|O Baile Real 1|
Adentramos na Lancheria. Fazia tempo que não vinha para não trabalhar, muito menos acompanhada de amigos. Espera, não sei se posso chamá-los de amigos. Sou insegura e dramática, irritante pra quem não sente o mesmo que eu.
Isso tá uma loucura! Uma fila enorme só para fazer o pedido. Dentre os jovens, Christie aparece vindo em nossa direção, batendo o salto no chão. O que essa garota quer agora?
— Ainda bem que você veio. — Para em minha frente indignada. — Pois quem vai nos servir? Teus colegas de trabalho não estão dando conta! — Estende a mão para o balcão, e noto novos funcionários, certamente só para a noite de hoje, ou para dias com muito movimento.
Responder não é preciso, pois Mana já pronuncia intrometida: — Ela ainda não está trabalhando. — Posiciona-se a minha frente, encarando a loira profundamente. — Deixa-a em paz!
Christie aponta seu dedo na expectativa de um insulto, porém mantém-se calada, quando seus olhos se prendem em alguém no meu lado. Acompanho a direção de seu olhar, ao perceber Madden junto de nós. Mas olha só! Vai se fazer de desentendida, só por causa do Madden?
— Gatinho, que bom que veio! — Muda seu tom de voz, estando afável. — Vamos lá pra fora?
Affs... Disfarçando sua arrogância. Só tenta, né!
Ele leva sua mão na nuca: — Eu já combinei com elas, foi mal.
Arqueio minhas sobrancelhas. Mas o quê? Ele decide ficar com nós e deixar Christie pra lá? A loira expande suas pupilas desacreditando no quê vê. Sinceramente, nem julgo. E Mana, no íntimo deve estar pulando alegremente, pois o sorriso estampado entrega sua aventura.
— Se mudar de ideia, sabe onde me encontrar. — A Barbie desliza sua mão no braço dele, em seguida sai com o nariz empinado, balançando a barra do vestido de tanto que rebola.
Inevitavelmente obrigo-me a comemorar intimamente com Mana, só que menos escancarada. Procuramos uma mesa e por sorte, conseguimos uma recém abandonada, bem na frente da enorme janela. Sento ao lado da Mana no estofado bordô de couro, e eles em nossa frente, separando apenas pela mesa marrom em nosso meio e a luminária suspensa sob nós.
— Lana, o que você sugere pra nós? — Chris pergunta segurando o cardápio.
— É sério isso? — A voz de Mana sobre sai encarecidamente. — Lana ainda não está trabalhando. — Comprime seus lábios e sobrancelhas.
Está super protetora hoje...
— Não, eu não quis dizer isso. — Chris abana suas mãos em sinal de rendição, e achamos graça. — Foi só uma sugestão, nada de mais. — Volta a ler o cardápio, depois de coçar a cabeça avistando meus olhos. — Foi mal Lana!
— Imagina. — Sorrio travessa, e observo ambos concentrados no cardápio. Vai demorar uma eternidade ficar aqui e esperar por um lanche. Pensei antes de erguer-me. — Vou até a cozinha e preparou mesma algo pra nós.
— Hellooou! — Mana segura meu braço. — Esqueceu que tu não trabalha agora?
— Se vocês quiserem esperar fazer o pedido, amanhã quando voltar de certo fica pronto. — Uso de sarcasmo arrancando seus risos em concordância. Então me dirijo até a última porta no canto discreto da Lancheria, e assim que abro a porta, balança sua plaquinha de acesso restrito, chamando atenção de meus colegas aparentemente cansados. — O que está fazendo aqui na cozinha? — Pergunto ao rosto conhecido que me faz companhia todos os dias. David ergue seu olhar com óculos embaçados, devido ao calor das chamas do fogão. Usando seu avental manchado de molho, e seu rosto totalmente vermelho, suado pela correria. Não é atoa que seu lugar é no caixa.
— Com toda aquela gente lá fora? — Arqueia as sobrancelhas, antes de secar o suor da testa com o papel toalha. — Melhor ficar por aqui e não ouvir reclamações de clientes chatos. — Suspira exausto. — Mas e você, não ia vir mais tarde hoje?
— Sim mas... É que vim com a Mana, Madden e Chris. — Pego tomates, alface e os pães para o hambúrguer. — Pra não demorar um ano, eu mesma vou preparar os lanches. — Percebo a quietude de meu amigo. — Você me ajuda? — Preparo os tomates já limpos na tábua de corte, antes de notar seus olhos me encarar.
— Vocês estão com aqueles dois? — Pergunta arqueando as sobrancelhas.
— Hurumm... — Dou de ombros e espero pela sua ajuda, arqueando também as minhas.
— Tá... C-claro... — Lambuza os pães com o molho barbecue, então pego a colher apoiada na mesa e arranco um bocado do molho da panela.
— Humm... Mas esse molho está divino! — Comprimo meus olhos ao experimentar a ponta da colher recheada. — Não pode ter sido você que fez. — Seguro o riso de boca cheia.
— E não foi mesmo. — Sorri e não pude segurar minha boca cheia. O preparo não tem mistérios, é a receita que esconde o segredo pra deixar tão apetitoso. Ainda mais quando é feito com afeto e na companhia de meu melhor amigo, já que não paramos com o riso um minuto se quer, devido sermos desastrados, porém animados.
— Obrigado melhor amigo do mundo. — Sorrio afetuosamente ao colocar os hambúrgueres prontos com a fritas na bandeja de cor creme. — Sabe que te amo, né? — Pego os copos descartáveis vermelhos admirando seus olhos, entretanto, David me observa atentamente sem ao menos piscar, então franzo o cenho sem compreensão. — Que foi?
— Nada. — Pisca um par de vezes. — Também te amo. — Envolve seus braços em minha volta, então o abraço.
— Vou lá. — Desfaço-me do abraço. — Eles estão me esperando. — Ele assente. — Até daqui a pouco. — Dou dois passos atrás com a bandeja em mãos, antes de abrir a aporta e retornar à aqueles que aguardam famintos. Assim que me aproximo, me deparo com Jeff, através do vidro da janela, conversando com um homem aparentemente não estranho para minha memória, no outro lado da rua.
Apoio a bandeja farta, distribuindo seus devidos lanches. — Foi rápida, hein! — Chris dá sua primeira mordida. — Nada mal. — Fala de boca cheia.
— Seu porco! — Mana atira o guardanapo amassado nele, fazendo-nos rir. — Lana pega lá a Coca-Cola.
— Ué, ela não tá trabalhando? — Chris contraria, e mais uma bolinha de guardanapo atinge seu rosto. Saio na risada em busca da Coca-Cola, mas meus olhos se voltam a Jeff lá fora.
— Aquele homem conversando com o Jeff... — Digo, assim que apoio a bebida na mesa, e ambos olham na direção de meu olhar — Não é aquele traficante que foi solto da prisão? O que eles estão fazendo juntos?
— Ah, não deve ser nada! — Mana dá de ombros, despejando a bebida escura no copo. Não consigo desgrudar os olhos neles. Observo aquele homem entregando um pacote marrom para Jeff. Em seguida, o homem sai e Jeff atravessa a rua, se agacha ao lado de um carro branco estacionado e logo sai sem o pacote.
Mas o que o Jeff está fazendo? Ultimamente ele me dá motivos para desconfiar... O que ele tanto olha para Mana? O que ele faz com um traficante?
— Gente, eu já volto. — Dou alguns passos.
— Vai aonde? — Pergunta Mana e não dou ouvidos. Não consigo mais conter minha curiosidade, preciso descobrir algo, por isso ando até carro branco e me agacho como Jeff fez e procuro pelo pacote. Ali está! Vejo-o em cima do pneu. Me dá calafrios, mas quero saber o que tem dentro.
— O que você tá fazendo? — A voz irritante me assusta. Ergo-me imediatamente ao notar Christie esperando por uma resposta, mas nada flui. Agora percebo que o automóvel de luxo é dela.
— Lana, achou o teu brinco? — A voz da Mana soa ao se aproximar. Fico boquiaberta, e a loira me encara com a testa franzida. — Ah, deixa isso pra lá! — Mana anda até mim. — Te dou outro de presente. — Puxa meu braço e me deixo levar, voltando para dentro da Lancheria. — O que estava fazendo? — Mana logo pergunta, assim assentamos na mesa. — Sorte sua que te vigiei!
— Só queria saber o que era aquele pacote. Tenho motivos pra desconfiar do Jeff. — Digo ao captar os olhares de Christie diretos à mim.
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Mas o quê essa ogra fazia na minha BMW? E desde quando essa idiota usa brinco? Agacho e pego meu pacote, guardando dentro do carro. Será que ela sabe de alguma coisa? Talvez desconfie apenas.
Volto para a festinha de meus amigos, sem despregar minha visão em Alana, que também observa através da janela. Nada e nem ninguém pode descobrir meu segredo. Meu status na escola, até na minha casa, ou melhor, na família inteira. Tudo acabaria para mim, mas não vou deixar isso acontecer. Jamais.
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☆Aviso de cena hot.☆
Depois de observar Jessica aspirando o pó branco sob o criado-mudo de seu pequeno quarto, recém pego do Ramirez na Lancheria, fico analisando, no quanto que Jess me atrai. Infelizmente, ela não é a única, mas ela está aqui e quer fazer como estimo. A loira de cabelos curtos até seus ombros não diz nada, apenas se aproxima intensificando seus olhos verdes. Minha visão se perde nos lábios rosados que colam nos meus de um jeito quente e cheia de desejo.
Apoio minhas mãos sobre sua cintura, colando nossos corpos e aprofundando o beijo. Então percebi que agora é a hora para dar o bote. Alguns passos com ela de ré, chegamos até a cama de solteiro. Beijo seu pescoço e ela arfa com minha respiração forte.
Deslizo a alça fina de sua blusa, por fim arranco de seu corpo, deixando seus seios cheios e redondos a mostra. Os mamilos de cor pêssego já estão rijos, e meu membro ganha vida na medida que analiso cada curva que seu corpo faz. Passivo, admiro-a despir-se por completo, e finalmente deitar na cama a espera por mim. Nos olhamos e ela sorriu.
Desço minhas calças, junto com a cueca. Imediatamente, subo por cima dela que me esperava. A beijo mais ferozmente, enquanto suas mãos puxam minha camisa até arrancar e estar completamente nu. Sussurrar palavras pervertidas nos deixa ainda mais quentes, no momento que chupo seu pescoço e meus dedos preparam lá embaixo, assim ela geme no meu ouvido baixinho.
O toque do celular de Jess vibra no criado mudo, chamando nossa atenção. Ela, possivelmente sente receio de atender. Imagino por quê. Jason, claro. Se for ele, tinha que ser bem agora? O celular insiste em tocar.
— Celular do caralho... Atende lá de uma vez e vê quem é. — Saio de cima dela, afim de ela alcançar seu celular sobre o criado mudo.
Mas ao pegá-lo, a chamada acaba. — Era Jason! — Fala tenso, com os olhos arregalados.
Puta merda. Só o que falta é ele vir aqui agora!
— Relaxa. — Sua voz é afável. — Sei o que está pensando. — Aproxima -se de mim. — Ele não vai vir aqui.
Colo meu corpo nela, e sorrimos entre o beijo. Mas o que é bom dura pouco, pois agora o meu celular começa a vibrar.
— Puta que pariu, mas tá difícil. — Despeço-me de seus lábios e levanto pegando meu celular no bolso da calça atirada no chão. — É o Jason! — Digo, assim que sinto a vibração em minhas mãos. — Ele desconfia de nós. Melhor atender.
Ligação on.
(Jason) Você está onde? Está com a Jessica?
— Não enche meu saco! Pare de viajar!!
Ligação off.
Desligo o celular, antes que ele falasse mais alguma merda, porém verdades. Silencio o aparelho, pois agora não quero distração. — Melhor você ligar pra ele. É capaz do desmiolado vir até aqui, e daí você sabe, né! — Sento na cama, e ela assente, deixando no viva voz.
Ligação on.
(Jason) Alô, Jess? Você tá em casa?
— Oi bebê! Estou na casa de uma colega, queria falar comigo? — O verde se seus olhos me observam, enquanto fala.
(Jason) Só queria saber se estava em casa, queria ir aí.
— Ah, que pena... Mas vou demorar aqui... — Apoia seu pé em minhas costas, arrancando meu sorriso. — Por que não conversamos amanhã na escola? Depois podemos sair juntinhos.
(Jason) Tá bom minha boneca, amanhã se vemos. Beijo.
— Beijinhos...
Ligação off.
— Agora você é toda minha. — Subo por cima de seu corpo. Beijo entre seu pescoço e a orelha. Recebo gemidos satisfatórios, ao passo que continuo a distribuir meus beijos. Abro suas coxas e entro dentro dela com força. Ela geme alto, quando a preencho com todo meu desejo.
Saio de minha passividade assim que me percebi completamente dentro dela. Devagar e depois rápido, em um prazer com o mesmo ritmo. Ouço seus gemidos frequentes, me estimulando a finalmente concluir meu libido. Por fim, nos deitamos atordoados ao recuperar o fôlego.
— É melhor ir embora... É capaz do Jason aparecer e comprovar se você falou a verdade. — Ergo-me e visto-me com rapidez. A beijo mais uma vez. — Como sempre sendo gostosa. — E assim me despeço, da loirinha cheia de disposição.
Voltar para casa e encontrar meu irmão, sabendo que acabei de transar com a namorada dele... Não é a melhor sensação que sinto. Não é como pegar uma garota qualquer, mas Jess é assim mesmo, sempre foi. Jason que se ilude tanto com ela.
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Conversa vai e conversa vem, e ainda estamos num bate-papo. É, mais ou menos. Mana é a que mais tagarela e eu nem gasto saliva. Chris é engraçado, nunca tive oportunidade de conversar abertamente com ele, sempre o via por detrás dos garotos populares. Acho que vamos nos divertir no dia do baile.
Agora Madden... É muito legal comigo. Espero que realmente nos aproximamos para uma nova amizade, aprecio sua companhia, me faz sorrir e esquecer que me sinto diferente dos outros. Além do mais, é lindo de mais, mas isso é indiferente, o que realmente interessa, é que ele se importa. Pelo menos é o que percebo.
Se pudesse, ficava aqui um tempão, mas infelizmente tenho que trabalhar. Por que nasci pobre e pobre ainda sou. — Ficar aqui com vocês foi bem legal, mas agora preciso cumprir com minhas obrigações. — Me ergo de pé.
— Tá bom Lana, vai lá! — Mana lança uma bolinha de guardanapo amassado em mim, fazendo-nos rir. — Pelo menos saiu um pouco do casco.
Casco? Não é pra tanto assim!
— E já vou indo pra casa também. — Ela fala se erguendo também.
— Eu te levo! — Chris levanta com rapidez, e seguro meu riso. Ele provavelmente tá pensando em tirar uma lasquinha da ruiva. O que ele não sabe é que ela difícil, a não ser quando ela quer mais do que nunca.
— Já que sobrou aqui minha pessoa solitária... — Madden bate suavemente suas palmas na mesa. — Então só me resta ir também! — Se ergue também, então só restou a despedida.
Bufo ao ver eles indo embora. Ah, como eu queria ir também! Trabalhar a essa hora e ainda aguentar adolescentes bêbados, pelas próprias bebidas que trouxeram, ninguém merece. Pior é o grupinho do Zac e ele mesmo se esfregando na Melissa, enquanto Christie bombardeia eles só com os olhos. Isso vai dar merda, mas também não é da minha conta.
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☆Aviso de cena hot.☆
Zac não para de me trazer bebidas. Não consigo parar de rir e achar graça em tudo. Tenho a ciência que estou bêbada, porém com o controle de minhas pernas e consigo parar em pé.
Olho para ele e... Como é lindo. Seu olhar faminto, e sua pegada rápida em minha cintura, que torna o suficiente para me enlouquecer. O cheiro de seu perfume me prende ainda mais perto, enquanto me encurrala em seus braços.
— Estou louco pra te beijar, Mel. — Sussurra em meu ouvido, provocando arrepios em todo meu corpo. E me chamou de Mel? Nunca alguém me chamou assim antes, além de minha família.
Em meus lábios se formam um sorriso e aproximo meu rosto no dele. Sinto sua respiração forte e suas enormes mãos forçando em minha cintura, pressionando-me em seu corpo. Seus lábios tocam os meus e sinto o gosto de bebida em sua boca, sua língua se unir na minha e o calor de seu corpo, parecendo-me desejar como eu sempre o desejei. E como desejei. Sonho em beijá-lo desde criança. Sempre quis você pra mim, e agora te desejo ainda mais. Zac intensifica sua pegada ao apertar meus quadris, enquanto ainda me beija fervorosamente.
— Podíamos ir a um lugar mais tranquilo, o que acha? — Murmura entre nossos lábios. Meu corpo chama por ele, implora por mais beijos e por suas mãos fortes, cheias de ambição. — E aí, o que me responde? — Examina com avidez, esperando uma resposta minha.
Desejei todos esses anos apenas um beijo, e agora poderia saciar todos os desejos carnais. Mas entendo ser um mulherengo, e nem a Christie respeitava. Penso e solto-me de seus braços, na dúvida de acompanhá-lo ou se acabo com isso de uma vez.
Antes que escute sua voz, a mão de Christie puxa meu pulso. — Preciso falar com você. — A voz enraivecida é insistente. Seus olhos mostram-se ira, e imagino o porquê, estar nos braços de Zac a perturba. Deixo Zac escorado na parede, e vou com Christie em um canto mais privado. — O que você pensa que está fazendo? — Pergunta como se fosse o fim do mundo.
— Vocês não estão mais juntos, o que tem de mais? — Faço descaso, como se realmente não a entendesse, mas no fundo eu a compreendia.
— Ele só está te usando, Melissa! — Chacoalha meus ombros.
Como assim me usando?
— O mundo não gira em torno de você, Christie! — Viro as costas e saio em passos largos. O que ela tá pensando? Que Zac não pode gostar de mim, que só tem olhos para ela? Escuto o som forte de seu salto, em direção a seu carro. Giro meu rosto para avistá-la, e se vai a fúria junto de minha amiga.
— O que ela disse? — Soa a voz ávida de Zac, levando minha visão a ele.
— Nada não. — Minto cabisbaixa, mesmo sabendo que ele já imagina o que seria. Eu sou uma péssima amiga.
— Ela só está com ciúmes. — Segura meu queixo ao erguer o suficiente para avistar meus olhos mais uma vez.
Eu só posso ser maluca ao estar com o ex namorado de minha única amiga, mas o que sinto por ele, é mais forte do qualquer coisa.
— Quero muito curtir essa noite só com você... — Aproxima seus lábios me beijando suavemente, mas ao mesmo tempo cheio de vontade, deslizando seus dedos em minhas costas, sobre o tecido fino do vestido.
—Preciso voltar pra casa, podemos continuar no baile amanhã. — Falo depois de um beijo estalado, entretanto, ele segura em minha mão ao levar-me em seu carro. A porta do Azera azul petróleo é aberta por ele... Como ele pode ser tão fofo e sexy ao mesmo tempo?
Assento no banco revestido de couro, e observo seus dedos ao girar a chave e logo estamos em movimento. Estou tão apaixonada, que não consigo nem refletir nos riscos que possam surgir. A direção muda do caminho de minha casa. — Minha casa não é por aqui. — Examino seu olhar de cantinho, e o meio sorriso que brota em seus lábios.
— Eu sei Mel, quero te mostrar uma coisa. — Gira o volante na próxima rua a direita, e o tesão percorre meu abdômen, bambeando minhas pernas. O carro diminui a velocidade, parando em uma rua isolada, escura e sem saída.
— É essa rua esquisita que quer me mostrar? — Franzo a testa e levanto o lábio superior de minha boca.
— Não, claro que não. — Toca minha mandíbula com o dorso de sua mão. — Ia te levar a minha casa, mas você tem pressa. — Escorrega sua mão até minha nuca, levando a seu beijo. A outra mão, desliza em minha coxa por debaixo do vestido.
— Você só pode estar louco, não vamos fazer isso dentro do carro. — Suspiro em minhas palavras, enquanto sinto apertões em meu quadril.
— Por que não? — A mão direita em minha nuca, força-me a prosseguir com o beijo. É claro que me trouxe aqui, só para transar, e como eu queria. Mas nessa rua sem graça?
Sua mão se despede de minha nuca e agora toca meu seio. — Ah, eu não podia estar aqui. — As palavras se estremecem, como o restante de meu corpo. — Tinha que estar indo pra casa.
— Relaxa Mel, você já vai. — Desliza a alça de meu vestido, deixando meus seios amostra, e um suspiro flui quando aquela mão quente e forte aperta suavemente meu seio. Quase tive um treco ao sentir seus lábios chupar o mamilo enrijecido pelo seu toque. Só consigo pensar em como Christie foi deixar escapar um pedaço de mal caminho como o Zac. Nada mais importa nesse momento, eu só quero sentir e tê-lo dentro de mim.
Sua mão alcança no porta luvas, retirando um preservativo, antes de desabotoar sua calça jeans, revelando seu pênis grande e rosado. Com um aperto em um botão, meu banco começa a inclinar-se, até eu ficar completamente deitada. Sobe em cima de mim, retirando minha calcinha de renda branca, livrando-se do tecido que nos separa. Abre minhas coxas e se posiciona entre elas, depois de seus dedos me estimularem a implorar por mais.
Seus olhos me admiram a gemer com intenso desejo que se expande por todo meu corpo. Sua pressão em minha umidade, se mesclam com o gemido rouco fluindo o de sua garganta, que o acompanha, ao preencher-me por completo. Estou em transe, a cada movimento que causado. Minhas pernas entrelaçam em seu quadril, enquanto suas investidas se tornam mais rápidas e frequentes. Ainda sinto o cheiro da bebida em sua boca com a respiração forte sobre meu rosto.
— Você é uma delicia Mel... Não quero parar, mas não posso mais me segurar. — Sua voz vibrante auxiliam meu gozo, no momento que aperto-o com minhas pernas.
Zac não resiste ao me ver no clímax, e deixa sair seu gozo, gemendo alto em meu ouvido. Demora a sair de cima de mim, recuperando seu fôlego, até voltar a sentar e apertar novamente o botão para inclinar meu banco, mudando minha posição. Retira o preservativo e veste sua calça mais uma vez, ao passo que faço o mesmo com a minha calcinha e o vestido.
Volta a acariciar meu rosto e meus lábios. — Você foi ótima, Mel. Quero repetir de novo, se você quiser. — Fala como se ainda quisesse continuar naquele mesmo momento.
— Amanhã depois do baile. — Sorrio atrevida, e voltamos a beijar com delicadeza. — Mas agora preciso realmente ir para casa, não vai querer confusão com meu pai, né? — Inclino uma sobrancelha. — Sabe que ele é policial.
— Melhor não provocar então. — Sorri ao girar a chave. Logo estamos em movimento, e suspiro ao recordar em como foi bom estar ali com Zac. Com sua mão esquerda segura o volante, enquanto com a outra, apoia em minha coxa. Anseio tê-lo novamente por inteiro, só para mim. Assim espero que seja, inteiramente só para mim. Assim que paramos em frente à minha casa, amargurei interiormente pela despedida. — Está entregue, meu favo de Mel. — Sorri engraçado, contagiando-me com sua piadinha a meu nome, mas não por muito tempo, pois seu lábios procuram os meus por um beijo demorado, interrompidos pela luz externa que acabara de ascender em minha casa.
— Preciso entrar. — Estalo um beijo. — Pelo jeito meu pai já percebeu nossa presença. — Abro a porta e saio abanando em despedida. Ando rebolando em direção a porta da minha casa, sei que Zac me examina, pois só escuto o som do carro, quando abro a porta. Vou direto a meu quarto e fico lá deitada em minha cama só digerindo tudo o que acabara de acontecer.
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