Ser Mãe
Como podem ver kkkkkk isso não será uma história tão rápida quanto imaginei, com cerca de cinco ou dez capítulos, no entanto, espero terminá-la mais rápido do que as outras.
O que estão achando?
Vocês gostam da minha forma de escrever? Das minhas ideias?
Adoraria realmente saber a opinião de vocês sobre muitas coisas.
Ainda vou tentar manter isso curto, mas ainda terá mais cinco ou oito capítulos até o fim?!
O que acham do Botvid?
Estava pensando que ele também teria voltado no tempo, mas não na mesma forma que Rhaenyra e os outros. Mas estou com receio de me perder e estragar o enredo.
Me digam o que acham da ideia?!
Boa leitura!!
___________________
Botvid sorriu levemente com Daella ao seu lado, vendo Sara, sua amada irmã, instruir Aerion, enquanto sua esposa fazia o mesmo com o outro gêmeo, Gaemon.
Ele sorriu mais quando sua filha, a princesa perfeita e alegre, assim como perfeitamente mimada, puxou sua atenção de volta para si.
Comandou Aemma, que mordiscava pedaços de cordeiro de seu prato, e ignorando completamente as frutas e vegetais meticulosamente dispostos diante dela.
O grande salão, a Boca do Dragão, como conhecida pelos membros de Dragonstone, estava vivo com a energia vibrante da celebração, o ar repleto da mistura de aromas de carnes assadas, pão fresco e o sabor forte do vinho.
As mesas estavam repletas de um banquete opulento condizente com a grandeza da ocasião: o dia de nome do herdeiro.
Candelabros dourados cobriam as paredes, lançando um brilho quente e bruxuleante sobre a nobreza reunida.
Bandejas reluzentes repletas de cordeiro assado, presunto glaceado com mel e faisões recheados ocupavam o centro da mesa principal do banquete.
Ao redor deles havia pratos de batatas temperadas, verduras com manteiga e uma variedade de ensopados ricos e aromáticos.
Barris de cerveja e barris de vinho ficavam sobre uma longa mesa ao lado, com criados constantemente enchendo as taças até a borda.
Em outra mesa, salgadinhos eram expostos em uma farta distribuição: pãezinhos crocantes, rodelas de queijos picantes e cremosos, bandejas de frutas bem cortadas e uma variedade de doces e tortas delicados.
Os músicos no canto tocavam músicas animadas, suas melodias entremeando as risadas e as conversas que enchiam o salão.
Bandeiras brilhantes com os símbolos das casas nobres estavam penduradas nas paredes, balançando suavemente com a brisa que ocasionalmente soprava pelas janelas abertas, o maior dos quais eram o dragão fogoso da Mitologia antiga, em um fundo preto avermelhado, com lobos gigantes ondulações abaixo dele.
Daella riu enquanto colocava outro pedaço de cordeiro na boca, seu deleite leve contrastando fortemente com os pensamentos taciturnos do pai.
Seu olhar se desviou para Rhaenyra, que estava sentada ao lado dele, em sua atenção estava o gêmeo mais velho, que estava saboreando seu purê de batatas com queijo e pequenos pães recheados com ovo e presunto. Ela sorriu calorosamente, mas rapidamente percebeu o cansaço nos olhos dela.
O jogo incessante da política não se era perdido mesmo para quem não tinha uma coroa, o que no caso físico não possuíam, mas figurativamente sim.
Observando ao redor, o mesmo soltou um bufo risonho ao ver Visenya tentando girar Aerys pela pista de dança, seu entusiasmo virando os papéis tradicionais de cabeça para baixo.
Perto dali, Aelysa Celtigar estava instruindo seu filho e o preferido da noite, em um passo de dança Volantene, seus gestos animados e alegres apesar da música ser totalmente inadequada para a dança.
Os nobres arrulhavam com indulgência para as crianças, com sorrisos amplos e de aprovação.
Lucerys estava com sua prima em quarto grau, possivelmente, ele não lembrava dos detalhes que sua esposa passou, Lolla Arryn, a irmã mais nova do Herdeiro do Vale, Joffrey Arryn.
Todas as suas meninas estavam com as mais belas coroas da Rainha Rhaena, da Princesa Saera, da Princesa Daella, da Princesa Viserra e da Princesa Gael. Provando sua alta posição entre o povo, mesmo que isso não fosse mais do que uma formalidade.
Visenya usava a coroa da princesa Saera. Tão ousada e obtusa quanto, não era nenhuma combinação além de perfeita, como dizia sua amada.
Alyssa, usando a mesma que sua bisavó e antecessora, agraciava a todos com sorrisos fáceis e afiados.
A Coroa da Princesa Gael estava lindamente enfeitada entre os cachos soltos de sua doce Aemma. Enquanto Daella retinha a coroa da sua também ancestral, Princesa Daella.
Ele observou Anya Waynwood, uma garota bonita com cabelos castanhos e olhos âmbar, ajudar a filha a se levantar e seguir até seus irmãos, também em busca de diversão. Ela era apenas dois anos mais nova que Rhaenyra e havia sido enviada do Vale logo após a deserdação de sua esposa, para que ela não sofresse sem nenhuma família novamente.
Havia muitos valeianos ao redor da ilha, prontos para proteger e matar por seus filhos, estar na linha de frente para defender a eles como família e senhores.
E não só eles. Ao longo dos anos de sua governança na ilha, principalmente após o incidente com a família real de Kingsland, não foi uma surpresa que tentativas de roubo de ovos, invasões e até tentativas de sequestros começassem.
Imediatamente prevenidas pela alta segurança da ilha e de atenção de todos ao redor.
Quando um Ninho foi invadido e três ovos quase foram roubados, Torrhen Manderly e Corwyn Cobray, capturaram os homens e os levaram diante de sua rainha.
Que descobrindo rapidamente os planejadores por trás disso, enviou a Casa Verde de Porto Real as mãos decepadas dos homens e a promessa de guerra caso tentassem invadir novamente suas terras e quebrar o contrato estabelecido a mais de dezessete anos, pelo próprio rei.
Não só isso.
Não.
Eles enviaram uma cópia para cada canto do reino. Para as pequenas e grandes casas, seus leais aliados, vassalos e inimigos.
Um aviso.
Do que aconteceria se tentassem de novo.
Afinal, contrato era contrato.
Assinado em sangue pelo rei, e na frente de todos, até mesmo dos homens da fé.
Como o reino veria as ações da casa Real depois disso?!
Muito simples; péssima
E eles conquistaram mais aliados.
Afinal, mais forte do que o orgulho individual de um homem, era a ideia de ser feito de tolo, enganado, ou passado psra trás por aqueles que jurassem suas intenções no papel, no que deveria ser visto como lei.
Ele voltou a sorrir quando sentiu seu gibão ser puxado. Embora nem Botvid nem Rhaenyra tivessem favoritos entre os filhos, ele não podia negar que Visenya e Daella ocupava um lugar especial em seu coração.
Sua primeira filha, sua presença há muito esperada garota depois de dois filhos nascidos sucessivamente, era a mistura perfeita dos dois. Uma guerreira do Norte com a aparência valiriana...
Rhaenyra amava cada um de seus filhos com o mesmo fogo de dragão que ela ofereceu a Daemon um dia. Que dava ao seu marido hoje.
Mas nenhum deles mentiria e diria que não viraram os olhos para carregados de Chamas arderem Maia do que para seu amado Lucerys, seu diligente Jacaerys e seu valente Aerys.
Todos esperariam sua amabilidade atingindo alturas com sua primeira filha, e com certeza foi, mas depois de tudo... depois de tanto?!
Rhaenyra nunca esqueceu, ou esqueceria, quem lutou por ela. E seus filhos principalmente.
Filhos queridos, inteligentes e fortes. Que enfrentavam seus medos e se preparavam por ela.
Que partiram em uma guerra desnecessária para a defender e ao seu legado.
Que partiram deste mundo jovens demais pelo erro dela.
Então sim, ela os tinha mais profundamente arraizado em seu peito. E por mais que tentasse não demonstrar isso tão claramente, não era impossível ver a ligação que os três mais velhos carregavam para com sua mãe.
Todos tinham um lugar em seu coração.
Tinham um objetivo na vida.
Com a esperança de serem maiores e melhores. Com vidas mais longas e felizes.
Jacaerys era seu herdeiro. O futuro de Dragonstone.
Lucerys era seus olhos. O futuro do ilhéu logo reconhecido como Olho Negro. Uma pequena ilhota próxima de Dragonstone que foi reformada para sua posse.
Aerys era sua espada. E sua alma. O futuro de Pendragon.
As terras repartidas e esquecidas ao sul da ilha. Uma pequena ínsula que seus pais se esforçaram a recuperar e prepara-la para o mesmo, assim como fizeram ao seu irmão.
Os três eram seus meninos. Seu passado e presente. A promessa de sua vida, amor e ira.
O começo de sua caída no passado. E a força para se levantar no pressente.
Ela amava rodas os filhos. Oh, com certeza, mas ninguém deixaria de ver os pequenos detalhes...
Rapidamente mudando o foco de seus pensamentos, Príncipes Reais, observaram a jovem empregada Narsha se aproximando de sua afiada filha mais velha, Visenya, enquanto sua filha seguia ameaçadoramente um garoto claramente imbecil o suficiente para alcançar sua irá.
Eles a observaram e lhe deram uma conversa pelo olhar, quando os encontrou.
Sua amada, e afiada, zaldrīkuni.
Fogosa e afiada como os pais....
Rhaenyra observava seu filho mais velho dançar, comemorando plenamente seu dia de nome.
O mesmo que em sua última vida não pode alcançar.
Dezesseis dias de nome.
Uma data que batia forte em seu peito e lhe trouxe alívio na alma.
Ela fez isso.
Seus filhos viviam.
Estabeleceu seu poder onde era verdadeiramente necessário.
E conseguiu até mais.
Encontrando o amor na vida.
Encontrando prazeres em seus dias.
E segurança em um lugar que pode verdadeiramente chamar de lar.
Ela não duvidava que caos ainda estava por vir. Mas naquele momento, deixou-se sentir o orgulho dessa conquista em particular.
Porque ela já foi destinada a ser rainha.
Já foi filha.
Sobrinha.
Neta.
Bisneta.
Títulos que foram descartados e esquecidos ao longo de sua vida.
Mas havia um que nunca poderia esquecer.
Ser Mãe.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top