✴️ Capítulo 29 ✴️

Assim que voltamos, o Dylan me deixou em casa, para que eu pudesse me arrumar e que depois, ele ainda fosse me levar para o trabalho. Disse que não queria mais ver a sua mulher andando por aí, sozinha de ônibus e ainda mais estando grávida. Logo, eu revirei os meus olhos, para aqueles seus cuidados tão exagerados. Eu estava grávida, não invalida! Enfim, tomei uma ducha rápida e vestir um vestidinho mídi, verde escuro de botão e um sapato All Star, que era bem confortável, para que eu pudesse passar o dia. Pois é, os vestidinhos mídis, haviam tomado conta do meu armário; as calças jeans, já não mais cabiam em mim!

Assim, peguei o meu material da faculdade e me despedir da minha mãe, lhe dando um beijo na ponta da cabeça. Logo, ela sorriu para mim e me viu com aquela cara de boba, de que tinha acabado de ver um passarinho verde de manhã. Brincadeira, na verdade, ela já sabia que o motivo para eu estar tão feliz daquele jeito, era porque provavelmente eu já tinha me acertado com o Dylan. Ela e as minhas irmãs, foram testemunhas do quanto eu havia sofrido, naqueles dias sem ele. Acho que por isso, que a Karen havia tramado com o Dylan, para que a gente pudesse se encontrar, no dia do seu chá de revelação e tivéssemos a chance de conversar. E eu era grata por isso! Pois se não fosse por ela, eu com certeza não saberia dizer, quando eu poderia ter me encontrado com ele novamente e ter aceitado lhe ouvir.

E falando na Karen, a mamãe me contou que ela já estava levando algumas coisas, para ir morar na sua casa nova com o Júnior. Eles haviam alugado um pequeno apartamentozinho, perto da gente, já que a Karen dizia o tempo todo, que não fazia a mínima ideia de como iria cuidar de um bebê e que a qualquer momento, ela poderia precisar da ajuda da mamãe e que não teria acesso, se eles estivessem morando tão longe. O Júnior logo lhe compreendeu, já que era outro que não saberia o que fazer em um momento de emergência; sem falar, que ele sempre acabava acatando todas as ideias da minha irmã. E sobre como eles iriam se manterem; o tio dele, havia lhe oferecido um cargo como vendedor, na sua loja de concessionária. Não era muito no começo, mas com certeza, daria para ele pagar as suas despesas de casa e ainda por cima, não largar a faculdade. Assim, fiquei contente quando soube disso, pois logo, ele não precisaria fazer o mesmo que eu havia feito, que foi ter largado os meus estudos para poder se manter. Mas graças a Deus, eu já estava de volta a ele!

E nem dava para acreditar, que só faltava apenas um período, para eu poder acabar o meu curso de arquitetura. O Guilherme já havia me adiantado, que também já estava à procura de um projeto arquitetônico para poder me oferecer, na hora que eu fosse fazer o meu Trabalho de Conclusão do curso, o TCC. E eu, é claro, era supergrata por toda a sua ajuda. Porém, agora que eu e o Dylan havíamos voltado, eu não saberia dizer se ele iria continuar sendo tão prestativo comigo, como havia sendo esses dias. No entanto, eu não queria ter que perder a sua amizade, pois no momento que eu mais precisei, ele estava do meu lado, me apoiando e me dando altos conselhos, para que eu ainda não desistisse do meu futuro. Mas acho que com essa pequena mudança, dos fatos, a nossa amizade iria mudar.

Por fim, aquele dia havia passado rapidinho, eu e o Dylan havíamos nos despedido com dificuldade, quando eu fiquei para trabalhar; mas logo depois, ele já estava novamente na porta do restaurante, me esperando para poder me levar até a faculdade. Ele estava praticamente, virando o meu motorista particular! Assim que entro no seu carro, lhe dou um beijo de matar e ele me retribui do mesmo jeito, cheio de desejo; parando apenas, para beijar a minha barriga como forma de carinho.

— Olá para você também, minha raridade! — Ele fala com o nosso filho e olha para mim, com aquele seu olhar terno.

Rapidamente, eu me lembro que daqui a duas semanas, eu já tinha uma outra consulta marcada com a Dra. Marta, para ver se já conseguíamos ver o sexo do meu bebê; visto que no mês passado não havíamos conseguido. Espero que dessa vez, com o Dylan presente; que no caso, eu espero que ele vá; a gente tenha mais sorte para poder descobrir.

Logo, eu aproveito aquele momento, para lhe perguntar sobre ela.

— Dylan... — Eu lhe chamo meio receosa, sem saber de fato, se ele iria querer ir. — A próxima consulta do pré-natal, será daqui a duas semanas! Você vai querer ir.... — Ergo as minhas duas sobrancelhas e lhe dou um sorrisinho meio amarelo, na esperança de que ele aceite.

Ele, portanto, não hesita em concordar.

— É claro que vou! Eu não quero perder nem mais um momento, que envolva você e o nosso filho, KitKat! Vocês são as minhas prioridades agora! — Ele alisa o meu rosto com carinho e deposita um beijo simplório, nos meus lábios. E eu amava, poder sentir aquela sua boca!

Por fim, ele finalmente deu partida no seu carro e me deixou bem na entrada da faculdade. Porém, assim que estacionou, eu logo percebi que o seu semblante havia mudado; estava bem mais sério e o seu sorriso havia sumido. Sabia que o motivo daquilo, era porque ele querendo ou não, eu ainda iria acabar me encontrando com o professor Guilherme. Ele lecionava no meu curso e eu não tinha como mudar isso.

Tentando lhe tranquilizar a respeito disso, eu me viro para ele digo:

— Dylan! — Toco no seu queixo com delicadeza e faço ele olhar para mim, antes de continuar. — Você não precisa se preocupar quanto ao Guilherme... Esse tempo todo, ficamos separados e em nenhum momento, eu me envolvi com ele. Eu te amo agora e o meu coração sempre te pertenceu! E não vai ser depois de termos nos acertado, que eu iria procurar ter alguma coisa com ele, não acha?! Eu sempre fui sua, Dylan! — Olho profundamente nos seus olhos, para que ele veja verdade nos meus.

Logo, eu consigo lhe tirar um sorriso condescendente e ele se despede de mim, dizendo que só vai passar em casa, para poder tomar um banho e me esperar, para vir me buscar novamente; pois, disse que não queria ficar mais nenhuma noite sem dormir comigo. Será que isso significava, que ele agora queria que eu fosse morar de uma vez com ele? Fico encasquetada com aquilo na cabeça e vou para aula, tentando decifrar aquele seu pequeno desejo. Porém, eu sou logo abordada pelo Guilherme.

— E aí, lindinha! Não veio para a aula ontem, sentir a sua falta! — Ele diz com um sorriso maroto e com a voz um pouco pesarosa por isso. Ele havia começado a me chamar assim, desde o dia em que havia me confessado sobre os seus reais sentimentos! E a partir daí, eu passei a morrer de medo de que alguém acabasse lhe escutando. Por isso, antes de me virar para poder lhe responder, eu olhei para todos os lados, para ver se não tinha ninguém ali por perto.

— Guilherme! Você não pode ficar me chamando assim! Você sabe a confusão que isso pode dar. — Lhe repreendo com a voz baixinha e depois começo a andar novamente. — E sim, não vim para aula ontem, porque eu estava com o Dylan!

Ele me olha meio em choque e já prevejo o que ele estava imaginando. Era inevitável, não tinha como ocultar isso dele. O Guilherme era um cara bacana, mas não para mim. Ele tinha que perceber isso, para poder seguir em frente.

— Vocês.... — Ele tenta formular uma pergunta, mas não consegue.

— Sim, a gente está junto novamente! — Tento lhe responder de forma simples e bem natural, para que elas não soassem tão pesadas aos seus ouvidos; mas ele me encara com aqueles seus olhos verdes tranquilizantes, e vejo que eles agora, me pareciam bem mais desolados.

Sentir pena, por não poder retribuir da mesma forma o que ele sentia por mim. Sei que deve ser horrível, ver a pessoa de quem se gosta, não tendo mais possibilidades de ser sua. Mas por consideração a ele e por saber, que ele ainda iria encontrar alguém muito especial, para poder preencher a sua vida; eu toco no seu ombro de forma gentil e tento fazer ele também enxergar o meu lado.

— Olha, eu sei que para você, não deve estar sendo fácil ouvir isso! Mas eu estou feliz, eu estou com o pai do meu filho e a gente finalmente conseguiu se acertar... Podemos no fim, ter uma família feliz, como eu sempre quis. — Sorriu meio tímida, por estar confessando aquilo para ele. — Mas eu também não quero te ver triste por aí e nem mal por isso... você foi uma pessoa muito importante para mim e sempre esteve do meu lado; será inevitável eu me preocupar com você... — Digo sendo a mais sincera possível.

Ele me olha, parecendo me entender e diz:

— Claro! Era o que você queria, não era?! Não precisa se preocupar comigo... Tentarei ficar feliz por você! — Ele sorri de forma leve, mas vejo que também era meio forçado. — A gente se ver na sala, Katarina! — Ele passa por mim, assentindo com a cabeça e se vai.

É, a nossa amizade com certeza mudaria! Mas eu nada poderia fazer....

━━━━━━ ⊱• ✥ •⊰ ━━━━━━

Olá meus Lermores! Hoje já estava mais inspirada kkk... E aí, o que acharam do capítulo, gostaram? 😍👐🏼

Tadinho do Guilherme, não? Será que ele agr vai sossegar e seguir em frente... Ou ainda vai insistir na Katarina.. 😬

E o apelido que o Dylan deu para o filho deles," raridade"! Muito fofo, né?
🙈💖

E a casa da dona Kátia vai esvaziando.... 👀 Será que a Katarina vai morar de vez com o Dylan?

Se estiverem gostando da leitura cliquem na ⭐ e deixem os seus comentários aqui embaixo 👇
Adorarei lê-los depois!

Até ao próximo capítulo, meu amorecos! 😽💕

Não se esqueçam de me seguir no Instagram, adoro interagir com vcs por lá também! 😜
@islalins.livros

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top