C a p í t u l o 1

Não consegui me segurar e acabei postando mas cedo do que eu esperava, planejava fazer alguns antes de postar o primeiro mas acho que alguns poderiam estar curiosos para o primeiro capítulo. Aos poucos a história vai ganhando mais vida e ficando cada vez mais interessante.

Capítulo não revisado ‼️

Espero que gostem!


Fecho os olhos mais forte e me aconchego mais ao cobertor macio e quentinho quando escuto o barulho ensurdecedor do despertador. -- Não é possível que já seja de manhã, parece que eu só fechei meus olhos e já amanheceu. --Resmungo para mim mesma.

Ainda com a cabeça coberta pelo cobertor, estico meu braço para a minha cômoda que fica ao lado da cama. Passo minha mão por cima dela tentando achar o despertador.
Tateio minha mão para todo lado, mas continuo não conseguindo pegar em nada.

Irritada, continuo a procurar até que encosto em algo. Bingo,achei!
Logo escuto o sonoro barulho de algo caindo no chão. E o alarme para de tocar.

De novo, não! Já era o décimo só esse mês!

-- Humpf, não acredito que esse troço caiu, era só oque me faltava!

Pelo menos o maldito parou de tocar -- Ao pensar nisso dou de ombros e decido que eu não me importo nem um pouco com o despertador e volto a dormir.

-- Acorda bela adormecida -- Escuto uma voz falando ao fundo. Mas decido por ignorar. Mas a voz continua. -- É sério Holly levanta dai, agora.

Por que eu nunca tenho um minuto de paz. -- praguejo em pensamento. É demais querer ter um sono decente?
Pelo visto era, e muito!

-- Holly, eu tô falando sério. Se você continuar ai vamos perder o horário -- Escuto a voz falar, e ela não parecia nem um pouco contente.

Mas eu continuo imóvel. Não vou deixar nada me atrapalhar de descansar o suficiente.

-- Tudo bem, eu tentei ser legal, lembre-se de que eu pedi com jeitinho. -- Depois da voz masculina falar isso eu começo a escutar passos se distanciando e a porta abrindo. Não a escuto se fechar mas eu não ligo.

Finalmente em paz.

Ouço algo que se assemelha a chuva.

Mas a paz se acaba tão rápido quanto eu costumava gastar o crédito do cartão.

Escuto os passos de novo e cada vez eles ficam mais perto.

De repente sou agarrada com força.

Pisco desnorteada arregalando os olhos. Até minha visão parar de turvar. Assim que eu consigo ver com clareza, a primeira coisa que eu enxergo são cabelos cor de mel assim como os meus, em seguida vejo o rosto moreno e familiar me olhando com um sorriso grande no rosto.

Tento sair desesperada para voltar para a cama.

-- Me solta Austin. -- Grunho com raiva.-- me coloca de volta na cama.

-- Sinto muito irmãzinha, mas receio que não será possível. Mamãe e papai me encarregaram de chamar você pra tomar café. -- Ele continua falando com aquela sorriso no rosto, mas agora parecia diferente, quase como se ele fosse aprontar algo...

Não!

O olho com desespero no rosto quando ele começa a andar comigo em seu colo.

-- Austin, me escuta, por favor não faça nada que o faça se arrepender depois. -- Tentei fazer com que minha voz saísse o mais firme possível mas ela ficou mais tremula que um terremoto.

-- para onde você está me levando? -- Tento mais uma vez sair de seu colo. Mas é em vão por que seus braços fazem um aperto mais firme que o anterior.

-- Logo, logo você verá -- diz com o maldito sorriso ainda colado ao rosto.

-- Não tem graça, para com isso. -- Tento mais uma vez fazê-lo desistir dessa ideia absurda de me levar para sei lá aonde.

Pela primeira vez paro para olhar na direção que Austin me leva. Quando vejo que a direção que sou levada tem uma porta aberta. Meu corpo inteiro começa a tremer quando todos os pontos vão se ligando em minha cabeça. A porta que foi aberta e não se fechou, o barulho da "chuva" e a lembrança de Austin falando " Tudo bem, eu tentei, ser legal, lembre-se de que eu pedi com jeitinho."

-- Austin -- Gaguejo. -- Por que você tá me levando para o banheiro? -- Seu sorriso desaparece e seu rosto se torna sério quando diz -- Nada de mais, só estou fazendo o que nossos pais me pediram ontem antes de eu ir dormir.

-- E oque exatamente eles te pediram? -- Pergunto na mesma hora que seus passos cessam e ele para ao lado de fora da porta do banheiro.

-- Só que eu garantisse que você acordaria no horário, estaria arrumada e que não se atrasaria-- fala com uma voz despreocupada como se não fosse menos de sete horas da manhã de um sábado, um sábado! -- Mas como eu conheço você bem o suficiente para saber que se eu te soltasse agora. Você voltaria para a cama e dormiria até estarmos todos atrasados o suficiente para não conseguirmos decolar hoje. Bem é por isso que eu terei que tomar medidas mais drásticas. Pode me agradecer depois.

Austin volta a caminhar, ultrapassando a porta do banheiro, adentrando no cômodo.

Dessa vez entendo completamente suas intenções.

Volto a espernear -- Nãããão! -- Grito desta vez mais desesperada que antes.

Seus passos continuam pelo banheiro. Mas ele sequer parece ligar para a minha revolta.

-- Pare de ser tão selvagem, como eu disse só estou fazendo oque me pediram. -- Sua voz fica mais áspera.

-- Tenho certeza absoluta de que quando eles pediram isso a você, não foi isso exatamente que eles tinham em mente. -- Vocifero deixando meu tom de voz mais áspero que o seu.

Ele me carregava tranquilo como se eu não pesasse nada ( não que 49 quilos fosse muito) mas, seu caminhar era lento, enquanto me carregava no colo, o que deveria me dar mais tempo para conseguir escapar. Se não fosse impossível!

A porta do box é aberta e logo Austin me solta dentro dele. Me empurrando pelos ombros cada vez mais para trás, mas precisamente até ficar com o corpo todo embaixo do chuveiro grande.

Já era, não tinha mas como lutar. Baixo os ombros me encolhendo, numa tentativa falha de tentar não ficar tão molhada. Oque não deu certo. O chuveiro foi ligado por ele ainda mais e em poucos segundos me molhou por completo. De roupa e tudo.

Meu irmão, Austin, parecia mais do que contente, observando também no box, só que bem mais afastado para não se molhar.

-- Tudo bem você venceu, agora me deixa. Sai daqui. -- murmuro com um ar de derrota e todo meu corpo envolvido pela água.

-- Não mesmo, agora que realmente consegui a proeza de tirar você da cama. Eu quero aproveitar mais um pouco o gostinho da vitória. -- O deboche escorria pelos seus lábios ao falar.

A minha derrota logo se torna raiva pura, quando o escutei falar aquilo. Sinto meu rosto queimar com força.

-- Você já ganhou oque queria, criatura agora me deixe tomar banho. A não ser que também queira me ver pelada. -- Grito com a raiva explodindo dentro de mim.

Na mesma hora seu rosto é tomado pela cor vermelha. Ele abaixa a cabeça e sai do box constrangido, indo até a porta saindo e em seguida a fechando.

Conforme a água vai caindo em meu corpo, vou relaxando e me deixando acalmar pela água quente e acolhedora.

Depois do banho, enxugo meu corpo na toalha branca e macia de algodão. Depois visto-me com um roupão. Saio do banheiro, fecho a porta. Vou até o outro lado do quarto, abrindo a porta do closet.

Assim que adentro o grande aposento, a primeira coisa que faço é procurar uma calça skinny. Caminho até o fundo, onde ficam as calças, elas eram empilhadas em divisórias, eram divididas em: Skinny, cargo, flare, pantacourt, cintura alta e por último mas não menos importante, calças de moletom.

Assim que escolho uma do modelo que queria, deixo em cima do puff cor de creme. Me viro para o outro lado e caminho até as gavetas. Pegando uma langerie vermelha da Victoria secret com babado na borda do sutiã e na calcinha um pequeno laço na parte da frente. Ando até o primeiro armário perto da porta, que assim como os outros também é feito de gesso, e pego uma blusa preta manga cumprida com um pequeno decote. Uma meia e um tênis também em preto. Levo tudo na mão e coloco no puff. Tiro o roupão e começo a me vestir.

Depois de pronta saio do closet, em seguida do quarto também.

Desço as escadas brancas em forma de carocol, de dois em dois. Checo meu telefone que eu havia colocado no bolso da calça antes de sair do quarto e vejo o horário. Eram sete e meia, as nove e meia tínhamos que estar no aeroporto para pegar o jatinho que gentilmente meu tio Mark emprestou.

Assim que desço os degraus passo pela enorme sala de estar e atravesso o corredor indo parar na sala de jantar.

Vejo todos sentados na grande mesa de vidro.
Papai e mamãe de um lado da mesa e Austin do outro. Me sento ao lado de Austin.

-- Bom dia -- Digo, mamãe me olha surpresa deixando o pedaço de bolo que certamente iria comer, parado perto da boca e papai se engasga com o café.

-- Nossa -- Ri Austin. -- Parece que eles realmente não acreditavam nas minhas habilidades de persuasão.

Reviro os olhos e o ignoro, por que se eu der conversa pra ele, vou acabar lembrando de tudo oque ele fez e vou acabar agarrando a faca de manteiga que está em cima da mesa e acertando a perna dele.

-- Só achavamos que se atrasaria, como sempre. -- comenta mamãe ainda chocada olhando pra mim desacreditada.

-- Pelo jeito fizemos bem em pedirmos para o seu irmão -- Fala papai com um sorriso, olhando para Austin. -- E depois se virando para mim, continua a falar. -- Você conseguiu até ter tempo de lavar os cabelos.

Que bom, que ficou feliz, papai. Dê os créditos a Austin afinal foi só por ele praticamente me arrastar da cama até o banheiro e me jogar no chuveiro que esse "milagre" aconteceu. -- Penso em dizer.

-- Vamos pedir mais vezes para seu irmão te chamar. Afinal já na primeira vez ele obteve tanto sucesso, coisa que não conseguimos fazer em todos os seus dezessete te anos de vida.

Eu ouvi bem? Meus querem que Austin me acorde mais vezes? Ah, não! Nem pensar!

Fico tão desesperada com aquilo que nem penso direito só grito. -- Nãããão -- eles me olham confusos, menos Austin que me olhava divertido, como se me desafiasse a contar.

Minhas bochechas esquentam de vergonha. Tento amenizar oque eu fiz para que meus pais não me achem louca e me internem.

-- Quer dizer, não será necessário. Eu posso me esforçar mais para acordar cedo nos finais de semana. -- Me corrijo.

Ambos assentem com a cabeça. Austin tenta rir discretamente tampando a boca com a mão.
Fico furiosa mas não comento nada.

Pego um sanduíche que estava na bandeja e me sirvo de suco de laranja. Quando vou começar a comer escuto meu celular apitar. Meus pais me olham com desaprovação quando pego meu telefone. Dou de ombros e vejo a mensagem.

London: Ainda não consigo acreditar que você vai mesmo ir. Não pode ser verdade.

Eu: Infelizmente é verdade, sabe que eu nunca mentiria para você. Eu sinto muito, se pudesse eu ficava.

London: E quem vai ser minha melhor amiga agora?

Eu: Espero que ainda seja eu.

London: Só se você prometer não me trocar por nenhuma daquelas patricinhas que botam cachorros nas bolsas.

Eu: Prometo!

London: Acho bom mesmo!

London: Tô indo aí para me despedir de você.

Eu: Por favor não, você sabe que eu odeio despedidas, eu vou chorar até meus canais lacrimais secarem.

London: Eu preciso me despedir da minha Holly-Holly.

-- Sorrio ao ver o apelido escrito.

Eu: Tudo bem, me convenceu. Pode vir

London: Eu iria de qualquer forma mais obrigada por convidar.

London: Daqui a pouco eu chego.

Eu: Ok, e não dirige muito rápido.

London: Tá bom, "mamãe" kkkk.

Desligo a tela do celular . Esticando meus braços pego meu sanduíche, dou duas mordidas grandes antes de largar de volta no prato e pegar o suco.

-- Então... -- Meu irmão pergunta como quem não quer nada. -- Quem era?

-- Humpf -- Bufo. -- Como você é bisbilhoteiro. Dou mais algumas mordidas no meu sanduíche e ele acaba.

-- Ah, qual é! Vai me conta, que era no telefone? -- Pergunta com os olhinhos brilhando de curiosidade.

-- já que insiste tanto em saber eu falo. -- segura a vontade de rir porque eu sei que ele vai se decepcionar quando eu falar o nome.

-- Quem era? -- seus olhos brilhavam ainda mais, se é que era possível.

-- London -- Austin revira os olhos e continua. -- Pensei que poderia ser a Brianna. -- Fala com um tom de voz desanimado.

Brianna é minha outra amiga. Bem pelo menos era, antes dela se tornar falsa comigo e com London. Austin não sabia desse fato e era caidinho por Brianna desde a sexta série.

-- por falar na Brianna, querida nunca mais vimos vocês juntas. -- Fala mamãe. Com certeza foi dela que meu irmão puxou toda sua curiosidade.

-- Nós nos afastamos, ela mudou completamente, ficou muito diferente do que era antes e não de um jeito bom -- Desabafo.

-- Ah, querida sentimos muito por isso. -- Mamãe me olha triste. É surpreendente o quanto ela toma a dor das pessoas para si.

-- Tudo bem -- Forço um sorriso. -- não tinha mais como aguentar ela daquele jeito. Foi bom para nós duas acabarmos com amizade.

Eu sempre fui muito amiga de Brianna, quando ela mudou daquele jeito foi como uma facada no meu peito.

Mas eu superei, não completamente, ainda não gostava de falar sobre aquilo.

Mamãe concorda com a cabeça aparecendo mais lívida. E papai como sempre continua quieto. Ele não gostava muito de conversar no café da manhã.

Sinto alguém me olhando. Me viro para o lado e pego Austin me cuidando.

-- Oque? -- Pergunto baixinho, não entendendo por que ele me encarava daquele jeito.

-- Só não gosto quando fala dela daquele jeito. -- Dá de ombros. -- Ela sempre foi uma boa amiga pra você.

-- Sim, até ela mudar da água para vinho e meter a louca, você sabe oque ela fez, eu nem precisa comentar.

Austin se encolhe na cadeira com os ombros abaixados. Ele não conseguia lidar com o fato que, sua "amada" agora era uma pessoa completamente diferente. Me arrependo de todos os dias que a considerei minha amiga.

-- Não vou nem discutir com você. -- Falo.
Tomo o resto do meu suco.

-- Vou lá secar meu cabelo para não nos atrasarmos. -- Digo para ninguém em específico.

Levanto da cadeira e a empurro para frente.
Passo pelo corredor, subindo as escadas lembro que esqueci de avisar.

-- London está vindo aqui para se despedir se ela chegar peçam para ela me esperar no quarto. -- Grito alto o suficiente para que eles possam ouvir. E volto a subir.

Obrigada por lerem até aqui😊

Se gostaram por favor não esqueçam de votar, é muito importante pra mim me incentiva a continuar, me mostra que estão gostando da minha história. Além de que leva um pequeno instante pra votar, não te custa nada e me deixa o dia inteiro feliz.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top