agatha sorriu para ela, enquanto ela saía, fechando a porta atrás de si e brigando com John. Ela suspirou pesadamente, jogando o corpo sobre a cama, pensando em como contar a ele, algo que talvez ele já soubesse.
Connor patrulhava os arredores do forte, tentando descobrir mais sobre o grupo que o atacara algumas semanas antes. Ele se perguntava quanto azar ou sorte tinha, para que justo na semana em que chegara, aqueles homens resolvessem seguir Agatha.
O anoitecer chegava, pintando o céu em tons de rosa, lilás e laranja, enquanto ele esperava pela próxima troca de guardas. Aquilo estava começando a virar um hábito, que acabara o ajudando em suas missões. Ele passou pelas guaritas quase vazias, seguindo para a janela do quarto de Agatha.
– Quieto. – ele olhou para Fenrir, enquanto fechava a janela.
– Eu já ouvi você. – a voz de Agatha o fez se virar, olhando para as curvas marcadas pelo lençol fino.
– Achei que estivesse dormindo. – ele se aproximou dela, tirando o casaco e a camisa, os jogando sobre a cadeira. Ele a encarou por alguns instantes, ela parecia cansada. – Está tudo bem?
– Sim... – ela se sentou, olhando para ele e apertando o lençol contra o peito. Agatha abriu um doce sorriso. – Não tem nada com o que se preocupar.
– Hummm. – ele a encarou por um momento, pensativo, antes de subir na cama com um sorriso malicioso nos lábios. Era melhor deixar aquilo para outro momento, quando ela decidisse se abrir, a pressionar apenas a deixaria mais esquiva. – Fiquei com saudades...
Agatha sorriu, passando os braços ao redor do pescoço dele, o beijando. Connor relaxou, deitando sobre ela, mantendo-se apoiado com ambos os braços. Ele desceu, beijando-lhe o maxilar e o pescoço, descendo até os seios cobertos.
Ele sorriu ao ouvi-la arfar enquanto ia criando uma trilha de beijos entre os seios, descendo para a barriga. Era prazeroso para ele vê-la se remexer assim, quase tão enlouquecida e ansiosa por ele quanto ela o deixava quando decidia o provocar. Connor desceu mais um pouco, beijando-lhe o ventre, mas parou subitamente ao sentir a quase invisível cicatriz.
– Desde quando tem isso? – ele passou os dedos pela fina marca, que dividia o ventre dela em dois. – Agatha...
Ele a encarou, estranhando o silêncio dela. Agatha se sentou, puxando o lençol sobre si, enquanto ele se aproximava dela.
– Bem... Eu estava mesmo precisando conversar com você sobre isso. – ela suspirou pesadamente antes de continuar. – Eu tenho isso desde que fui para Londres. E... bem, é um pouco irrelevante, mas pensei que talvez pudesse te interessar saber por que eu fugi pra lá.
– Bem, antes isso me deixava um pouco curioso... – ele passou o braço ao redor dela, apesar dela estar abraçando o próprio corpo. – Agora, saber o que aconteceu é muito importante para mim... E independente do que tenha sido, não vai mudar o que eu sinto por você.
Agatha o encarou surpresa, se aninhando contra ele, apesar de querer muito acreditar em suas palavras. Mas ela sabia que isso era algo um pouco mais complicado.
– Obrigado. – ela respirou fundo, tentando organizar as coisas em sua mente. – Certo... Isso tem acho que... uns dois anos e meio, quase três, se não me engano. Eu venho de uma família de nobres, que se esconde no interior da Inglaterra. – ela levantou o rosto, encontrando os doces olhos castanhos de Connor. – Não que eu queira me gabar, aquilo era basicamente um ninho de cobras. Como ninguém me dava muita atenção, eu acabei... saindo um pouco do que se espera de uma jovem dama nobre inglesa.
– Um pouco? – ele olhou para ela com um ar cético, a fazendo sorrir e lhe beliscar de leve o braço. – Por favor, continue.
– Bem... Eu fazia de tudo um pouco para conseguir atenção. Andava com as pessoas de classes mais baixas e de trabalhos considerados menos... decentes, no caso prostitutas e mercenários. Foi assim que eu aprendi a atirar. – ela sorriu, torcendo uma mecha do cabelo, nervosa.
– E uma dessas pessoas feriu você? – Connor a afastou um pouco, olhando para os olhos dela. Ainda estavam calmos, sem previsão de tempestade. Agatha deu uma risada amarga.
⚠️
– Não... Na verdade, um nobre fez isso. – ela soltou o lençol, passando a mão sobre a cicatriz. – Estavam planejando um casamento de interesses para mim, mas eu não queria aquilo. Então, 'ele' chegou até mim, dizendo ter um plano que seria útil para nós dois. Ele impediria o primo de ter algo mais para se gabar, e eu não precisaria me preocupar com um casamento desse tipo novamente tão cedo. Só precisávamos ser pegos no ato.
Connor respirou fundo, sentindo uma onda de ciúme. Ele sabia ao que ela se referia, não precisaria ser um gênio para saber o que as pessoas deduziriam e que o 'noivo' desistiria do casamento.
– Porém, ele tinha interesses que iam além disso... – ela sorriu de modo triste. – Eu o ouvi conversando com os amigos mais tarde, depois de ouvir por horas sobre como fui irresponsável e que havia arruinado tudo. Eu o ouvi dizer que aproveitaria a oportunidade, se casaria com a tola garota, a trancaria em casa e a domaria, até que ela se transformasse da putinha de rua na delicada dama que ele poderia exibir.
Connor a apertou um pouco mais contra si, o coração batendo forte no peito, um pouco mais ansioso, um pouco mais nervoso, um pouco mais enfurecido.
– Não precisa continuar, se não quiser... – ele pousou o queixo no topo da cabeça dela, respirando fundo.
– Na verdade, eu preciso. – ela passou os braços ao redor dele, como se falar aquilo fosse fazer com que o chão abaixo deles desmoronasse. – Eu estava a caminho de um canto qualquer, fugindo meio sem rumo, quando ele me encurralou junto de alguns... amigos. – ela apertou Connor um pouco mais forte, que retribuiu. – Ele... rasgou minha barriga, na esperança de que ninguém me encontrasse e eu morresse por ali, por tê-lo feito de idiota. Palavras dele...
⚠️
– O que aconteceu? – Connor a afastou um pouco, secando a lágrima solitária que lhe escorria pela bochecha.
– Bem, a 'escória' da cidade, ou seja as prostitutas e os mercenários, também estavam procurando por mim, porém para me ajudar. – ela sorriu para Connor. – Me encontraram bem a tempo. Eles me ajudaram e me mandaram para Londres, onde eu teria mais chances de sobreviver. As pessoas ainda estavam procurando por mim e era... arriscado continuar ali.
– E como conheceu o Haytham? – ele passou a mão pelos cabelos dela, colocando uma mecha teimosa atrás da orelha.
– Conheci a srta. Jennifer logo que chegamos a Londres. Uma série de coincidências que acabaram fazendo com que nos encontrássemos. Ela achou minha história... interessante e decidiu me ajudar. – ela voltou a esconder o rosto no peito dele. – Porém, apesar de tudo ter terminado muito melhor do que imaginávamos, acabou deixando uma marca um pouco mais... profunda. E meu corpo saiu mais danificado do que meu orgulho e meu espírito.
Connor ficou em silêncio, deixando que sua mente processasse toda aquela informação. Por um momento ele chegou a se perguntar se por um acaso o que faziam não vinha a machucando, mesmo que aos poucos, mas descartou a ideia, Agatha teria contado a ele. Então aos poucos aquilo foi fazendo sentido.
– Tem medo que eu não continue com você por causa do que você não pode... me dar? – ele a afastou, encarando os olhos azuis, cheios de tristeza dela enquanto ela concordava com a cabeça. Connor sorriu para ela antes de lhe dar um beijo e a puxar para si. – Eu não me importo com isso. Você me oferece e entrega a mim coisas incríveis, Agatha. Eu jamais me afastaria de você por causa disso... Eu... Eu amo você.
Agatha levantou os olhos para ele, piscando um pouco antes de abrir um enorme sorriso, se jogando sobre ele e o abraçando.
– Eu também amo você... – ele sorriu, a apertando contra si. Connor puxou o lençol sobre eles, deitando. Em poucos minutos Agatha adormeceu, o fazendo se perguntar há quanto tempo ela estaria se preocupando com aquele assunto.
Haytham afundou os dedos nas mechas castanhas, que começavam a assumir tons grisalhos. Ele soltou um pesado suspiro, encarando a porta do quarto de Agatha. Involuntariamente ele ouvira o começo da conversa dela com o filho, e levado pela curiosidade ficara ali. Ele olhou para o escritório, no canto oposto do corredor, seguindo para lá, se lembrando de quando ela chegou ao forte.
OITO MESES ANTES
Haytham andava de um lado para outro em seu escritório. Provavelmente Jennifer deveria estar se divertindo muito com aquela situação.
– Ela só pode estar brincando comigo... – ele olhou mais uma vez pela janela para a garota de incomuns cabelos vermelhos que caminhava de um lado para outro com uma nativa, que lhe mostrava alguns lugares do forte.
– Por que ela mandaria uma garota? Um homem seria muito mais indicado para esse trabalho. – Charles estava sentado em uma cadeira, parecendo mais incomodado com a situação do que Haytham.
– Não é esse o problema... Ela é tão... jovem. – ele se afastou da janela, terminando de redigir a carta e a entregando ao mensageiro. – Obrigado.
O rapaz se retirou, os deixando a sós. Haytham começou a batucar os dedos nervosamente na mesa, olhando ao redor, ansioso. Jennifer só podia ter se enganado. Não que uma mulher não fosse capaz de cumprir aquelas tarefas, mas eles estavam em meio a uma guerra. E ela era tão jovem.
– Sr. Kenway? – a voz da garota se fez ouvir, após três fracas batidas.
– Entre. – ele disse ríspido. Ela abriu a porta com facilidade, equilibrando a bandeja com o chá com apenas uma das mãos. – O que deseja?
– Apenas trazer um pequeno agrado para o senhor. – ela sorriu, colocando a bandeja sobre o único espaço livre de sua mesa e servindo o chá para ele. – A srta. Jennifer mandou este da reserva especial dela, assim como o vinho que já foi devidamente armazenado em seus aposentos.
– Obrigada... – ele pegou a xícara que ela lhe oferecia, escondendo o sorriso enquanto bebericava o chá e ela se afastava da mesa.
Charles pigarreou uma, duas, três vezes, enquanto Haytham olhava interessado para a garota, que o ignorava.
– Não se esqueceu de nada? – ele arrumou a postura, a encarando com um olhar duro de repreensão.
– Não, senhor. – ela não se virou para ele, apenas continuava a olhar para Haytham, com o sorriso doce nos lábios rosados.
– Eu quero que você me sirva. – ele disse de modo ríspido. – Afinal, quem ensinou a você como se portar?
– A srta. Jennifer Scott. – ela fez uma mesura educada para Haytham, que tentava não sorrir antes de se virar para encarar Charles com um olhar desafiador. – Estou aqui para trabalhar para o sr. Kenway. Portanto, obedeço apenas as ordens dele.
– Agatha... – ela se virou para ele, voltando a sorrir. – Poderia fazer a gentileza de servir um pouco de chá para o sr. Lee?
– Claro, sr. Kenway. – ela sorriu, servindo uma xícara e a entregando a Charles. – Precisa de meus serviços, senhor?
– Não. Tire alguns dias de folga, para se recuperar da viagem. Tudo bem? – ele manteve a postura rígida enquanto ela concordava e saía do escritório. Haytham esperou mais alguns instantes antes de começar a rir.
– Garota petulante. – Charles se levantou, colocando a xícara sobre a bandeja.
– Bem, ela foi educada pela Jennifer... Não poderia ser diferente. – ele olhou para a porta por mais alguns instantes antes de pegar mais um pouco do chá. – Começo a crer que não houve nenhum engano. Minha irmã deve ter as razões dela para tê-la mandado para cá.
***
Agora Haytham sabia quais eram as razões, Jennifer estava escondendo Agatha. Ouvir aquilo havia lhe mostrado o motivo para tantas ações dela. Desde o fato de ela preferir ficar sozinha e odiar multidões, a desconfiança quase natural dela com relação a qualquer pessoa.
– Então... O que você e o John tem exatamente? – Agatha caminhava ao lado de Katie naquela manhã, aproveitando um pouco os raios de sol.
– Hummm... – ela pensou por alguns instantes, recolhendo as roupas de cama do varal. – Eu não sei. Não conversamos muito bem ainda sobre isso... Nós apenas... você sabe, fazemos amor.
Agatha riu, a ajudando a puxar alguns dos lençóis, enquanto Fenrir corria ao redor delas, brincando de perseguir algum animal menor.
– E você e o... você sabe... – Katie disse baixinho, olhando ao redor.
– O nome dele é Connor, Katie. – Agatha riu, enquanto a amiga a olhava com um ar curioso. – O que foi?
– É um nome um tanto... normal, para um nativo. – ela disse, voltando sua atenção para o lençol que tinha em mãos.
– Como assim normal? – Agatha puxou um segundo lençol, tentando inutilmente dobrá-lo.
– Você não acha mesmo que meu nome seja Katie, não é? – ela riu quando Agatha deu ombros. – Me chamam assim porque é mais fácil do que o meu nome verdadeiro, assim como ele.
– E qual é o seu nome verdadeiro? – ela olhou curiosa enquanto Katie balançava a cabeça e pegava o lençol das mãos dela.
– Não vou te falar, é difícil demais para uma... inglesa, pronunciar. – ela riu quando Agatha a cutucou.
Connor apareceu ao entardecer, enquanto ela estava no estábulo, olhando o mustangue. Ele passou os braços ao redor dela, a abraçando pelas costas.
– Qual o seu nome? – ela disse, colocando suas mãos sobre a dele. Connor riu, enquanto apoiava o queixo ao topo da cabeça dela.
– Connor, ora. – ele disse, divertido.
– Não esse. Seu nome de verdade. – ela olhou para cima, encontrando os olhos dele.
– Por que quer saber? – ele se afastou enquanto ela se virava para olhá-lo.
– Bem, deve ser importante para você... Eu gostaria pelo menos de saber qual é. – ela sorriu do modo mais doce que poderia, enquanto Connor balançava a cabeça, sorrindo.
– Ratonhnhaké:ton. – ele pronunciou calmamente, a encarando.
– Raton... – Agatha enrolou a língua, olhando para cima e a mordendo. – Fale de novo.
– Ratonhnhaké:ton... – ele disse ainda mais devagar, após rir um pouco da dificuldade dela. Ele ficou a encarando, com um sorriso nos lábios.
– Raton... ha... ké:ton. – ela disse pausadamente, olhando para ele, mordendo os lábios. Connor tinha um sorriso bobo no rosto, ela realmente havia conseguido. – E então?
– Bem... Ainda precisa melhorar um pouco o sotaque. – ele riu quando ela lhe empurrou, a segurando pelos pulsos e a puxando para si. – Agatha, tenho uma má notícia.
Ela levantou os olhos para ele, ao perceber o tom urgente e sério. Connor tinha uma expressão triste, que a fez suspeitar sobre qual seria a má notícia.
– Eu vou precisar me ausentar por algumas semanas. – ele a segurou em seus braços por mais um momento, temendo a tempestade que viria.
– Tudo bem. – ela suspirou pesadamente, antes que ele a soltasse e a encarasse, surpreso. Agatha riu. – O que foi?
– Nada... Apenas estava esperando uma... – ele a encarou, antes de dar ombros. – Esqueça... Eu volto assim que possível. Não deve levar tanto tempo quanto da ultima vez.
Agatha assentiu, antes que Connor recuasse alguns passos. Haytham os encarou por alguns instantes, antes de dar ombros e seguir seu caminho como se não tivesse visto nada.
– Bem, ele terá algo a menos com o qual se preocupar por algumas semanas. – ele disse casualmente, passando o braço ao redor dela.
– Não seja implicante... – ela sorriu, se aninhando contra ele. – Quanto você vai?
– Daqui alguns dias... Devo partir durante a noite, mas venho te ver antes disso. – ele beijou-lhe a testa, antes que ela ficasse na ponta dos pés, lhe envolvendo o pescoço e o beijando de modo apaixonado.
A última coisa que ele queria era ter que partir e deixá-la sozinha, apesar da constante companhia de Haytham. Ele gostaria de levá-la consigo, mas por enquanto tudo era perigoso demais. E a última coisa que ele faria seria colocá-la em perigo.
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