68| Dandy & Blair


UZIEL

Sentado no parapeito da janela, o exilado encontrava-se fazendo uma pesquisa sobre cristais no antigo notebook de Daniel. Estava difícil acostumar-se com seu corpo agora mortal. Comer e dormir, antes necessidades desnecessárias, agora precisava ser feitas todos os dias. Uziel coçou atrás da orelha. Hábito que fazia quando estava estressado ou com alguma dúvida. A procura por cristais não estava dando resultados. Precisava-se de um Cristal-Celestial-Cósmico, responsável por abalar o tecido no momento da abertura de um portal. Zangou-se. Pois seria difícil encontrar algum comerciante que tivesse à disposição cristais tão raros. Olhou feio de soslaio para Soren, que estava sentado na cama olhando diretamente para ele. O garoto havia perdido esse cristal para o buraco-negro. Agora estava difícil. Cristais-Celestiais não eram encontrados facilmente em Statera, e ele não podia perder mais tempo.

Clicando em uma página desconhecida, ele entrou em um site chamado Para Você Celeste. Achou estranho. Voltou a coçar atrás da orelha e esperou a página carregar. Ao lado do nome azul do site, havia uma foto de um garoto ruivo e sorridente abraçado com uma garota de olhos amarelos e cabelos pretos. Solicite o meu e-mail para negociar: [email protected]. Somos Dandy Ulliel e Blair Day, o prazer é seu. Uziel leu pausadamente. Aquilo seria mais algum amador? O site era discreto, com poucas visualizações e busca de produtos. Ele olhou mais uma vez para a foto do garoto ruivo e repleto de sardas. Uma vaga lembrança lhe veio à memória, já tinha visto aquela dupla em algum lugar. Coçou atrás da orelha. O site oferecia diversos produtos. Desde os Cristais-Celestiais a Setas-Celestiais. Achou estranho o fato de dois mortais estarem oferecendo Setas-Celestiais, por que nem mesmo ele tivera acesso a alguma delas.

- Está estressado? - perguntou Soren, despertando-o de seus devaneios.

- Não – grunhiu, sem olhar para o amigo.

- Está com alguma dúvida? – insistiu.

- Não – o exilado voltou a grunhir, já ficando impaciente.

- Irritado?

- Vou ficar se você não calar essa matraca! O que quer? – lançou para Soren um olhar raivoso.

- Nada. Só vi que você está estressado e com dúvidas, só queria ajudar...

- Então durma. Isso vai me ajudar bastante.

Soren sustentou o olhar.

- Não – falou rapidamente Uziel, baixando o olhar para o notebook.

- Você só sabe falar isso? Não? – Soren desabou na cama e bufou. – Idiota...

- Você só tem essa cara de choro? – desdenhou.

Uziel clicou na barra de Setas-Celestiais e riu amargamente quando viu logo abaixo que estavam esgotadas. Devem ser dois garotos ingênuos, mas como sabem sobre as setas? Perguntou-se. Soren revirou-se algumas vezes na cama e desistiu de tentar dormir. Parou para observar o exilado. Uziel percebeu o olhar fixo, mas não olhou para o amigo. Sentiu o rosto esquentar. Timidez era sua pior fraqueza. Finalizando o seu novo e-mail, ele pensou no que deveria escrever para a dupla, ou se deveria mesmo escrever para eles.

"Me chamo Uziel Yhaj. Sou um exilado. Se vocês são mesmo mortais negociantes de cristais, peço-lhes ajuda..."

- Me pergunto quando você vai me perdoar – bufou Soren, atrapalhando a concentração do exilado.

- O que? – grunhiu Uziel, sentindo os punhos formigarem de raiva.

- Quero saber quando você vai me perdoar .

- Nunca – bufou. – Cale essa boca, não está vendo que eu tenho que concluir essa pesquisa o mais rápido possível?

- Mas isso já faz tanto tempo, eu gostaria muito que você me perdoasse. Eu voltaria a me sentir... – ele suspendeu as palavras no ar, como se procurasse a palavra certa para ser dita. – Completo.

- Como vou perdoar alguém cujo retirou aquilo que eu mais prezava? – Uziel deixou-se levar pela raiva, colocou o notebook de lado e encarou o amigo com fúria.

- O que você mais prezava? – indagou Soren, esperando ouvir o que desejava.

- Minha vida. Eu morri por sua causa, idiota...

- Ah, desculpa tá? Quantas vezes vou ter que te pedir perdão? Você se tornou um querubim! – Soren tentou argumentar ao ver o rosto do amigo ficar vermelho de fúria.

- Oh-ho! Um querubim! – Uziel riu amargamente. Levantou-se do parapeito e foi até Soren, puxando-o pela gola do moletom. – Eu queria envelhecer e ter uma família! Mas eu morri e fui para o céu, depois fui expulso de lá! E agora estou amaldiçoado a vagar pelo mundo dos homens até ver todos que eu amo definharem e eu não! Eu só queria ter vivido como um mortal qualquer, me sentiria feliz. Maldito seja o dia em que você apareceu em minha vida. Você é um monstro. Eu te odeio. É mesmo igualzinho ao seu pai. Um autêntico monstro.

Soren absorveu o impacto de todas aquelas palavras. Somente o olhar de Uziel já bastava para mostrar o quanto ele o odiava. Segurou a mão que o segurava pela gola. Uziel recuou rapidamente e olhou para o rosto horrorizado de Soren. Por alguns instantes arrependeu-se do que disse. Soren recuou para trás quando Uziel tentou tocá-lo. Fúria e arrependimento dominavam o exilado, ele voltou a puxar Soren pela gola do moletom e encarou. Por mais que sua morte tivesse sido em vão, ele não tinha raiva do amigo.

- Desculpa. Eu não queria dizer aquilo. Só estou estressado com isso tudo – murmurou enquanto afrouxava lentamente o aperto na gola. – Eu não o odeio de verdade.

Soren passou os braços por Uziel e o abraçou com força. Sorriu para si mesmo. Não estava zangado, muito menos triste. Sabia que as palavras ditas por Uziel não eram válidas, conhecia muito bem o exilado. Fingiu-se de magoado para ganhar um abraço. Sentiu vontade de rir. Ver Uziel tentando reconfortá-lo era realmente muito divertido. Ele ergueu os pés para tentar alcançar o exilado, passando seu nariz do ombro até o pescoço dele. Uziel o empurrou para trás e tocou o pescoço, como se houvesse uma ferida ali. Ao cair no chão, Soren gargalhou da expressão desconcertada do outro, que saiu do quarto sem dizer nada. Uziel sentiu que estava muito vermelho. Correu para a cozinha e tomou um longo gole de água gelada. Quando viu, Soren já estava prostrado diante do balcão e o encarava.

- Isso foi golpe baixo – murmurou enquanto tentava esconder o rosto entre o copo. – Você me paga.

- Relaxa. Amigos fazem isso o tempo todo.

- Você não é nada normal, mesmo depois de tudo que eu te disse. – Uziel tentava encontrar alguma saída. Tudo, menos olhar para o amigo.

- Olhe para mim exilado – ele divertiu-se ao desconcertar Uziel. – Você sabe por que nunca fico zangado com você?

Não houve resposta. Uziel direcionou-se para a porta principal. Uma rajada de vento congelante abateu seu rosto. Soren foi no seu encalço.

- É por que eu...

- Não - interrompeu Uziel.

- Não o que?

- Não diga - grunhiu.

- Vou dizer quando você quiser ouvir.

Eles observaram quando um carro vermelho se aproximava da casa. Uma mulher de cabelos curtos e castanhos desceu e caminhou até eles. Ela não parecia estar nada feliz ao ver dois estranhos em uma casa que estava desocupada. Ela retirou os óculos escuros, revelando olhos castanhos como os de Daniel. Uziel sentiu a energia que emanava dela. Era a mesma que vinha de Daniel. Ela definitivamente tem descendência, e é linda também. Pensou.

- Quem são vocês? O que estão fazendo na minha casa? – pigarreou antes de chegar até eles.

- Olá – Soren sorriu amistosamente.

- Eu fiz uma pergunta! – ela retirou um revólver da bolça e posicionou-se diante deles. - Olha que eu atiro hein!

O olhar dela encontrou-se com o de Uziel. Ele não fez nada além de conseguir encará-la. Era linda e delicada. O vestido branco a fazia parecer com um anjo, e de repente ele a reconheceu.

- Mischa? - indagou.

Ela olhou assustada para Uziel. Sua postura imponente começava a cair.

- Como sabe meu nome? É algum tipo de psicopata?

- Não, seu irmão falava muito de você...

- Daniel? O conheceu?

- Conheço – corrigiu.

Soren olhou preocupado para Uziel. O que ele pretendia?

- Como assim o conhece? Meu irmão está morto – ela olhou desconfiada para Soren. – E esse esquisito? Quem é?

- Me chamo Soren senhorita – ele fez uma reverência para Mischa. – É um prazer.

- Hum, e você? – seu tom de voz era menos arredio quando falava com Uziel.

- Me chamo Uziel. Acho melhor entrarmos para conversar me...

- A casa é minha! Vou chamar a polícia agora!

Soren foi mais rápido e caminhou até Mischa, jogando a arma para longe e segurando seu rosto com as duas mãos. Ela sentiu-se sonolenta com aquele olhar hipnotizante.

- Você vai para casa. Vai dormir por quatro horas, e somente depois disso voltará aqui e conversará pacificamente conosco. Entendeu Mischa?

Mischa concordou e voltou para o carro. Carregava uma expressão vazia.

- Então você não é um total inútil – pigarreou para Soren.

Sentindo-se cansado, Uziel voltou para o quarto de jogou-se na cama. O sono veio rápido demais, arrastando-o para uma maré de lembranças.

"Uziel corria até o morro mais alto da ilha para ver a chuva de meteoros que se aproximava. Era uma noite quente e barulhenta. O casamento de Ullie, sua irmã, estava sendo comemorado naquela noite. Ele preferiu refugiar-se dentro da floresta da ilha, onde uma cadeia com morros gigantes formavam um labirinto gigantesco. Ele subiu rapidamente no mais alto deles e aguardou a tão esperada chuva de meteoros. Uma pequena bola luminosa cortou o céu. Uziel pensava ser o primeiro meteoro quando avistou alguém cair. Era um garoto. Ele gritou quando ouviu o baque surdo contra o chão. Ele desceu rapidamente onde o impacto abrira uma cratera. Chegou perto e sufocou outro grito quando viu que era realmente uma pessoa. Era estranho. Possuía cabelos loiro-esbranquiçados e usava roupas esquisitas. Uziel aproximou-se com cautela e tentou deduzir se o garoto estava ou não vivo. Para o seu alívio, ele respirava. Parecia estar em um sono profundo. Ele olhou ao redor para procurar ajuda, mas todos estavam na festa de casamento. Segurando o estranho nos braços, ele caminhou de volta para casa. Sangue escorria entre seus dedos. Duas enormes feridas em formato de V marcavam as costas do caído.

-Aah. Isso dói... – resmungou debilmente enquanto estava nos braços de Uziel. – Por que papai...

Uziel olhou fascinado para o estranho moribundo. Ele emanava muito calor. Sua pele era quase brilhante. Marcas arroxeadas espalhavam-se por seus braços e pernas. Uziel correu mais apressadamente e chegou até sua casa. Deitou o estranho em sua cama e limpou seu rosto com um pano umedecido. Sentiu-se cada vez mais fascinado. Reparando nas roupas rasgadas dele, ele foi até seu guarda-roupas e retirou um moletom branco e calça verde-morto.

-Papai... – ele pulou ao ouvir mais um resmungo. - Nãos as possuo...

A festa ainda estava a todo vapor. O garoto ainda murmurava palavras sem nexo. Enquanto isso, Uziel retirou suas roupas rasgadas e costurou alguns arranhões em seus braços causados pela queda bruta. Nenhum osso havia se partido. Estranho, pensou. Ele aguardou até que o garoto acordasse. Trancou a porta de sua cabana para que mais ninguém entrasse. Não queria assustar ninguém com um forasteiro. O caído começava a acordar. Uziel prostrou-se com um banco na frente dele e aguardou ele se recuperar.

-O que... o que está acontecendo? – a voz do estranho era suave.

- Você está bem? – indagou.

- Quem é você? – seu tom tornou-se áspero. – É um mortal?

- Ei, calminha ai! Eu que pergunto quem é você – Uziel tentou mostrar calma, não queria aborrecer aquele ser tão belo.

- Eu sou o filho de um arcanjo, mas não tenho o amor dele – sibilou.

Uziel não questionou da veracidade daquela afirmação, afinal, ele mesmo presenciara a queda.

-Como se chama? – indagou curioso.

- Não interessa seu mortal imundo! Foi você quem costurou meu corpo? Sabia que eu não preciso disso? – ele levantou-se da cama, o lençol caiu e ele percebeu que estava nu. – Onde estão minhas roupas?

- Por que tanta raiva? – grunhiu, já não suportando o tom do estranho. - Eu ajudei você!

- Como se chama? – ele caminhou até Uziel e tocou sua testa. – Ah, menos mal, você tem descendência... me chamo Soren.

Uziel achou estranho a repentina mudança no forasteiro, mas tentou não causar mais conflitos. Estavam progredindo bastante.

-Me chamo Uziel... o quis dizer com o lance da descendência? – ele estendeu as roupas para Soren.

- Quero dizer que metade da sua alma é celestial, você é metade anjo – ele vestiu as roupas e sorriu para Uziel. – Vai virar um anjo quando morrer.

Uziel encarou maravilhado o sorriso do celeste. Mal acreditava que podia existir criatura tão bela. Agora ele acreditava verdadeiramente que aquele forasteiro era um anjo caído.

-Algo errado? – indagou Soren, percebendo o olhar vago de Uziel.

- N-nada - gaguejou. – Acho que as roupas ficaram boas em você...

- Sim, elas ficaram ótimas. Eu quero te agradecer pelo que fez por mim Uziel, mas também quero te pedir desculpas. Papai não está muito contente comigo... – ele voltou a sentar na cama e encarou Uziel. – Não sabia que a ausência de asas me causaria tantos problemas.

- O que você quer dizer? – ele não conseguia parar de olhar para os olhos de Soren, um azul e outro verde.

- Sou filho único do arcanjo mais poderoso do céu, mas não nasci com asas. Mesmo que ele possua o poder de me dar um par das mais poderosas, eu não quero ter o fardo de carregá-las. Não sou nada para ele. Não sou nada para ninguém... nem mesmo para o Trono.

- Por que fala isso? Como sabe que o Trono não te ama?

- O Trono está zangado demais com seus filhos, eu acho... nunca o vi depois da criação.

- Discordo. Acho que ele só precisa de uma oportunidade, e quando ela lhe for dada nós veremos o que é o amor. Por que acha que ele está tão zangado com seus filhos?

- Sei lá, acho que que ele está cansado de tanta merda que vocês fazem – Soren sorriu para Uziel. – Vai me deixar ficar aqui? Não quero voltar por um longo tempo, fugi de casa... papai está uma fera comigo. Em que ano estamos aqui em Statera?

- Statera? Estamos em 1999.

- Ah sim, então você tem quatorze anos. Starera é como chamamos o mundo mortal.

- Por que esse nome?

- É uma palavra que deriva do latim, significa equilíbrio. Escute Uziel, vou te ensinar tudo que sei... se você me deixar ficar.

- Fechado.

O exilado acordou de súbito e riu amargamente das lembranças extensas e limpou o suor da testa. Voltando a dormir, foi acometido por mais uma onda de recordações.

Aventurando-se dentro da floresta coberta de neve, os jovens corriam até o lago petrificado. Soren carregava dois pares de botas de patinação enquanto Uziel quebrava galhos e abria caminho até a clareira. Cinco anos haviam se passado desde a queda de Soren. Os jovens tornaram-se amigos e Mileni, mãe de Uziel, tomara Soren como um de seus oito filhos.

-Chegamos! – exclamou Uziel. – Me passa logo uma bota vai...

- Pega – Soren arremessou uma bota, que caiu e abriu uma pequena fenda no gelo. – Quero ver você conseguir fazer o giro da lua.

- É claro que eu consigo seu panaca.

Eles calçaram as botas e traçaram passos perfeitos no gelo. Uziel contornou todo o lado, tentando empurrar o amigo algumas vezes. Soren executava seus passos com leveza, enquanto Uziel era mais pesado e desastrado. Os amigos divertiram-se quando Ullie apareceu e arremessou um graveto na cabeça do irmão.

-Ei! Oh! Será que o casal pode dar um tempinho? – ela gargalhou ao ver o irmão segurar-se em Soren para não cair. – Mamãe precisa de vocês em meia hora!

- Olha como fala! – esbravejou Uziel, sentindo o rosto esquentar. – Não fale tanta besteira...

- Em meia hora! – Ullie desapareceu dentro da floresta.

- Que coisa... – Soren encarou Uziel e sentiu algo estranho. – Talvez ela esteja certa...

- Ah cale a boca Soren! Você é meu irmão.

- Está bem irmão, vamos voltar? – ele gargalhou do constrangimento do irmão e o empurrou. – Vamos embora.

Uziel cambaleou para trás e deslizou contra o gelo. A fenda causada pela bota de patinação agravou-se com o impacto pesado dele sob o gelo. Ele ficou imóvel enquanto observava a rachadura o separar de Soren. Qualquer movimento seria fatal. Estavam encrencados. Ele olhou feio para o irmão e tentou levantar, mas a rachadura tornou-se mais profunda debaixo dele.

-Vamos lá Uzi, bem devagar – Soren tentou amenizar a tensão, mas estava muito nervoso. – Você consegue...

- Que droga Soren! Estou encrencado... que droga.

- Vamos lá, no três. Está bem? – ele andou com cautela até Uziel e estendeu os braços. – Um... dois... TRÊS!

Uziel tentou levantar e correr, mas o gelo o engoliu, levando-o para dentro do lado gelado. Soren soltou um grito de pavor e tentou correr para salvar o amigo, mas o gelo havia fechado a passagem da fenda, prendendo Uziel dentro do lago. Ele viu o irmão tentar quebrar o gelo da parte de dentro, dando socos em vão. Ele tentou inutilmente reabrir a fenda. Nada. Tentando quebrar o gelo, ele viu Uziel fechar os olhos e começar a afundar para as profundezas. Em seu desespero para salvar o irmão, esqueceu-se que era suficientemente forte para quebrar aquele gelo. Em sua longa convivência com os mortais, acabou esquecendo-se que tinha força celestial. Em seu desespero, deixou que o irmão morresse. Conseguindo quebrar o gelo com os punhos, ele mergulhou no lago e emergiu com o corpo já sem vida de Uziel."

Ele acordou tranquilamente. Parte daquelas lembranças viera porque ele desejou que viessem. Ao seu lado, o amigo dormia tranquilamente. Beep. Beep. Era o som do notebook anunciando um novo e-mail. O exilado levantou-se rapidamente e abriu o e-mail. Nele, havia uma resposta de Dandy e Blair.

De: [email protected]

Para: [email protected]

Prezado Sr. Yhaj, é um prazer finalmente conhecê-lo. Para você, tudo será gratuito. Vejo que está residindo em Blizzard. Sorte sua, pois tenho uma loja nessa cidade. Raios e Luar. Aguardamos sua presença. Sabemos sobre a rebelião e queremos ajudar você e Daniel.

Atenciosamente Dandy e Blair.

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