STACY [✾] 04



STACY JOHNSON

Charles coloca as sacolas de compras que eu fiz em cima da mesa,não demora muito para o papai aparecer na cozinha. Ele está todo arrumado, está até de camisa social.

— Pra onde você vai? — pergunto pois faz muito tempo que ele não sai de casa. Se arrumar desse jeito parece uma avanço para mim.

— Onde nós vamos. Sua tia Jenifer chamou a gente para jantar lá, os meninos chegaram hoje de viagem. — concordo com a cabeça. Já sei que eles chegaram, encontrei com o Sammy mais cedo e a maneira como ele escondeu seu nome sem razão alguma da sua parte, me deixou com vontade de abraço-lo. — vai se arrumar, a gente sai em vinte minutos.

— O senhor pode me emprestar uma camisa? — Charles pergunta.

— É um jantar em família, Charles. Você não foi convidado. — meu pai diz antes de sair do cômodo e ir para a sala.

Sinto o aperto do meu namorado se intensificar na minha cintura.

— Isso quer dizer que eu não sou da família? — seu tom parecia de brincadeira mas sei que não é.

— Uma pessoa só entra pra família da outra quando eles se casam, Charles. A gente só namora. — murmuro,tentando sair do seu aperto. — por favor, preciso me arrumar.

— Se comporta tá bom. — ele se inclinou para sussurrar no meu ouvido, enquanto passava aos mãos pelo meu cabelo. — não gosto daquele seu primo e dos amigos dele. Fica sempre com seu celular.

Concordo com a cabeça, não beijo ele de volta com quando seus lábios tocam o meu. Mas acho que Charles não percebe porque ele vai embora com um sorriso no rosto.

Espalmo minhas mãos na mesa da cozinha, conseguindo respirar normalmente em horas. Não quero nem imaginar o que teria acontecido se ele soubesse que o Howard na verdade é o Sammy.

— Stacy, vai se arrumar! — meu grita da sala.

Levo dez minutos para tomar banho, me vestir e passar um pouco de maquiagem. Sei que ele vai estar lá, nossas família são amigas desde sempre.

— Você já viu o Samuel por aí? — meu pai perguntou, enquanto passávamos pela entrada de pedras na frente da casa da minha tia.

— Por que a pergunta?

— Não sei. — ela da de ombros. — Vocês eram tão amigos, sempre achei que você fosse namorar com ele. Na verdade — meu pai solta uma risadinha. — sempre achei que vocês fossem se casar.

— Mas isso não vai acontecer, pai. — sussurro.

— Infelizmente. — ele abre a porta e me deixa passar primeiro, coloco nosso casacos no armário. — o Charles é realmente bom pra você querida?

— Pai, por que você está fazendo tantas perguntas sobre minha vida amorosa? Ela está ótima. — tento sorrir de forma amigável.

— Não sei, meu bem. Ando meio distraído desde...você sabe. As vezes acho que não estou dando muita atenção pra você.

Abraço ele pela cintura e beijo sua bochecha: — Você é o melhor, pai. Não precisa se preocupar.

— Stacy? — me viro e vejo o Johnson. Só então percebo o quanto sinto sua falta. Nós éramos aqueles primos que só andavam juntos e eram a razão para o outro ir nas festas de família. — meu deus, como você tá linda!

Ele me abraça, tira meu corpo do chão e me roda.

— Você também, J.

— Vem, os outros meninos estão na sala de jogos.

Ele sai me puxando até o local, onde as nossas famílias estão reunidas. Os Gilinsky's, Maloley's, Johnson's e Wilkinson's.

Sammy me vê e sorri para mim. Sinto falta do seu sorriso. Depois que o jantar acabou todo mundo se espalhou pela casa, os meninos foram jogar no quarto do Johnson e os mais velhos foram beber e falar como estão suas vidas.

Já eu, coloquei meu casaco e me sentei nas escadinhas em frente a porta de ferramentas no fundo da casa, apenas pra ver a neve cair. Amo essa época do ano, ela me traz paz.

— Hey. — Sammy abre a porta que dá em direção ao quintal. — o que você faz aqui?

— Nada. — sorrio pra ele. Sammy fecha a porta atrás de si e vem até mim, sentando do meu lado.

— Como você está? — ele pergunta.

— Bem e você?

— Não muito. Tem uma coisas me incomodando desde que cheguei aqui. — minha respiração falha um pouco. — há quanto tempo você e o Charles estão juntos?

— Dois anos.

— Isso é a mesma quantidade de tempo que sua mãe...— Sammy para de falar.

— Que minha mãe se matou. — sorrio sem mostrar os dentes. — não faz mal falar em volta alta, Sammy. Isso não vai trazer ela e nem explicar porque ela fez isso.

— Sinto muito, mesmo. Por não estar aqui com você quando aconteceu.

— A gente perdeu o contato, Sammy. Isso acontece com todo mundo.

— Não deveria acontecer com a gente. — agora ele parece chateado. — nós somos importantes um para o outro.

— Por que disse que seu nome era Howard? — pergunto com medo da resposta. Será que ele percebeu alguma coisa, ultimamente só tenho andando de roupas com manga longa, não teria como ele ver a marca.

— Você me olhou com aquele seu olhar de que era pra esconder alguma coisa. — ele deu de ombros. — Viu, ainda conheço seus olhares.

Sorrio pra ele enquanto ele apenas me encara. Desconecto nossos olhares quando meu celular vibra.

— Só um instante. — é uma mensagem do Charles.

amor: Samuel HOWARD Wilkison, mais conhecido como Sammy Wilk.

amor: por que ele mentiu pra mim, Stacy?

— Eu...eu...eu preciso ir. — falo me levantando rápido e acabo escorrendo na escada e caindo em cima do Sammy. — me desculpa.

— Meu deus, Stacy. Você tá tremendo. — ele diz enquanto me segura com força.

— É o frio. — minto e me levanto. — boa noite.

— Espera! — Sammy já está em pé e segurando minha mão. — quero que você saiba que pode contar comigo pra tudo. Me promete que se alguém fizer mal pra você, a primeira pessoa que você vai pedir ajudar vai ser pra mim.

— Não vai ser necessário.

— Promete. — ele diz enquanto olha nos meus olhos.

— Prometo.





perdoem o capítulo grande, me empolguei

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