|Consumida 3|

Queria poder cuidar de minha amiga, assim como se dedicou a mim quando precisei. Mas pensando bem, deixá-la com Mad não seria um descuido, ele se mostrou diferente e parece ter muito afeto nela. Tenho plena certeza, que não ousaria tocar nela assim como Ethan e Zac fizeram, não dá mesma forma.

Assim que percebi Jeff escorado no móvel do canto da parede, com um meio sorriso nos lábios e nos observando atentamente, como se aquilo não fosse uma novidade, pois sua feição não aparentava deboche ou surpresa. Entendi que esse garoto saberia e traria alguma informação, por isso, depois de refletir se faria ou não, decidi que ficaria mais um tempinho nessa festa.

Retorno na sala onde tudo acontece, todos dançam, bebem e se pegam. Nem parece que alguns minutos atrás teve um fuzuê aqui! Levo meu olhar ligeiramente ao local onde Jeff estaria, e ali está. Ainda escorado de braços cruzados, vestindo sua jaqueta de cor amarela, me nota se aproximando lentamente e brota um sorriso de canto em seu rosto.

— Você de novo em uma festa da Christie? — me aprochego deslizando os dedos no móvel em que estava escorado. — Olha... Estão ficando mesmo amiguinhos — inclino minha sobrancelha, e em nele, se alarga um sorriso ao dar de ombros. —, ou está fazendo negócios com ela?

— O que faço não é da sua conta. — Me ignora ao desviar o olhar. — A propósito — volta a me notar. —, acho que não era mais pra você falar comigo. — mantém-se concentrado. Desde que ficamos por troca de cocaína e pude estar limpa com ajuda de meus amigos, prometi que não usaria mais nada tóxico. Isso incluiria Jeff, pois como todos sabem, ele é a fonte de drogas na Denver High School. — Quer alguma coisa ou é saudade de mim? — sua voz soa perfeitamente em meus ouvidos.

— Saudade de você? — arqueio as sobrancelhas largando um riso debochado. — Só pode ser brincadeira.

— Então — aproxima seu rosto do meu ao murmurar. —, é por que quer alguma coisa.

Sorrio mordendo os lábios. Jeff me parece muitas coisas, positivas nesse instante, como tudo que ele pode me oferecer... Não penso na cocaína, por mais que ainda lute mentalmente com isso. Portanto, eu prevejo informações e o principal, ele é um gato. O pacote completo!

Continuamos aprofundando nossos olhares. A fragrância de seu perfume, misturado com a nicotina em sua roupa, inalam em minhas narinas. Seu rosto lindo com grandes cachos em sua cabeça e olhos castanhos claros. É, acho que fisguei um belo peixe com minha isca. Pelo jeito, a noite será longa...

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Estava de boa me enturmando com os garotos do basquete, apesar de não ser mais como antes, pois já acostumei a estar somente com Mad. As garotas estão acompanhadas, e as que estão solteiras, não consigo chegar com facilidade. Talvez precise mudar minhas cantadas... Me concentro nas bebidas e por ali fico rindo desse bate-papo idiota, quando vejo Mana conversando com Jeff no canto da sala.

Ela não tinha ido embora?

Olho em volta procurando por Mad e Lana, mas não obtive resultado, então só me resta a largar a garrafa que segurava e ir imediatamente até ela.

— O que está fazendo com esse cara? — digo ao me aproximar. Os dois se entreolham e passo a sentir um certo desconforto por vê-los juntos. Encaro o garoto com toda força do meu ódio. Será possível que ela esqueceu o que esse cara faz?

— Me espera lá fora? — ela é direta com ele.

Mas que porra ela tentando fazer?

O infeliz faz como seu pedido, passando por mim e devolvendo o olhar insano, ao passo que não desgrudava o meu nele, até perdê-lo de visão. Só depois disso, consigo voltar a notar a ruiva em minha frente.

— Você deixou Mad e a Lana pra sair com esse mané? — aponto indignado para a saída.

— Mais... ou menos... — arqueia as sobrancelhas ruivas ao desviar os olhos.

— O que tá pensando em fazer?

— Nada demais. — alarga o sorriso e segura minha mão. — Só vou descobrir se é ele que traz os comprimidos para Christie.

— Está preocupada com a Christie? — franzo o cenho.

— Claro que não! — esbofeteia meu antebraço, e eu levo minha mão na parte dolorida. — Estou preocupada com a Lana, e Jeff pode me dizer alguma coisa.

— Não acha que sua rixa com Christie, está indo longe demais? — engulo a seco, pois estou sentindo onde isso vai terminar.

— Chris, não se preocupa — envolve suas mãos na minha cintura. —, vai ficar tudo bem. — puxa meu corpo contra o seu num abraço, então envolvo os meus braços em seus ombros.

Aquele mesmo aroma de seus cabelos passo a vivenciar, exatamente o mesmo que sentia quando fazia companhia em sua casa. Distancio meu rosto e fito o azul radiante de seus olhos, ela faz o mesmo até escorregar seu olhar vagarosamente a minha boca, entretanto, retorna imediatamente aos meus olhos novamente. Minhas mãos escorregam para sua cintura e aproximo meu rosto do seu, mas ela inspira depressa arregalando os olhos.

— Eu... preciso ir... — se desfaz de minhas mãos e me nota amargurada, dando passos de ré abanando sua mão. Gira os calcanhares e sai logo em seguida em direção a porta da saída.

Bufo insatisfeito, indignado e completamente desconfiado. Meu rosto chega a arder, até meu ventre ferve nesse momento. Não me conformo que ela sairá, vai saber para onde, com aquele Zé ruela. Logo ela, a Mariana, a ruiva mais linda que conheci em toda minha vida. Fico refletindo no quanto sou um imbecil largado no canto da casa, até que a música que tocava, para de supetão.

— A festa acabou! — Christie enaltece a voz ao descer da escada. — Tirem seus trapos e saem de minha casa!

É, até que essa festa durou! Penso, ao beber até o último gole, pois não faço desperdícios. Apoio a garrafa vazia junto das outras, quando noto no chão algo conhecido.

— Pelo menos recolhe essa blusa nojenta de meu piso. — a voz da loira soa em meus ouvidos.

— Por que eu?

— Você não é amigo da esquisita? — ela sorri ironicamente, aí percebo que está sozinha sem sua amiga como de costume, aliás na festa toda parecia estar isolada. — Vai, tira isso de uma vez!

Bufo discretamente. Me agacho e pego a blusa totalmente úmida, me despeço apenas com um olhar e logo saio dessa casa. Assim que ver Lana novamente, devolverei sua blusa, enquanto isso, vou direto a minha casa e dormir de uma vez, se conseguir afinal, pois Mana permanece ainda em meus pensamentos.

O que será que ela vai fazer?

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Havia passado da hora de acabar com essa festa. Realmente meu gatinho mostrou preocupação, e de fato, preferiu estar do lado da esquisita, mesmo recebendo uma amostrinha de safadeza que a oferecida é capaz de fazer. A primeira etapa conclui com sucesso, agora é só efetuar o restante e reviver o passado.

Conforme todos iam embora, pude perceber no topo da escada, surgir Melissa aos risos com... Espera aí... Ah não, de novo não... O que ela pretende em ficar se engraçando pro Zac?

— O quê está fazendo aqui? — digo a ele num tom autoritário, no momento que Melissa desfaz o sorrisinho. — Achei que nem tinha vindo!

— Pois é... — os dois trocam olhares, antes de começarem a descer a escada. — Está um clima chato lá em casa, sabe como são meus pais, você os conhece muito bem... — Zac se posiciona em minha frente, enquanto Melissa desvia seu olhar a mim. — Por isso não fiquei muito no clima de festa e me tranquei no quarto de hóspedes.

Continuo mantendo meu olhar nesses dois. De Zac, estou acostumada das artimanhas, agora de Melissa, não imaginaria que mentiria assim na cara dura, pois a conheço muito bem, está tão assustada que mal avista meus olhos.

— Não estou muito bem hoje, não quero voltar para casa. — o garoto no degrau fica ainda mais alto. — Posso passar a noite aqui?

Hum... Então está de rolo com minha amiga mais uma vez e ainda quer passar a noite em minha casa? Hipócritas...

— É claro! — estampo um sorriso falso. — Pode ficar. — levo meu olhar a Melissa com a cabeça baixa. — Vou deitar, você vem?

Ela ergue sua cabeça ao me notar pisar no primeiro degrau. — Err... Já vou... antes vou beber um copo de água. — diz com embargada, e eu, apenas confirmo com a cabeça.

Acho tudo isso uma repleta cena de idiotice. Não consigo acreditar que minha amiga seja tão burra assim. Parece que gosta de se rebaixar e se humilhar... Grr... Cansei de avisar inúmeras vezes e parece que joga tudo para trás facilmente.

Vou para meu quarto depressa, adentrando em meu banheiro a procura de um banho quente. Se Melissa está afim de se envolver com Zac, já sabe das consequências. É claro que não permitirei que o idiota prejudique minha amizade com ela. Ele não sabe do que realmente sou capaz de fazer.

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— Err... Já vou... antes vou beber um copo de água. — digo receosa, e Christie afirma, sobindo o restante da escada.

Sei o que deve estar pensando, que sou uma sem noção me envolvendo com Zac mais uma vez. Mas aqui, a única burra que encontro é ela mesma. Como Zac disse, ela o provoca e não o deixa seguir em frente, com o propósito de obter tudo o que sempre almejou e sentir a necessidade de manter todos aos seus pés.

Vou até a cozinha e procuro por um copo limpo nos enormes armários com várias portas. Zac ainda está no pé da escada me examinando com aquele sorriso que tanto amo, sorrio em resposta, no momento que abro a geladeira imensa de aço escovado. Completo meu copo com a jarra de vidro, ao passo que Zac ainda me notava, iniciando seus passos em minha direção. Bebo a água gelada enquanto se aproximava, antes de me segurar pela cintura.

— Nossa festinha já acabou — falo entre as goletas. — melhor ir, Christie está desconfiada.

— É só um beijinho... de despedida. — sua mão grande retira meu copo e apoia na bancada ao lado, a sua outra me leva contra seu corpo e sela nossos lábios em um beijo ardente como sempre, porém preciso me desfazer, a não ser que queira ser pega e arrumar uma confusão.

— Agora já vou... — recolho mais uma vez o copo e bebo o último gole, apoiando novamente na bancada. — Boa noite. — estalo um beijo e saio, antes que suas mãos pudessem me segurar.

Subo a escada na corrida e adentro no quarto. Escuto o som do chuveiro, então aproveito para tirar minhas vestes rapidamente e colocar o pijama que havia deixado separado. Deito na cama e espero por Christie terminar seu banho, me avistando dormir como se não tivesse feito absolutamente nada.

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Fiquei um tempo no carro criando coragem para finalmente entrar em casa. A luz ainda está acesa, aparentando movimento de meus pais na sala. Mas que diabos eles fazem acordados a essa hora?

Olho para Lana dormindo tranquilamente, suas narinas se estendem ao respirar, larga leves suspiros pela boca. Acho graça em vê-la assim e admiro-a por um instante. Os minutos passam em meu relógio de pulso, bufo ao decidir que preciso sair desse carro de uma vez, pois não posso deixá-la passar a noite aqui em um banco desconfortável. Saio e vou até a outra porta, a pego com cuidado, porém imprescindível não despertá-la.

Andamos em direção a minha casa do mesmo jeito de antes, com Lana completamente molenga. Antes de abrir a porta, espio pela janela com a fresta da cortina escura, e avisto meus pais deitados no sofá embaixo de um cobertor com a televisão ligada.

Se estiverem dormindo, então não nos verá entrar.... Penso, ao engolir a seco.

Adentramos silenciosos, porém com certa dificuldade em ter que segurar Lana e trancar a porta com o som da fechadura. Pelo jeito está funcionando, pois nem se moveram daquele sofá. Dou um passo adiante, quando Lana vira seu pé, caindo contra a parede e derrubando o molho de chaves ao chão, as que estavam na mesinha de entrada. Mas que porra de salto alto!

Seguro firmemente ela de volta em meus braços, e meu olhar ligeiramente procura por meus pais e os encontra de olhos arregalados diante de mim, se desfazendo das cobertas que os cobria. Abro a boca para dizer, mas nada flui... Eu tô fudido...

— Mas o que significa isso? — minha mãe se ergue rapidamente, mirando um prejulgamento.

— Mãe, calma — estendo uma mão em rendição. —, só quero ajudar uma amiga que está mal e precisa de ajuda. — subo os primeiros degraus com a Lana.

— E por um acaso ela é moradora de rua? — minha mãe oergunta em minha retaguarda, mas faço descaso e continuo a subir. — Ela não tem casa?

— Tem, mãe... tem... — nos aproximamos do topo com dificuldade, sem ao menos olhar para trás. — Ela vai arrumar uma encrenca daquelas. — viro meu olhar para minha mãe, assim que concluo os degraus. — Só quero ajudar! — percebo meu pai junto dela no pé da escada e ambos me encaram cismados e implicantes. Jamais havia trazido uma garota para dormir em minha casa, e essa preocupação repentina por uma garota, aguça a desconfiança deles. Entretanto, não penso em mais explicações, então viro as costas e adentro em meu quarto.

— Não vire as costas para mim! — enaltece a voz da dona Veronica, acompanhado de seus passos na escada. — Exijo mais explicações! — dizia, enquanto assentava Lana na beirada de minha cama, antes de massagear meu antebraço dolorido... Pra uma menina magricela, até que é bem pesadinha! — O que vai acontecer aí? — ela adentra no quarto.

— Não vai acontecer nada! — me atrevo ríspido. — Eu gosto dela!

Está pensando que sou o quê?

Agacho e deslizo o zíper da bota que calçava os pés de Lana, a deixo confortável com suas meias cor de rosa de borboletas azuis... Então percebo o silêncio reinar entre nós. Giro meu rosto para minha mãe que ficara presente aqui e que franzia o cenho com a boca semi aberta, então me ergo.

— Err... Como amigos. — levo minha mão na nuca, entretanto, ela continua com a mesma feição facial compreendendo meus sentimentos descarados, então desfaço minha mão, pois ela conhece muito bem minhas manias. — É só uma noite... Vou dormir no outro quarto, tá legal?

— Querida... — meu pai chama nossas atenções, parando entre a batente da porta. — Vamos dormir, ele já disse que dormirá no outro quarto. A menina pode passar a noite aqui, mas só dessa vez... tenho certeza que esse ocorrido não se repetirá mais, não é Madden? — dá uma levemente arqueada na sobrancelha ao enfatizar meu nome.

— Err... C-Claro! — sorrio fraco e cético.

Meu pai estende a mão para minha mãe, que após hesitar por um instante, segura a mão dele e sai de meu quarto, antes de uma última olhada insinuosa do vice-presidente Joaquin Hastings, então ele fecha a porta. Entendo que meu pai se refere- a diversões como o nome diz por si próprio, assim como deixou claro em nossas últimas conversas. Passo a observar Lana ainda sentada, se esforçando a manter os olhos abertos e poder me notar com nitidez. Mal sabe meu pai, que ela jamais seria um simples passatempo.

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— Ele disse que gosta dela. — a mãe do garoto Hastings adentra em seu quarto, fitando a porta fechada de seu filho. — E ainda você apoia essa viagem para as montanhas no Aspen? — enaltece a voz diretamente a seu marido.

— Querida, nosso filho está no início de sua vida sexual. — Joaquin tranca a porta proibindo a visão da esposa diante do quarto de Madden. — Já fomos jovens e sabemos no quão era bom. — segura sua mão levando-a para cama.

— Mas e nesse caso? Ele está sozinho naquele quarto com aquela menina debilitada. — deitam-se sob a claridade da luminária apoiada sobre o criado-mudo de Veronica.

— Passe a confiar em seu filho um pouco mais, ele jamais faria algo horrendo. — diz a sua esposa aparentemente insatisfeita com a presença de Alana em sua casa. — Essa menina não é uma desconhecida — tenta abrandá-la ao cobri-la com o edredom. —, ela veio aqui no outro dia, lembra?

— Sim, lembro. E semana que vem ela retorna apresentando-se como nora. — senhora Hastings mostra sua ironia, contagiando seu marido.

— Isso não irá acontecer. — estala um beijo em sua esposa e deita sobre o travesseiro macio. — Tente dormir... Nosso filho foi bem instruído e sabe exatamente o que fazer, e também o que não deve.

Veronica se acomoda no abraço de seu marido e se esforça para cair no sono, mesmo com o que lhe perturba. No obstante, Joaquin estava ciente que seu filho jamais faria algo que prejudicasse sua família, incluindo um simples envolvimento sexual com a jovem Alana, não da forma que ela estava.

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Respirei tranquilamente quando meus pais deixaram o quarto, e pude estar sozinho com Lana, que a propósito se mantém acordada e completamente sossegada.

— Precisa de alguma coisa? — assento ao seu lado. Ela por sua vez, luta contra o botão de seu casaco ao tentar desabotoá-lo. — Quer tirar esse casaco?

Seus dedos finos persistem, mas fracassam, então levo os meus a desabotoar cada um dos grandes botões. Meus olhos sempre se voltam nos dela, ao mesmo tempo que deslizo o casaco de sua clavícula, emanando o odor perfumado existente ali. Liberto seus ombros do tecido espesso, e em seguida pelos braços, até retirá-lo por completo. Lana, eleva a camiseta que emprestei para retirá-la, mas eu seguro suas mãos.

— Não, não precisa. — não permito que prossiga. Iria amar poder despi-la... e como queria... Minhas mãos seguram suavemente as suas macias, no momento que sua íris ática refletia nos meus, num desejo incontestável. Seu rosto se aproxima lentamente, provocando um misto de sensações em meu ventre respondendo a tudo isso. — É melhor você dormir. — digo relutante contra meus anseios, porém ela, endireita seu corpo mais próximo do meu e acaricia minha mandíbula e me leva a seus lábios, não hesito em parar. Impossível resistir a boca da garota por quem estou apaixonado.

Estalo um beijo afável em seus lábios macios e incrivelmente envolventes. Apoia a mão em minha nuca aprofundando nosso beijo, intensificando a cada dança de nossas línguas. Ao sentir o remexo dela, ergo minimamente as pálpebras para avistá-la, e arregalo os olhos ao perceber seu movimento rápido e completamente inesperado, ao se encaixar em meu colo. Por que fez isso...

Seu beijo não dá uma trégua, ficando difícil acompanhá-la, ainda mais quando meu foco foi parar na outra cabeça, pois senti-la dessa forma me deixou extremamente excitado.

Seus beijos cessam e assim passo a admirá-la por alguns segundos, até mesmo quando ela eleva mais uma vez a camiseta, quase tornando a renda do sutiã preto em atrito com meu rosto. O cheiro adocicado de sua pele, juntamente com a cevada, se embrenham pela sua veste. Ao livrar-se da camiseta, os cachos soltos caem sobre seu rosto, e não refreei ao instinto de retirá-los de sua face. Passo minhas mãos sobre as madeixas escuras, prendendo entre os dedos e encontrando o comprimento dos fios em sua cintura fina. Levei meu olhar para o passeio e parei nas poucas pintas presentes nas curvas de seus seios, por debaixo da renda escura.

Tocar sua pele, me faz perder o controle das mãos, pois elas deslizam automaticamente pela cintura macia até encontrar suas costas, e o que prende o sutiã. Eu podia desprendê-lo... Eu quero arrancá-lo... Argh! Mas preciso mantê-lo fechado. Ainda me resta um pouco de consciência de que Lana não está nada bem.

Por mais que esteja em uma guerrilha psicológica, meu instinto carnal almeja a continuar, tornando complicado parar quando seus lábios procuram pelos meus em uma busca constante. Não escondo meus lábios e parto imediatamente para me saciar em sua boca que tanto amo beijar. Perambulo em sua pele deixando apertões pelo caminho, contraindo espasmos em minha ereção, e gemidos sussurrados por ela, tornando completamente fatais, como um combustível. Suspendo o beijo em seus lábios e encontro sua mandíbula, distribuindo beijos ali e descendo pelo pescoço, trazendo uma onda calorosa entre nossos corpos.

Isso certamente está me enlouquecendo, pois não tenho mais o controle de nenhum sentido. Preciso parar com isso, por mais que seja irresistível... Penso, quando suas mãos em meu tórax, me empurram levemente até tocar o colchão, e Lana volta a procurar por meus lábios beijando-os como antes.

— Espera... — me desfaço do beijo e seguro firme seus antebraços a procura de seu olhar. — Lana, espera. — examino seu olhar, enquanto ofegamos nosso desejo. — Você tem certeza? Quer mesmo fazer isso? — continuamos a nos encarar, no momento que tentava achar um motivo viável para prosseguir, por mais que entendesse que devia parar.

Brota um pequeno sorriso em sua boca, enquanto saía de cima de meu corpo. Respiro fundo e aliviado por ela sair, pois eu teria ficado assim por horas, esperando a razão retornar aos meus sentidos, e certamente isso não aconteceria.

Ergo minha cabeça o suficiente para avistá-la, me apoiando pelos cotovelos. Noto Lana em pé na minha dianteira, abaixando o cós de sua calça. Não... Implorei mentalmente que ela negasse, ou simplesmente parasse, por que eu... estou perdido... me encontrando apenas na garota linda a minha frente, deslizando sua calça pelas coxas, mostrando a renda escura da calcinha. A calça é retirada com facilidade, não parecendo a mesma de antes que cambaleava a cada passo.

Pelo jeito deve estar se recompondo, pretendendo seguir com sua perversão... Penso, ao deixar brotar um sorriso torto, cheio de segundas intenções.

Continuo a admirar seu corpo com belas curvas, ao passo que ela retorna sobre mim vagarosamente. Não entendo como alguns a chamam de esquisita, por que se isso for estranho, a esquisitice com certeza foi abençoada por anjos. Ela se posiciona de onde estava, procurando meu pescoço, distribuindo seus beijos molhados em meio de sua respiração acelerada, antes de morder levemente o lóbulo de minha orelha.

— Eu quero. — murmura, e seu timbre erguem todos os meus pêlos.

Minhas mãos exploram a pele livre da calça, sentindo a carne robusta e macia de uma das lembranças mais vivas em minha mente, ao apertar suas nádegas com voracidade, preenchendo as palmas de minhas mãos. Em um movimento rápido, inverto as posições, concentrando minha coxa em meio de suas pernas, e colando meus lábios em seu pescoço, ao mesmo tempo que pressionei seu corpo contra o meu, deslizando minha mão para seus quadris, encontrando a renda da calcinha.

Levo meu olhar ligeiramente ao seu, e fito o castanhos cansados com pálpebras pesadas, aparentando estar desligada, completamente desconectada a tudo que antes estimou em fazer. Acaricio seu rosto, e ajeito as madeixas de seu cabelo longo, fazendo com que o dorso de minha mão toque o seio coberto pela renda. Seus olhos piscam lentamente, enquanto meus dedos correm sobre o relevo dos peitos até o abdômen, encontrando o minúsculo tecido da calcinha, aparentemente fácil de ser retirada. Escorrego meu polegar embaixo da lateral do tecido e abaixo lentamente poucos milímetros, voltando a avistar o rosto da garota que provoca reações como estas.

— Você ainda não sabe o que está fazendo, não é? — murmuro ao colar minha face na sua. Permaneço assim até me recompor, pois a luta interna é imensa. Transar é o que todo jovem anseia, e eu, não sou diferente. Por mais que parecesse que Lana estivesse afim, não é complicado entender as razões pela qual se impôs.

Ajeito sua calcinha como estava, e depois estalo um beijo em sua testa, enquanto ela adormecia aos poucos. Deixo-a cuidadosamente por debaixo dos cobertores, cobrindo-a rapidamente, antes que meus olhos a desejem com luxúria mais uma vez.

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