Chuva de Verão

Agatha se sentou, piscando um pouco e bocejando. Connor passou pela porta, afastando o capuz encharcado do rosto e torcendo o cabelo molhado.

–Está chovendo... muito. –ele esfregou os braços, tentando se aquecer, antes de tirar o casaco e a camisa, os jogando em um canto qualquer.

–E o que você estava fazendo lá fora? –ela riu, pegando uma manta e jogando sobre os ombros dele.

–Começou a chover... e eu fui ver se encontrava com a Katie pelo caminho. Ela ficou de trazer algumas coisas para você. –ele passou a manta ao redor dela, a puxando para si. –Ela mandou uma cesta para você... E está pesada.

–Ela deve ter mandado um pomar inteiro aqui dentro. –Agatha riu, se afastando um pouco dele e revirando a cesta, tirando uma pequena tigela com morangos, colocando um na boca. Connor sorriu para ela, se jogando pesadamente na cama. –Cansado?

–Um pouco. –ele cruzou os braços atrás da cabeça, enquanto ela se sentava ao lado dele. –Estou feliz que você esteja aqui.

Connor passou seu braço ao redor dela a puxando para si, sorrindo quando ela se aninhou contra ele, o envolvendo com todo aquele calor.

–Digo o mesmo... –ela sorriu, passando a mão pelas cicatrizes espalhadas pelo abdômen dele. –Agora, você também faça o favor de descansar...

Ele riu, a envolvendo com seus braços, enquanto sentia os olhos pesarem, à medida que Agatha lhe passava os dedos pelas costas e pela barriga, delineando cada uma de suas cicatrizes e dizendo que gostava de cada uma delas.

Connor piscou pesadamente os olhos, tentando afastar um pouco do sono, sorrindo ao sentir Agatha próxima de si, tentando se soltar.

–Ainda estou dormindo. –ele disse a apertando um pouco mais contra si e tentando inutilmente não sorrir do esforço dela. –O que você quer?

–Estou com fome... –ela disse, esticando o braço para alcançar os morangos sobre a mesa. Ele a soltou, rindo enquanto ela balançava as saias do vestido. –Quando foi que ficou tão quente?

–É por causa da chuva... –ele sorriu para ela, enquanto ela soltava as fitas do corpete, praticamente arrancando o vestido e suspirando aliviada. –Prefiro assim...

–Bobo... –ela se sentou ao lado dele, sorrindo, antes de morder um morango e colocar um na boca dele. –Por quanto tempo vai ficar dessa vez?

–Não muito... –ele limpou o canto da boca, entrelaçando seus dedos aos dela, enquanto Agatha apoiava a cabeça em seu ombro. –Mas o suficiente. O que está fazendo?

Ele sorriu, enquanto ela segurava um morango na boca, o oferecendo a ele mais uma vez. Ele balançou a cabeça, enquanto aproximava seu rosto do dela, mordendo o morango e Agatha lhe dava um delicado beijo, sorrindo.

–Gostei disso... –ela riu, enquanto Connor colocava os morangos de lado, sorrindo e cobrindo seu corpo com o dela, a beijando.


Connor acariciou as bochechas de Agatha, pensativo. Ele sorriu quando ela murmurou qualquer coisa, abrindo um pequeno sorriso.

–Gostaria que as coisas fossem de outro jeito... Que quando isso acabasse você não me odiasse pelo que aconteceu... –ele disse baixinho, enquanto ela se aninhava contra ele. –Eu poderia ter você. Te dar outra vida, uma que não fosse tão perigosa...

Ele passou os dedos pelas mechas vermelhas, antes de voltar a dormir. Ele acordou de madrugada, sobressaltado, se sentando e olhando para as próprias mãos a procura de sangue.

–Hmm... Está tudo bem? –Agatha se sentou ao lado dele, enquanto ele colocava as pernas para fora da cama, pronto para se levantar.

–Sim... Não precisa se preocupar, não foi nada. –ele sentiu aquela sensação ruim se dissipar quando ela o abraçou, lhe beijando as costas, antes de começar a brincar com as contas em seu cabelo. –Eu vou olhar como estão as coisas lá fora e volto logo...

–Tudo bem... –ela sorriu, enquanto ele a cobria com a manta, se levantando e vestindo a calça e a camisa. Ele olhou para trás uma última vez, vendo a silhueta sob a manta e as mechas vermelhas espalhadas sobre a cama, engolindo seco.

Ele caminhou um pouco ao redor da cabana, parando por um instante, tentando se acalmar. Ele ainda se lembrava da vívida sensação do sangue em suas mãos, se misturando aos cabelos de Agatha, manchando a pele branca dela, enquanto ela escapava por entre os dedos dele. Connor respirou fundo algumas vezes, antes de decidir voltar para a cabana, sorrindo ao vê–la deitada, ainda na mesma posição.

–O que eu faço se eu perder você? –ele se aproximou dela, se deitando ao seu lado e passando os braços ao redor dela, a apertando contra seu corpo. Agatha sorriu, entrelaçando seus dedos aos dele, beijando–lhe a mão. Ele soube que não dormiria mais, pelo menos não naquela noite, mas saber que ela estava ali, tão perto e segura, lhe trouxe um pouco de paz.

Ele se levantou quando os primeiros raios de sol surgiram, sorrindo enquanto olhava com cuidado para os diversos papéis recheados de informações e suas próprias anotações, beliscando algumas das frutas.

–Bom dia... –a voz sonolenta de Agatha o fizeram se virar para ela, que o encarava com um doce sorriso nos lábios. –Você por acaso dormiu?

–Claro... –ele se levantou, indo se abaixar ao lado dela, a encarando. –Eu deveria levar você de volta para o forte...

–Depois do café, talvez. –ela se levantou, pegando o vestido jogado no chão e se sentando de frente para ele na mesa. Connor sorriu, esticando sua mão e pegando a dela, a apertando carinhosamente.


Agatha se esticou sobre a cama, olhando rapidamente para os papéis espalhados sobre sua mesa e o pequeno amontoado de cartas sobre o baú. Fenrir pulou sobre a cama, se aninhando ao lado dela e a fazendo sorrir.

–Bom dia para você também. –ela se levantou, pegando as roupas deixadas sobre o pequeno cabideiro e as vestindo. –Vejamos se tem alguma notícia do sr. Kenway.

Ela passou os olhos rapidamente pelas cartas, antes de quebrar o selo da única com a letra de Haytham. Ela leu rapidamente a carta dando alguns pulinhos ao redor da cama.

–Nós vamos para Fort George. –ela segurou a cara de Fenrir, lhe acariciando as orelhas. Ela voltou seus olhos para os montes de papel sobre sua mesa. –Bem, assim que eu terminar isso... Mas vamos...

Fenrir se esticou mais uma vez, a marca em suas costas começando a se coberta pela espessa pelagem acinzentada. Agatha sorriu, começando a calçar suas botas e se preparando para mais um dia.

–É muito bom ver ele andando ao seu lado novamente, senhorita. –Katie se sentou de frente para Agatha, sorrindo enquanto a ruiva dava pedacinhos de pão para o enorme lobo. –A senhorita parece mais animada essa manhã. Algum motivo especial?

–Ele não está falando sério está? –John entrou na cozinha, balançando o envelope com o selo de Haytham e a carta, se sentando ao lado de Katie e a puxando para si, apesar do olhar irritado dela. Agatha sorriu. –Vamos mesmo deixar o forte sozinho?

–O forte não vai ficar sozinho. E essas dezenas de homens que ficam por aqui? Ou são apenas visitantes? –Agatha olhou rapidamente para Fenrir, lhe passando a mão pelas orelhas, enquanto ele farejava sua mão a procura de mais comida. –Guloso. Vamos ficar apenas por alguns dias. Não vai ser tão ruim.

–Tenho minhas dúvidas... –John sorriu quando Katie passou o braço ao redor do seu, o apertando carinhosamente.

–Bem... –Agatha se levantou, ajeitando a saia do vestido e sorrindo para o casal a sua frente. –Melhor eu ir trabalhar... e deixar os pombinhos sossegados...

Ela saiu rapidamente da cozinha, enquanto seguia para o quarto, olhando de relance para a porta na outra extremidade do corredor.

–Sinto falta dele... e da srta. Jennifer também. –ela olhou para Fenrir, rindo enquanto ele puxava a barra da saia, ansioso para brincar. –Vamos... Eu tenho um presente para você.

Agatha pegou a corda presa em forma de trança de dentro do baú, brincando com Fenrir de cabo de guerra. Ela sorriu, enquanto o lobo se deitava sobre o pequeno tapete, mordiscando a corda, e ela voltava sua atenção para a enorme pilha de papéis.

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Connor passou pela janela, olhando enquanto Agatha examinava algumas anotações sobre a mesa, sem roupa, e mexendo o quadril de um lado para outro, cantarolando. Ele sorriu, antes de pigarrear e a assustar.

–Isso não se faz. –ela olhou para ele, fingindo estar irritada, cruzando os braços em frente aos seios, enquanto ele sorria.

–O que você está fazendo? –ele se sentou sobre o baú, olhando para ela, enquanto ela voltava sua atenção novamente para as anotações.

–Hum. Nada. –ela pegou a caneta, rabiscando algo em seu diário e nas laterais de algumas folhas. –Apenas... revisando algumas coisas.

–E isso seria...? –ele apoiou os cotovelos no joelhos, apoiando o queixo aos punhos fechados, a encarando.

–Anotações antigas. Estava apenas... me certificando... de umas coisas. –ela bufou irritada com algo escrito, o fazendo rir. –O que foi?

–Nada. –ele sorriu malicioso para ela, enquanto Agatha sorria e recomeçava a balançar os quadris, o provocando. –Você sabe que é perigoso brincar assim...

Agatha sorriu, enquanto ele se levantava, tirando a roupa e a jogando para longe, se aproximando dela e lhe beijando as costas. Ela soltou um pesado suspiro quando ele a puxou para si, lhe mordendo o ombro, sorrindo ao ouvi–la gemer, enquanto ela empurrava o quadril contra ele, se remexendo contra sua ereção.

Agatha espalhou os papéis, abrindo espaço para si na mesa, enquanto apoiava o corpo ao móvel, pressionando o corpo contra madeira fria, enquanto Connor a provocava, esfregando seu membro contra a intimidade dela, a fazendo gemer baixinho e rebolar ainda mais. Ele apertou a bunda dela, a puxando contra si e a penetrando.

–Connor... –ela sussurrou o nome dele, se colocando na ponta dos pés e empurrando ainda mais seu corpo contra o dele, o fazendo ir mais fundo e gemer, aumento o ritmo das estocadas.

–Minha dama... –ele passeou com a mão pela barriga dela, subindo e lhe apertando um dos seios, antes de a segurar pelo pescoço, fazendo com ela erguesse um pouco o corpo, apoiando as mãos a mesa.

Agatha moveu o quadril, empurrando o corpo e gemendo baixinho, antes que ele a puxasse mais contra si, gozando. Ele se deixou cair sobre ela, mantendo uma das mãos apoiadas a mesa, enquanto a segurava pela cintura, junto a si.

Ele se ergueu, sorrindo enquanto Agatha se mantinha apoiada à mesa, tentando firmar as pernas. Ele a pegou no colo, a levando para a cama e se deitando ao seu lado.

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–Eu vou para o outro forte. –Agatha se aninhou contra ele, enquanto ele a abraçava.

–Quanto tempo vai ficar por lá? –ele olhou para ela, enquanto Agatha apoiava o corpo sobre o dele, o encarando.

–Uma semana talvez. Só vou lá para a ajudar o sr. Kenway. –ela sorriu para ele, enquanto esticava a mão para mexer nas contas no cabelo dele. –Não devo demorar muito...

–Isso é bom. –ele sorriu, sentindo o olhos começarem a pesar de sono. –E quando você vai?

–Bem, isso ainda vai levar algumas semanas para ficar pronto... Então... –ela entrelaçou seus dedos ao dele.

–Só tome cuidado... –ele sorriu, passando os dedos pelo cabelo dela. –Agora vamos dormir.

Agatha se aninhou contra ele, sorrindo quando Connor a abraçou, a apertando contra si. Ele não estava a vontade em deixar Agatha ir para aquele lugar. Mas ele também sabia que não adiantaria nada tentar a convencer a ficar.

John sorriu, enquanto passava os dedos pelos cabelos de Katie, enquanto pensava nas palavras de Haytham.

–O que você tem? –ela sorriu, piscando os olhos pesadamente para ele.

–Ei, você deveria estar dormindo. –ele sorriu para ela, lhe passando a mão pelo rosto. O sorriso desapareceu quando os dedos tocaram a pequena linha que lhe marcava a maçã do rosto. –É coisa do meu trabalho, não precisa se preocupar.

–Você não pode ou não quer me contar? –ela o encarou, com os olhos curiosos brilhando. Ele adorava os olhos negros dela.

–Os dois. –ele desviou o olhar, mesmo sabendo que de alguma forma ela o convenceria a contar. Ele suspirou pesadamente, já desistindo antes que ela tentasse algo. –Só estou preocupado com o que o Kenway me disse.

–Isso não foi muito específico. –ela passou os dedos sobre as cicatrizes espalhadas pelo braço dele.


–Ele disse para proteger a Agatha de tudo. Me disse onde escondeu uma tal caixinha com uma coisa importante que ele pretende entregar a ela, para o caso de algo o acontecer. –ele passou os dedos pelas mechas cor da noite dela, descendo pelas costas. –Disse que era muito importante para que ela não os odiasse. Afinal, qual o problema dele com o filho? E quantos inimigos esse homem tem?

Katie o encarou. Ele parecia realmente preocupado com ambos os Kenway, mais por causa de Agatha do que por eles mesmos.

–Já tentou conversar com ele sobre isso? –ela se aninhou um pouco mais contra ele, enquanto ele a apertava mais contra si.

–Não adianta. Ele é muito evasivo, sempre corta o assunto dizendo que não importa. –ele sentiu os olhos começarem a pesar e sorriu. Katie o acalmava. –Bem, mas vamos esquecer isso. Vamos descansar.

–Está bem. –ele olhou para Katie, que bocejava. Ela estava tão cansada quanto ele, por isso deixara o assunto de lado tão rápido.

Ele sorriu, a abraçando, enquanto as palavras de Haytham voltavam a rondar sua mente. Ele realmente gostava de Agatha, e do garoto, já que ele parecia fazer bem a ela. E não gostaria de ter que trair o Kenway, para os proteger, por causa de algum tipo de rixa estúpida. Afinal, o homem pagava muito bem e não ficava o enchendo com reclamações.

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