1. Feels Like Trouble

Cooper

Jesse soltou o ar por suas narinas lentamente. Ele fechou os olhos e respirou fundo, como se não quisesse perder a compostura. Eu não me importava de parecer uma maluca, eu queria que ele se fodesse com todas as minhas forças, quem ele pensa que é para fazer aquilo com uma adolescente?

— Eu estava falando com ela sobre o trabalho de química, não precisa surtar por causa disso — Ele endireitou a postura, erguendo uma de suas sobrancelhas.

— Não tente agir como se eu estivesse enlouquecendo, sua cara estava a centímetros da dela, poderia ter perguntado isso sem a encurralar como um bichinho assustado — Cutuquei seu peito com força, fazendo questão de que ele soubesse que eu não abaixaria a bola para alguém como ele.

— E qual o problema? — Ele abriu um sorriso maldoso. — Tá com ciúmes?

Eu hesitei.

Não devia ter feito, aquilo só fez com que ele tivesse qualquer dúvida sanada sobre eu estar com ciúmes ou não, e ele escolheu acreditar que eu estava com ciúmes e que fazia o tipo de mulher apaixonada e possessiva.

— Não, seu imbecil babaca, eu nunca teria ciúmes de você, nem se me pagassem pra isso! — Grunhi.

— Pensei que você fosse mais madura que isso, na verdade. Ciúmes de uma garota de quinze anos, Allison, é sério? — Ele riu, desdenhoso.

— Francamente, vai pra porra do inferno, seu desgraçado! — Empurrei-o para trás.

Eu deveria ter aprendido, depois de tanto tempo, que ser uma pessoa impulsiva me traria ainda mais problemas, mas não aprendi. Eu não ligava muito, não naquele momento. Mas quando o corpo de Jesse Hale desequilibrou para trás e ele derrubou a caneca de café de Jim Yoshikawa no chão, eu percebi a merda que tinha feito.

O café espalhou-se pelo chão junto com os cacos da caneca quebrada. O corredor inteiro emudeceu, nenhum som sequer tinha coragem de se mostrar ali. Os olhos de todos os alunos que ainda estavam fora da sala se voltaram para nós três, e os que estavam dentro das salas, saíram para dar uma olhada no que tinha acontecido. Eu me sentia como se estivesse completamente nua no meio da escola, com tantas pessoas me encarando.

Olhei ao redor e tive vontade de desaparecer. Eu odiava aquela sensação. Odiava me sentir exposta como um alívio cômico no meio de um circo pegando fogo.

Me virei para o diretor, seu rosto estava vermelho de raiva, e claro que ele me encarava como se eu fosse um monstro e que, a partir dali, nada do que eu dissesse seria desculpa para o que tinha feito. Não importava se Jesse estava assediando uma garota de quinze anos, não importava se eu apenas estivesse tentando a proteger, eu ainda era a vilã da história pela perspectiva do diretor.

Eu sabia qual era o meu destino quando encarei todos os cacos espalhados pelo chão, e quando saí da sala do diretor com a demissão estampada na minha testa, não sabia mais se tinha feito a coisa certa.

Depois de tudo o que passei com Miles, com Trevor Evans e com os caras imbecis que me assediavam gratuitamente na escola com a desculpa de que eu era uma vagabunda por ter sido exposta para a escola inteira beijando Daniel, eu jurei para mim mesma que nunca mais deixaria uma garota passar pelo que passei, eu tinha aquela chama ardente no meu peito que não me deixaria a impunidade reinar, mas os meus esforços pareciam tão idiotas e ineficazes, que duvidava se qualquer coisa fosse fazer a diferença.

Eu não tentei me defender, sabia que qualquer coisa que eu dissesse para o diretor não seria o suficiente para que ele magicamente demitisse Jesse e o denunciasse para a polícia.

Entrei na sala dos professores, recebendo o olhar pesaroso de Beatrice Logan, professora de Literatura Avançada. A mulher, que era dez anos mais velha que eu, levantou-se e aproximou-se de mim, me ajudando a recolher minhas coisas de dentro do meu armário.

— Eu te avisei, Alli, se meter com o Jesse era problema! — Disse ela, entregando-me um livro.

Confirmei com a cabeça, abrindo um sorriso conformado para ela. Beatrice respirou fundo, cabisbaixa. Seu cabelo longo e preto estava preso em um coque alto e seus traços hispânicos a deixavam com um ar de certa sofisticação, eu custava a me acostumar com o fato de ela ser professora de Literatura Avançada, apesar de ela sempre frisar que era sua maior paixão, porque se eu tivesse uma aparência como a dela, estaria muito longe de uma sala de aula e tentaria a sorte como uma atriz.

— Eu não posso ficar calada toda vez que algum homem age como se pudesse fazer o que quiser com qualquer pessoa só por ser homem — Respondi, fechando o zíper da bolsa.

— Eu sei disso... Também não gosto disso, mas não posso arriscar meu emprego. — Ela baixou os olhos para a barriga. — Não sou mais tão jovem quanto você, e agora eu tenho uma responsabilidade além da minha vida crescendo dentro de mim!

— A verdade é que ninguém gosta do Jesse, mas o diretor adora aquele cara, não tem muito o que fazer — George Gilbert, o professor de economia, bateu a mão no encosto do sofá.

Gloria Bush, a professora de humanismo, revirou os olhos e ajeitou os olhos. Seu cabelo grisalho e amarelado escorregou sobre seus ombros. Apesar de ela ser bem mais velha que eu e já ter o cabelo completamente grisalho, sua aparência não me permitia acreditar que ela já estivesse na casa dos sessenta.

— Aquele pirralho ainda tem muito o que aprender. Eu adoraria poder socar a cara dele, mas o diretor é um pé no saco e me demitiria. Admiro sua coragem, Allison — Ela ergueu os olhos em minha direção. — Mas você foi muito ingênua!

— Sei disso — Sorri fraco.

Ajeitei a bolsa sobre os ombros e caminhei em direção à porta.

— Eu te acompanho até o lado de fora — Ofereceu-se Beatrice.

— Não precisa — Recusei, sorrindo para ela e para os outros. — Foi bom trabalhar com vocês!

Virei-me para a saída, cruzando a porta enquanto Jesse adentrava a sala dos professores. Tentei não parecer furiosa ou abalada com o que tinha acontecido, por isso ergui o queixo ao passar por ele, mesmo que estivesse arrasada por dentro.

Caminhei a passadas lentas, observando as salas cheias de alunos. Pelo menos eu nunca mais teria que ver a cara de Jesse e de Jim novamente.

Saí da escola, atravessando o jardim e sentando-me em um dos bancos da entrada, tentando pensar em como contaria para meus pais que eu estava desempregada e com o aluguel atrasado. A vida adulta poderia ser bem cruel de vez em quando, eu sabia bem daquilo, mas não esperava ser demitida logo de cara.

Mantive os olhos presos em minha bolsa. Puxei-a para mais perto e abri o bolso da frente, retirando dali de dentro algumas das contas que eu tinha separado para pagar naquele dia. Eu tinha dinheiro suficiente para pagar por elas, mas não pelas outras, que ficaram sobre a cômoda do meu quarto.

— Desgraçado — Praguejei para mim mesma. — Jesse Hale, seu desgraçado!

— Acho que maldito e babaca também é bem cabível pra ele — Uma voz irrompeu meus ouvidos, vindo de trás de mim.

Virei-me, cautelosa, deparando-me com a silhueta da menina de mais cedo. O cabelo loiro e liso estava preso em um rabo de cavalo, e sua franja longa balançava com o vento, escapando do elástico que segurava seu cabelo. Seus olhos verdes e cristalinos me olhavam, inseguros, mas, ao mesmo tempo, aliviados.

A menina sentou-se ao meu lado e juntou os joelhos, repousando as mãos sobre as pernas e encarando os próprios pés.

— Desde o começo do ano, ele faz esse tipo de coisa comigo. Não só comigo, mas com mais algumas meninas — Disse ela, e eu arqueei as sobrancelhas, surpresa. — Ninguém nunca fala nada, especialmente porque ele é bonito ou coisa do tipo. Ninguém nunca me defendeu ou fez ele parar, nem mesmo os garotos da minha turma — Ela levantou o rosto e virou-se para mim. — Então muito obrigada, e sinto muito que isso tenha tirado o seu emprego!

Sorri para a menina genuinamente. Eu sabia como era aquela sensação de ser impotente perto de alguém, de não saber como se defender e de saber que ninguém está disponível para te ajudar, porque ninguém vê problema no que está acontecendo.

Vê-la naquela posição inflamou meu coração de uma forma que eu nunca tinha sentido antes, talvez porque não cheguei a presenciar mais cenas como aquelas e, no fundo, eu agradecia mentalmente por nunca ter presenciado algo como aquilo outras vezes, talvez, se eu acabasse me deparando com aquilo de forma mais recorrente, precisaria de muito mais que dois anos de terapia para me recuperar e voltar a dormir bem.

— Não se preocupe com isso — Respondi, observando-a sorrir para mim. — Tente conversar com seus pais sobre isso, fala que precisa mudar de escola se não quiser que isso continue. Não vão demiti-lo, infelizmente...

— É ruim pensar que um cara como ele não será demitido — Ela baixou os olhos. — Quantas outras meninas vão precisar passar por isso para que percebam que ele é o vilão da história?

Eu não tinha uma resposta para aquilo, mesmo que quisesse muito ter. Eu não fazia de quantas garotas como ela precisariam passar por aquilo até que algum adulto decente tomasse alguma providência, também não sabia quantas garotas precisariam passar por relacionamentos abusivos, assim como eu passei com Miles, para que alguém tomasse alguma providência.

Tive muita sorte de ter Daniel por perto, na época. Às vezes, sinto que se ele não estivesse por lá, insistindo em me falar que tinha algo de errado com o meu relacionamento, algo muito pior poderia ter acontecido. Não acreditava que ele tinha me salvado, para mim, ele estava mais se afundando junto comigo que me ajudando, mas, de alguma forma, tê-lo por perto foi bom, foi o que me fez acordar para a vida e tomar alguma providência.

— Srta. Cooper, eu não quero voltar lá pra dentro... — Ela continuou, afundando as costas no banco. — Não quero voltar para a escola e perceber que ele continua lá, e que ele pode fazer o que quiser!

— Não vou contar para ninguém que você está aqui fora, não se preocupe — Assegurei-a sorrindo. — Acho melhor você voltar para casa, ou tomar alguma coisa e esfriar a cabeça!

Ela confirmou com a cabeça.

— Muito obrigada, mais uma vez, srta. Cooper! — Ela se levantou, parando de frente para mim. — Eu sei que você deu aula pra bastante gente, então talvez não se lembre do meu nome e...

— Não se preocupe, não vou te esquecer — Eu levantei-me também. — Aqui, pega isso aqui — Anotei rapidamente meu número de telefone em um papelzinho e entreguei-a. — Se quiser e precisar conversar, pode me chamar por esse número!

Os olhos da menina brilharam genuinamente. Ela guardou o papelzinho dentro de uma agenda pequena e me abraçou com força. Apesar de ser apenas uma adolescente, ela já era mais alta que eu — o que sempre me deixara um tanto frustrada, eu não tinha crescido um centímetro sequer desde o meu ensino médio. Eu continuava sendo a mesma tampinha de sempre, esbanjando os meus exímios um e cinquenta e sete para qualquer pessoa que tivesse menos que isso.

— Até mais, então! — Disse ela, correndo para longe da escola.

Alguns anos antes, eu teria reconsiderado se deixar que ela matasse aula seria uma boa escolha, mas sabia o quão duro era ter que encarar alguém como Jesse o tempo inteiro.

Quando cheguei em casa, joguei os materiais sobre a mesa da cozinha e dirigi-me rapidamente para a sala, sentando-me confortavelmente sobre o sofá. Com os pés descalços, chutei algumas almofadas para longe, me dando mais espaço para esticar as pernas. Puxei o celular e encarei as notificações, abri a primeira, da minha mãe me perguntando se já poderia me ligar, e eu confirmei.

Poucos segundos depois, ela ligou-me e eu segurei o celular na frente do meu rosto, observando ela e meu pai aparecerem na tela do celular. Abri um sorriso dolorido para eles. Às vezes a saudade que eu sentia deles dois parecia tentar me matar, a dor no peito vinha e automaticamente todo o meu coração se contorcia.

— Oi, princesa, como você está? — Perguntou meu pai, sentando-se ao lado da minha mãe.

— Tô bem — Respondi, meio desanimada. — Mas e vocês e o Sam?

— Estamos bem, não se preocupe — Mamãe respondeu, estreitando os olhos em minha direção. — Aconteceu alguma coisa, querida?

Demorei alguns segundos para responder, eu não sabia ao certo o que dizer, não sabia se deveria contar para eles o que tinha acontecido na escola, muito menos que eu tinha perdido o emprego, não sabia se eu deveria mentir e dizer que só tinha sido um dia corrido. Eu não queria que eles se preocupassem comigo.

Meus pais sempre insistiram em dizer que se as coisas apertassem para mim, eu poderia voltar para casa, mas não queria admitir que as coisas estavam mais apertadas do que eu gostaria que estivessem.

— Não, nada — Minimizei, forçando um sorriso. — O Sam vai entrar na faculdade ano que vem, certo? — Perguntei. — Como ele tem se saído nos estudos?

— Ele tem se esforçado e quase não sai do quarto, quando sai, é para treinar — Meu pai comentou.

— Allison, tem certeza que não é nada? — Mamãe insistiu.

Permaneci em silêncio por mais algum tempo. Ela perceberia, e ela não me deixaria fugir daquilo, eu não conseguiria esconder por mais tempo.

Desde que tudo acontecera com Miles, minha mãe se tornou duas mil vezes mais cautelosa quando o assunto era como eu me sentia. Esconder as coisas não costumava mais dar certo, porque ela e meu pai continuavam insistindo até que eu os contasse. Eu não conseguia resolver as coisas sem contar para eles antes, porque eles não queriam que eu me submetesse a um buraco negro novamente.

— Princesa, sua voz, dá pra perceber... — Papai completou, cauteloso.

— Sabe que não precisa esconder as coisas de nós dois — Disse mamãe, sorrindo.

— Foi algum cara babaca de novo? Eu adoraria atravessar o país para dar um cascudo em um moleque otário que tentou quebrar seu coração!

— Aconteceu um problema na escola e eu fui demitida — Resumi a história, não queria que eles continuassem com aquilo.

— Ah... — Mamãe recuou.

Meus pais se entreolharam por um instante.

— Mas não se preocupem, eu tô procurando por um novo emprego, nem que seja só para pagar o aluguel. Eu me viro! — Continuei antes que eles tivessem a oportunidade de dizer qualquer coisa.

Meu pai respirou fundo. Seus olhos pequenos e tão castanhos quanto os meus olharam firmemente para mim através da tela do celular.

— Se quiser, sabe que pode voltar para casa, nós pagamos suas passagens. Não precisa se preocupar com o dinheiro! — Ele relembrou-me do que sempre me dizia. — Nós damos um jeito e você pode tentar algum emprego por aqui!

— Não precisam se preocupar, até o final de semana eu arrumo um emprego novo! — Adiantei. — Eu ligo pra vocês outra hora. Amo vocês, até mais!

Desliguei antes que eles tivessem a oportunidade de protestar. Eu sabia que aquela conversa se arrastaria pelo resto da noite se eu não a interrompesse daquela forma, eles nunca me deixariam ficar desamparada daquele jeito, mas eu não queria viver às custas dos meus pais para sempre. Era como se eu estivesse voltando no tempo e, às vezes, eu não queria voltar, queria caminhar para sempre apenas para sempre, mesmo que soubesse que, por vezes, antes de avançar, precisávamos dar alguns passos para trás.

Afundei meu rosto em uma almofada, gritando todas as minhas frustrações ali, esperneando como uma criança birrenta.

— Que droga — me virei para cima, encarando o teto —, eu poderia, pelo menos, ter dado um soco na cara do Yoshikawa, eu me sentiria menos pior, agora!

Meu celular vibrou novamente e, curiosa, puxei-o para mais perto, percebendo que a nova chamada de vídeo era de Angeline. Não demorei para atender, e logo que toquei no botão verde, a imagem dela, de Michael e de Adalia se projetaram na tela do meu celular.

Angeline e Adalia não tinham mudado muito desde a última vez que eu as tinha visto, já Michael parecia outra pessoa. Tinha engordado um pouco e suas bochechas estavam mais cheias, sua barba nunca chegara a se fechar, mesmo assim, ele mantinha um cavanhaque baixo e bem cuidado.

— Nossa, sua cara tá péssima, o que aconteceu? — Angeline perguntou logo de cara.

— Tá tão na cara assim? — Perguntei, inconformada.

— Allison, parece que você viu trinta velhinhas serem roubadas de uma só vez — Michael completou. E Adalia olhou-o, confusa. — Eu não consegui pensar em nada pior que isso, foi mal...

— Fui demitida — Respondi rapidamente.

— Mentira? — Adalia franziu o cenho. — O que aconteceu? Me fala que você deu um soco na cara daquele diretor idiota!

— Infelizmente, eu não soquei ele — Sorri de canto. — Mas não sei o porquê de não tê-lo feito, eu seria demitida de qualquer forma, mesmo!

Nós rimos, mais como uma forma de aliviar os nervos do que por realmente ser engraçado.

— Mas o que aconteceu? — Michael perguntou.

— O babaca o Jesse tava assediando uma menina de quinze anos — Comecei.

— Espera, o cara que você saiu ontem tava assediando uma menina de quinze anos? — Adalia me cortou. — O que você tinha na cabeça?

— Em minha defesa, eu não fazia ideia! — Retruquei. — Ele assediou a menina, eu dei um tapa na cara dele e depois o empurrei, ele trombou com o diretor, que derrubou a caneca de café e me demitiu. Fim!

— E agora? — Angeline perguntou, sabendo da minha situação financeira.

— Vou procurar outro emprego, é o que me resta fazer — Dei de ombros. — Eu não vou desanimar, sei que consigo um emprego rapidamente. Mas e vocês, como estão?

Angeline abriu um sorriso largo.

Passei horas conversando com eles três, tempo suficiente para que eles me atualizassem de tudo.

Angeline tinha conseguido abrir seu estúdio de design de interiores em Boston, então ela não precisava ir muito longe para trabalhar, e tudo estava correndo melhor do que ela esperava, já que ela conseguira vários clientes e a empresa estava aumentando gradativamente. Mike estava frustrado com seu novo chefe enquanto ele trabalhava como analista de sistema, mas que pelo menos as contas estavam pagas, ele também contou que levou um pé na bunda e que aquilo tinha sido um baque, mas que não era o fim do mundo.

Por outro lado, Adalia contou que tinha ido esfriar a cabeça em Brookline, na casa dos pais, porque a última temporada no teatro tinha sido bastante intensa para ela, especialmente por causa do relacionamento que Ethan tinha se enfiado. Os dois decidiram passar algum tempo na casa dos pais e deixar a Broadway antes de se recuperarem de tudo o que tinha acontecido. Ela, em nenhum momento, me explicou exatamente o que tinha acontecido, mas para afetá-la daquele jeito, a coisa tinha sido mais esquisita que o comum.

Quando desliguei, eu estava motivada a encontrar um novo emprego e poder contá-los coisas incríveis como eles costumavam me contar.

— Eu sei que consigo um emprego, não vai ser um desafio! — Sorri para o espelho do banheiro.

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