-CAPÍTULO ÚNICO-
03, de Março no ano de 2012, 14:48...
DOMINGO
Seis anos, doze meses, vinte três horas e trinta e dois minutos.
POV'S LIGHT
Light simplesmente encontra-se olhando fixamente um garoto, ele não sabia seu nome, mas o mesmo passava as vezes por lá, ele não era muito importante para Light, apenas estava observando a paisagem, e se destacou o garoto que estava com uma roupa, um tanto, contraditória para o local que estava. O outro era pálido, ele tinha cabelos escuros bagunçados e sempre andava encarando o chão, em uma posição tímida e antissocial.
Light sorri ao olhar para ele. Ele era realmente bonito.
– LIGHT. ACORDA CARALHO, A AULA ACABOU–Diz uma voz.
Light se assusta e bate na janela. Logo depois se virando rapidamente para a voz.
E reconhece.
Quem estava ali era Misa. A garota deve ter ido o procurar depois da demora dele.
– De novo encarando essa janela. Para quem você tanto olha?–Pergunta a garota.
– Ninguém–Responde Light por fim.
Misa sabia que ele olhava para algum lugar.
Mas pra onde, era o mistério.
– Você vai fazer eu me atrasar para a aula–Diz Misa e o outro da de ombros.
– A aula é sua–Ele responde e a outra encara o garoto com um sorriso entre lábios.
– Mas você que sempre me deixa lá–Diz Misa fazendo uma cara de cachorrinho sem dono.
O outro revira os olhos.
-Tá, podemos ir-Diz ele pegando sua bolsa da escola e caminhando junto a amiga.
O caminho foi repleto de distrações por parte de Misa,–não que isso seja uma surpresa– ela parou algumas vezes para pedir sorvete, ou querer cruzar para o parque.
Mas em um certo momento, eles finalmente chegaram na faculdade, e foram recebido com um cumprimento carinhoso de um desconhecido.
– Bom dia, Misa–Dizia um garoto de cabelos de escuros bagunçado. Light não presta muita atenção e apenas empurra amiga para sala, como quem falasse "Vai que é tua".
– Já vou indo–Ele fala por fim, dando meia volta e caminhando até sua casa. Mas dessa vez um caminho rápido e sem distrações.
Quando ele chega na rua de sua casa ele caminha observando o chão, até chegar na porta de sua casa e bater na mesma, sinalizando que iria entrar.
– OI LIGHT!–Diz Sayu o abraçando. Era uma maneira interessante de ser recebido em casa, e Light gostava do carinho que a irmã tinha por si, ele retribui o abraço sorrindo, e logo depois se afasta.
– Vou para meu quarto–Fala caminhando em direção a escada, para subir para o quarto.
Assim que o mesmo entra lá ele observa um desenho que havia feito a alguns anos atrás.
Era de um personagem de um de seus sonhos.
O nome dele era Ryuk. Sua irmã sempre teve medo daquele desenho. Light ri e pega seu telefone e abre o aplicativo: Instagram, o mesmo iria navegar por lá para ver se havia algo diferente.
Light então suspira. Ele devia ter imaginado que não seria tão fácil assim perder seu tédio, logo depois se joga na cama até que escuta uma batida em sua porta.
– Entre–Diz o outro jogando o celular embaixo do travesseiro.
– Me ajuda no dever de casa?–Pede a garota e Light sorri.
– Claro, de que é?–Ele pergunta olhando para a garota.
– História–Ela fala e o de cabelos castanhos se levanta.
– Vamos lá–Ele fala sorrindo.
O garoto não parava de pensar na pessoa que todo dia passava em frente sua escola.
25 de fevereiro do ano de 2012, 19:44...
– A aula foi chata–Diz Misa entrando no quarto de Light.
– E aí?–Pergunta Light como se não se importasse.
– Teve um trabalho–Ela fala.
– Incrível–Ele fala sem prestar muita atenção.
– Light, deixe de ser tão frio!–Repreende Misa.
– Já está na hora de você ir embora, não?!–Diz Light empurrando a amiga que ri.
– Você está me expulsando?–Pergunta Misa e o Yagami não responde, fechando a porta na cara da mesma.
– Estranho, a Misa não iria ficar para jantar?–Pergunta a mãe do garoto e o mesmo acena negativamente.
Então sobe para seu quarto, o mesmo se senta em sua cadeira e pega seu livro de Matemática e começa a ler sobre o conteúdo.
Ao som de Natural. Quando de repente começa a soar uma propaganda de um jogo.
Light acaba por olhar desinteressado para a mesma. O jogo parecia um tanto interessante, o mesmo se nomeava League of Legends. O outro olha e como estava sem nenhuma ocupação, decide da uma chance para o jogo.
Logo depois fazendo o download dele. E aparece a opção de criar o Nick.
"Pense Light, um nome perfeito..." Ele pensa até que lembra que o mesmo tinha um caderno onde anotava algumas coisas que passava em sua cabeça, então vê um apelido que Misa havia anotado lá uma vez, "Kira". Isso tudo pois todo jogo que eles jogavam Light era sempre frio, e só focava em ganhar.
Então o mesmo opta por botar seu nome no League of Legends de: Kira_549.
Ele sorri, o nome era um pouco infantil, porém parecia legal. Ele enfim entra no jogo.
O garoto havia esquecido que iria estudar. Estava mais focado em conhecer o jogo.
Então passa suas uma hora no tutorial, até que escuta sua mãe o chamar.
– LIGHT!–Ela gritava o chamando para jantar.
O outro desconecta do jogo e desceu as escadas para jantar.
– Boa noite, mãe, boa noite, pai–fala o Yagami se sentando na mesa com os outros.
Todos comiam em silêncio. O pai de Light era um homem sério, já a mãe um tanto descontraída, Light puxou mais a seu pai, na maneira séria de ser. Misa sempre brincava dizendo que ele era "Frio e Calculista".
Ele rapidamente come, o garoto tinha que comer rápido, estava ansioso para jogar sua primeira partida.
Ao terminar de comer, o de cabelos castanhos de despede da família e caminha para ir para sua primeira partida do jogo que ele baixou.
Ele observa a partida carregando, ele não sabia se o jogo seria tão interessante e produtivo, era a primeira vez jogando, e provavelmente seria com um bando de desconhecidos.
Então a partida começa. Ele sabia o básico do básico, sabia que em um time havia ADC, Suporte e MID, Light iria jogar como MID, ele escolheu um campeão que o ajudasse em tal posição. E o mesmo observa os integrantes de seu grupo. Seu grupo estava com uma pessoa com o Nick de: Nearhhhh_Gatonk, Mellozzi_n, e por último, L_DeRyuuzaki.
Os nicks deles eram estranhos, mas o de Light é Kira e um monte de números, então não poderia julgar.
Mas de repente o celular de Light vibra em uma ligação, ele recusa, e desbloqueia rapidamente, vendo que era Misa, o garoto desesperado para não perder a partida simplesmente grava um audio falando "Ah Misa, eu não posso falar agora, estou ocupado". E depois volta a focar na partida.
O Nearhhh_Gatonk jogava como ADC, e encobria Mellozzin que Light não consegui entender o que ele seria, enquanto isso L_DeRyuuzaki estava lá apenas para encobrir eles com cura. O mesmo jogava de Yuumi, quem teria coragem de matar uma Yuumi?
Então Light observa, o "L" era level 56, o que fazia jogando com pessoas de level 1, 4 e 9? Ele deve ser amigo dos outros que estavam lá, e Light se encontrava lá apenas para complementar o time.
Light caminhava em frente para destruir os minions do inimigo, só que não contava com um campeão forte que estava lá. Light então entra em desespero, ele estava quase morrendo, então vê uma mensagem no chat "Kira, saia daí, o "L" vai entrar dentro de você". A frase claramente havia um duplo sentido. E Light do outro lado do computador ri. Mas logo entende que era por causa do poder da Yuumi.
Então como uma luz no céu, ele observa o "L" se aproximar dele, para o reviver.
Light não sabia o que deveria fazer, então começou a se mexer, até aparecer uma mensagem no chat de "L".
Ele dizia:
"FICA PARADO CARAMBA"
E então o Yagami entende que se ele se mexesse apenas dificultaria o trabalho do outro. Ele ri. Finalmente Light achou algo que não dominasse, Light não dominava LoL.
E então aparece uma mensagem do tal "Mello" no chat. Ele dizia.
"Kira, vai em direção da torre, eu pego o Garen".
E ele percebe que a Yuumi que o curou já havia saído.
Então ele caminha em direção da outra tentando a dar dano, acompanhado do ADC.
"Minions bonitos, minions formosos" Pensa Light observando a torre tomar grande dano e rapidamente morrer.
25, de Fevereiro no ano de 2012, 20:14...
Não era segredo que Light e seu time estava encaminhado a derrota, todos lá eram inexperientes, menos a Yuumi.
Mas foi divertido jogar com eles. E Light envia um pedido de amizade para: Mello, L e Near.
E não demora muito para L aceitar o pedido.
Light sorri. Então observa que recebeu uma mensagem no próprio LoL.
"Hey hey hey, jovem jogador" Falou "L".
Light responde a mensagem com "Olá jovem companheiro o que o traz aqui?".
"Não sei homem, gostaria de jogar uma partida com meus companheiros?".
Light ri. O tal de L_DeRyuzaki era bem-humorado.
"Claro que gostaria, é um tanto cativante ter a honra de jogar com alguém level 56". Respondi e ele demora um pouco para responder.
"Tem discord, jovem dependente de Yuumi?" Ele pergunta.
Discord...Light tinha uma vaga lembrança de ter baixado isso por causa de um trabalho sobre relações sociais.
O mesmo abre seu navegador e digita "D". Logo aparecendo o link do discord.
"Tenho sim". Falei
"Qual o nome e a #?" Pergunta o outro.
O Yagami abre para ver, seu nickname e a #, e para sua surpresa, ou não era "I'm gay#6934". Ele digita e manda para o outro.
Que responde apenas com um "foda".
Pelo pouco tempo que Light conheceu "L" ele percebeu que o mesmo poderia ter dificuldades para manter um assunto, ou até mesmo puxar um. E talvez por isso tenha baixado LoL, para fazer novos amigos.
E Near e Mello devem ser seus amigos da vida real, que estão lá apenas para o ajudar.
A forma que "L" puxou assunto, ou quase não falou na partida entregou um pouco sobre sua personalidade. E Light não sabia se havia sido proposital ou sem querer. Mas agora queria saber mais sobre o tal jogador desconhecido.
Light sorri e sente seu pc vibrar. Quando olha era notificação do discord. Havia um pedido de amizade. E quem havia enviado era um tal de "L Para a Saúde#8479".
Ele aceita o pedido e logo entra em um chat com ele.
"Bibolonbombom" Diz "L" começando a conversa.
"Que? L Para a Saúde, você não está com saúde?" Manda Light rindo.
"Podemos ir uma partida?" Pergunta "L".
"Claro" Responde Light e "L" envia um link para ele. Tal link o levou até um servidor onde se encontrava outras duas pessoas em uma sala de voz.
– L, na moral, moralzinha– dizia um deles, Light observa a bola ficar verde, e vê o nome que estava lá "Não Sou do Near".
– Quê? Oi? Quê? Oi–Mello Diz "L" despertando dos devaneios. Light estremece. "L" tinha uma voz calma, muito bonita, talvez ele também fosse bonito. E não fosse bom só de Yuumi, como também em outras coisas.
Light cora com tal pensamento, aquilo não era hora para pensamentos impuros, principalmente com caras, e caras que ele conheceu em jogos online.
– Vai tomar no cu–Fala Mello e L fica quieto.
– Catapimbas–Near fala por fim, o mesmo tinha seu nick como "Dono Do Mello". Eles pareciam um casal, e muito fofo por sinal.
– Jorginho–Fala "L" de repente.
– L, Kira, Near, aceitem o pedido 'pra partida–Diz Mello.
Light aceita e começa a partida. Jogar com eles era divertido. A partida ficou mais fácil ouvindo eles. Mas Light tinha que confessar, a voz de "L" fez ele perder o foco algumas vezes.
O garoto sorri enquanto vê "L" se irritar com o inimigo.
– ELE TEVE CORAGEM DE MATAR UMA YUUMI? QUE TIPO DE PESSOA MATA UMA YUUMI?!–Pergunta L um tanto irritado.
– Ele–Responde Near, fazendo uma referência ao cara que havia matado "L" como Yuumi e Mello ri.
– Errado o Near não está–Fala Mello.
– Kira briga com eles–Diz "L" e Light ri.
– Mas eles estão certos–Fala Light.
– A nossa Yuumi também não é tão boa assim–diz Light.
– EITA, DISSE QUE NÃO SABIA JOGAR DE YUUMI–Retruca Mello.
– Pimentinha ali bobó–Fala Near, tal frase não tinha nenhum nexo com o assunto. Near parecia "L". Ambos eram aleatórios —mas Near conseguia superar "L" — Light abre um leve sorriso por trás da câmera.
– Eu não sei jogar de Yuumi, Kira?–Pergunta "L" em um tom sério. Ótimo, a próxima frase que o Yagami falasse iria narrar o caminho de sua vida. Mas ele não tinha medo da morte então retrucou o outro dizendo:
– Nem jogar você sabe–Fala Light e Mello fala um "OOOOOH DISSE QUE NÃO SABE JOGAR".
Então tem um silêncio da parte de L. E pode-se escutar o mesmo aparentemente bebendo algum líquido.
– Cai pro fight– "L" diz. Light ri, "L" o mandou o convite para uma outra partida somente dos dois, e os bot para complementar o time.
– Eita chamou pra briga–Provoca Mello.
– Você ama colocar lenha na fogueira, não é, Mello?–Pergunta Near.
– Deixa eles brigarem–Diz Mello.
Near ri, eles tinham características de um casal, Light observava isso, no mínimo eles namoravam. Porque não era possível que fossem só amigos.
– Que foi, Kira, está com medo?–Diz L e Light lembra que disse que iria uma partida com ele. Daria muito trabalho e naquele momento, Light só queria relaxar enquanto escutava aqueles conversarem. Então acabou falando:
– Oh meu Deus, eu me rendo Sr. "L" magnífico, você ganhou.
– Já tinha ganhado desde o início–Responde "L" e Light ri.
– Light você é de onde?–Pergunta Mello sem fazer muito caso. E Light fica receoso de falar sua localização para pessoas que ele acabara de conhecer.
– Mello, é falta de educação perguntar isso–Diz "L", considerando que eles se conheciam a pouco tempo e pelo LoL.
– Não, não, sem problemas–Respondeu Light. Ele não se importa com isso, talvez ele morresse? Sim, mas ele não ligava. Além disso ele era de Tóquio, a cidade a milhares de pessoas, e eles nem sabiam seu nome, então se fossem o matar, seria mais complicado.
– Tóquio–Responde Light, então um silêncio ecoa pela chamada.
– OLHA QUE LEGAL, NÓS TAMBÉM–Diz Mello irônico, e quebrando o desconfortável silêncio.
-Vocês são de Tóquio?-Pergunta Light. Ele sorri. Iria ser interessante tentar descobrir a identidade deles.
– Sim, sim–Responde Mello, então começa tocar uma música calma no Groovy.
– QUEM FOI QUE BOTOU ESSA PORRA?–Diz Mello irritado.
Near e L se mantinham em silêncio então pode-se escutar o barulho do teclado de Near, e ele começa a digitar para parar a música. Então Light vai ver qual música tocava e quem havia a colocado. O nome era "Peraí". Mas o refrão e começo era tchubiraum daum daum. Light ri com aquilo.
– EU DISSE PARA NÃO FALAREM MAIS SOBRE QUANDO EU DANCEI ISSO! EU TINHA 9 ANOS!–Diz Mello irritado.
– Falar? Sobre o que?–Pergunta Light.
– Sobre ele dançando com uma roupinha rosa essa música–"L" fala por fim.
– PORRA, VAI SE FODER–Diz Mello e Near ri.
– Nunca pensei que alguém como o Mello teria sentimentos–Diz Light entrando na brincadeira. Até então Near não falava nada. Mas decide entrar na brincadeira.
– Devo me sentir enciumado de saber que ele dançou isso e não foi para mim?–Pergunta Near.
– Sim, você deve–Responde "L".
– Fuck You–Diz Mello irritado.
– Ih, olha o gringo–Diz Light e L ri. Mello irritado era algo incrível de se vê. Ele se irritava tão facilmente que era até cômico mapear as maneiras de o irritar.
Então em meio a risos e risos, eles decidem tocar no assunto sobre a verdadeira identidade de cada um por trás da conta do discord.
– L e Kira, vocês estão apostando quem descobre a identidade um do outro?–Pergunta Mello interessado na discussão dos dois.
– Então você acha mesmo que descobre os fatos sobre mim, antes que eu descubra sobre você? Isso seria uma espécie de desafio?–Perguntou L, Near observava os passos do cara de admirava, e estava surpreso que ele estava se deixando ir pela provocação do outro...Mas não, L não era assim, ele estava planejando algo.
– Sim, mas só pode dá certo, se você aceitar–Diz Light.
Um silêncio percorre a chamada, Light por um instante fica nervoso, será que ele havia ido longe demais?
– Eu aceito–Responde o de cabelos escuros. Light sorri, realmente iria ser muito interessante fazer essa aposta com ele. Mas o que será que ele estava tramando? Light conhecia L á poucas horas mas já percebera que ele não é do tipo que arrisca tudo por orgulho, ele calcula calmamente, faz a jogada, ganha, e aumenta seu orgulho. É assim que ele trabalha.
Light sorri, então escuta Mello tossir, fazendo ambos se calarem e escutarem o que o outro tem a dizer.
– POIS BEM, hoje de manhã eu vou ter aula, são 01:23, eu e o Near vamos ter que ir dormir–Diz Mello.
– Eu? Por que eu?–Pergunta Near.
– Porquê você tem que dormir–Responde Mello, saindo do canal de voz, junto a Near.
– Eles são um casal tão lindo–Responde Light irônico.
– Você fala isso pois nunca viu eles em na escola–Diz "L" em um suspiro. Isso, aquilo que Light precisava, ele tinha ganhado um ponto na frente de "L", como aquele vacilaria tanto a ponto de revelar alguém que eles conheciam? Isso era idiota. Parece até que "L" não levava a aposta a sério.
– Para ganhar de você, terei que dormir, então essa é a minha deixa para ir embora-Antes que Light pudesse contestar ele.
No dia seguinte contaria para Misa como o dia foi produtivo.
Light suspira e também sai do canal de voz e sorri. "L" tinha uma voz linda.
Ele se joga na cama sorrindo bobamente, aquilo era estranho para Light. Ele nunca tinha se sentido assim, nem com Misa, ou a Takada, ou qualquer outra pessoa.
Não que Light estivesse apaixonado. Esse tipo de coisa não era para ele. Mas, talvez "L" fizesse ele se sentir diferente, era como se falasse com alguém ao seu nível. Light se sentia como se estivesse completo, mas ao mesmo tempo irritado pois não poderia ser assim. Ele não poderia pensar assim, simplesmente porquê ele se recusaria a gostar de alguém, não, o problema não é "L" ser um homem, —ou pelo menos ele acha que "L" é um homem— ou ser uma mulher, a grande questão é que Light não consegue se vê apaixonado, ou até mesmo interessado em alguém, independentemente do sexo, ou gênero.
Várias garotas já se pegaram apaixonadas por Light, e quando cogitaram por abrir seu sentimentos com o outro, elas receberam um fora amigável, como: "Ah, sabe como é né? Desculpe, mas eu não sinto o mesmo".
Uma vez ele teve que falar isso ate para a própria Misa. Foi difícil para ela. A mesma era obcecada por Light. Na verdade, obcecada era pouco, a garota era doente pelo outro.
Ele adoraria brincar sobre isso, mas foi preciso um tratamento para Misa perder tal obsessão por Light.
Naquela época também, ela conheceu um psiquiatra, e melhorou, seu psiquiatra se chamava Rem, ele fez ela perder a obsessão por Light. E eles viraram amigos.
Light suspira encarando e teto de seu quarto, e adormece.
Com todas preocupações ainda sobre seu ombro, mas ele precisava dormir, isso era mais importante.
POV'S MELLO
25, de Fevereiro no ano de 2012, 01:42...
– E aí Mihael? Está fazendo o que?–Pergunta Matt abrindo a geladeira, e escutando o irmão digitando no computador.
– Escrevendo algumas coisas–Ele fala fazendo uma pausa, e logo depois se virando sério para o irmão mais velho– Matt, quantas vezes disse para me chamar de Mello? Ele fala e Matt ri, o de cabelos vermelhos jura de pés juntos que tentou levar o irmão a sério, só que não tinha como fazer isso, principalmente vendo o loiro com o cabelo loiro preso, e o mesmo usando um moletom escuro, com uma caveira no meio.
– Você fica gracinha quando fica irritado–Fala Matt se aproximando do irmão apertando as bochechas dele.
– Matt, sai daqui–Diz Mello irritado e Matt ri, pegando a maçã e saindo do local.
– Não demore muito–Fala Matt vendo que marcava 01:45.
Matt se sentia mal de ver o irmão assim, madrugando até tarde, ele ficava triste com isso, Matt não sabia ao certo quando ele começou a ficar assim, ele sempre teve um temperamento diferente de Matt, o garoto pensava um pouco mais, e era mais calmo, já Mello, se deixava interferir pelos sentimentos, e isso afetava em suas decisões —por mais que Matt nunca tenha falado, ele admira o irmão, e quando viu ele tendo problemas de humor, problemas de sono, e qualquer outra coisa, o deixava preocupado— por fim, Matt somente suspira, e sorri.
Antes de ouvir a resposta ele observa a casa, em frente seu quarto havia um tapete laranja, e sua porta era feita de madeira, com uma pequena abertura de vidro, seu quarto ficava a frende do de Mello, e entre os quartos havia uma luz um tanto fraca, as paredes do corredor eram um tom bege, e de fundo soava uma música em um tom suave, era como se quem cantasse quisesse expressar uma tranquilidade, mas por dentro estivesse, aflito.
Matt suspira, ele sabia que o irmão cantava quando estava nervoso.
– Watermelon Sugar?–Pergunta Matt, ele sabia que o irmão gostava do cantor, mas mesmo assim era complicado acreditar que o cara sempre sério, que trata a todos mal, gostava de Harry Styles, isso era até um tanto irônico. Matt sorri e escuta a resposta baixa do irmão, era um "sim" quase mudo.
Matt sorri, e dá outro suspiro.
– Estudando o caso B.B?–Pergunta Matt, o outro suspira.
– Sim, mas Matt eu...Você sabe–Diz Mello, e o outro suspira.
– Tudo bem, vou dormir, não se atrase–Fala Matt caminhando até o quarto, ele entra no quarto e observa o seu quarto, havia alguns posters de bandas que ele gostava, sua típica cama bagunçada, mas seu quarto estranhamente organizado naquele dia, Mello deveria ter entrado lá para o organizar. As roupas que geralmente se encontravam no chão estavam empilhadas uma em cima da outra em cima de seu criado mudo.
Matt suspira, seu irmão era um cara legal de mais, por dentro de sua imensa frieza, há um garotinho que só quer amor.
O ruivo se aproxima de uma gaveta do criado mudo, e tira um pequeno maço de cigarro, junto a um isqueiro. Ele caminha até a janela, e olha o chão, ele sentia uma enorme vontade de se jogar dali e acabar com sua vida, parecia algo tão interessante e divertido. Mas ele não poderia fazer isso, seria apenas mais uma vida entre milhões, e ele ainda tinha muito o que viver.
Então simplesmente suspira e observa o telhado, saindo da janela e se apoiando nele, aquilo era algo muito clichê, o tipo de coisa que só se observava em filmes.
Matt suspira, ele se sentia sobrecarregado pela vida de Mello, e isso o deixava mal, e era justamente por isso, por esse motivo que ele não se jogava da janela, porquê ele se importava com Mello, e não queria ver o irmão triste.
Ele sorri, e desce delicadamente da janela que era relativamente grande, e observa o céu, ele suspira.
A vontade que ele tinha de se jogar dali era enorme, mas ele não faria isso, não faria por Mello.
O de cabelos ruivos sorri, e segura o cigarro, o acendendo com o isqueiro ele aproxima o cigarro dos lábios, e fuma, logo depois soltando o ar do cigarro.
A grande questão é, ele iria morrer aos poucos com o cigarro, isso seria inevitável, mas viveria ao máximo pela felicidade de Mello, ele sorri, a noite estava fria, e o céu nublado. Então não foi uma surpresa quando começou uma neblina, uma leve chuva, o garoto encara o céu, e sente a água o molhar, era importante que ele saísse dali logo, afinal, não demoraria muito até que a chuva ficasse mais forte, e ele corresse o risco de cair.
Então simplesmente Matt, com todo cuidado do mundo—ou talvez a iniciativa de ter— ele se meche para trás ainda sentado, até se encostar na janela com a mão direita e a agarrando ali, logo depois se virando, tomando muito cuidado para não derrubar o isqueiro, aquilo custava dinheiro ele não poderia derrubar e correr o risco de quebrar—ou talvez cair, Mello ver, e Matt ser repreendido por um garoto de 16 anos— Matt ri na cara do perigo e se aproxima da janela, ainda apoiando as mãos na parte baixo. E assim que entra, ele solta uma gargalhada da situação, era sempre emocionante ter a emoção de que a qualquer momento, pode morrer.
Quando entra dentro da janela, se transportando para o quarto, ele fecha a janela com delicadeza, e joga o isqueiro dentro da gaveta de seu criado mudo, que estava por coincidência, aberta.
Ele se aproxima e pega o controle do ar-condicionado, o ligando e logo depois se jogando na cama bagunçada, aquilo ele tinha certeza que Mello nunca se daria trabalho de organizar. Até porque, todos sabem que logo em seguida Matt bagunçaria tudo novamente.
Ele se aconchega na cama, mas não poderia se dar ao luxo de ficar ali por tanto tempo, afinal, estava molhado. Então em um suspiro demorado, se levanta da cama e caminha calmamente, até o banheiro, estava bem tarde, obviamente ele não iria tomar banho, somente se secar e trocar de roupa.
Matt encara seu reflexo, enquanto seca o cabelo, assim que termina observa os cabelos ruivos bagunçados, ele sorri para seu reflexo e tira a roupa, logo depois saindo em direção o armário, de onde tira uma blusa listrada, mas não como sua tradicional —a clássica branca e preta— e sim uma rosa com roxo.
Ele coloca a blusa e logo depois tira uma calça moletom do mesmo estilo, e tira sua calça que usava, a jogando por cima da pia, e vestindo a do pijama. Ele nem se importa em dobrar a roupa, apenas as deixa ali jogada dentro do armário, e logo depois se joga dentro da cama, ligando a pequena luz do abajur, e apagando a do quarto, ele se cobre com o lençol. E observa a luz do corredor ligada. Isso significava que Mello ainda estava acordado. Mesmo já devendo ser bem duas da manhã.
Matt não podia fazer nada. Então apenas suspira e encosta os olhos, ocupando sua mente com pensamentos felizes, como ele no campo com os seus amigos. Ele gostava de campos, mesmo curtindo a cidade, ele achava o campo mais confortável. Isso deveria ser comum.
Matt sorri, ainda com os olhos fechados. Ele ainda se mudaria para o campo quando Mello terminasse a faculdade.
Ele acaba adormecendo com esse pensamento reconfortante.
POV'S NEAR
25, de Fevereiro no ano de 2012, 02:57..
Obviamente Near cogitou por obedecer o amigo, e ir dormir, não poderia negar que tentou, mas sua insônia não deixou, ele ficava um tanto preocupado com Mello trabalhando até tarde no caso B.B. e isso foi o suficiente para lhe tirar o sono, lendo também sobre o caso, diferente de Mello, Near já tinha uma ideia sobre o que aconteceu no caso, mas sabia que o amigo odiaria receber a resposta do caso. Então Near apenas guardou para si.
Ele observava a tela do computador, que marcava quase 3:00, ele tinha que dormir, mas pensava "Qual seria o sentido de dormir?". Bom, quando Near dormia ele apenas perdia a maior parte de seu dia com algo que supostamente seria para sua saúde, mas ele não poderia negar, aquilo realmente era importante.
– Você deveria ir dormir!–Dizia Aizawa entrando no quarto de Near, não, Aizawa não era o pai de Near mas assumiu a guarda legal do menino, quando sua mãe foi vítima do caso B.B. e seu pai enlouqueceu, com base nisso o menino teve a ajuda do conselho tutelar, e foi realocado para a casa de Aizawa, que optou por receber o garoto.
– Eu estou quase terminando para ir, não se preocupe comigo, Sr. Aizawa, já está tarde para o senhor também, e não é porquê eu não dormi, que você também não deve–Responde Near, mexendo no computador, digitando freneticamente como se tivesse encontrado algo importante. Aizawa suspira, ele sabia que Near não se interessava pelo caso, mesmo tendo perdido sua mãe lá ele nunca teve uma sede de vingança ou a ambição de resolver o caso.
E Aizawa já imaginava que ele estaria fazendo aquilo por Mello. O homem suspira.
O garoto gostava muito do de cabelos loiros, e Aizawa sempre foi curioso, afinal, aonde Mello teria conhecido Near?
– Coma alguma coisa–Diz Aizawa, que por acaso atraí a atenção de Near, que acaba vendo um prato, com uma única fatia de bolo, e um achocolatado. Near adorava doce, então independente de qualquer coisa, ele com certeza não iria negar isso.
– Obrigado–Fala se afastando do computador e sorrindo para o homem, um sorriso que pela primeira vez, não dá medo em Aizawa. Ele segura o prato e o achocolatado, indo em direção da cama.
– Nate, espero que durma bem–Fala Aizawa e Near estremece, fazia um bom tempo que ninguém falava seu nome.
Near come o pedaço de bolo, e observa Aizawa sair do quarto, ele encara o computador e sai da janela que via as coisas sobre o caso, não seria muito reconfortante comer enquanto via o caso de um assassino louco. Então ele simplesmente abre o YouTube, e vê um vídeo que ele gostava, fazia um bom tempo que não via aquele canal, tinha começado a acompanhar outros, e a plataforma havia simplesmente parado de o recomendar os vídeos. E depois ele ficou bastante ocupado, procurando informações sobre o caso B.B. e quando não estava ocupado com isso, jogava LoL com Mello e "L". E além dessas coisas, ele tinha que estudar, como um adolescente normal.
Mas a medida que ele comia, mais cansado ele ficava. Até chegar um ponto em que ele caiu em cima da cama e adormeceu.
Há uma grande possibilidade de Aizawa ter descoberto que Near não tomava seu remédio de sono a quase duas semanas, Near tinha alguns problemas com sono e seu psiquiatra havia o passado um remédio, quando o tratamento começou a dar resultado, Near começou a trabalhar no caso B.B. e parou de tomar o medicamento para não ter sono.
E quando Aizawa descobriu ele colocou o remédio na comida, aquilo era para o bem de Near.
Aizawa suspira e apaga a luz, caminhando até seu próprio quarto. Near com certeza ficaria furioso de manhã.
26, de Fevereiro no ano de 2012, 07:38...
SEGUNDA FEIRA
Doze meses, cinquenta e cinco anos, vinte e dois minutos e dezesseis horas.
Near acorda de manhã já emburrado, seu despertador tinha um barulho muito irritante, ele levanta seu olhar para o computador estava desligado, ele não lembrava do que havia acontecido na noite anterior, ele deveria ter desmaiado de sono.
Near suspira e olha o espelho, seu cabelo estava bagunçado como sempre, mas não tinha paciência o suficiente para o arrumar. Ele simplesmente pega sua típica roupa branca, e caminha até o banheiro, se despindo e caminhando até o chuveiro, a água gelada entra em contato com a pele de Near e ele estremece, ele tinha um sério problema com água fria.
Não demorando muito ele passa o sabonete e fita o chão, ele suspira olhando aquilo, e reflete sobre sua vida.
Logo depois puxando sua toalha e colocando ela na cintura.
Ele caminha até o quarto, e depois observa as gotas d'água por causa de seu cabelo. Ele joga a toalha em cima da cama e caminha nu, até o banheiro, vestindo sua roupa, e pegando a escova para pentear seu cabelo e deixá-lo minimamente arrumado, algo que nunca acontecia com Near, já que sempre preferia seu cabelo bagunçado.
Ele manteve seu clássico visual, e pegou sua bolsa com o material, ele olha para os livros com receio, hoje teria aula de português, ele não gostava muito dessa matéria, mas era importante estudar tal matéria segundo o Senhor Aizawa. Então ele suspira e coloca a mochila sobre suas mãos e caminha para fora do quarto, em um suspiro.
– Bom dia–Fala Near pegando uma maçã e colocando dentro da bolsa.
– Vai para a escola?–Perguntou Aizawa encostando uma xícara de café na boca.
– Sim–Responde Near caminhando pela sala da casa em silêncio até a porta.
– Boa aula–Ele fala e Near levanta a mão, em um cumprimento, indicando que ele iria sair da casa.
Em um suspiro ele abre a porta e a fecha, caminhando calmamente para escola.
Então olha para o outro lado da rua e vê Mello.
– MIHAEL!–Ele grita sorrindo e correndo até o amigo.
– Já falei para não me chamar assim–Fala Mello olhando irritado para o amigo, então Near abraça ele, o loiro cora e afasta o albino do abraço.
– Se organizou hoje para ir assistir aula, muita coisa para você, não? Vai para algum lugar depois da aula?–Pergunta Mello sorrindo irônico.
– Vamos para o nosso encontro!–Fala Near sorrindo e enrolando o cabelo branco nos dedos.
Near sabia que Mello ficava envergonhado com qualquer demonstração de afeto. Ele olha para o outro envergonhado.
– Near, vai se foder–Fala Mello desviando o olhar, e fitando o mato.
– Mas sério, qual o compromisso?–Pergunta Mello —tentando disfarçar sua curiosidade — e olhando para Near enquanto ainda caminhava.
– O "L" nos chamou para ir lá–Diz Near dando de ombros desinteressado. O outro era sempre receoso sobre mostrar sua face ou expor sua face para alguém, só que pelo visto confiava nos dois garotos, eles se conheciam a vários anos, mas as vezes que se encontraram foram muito poucas.
– O "L"?–Pergunta Mello surpreso, mas ele observa Near, que esbarra em um cara.
– Desculpe, desculpe–Diz o homem voltando a andar.
– Sem problemas–Fala o de cabelos brancos sorrindo, e voltando a falar com Mello no caminho para a escola.
POV'S LIGHT
26, de Fevereiro no ano de 2012, 08:25...
SEGUNDA FEIRA
Ele sorri e caminha em direção sua escola. E em um suspiro ele sorri.
Light observava atentamente os detalhes da escola e caminha até sua sala. E o mesmo fita o chão, sem se importar muito o que acontece ao seu redor, o mesmo usava um tênis preto com alguns detalhes rosas. Naquele dia, sua mãe havia colocado seu tênis para lavar, e como não poderia ir sem um tênis, sua irmã o emprestou o dela.
Ele estava envergonhado com aquilo, mas não deixou transparecer, pelo contrário, caminhou até sua sala em um completo silêncio, e se sentou na sua cadeira, enquanto mexia no celular.
Então o celular de Light vibra, e ele vê de quem era a mensagem.
"E aí, ontem você foi dormir tarde, falando com alguém?" Perguntou Misa, a dona da mensagem, Light suspira e responde que não, obviamente se ele falasse sim, Misa iria o atormentar para saber com quem.
"HMMMMMMMMMMMMMM, claro que não, né?" Ela manda e Light ri, então o professor entra em sala, chamando a atenção de todos da sala.
"Tchau Misa, meu professor chegou" Manda Light desligando o celular e olhando para o professor, toda sua atenção se focava na aula, e em seu professor andando desconcentrado pela aula, até um momento em que soou a batida na porta, todo o olhar da sala se recai sobre a porta, aonde entra dois alunos, e Light reconhece um, ali estava Misa e outra pessoa.
– OI LIGHT!–Gritou Misa acenando freneticamente para ele, então, o garoto que estava com Misa chama a atenção dela. "Não grite", ele sussurrou, mas mesmo assim Light consegue ouvir.
– Eles vieram aqui para falar sobre To oh–Ele falou, em uma pausa e Light presta atenção no garoto, ele estava curioso sobre ele, e ele estremece quando percebe que o outro olhar decaiu sobre si próprio por alguns segundos, mas logo depois focou no resto da sala.
– Meu nome é Misa Amane!–Fala a garota pulando na frente do outro garoto, então sussurros começam a surgir pela sala.
"Aquela é a namorada de Light?" dizia alguém.
"Não ela é muito bonita para ele" respondia outra pessoa.
Também havia murmúrios como "Olha como ela é gostosa, é aquela modelo né? Achei que não conseguiria ir para uma faculdade tão prestigiada como To oh", e respostas tão babacas quanto "Deve ter sentado nos professores", acompanhado de risadas.
Light se segurava para não se irritar, ou socar a cara dos idiotas que falavam aquilo, por mais que Misa não demonstrasse ela também era um ser humano, e ficava ligeiramente incomodada com os comentários sobre seu corpo ou sua inteligência. Sim ela era uma modelo, e estava no direito de receber comentários assim, mas ouvir pessoas comentando sobre seu corpo, ou desmerecendo tudo que você alcançou com muito esforço, não é nada confortável.
– Me chamem de Lawliet–Fala o outro garoto em quase um murmúrio.
Algumas garotas comentavam sobre sua maneira de se vestir, outras sobre o quão excêntrico o garoto era, ele era literalmente o oposto de Misa Amane.
– Bom, praticamente como vocês sabem, vocês estão no último ano de ensino médio, e em breve será o vestibular de vocês–Ela fala fazendo uma pausa, e gesticulando freneticamente, fazendo o vestido que ela usava se levantar algumas vezes, atraindo a atenção dos garotos. Light suspira irritado, e observa o tal do "Lawliet" enquanto Misa se divertia explicando, ele estava mais parado, com uma atitude introvertida.
Ele poderia ser o "L", mas não, seria muito óbvio se fosse, e o tal Lawlitt não tinha cara de ser "L", mesmo que o mesmo pudesse ser qualquer um ao seu redor. Ele suspira,
– POIS BEM! A TO OH, QUE É UMA DAS MELHORES FACULDADES DE TÓQUIO, VAI ESTAR ACEITANDO OS QUE TIVEREM AS MELHORES NOTAS!–Grita Misa animada, mas fazendo outra pausa e colocando a mão na boca.
– QUE FOFA!–Gritou algum aluno na parte de trás e Misa sorri.
– Todos vocês que estão aqui tem o potencial de ir para lá!–Ela fala tirando a mão da boca e apontando para as pessoas que a rodeavam.
E a garota sorri, ao ver os alunos motivados, e se aproxima de Lawliet voltando para lá, simplesmente para sussurrar em seu ouvido, algo que Light não identificou, o mesmo suspira e olha para a frente.
– Como eu disse, meu nome é Lawliet, provavelmente vocês gostariam de To oh, e se não gostarem não posso fazer nada, posso voltar Misa?–Pergunta Lawliet olhando fixamente para Light em específico.
– Tente perguntar se eles tem alguma dúvida, Lawliet–Diz Misa claramente irritada, o garoto se assusta um pouco, mas logo se recupera.
– Alguma dúvida?–Pergunta Lawliet afundando as mãos sobre seu bolso e olhando para o chão.
Light sorri, se tinha algo que todos da turma o reconheciam é por sempre fazer perguntas, até quando não era necessário, simplesmente para: irritar as pessoas.
– Eu tenho!–Fala Light levantando a mão.
-Ninguém?-Pergunta o de cabelos escuros.
– EU! EU TENHO!–Diz Light quase se levantando da cadeira, as pessoas da sala riem de Light.
– Ninguém mesmo? Estou ficando surpreso, me falaram que havia um aluno aqui que gostava bastante de perguntar–Fala o garoto e Light levanta mão mais ainda, até ele se apoiar de mais na cadeira, e a mesma cair no chão, derrubando Light Yagami de cara no chão. Aquele garoto desconhecido tinha conseguido o derrubar —em todos os sentidos— e isso não era algo que Light era acostumado.
– Eu acho que o Light quer perguntar algo–Fala o professor apontando para Light, e Lawliet se aproxima do outro garoto, e escutava risos de toda a sala.
Lawliet estende a mão para o garoto, e Light levanta o rosto irritado para o outro, logo segurando a mão dele e sendo puxado para perto do moreno que sorri.
– Ainda tem sua dúvida?–Ele pergunta a centímetros de distância do rosto do outro, que deixa Light claramente envergonhado. Aquele poderia ser o tal "L" por mais das poucas chances, todos os detalhes importavam. O garoto sorri corado e convencido, com um simples ódio na ponta da língua.
– Sim, eu tenho–Fala Light se virando de costas para o outro envergonhado, e levantando a cadeira.
– Qual seria–Ele pergunta no ouvido de Light, aquilo estava muito atrevido para um garoto da faculdade, tímido que havia acabado de chegar em um novo território.
Light se senta na cadeira e olha para o outro.
– Tóquio tem diversas outras faculdades tão boas quando To oh, o que deveria fazer os estudantes se sentirem convencidos de ir para lá?–Pergunta Light.
– Bom, To oh formou os melhores empreendedores, e empregados para o futuro, além de ter incríveis bibliotecas, quadras, cantinas, coisas que os outros locais não tem–Ele fala e olha para Misa, como quem perguntasse "Falei certo?" e logo depois sorri se afastando de lá, e deixando o outro sem palavras.
Light suspira. Todos ao seu redor riam, ele tinha sido humilhado por um cara da faculdade. Em um suspiro ele olha para Misa assustado, que apenas sorri como se falasse "Chefe é chefe, né pai". E ri saindo de lá.
Light estava com um imenso ódio, mas não demonstra. Apenas sorri e olha para as pessoas saindo da sala.
POV'S MELLO
26, de Fevereiro no ano de 2012, 08:16...
SEGUNDA FEIRA
A aula foi simplesmente chata para Mello, o mesmo anotou algumas coisas em seu eu caderno, mas o que chamava minha atenção era alguns pensamentos sobre Near, ele havia flertado consigo de manhã, e isso o preocupava, nunca sabia quando o mais novo falava sério ou simplesmente estava brincando, mas em sua visão, ele brincou para si.
Nunca que Near gostaria de alguém como Mello, eles se conheciam a bastante tempo, e Near já havia os lançados alguns flertes, inclusive com o próprio nome do discord, ou com mensagens pervertidas. Ele sempre ficava constrangido, e nunca conseguia retribuir com outro flerte.
Ele ficava a janela enquanto pensava nisso.
E então o toque do sino soou pela escola, isso significava que a aula tinha acabado, ele saia cinco minutos após Near, então o mesmo ainda deve estar o esperando fora da sala.
Ele simplesmente não liga muito mais para a organização de seu material, e só joga tudo dentro de sua bolsa, a apoiando dentro de seu ombro, e logo depois, correndo para fora da sala.
Ele observa Near que sorria para ele —mas todos que viam o sorriso de Near, tinham que concordar, aquilo era um tanto assustador—Mello tenta ocultar seu medo sobre o sorriso do outro,– mas acaba arregalando os olhos em sinal de surpresa.
– Oi meu amor, como foi a aula?–Fala Near tentando beijar a bochecha de Mello, mas o loiro o empurra, as pessoas de sua sala estavam o olhando.
– Idiota, não me chama assim, não somos um casal–Fala Mello irritado, e bastante envergonhado.
– Me dá um selinho também–Pede Near tentando abraçar o garoto, Mello revira os olhos, aquela situação em específica o deixava nervoso.
– O que eu ganharia com isso?–Pergunta Mello olhando para o garoto, que estava enrolando uma mecha de seu cabelo nos dedos.
– Uma barra de chocolate–Ele fala sorrindo e tirando a mesma da bolsa que usava em forma de um brinquedo que Mello não reconheceu.
– Já disse o como você está lindo hoje?–Pergunta Mello envergonhado, e fazendo Near sorrir um pouco convencido, o loiro se aproxima da bochecha do de cabelos brancos e dá um selinho no canto de boca nele, e Near cora, Mello tinha tirado toda a postura orgulhosa dele, isso o faz sorrir, poucas vezes tinha coragem de fazer esse tipo de coisa, mas quando tinha, sempre dava fim as provocações do outro.
– Ué, por que está assim Near?–Pergunta Mello o prendendo contra a parede, e observando ele ficar constrangido, e esperando uma resposta.
– Seu cabelo está lindo hoje–Fala Mello se aproximando dele, e observa Near ficar ofegante e nervoso, a essa altura, o outro estava perceptivelmente vermelho, e não há o que negar, Near odiava ser tão branco, situações como essa sempre aumentavam o orgulho de Mello.
Mello passa a mão pelos cabelos de Near, que faz o mesmo sorrir, um tanto envergonhado, ao mesmo tempo que ele parecia tão puro, ele era incrivelmente pervertido.
E logo depois Mello pega o tão esperado chocolate o guarda no bolso.
– Podemos ir para a casa de Ryuzaki agora?–Pergunta Near totalmente envergonhado, Mello sorri, dificilmente deixava o albino sem graça, e essa fora uma das vezes, mesmo não entendendo o porquê disso, já que quem flertava primeiro era o outro, e então ele sorri,
—provavelmente eles ficariam com fama de gay na escola, mas não era totalmente mentira— Near segura a mão de Mello como se fosse uma criança mais nova indo atravessar a rua, e saiu andando pela escola atraindo diversos olhares.
O caminho foi divertido, Mello e Near discutiam sobre formas de comprovar a homossexualidade não assumida de Ryuzaki.
Quando finalmente chegaram, Near batia freneticamente na porta.
– Near, ele já ouviu–Fala Mello encostado na parte esperando Ryuzaki abrir a porta, mas Near continuava batendo.
– Near, ele já ouviu–Responde novamente, só que com um tom um pouco grosseiro, porém o outro o ignora.
– NEAR BUCETA, ELE JÁ OUVIU CARALHO–Grita Mello e Near o olha assustado.
– Você gritou comigo–Ele fala triste e Mello revira os olhos, isso não o importava, então a porta se abre e Ryuzaki vê a cena.
– Mello você brigou com o Near?–Fala Ryuzaki desinteressado encostado na porta, ele olha para Near e vê o mesmo triste, e em um ato repentino ele puxa Near em sua direção para um abraço.
– Ei! Ele me irritou!–Fala Mello bufando.
– Isso não é razão para deixar o nosso neném triste–Diz Ryuzaki e Mello revira os olhos, então o moreno puxa os dois para dentro de casa.
– L, como foi seu dia?–Pergunta Near parando de chorar, de repente.
– OLHA, OLHA, OLHA ELE COMO É FALSO E PARANDO DE CHORAR DO NADA!–Grita Mello apontando para Near, que sorri, mas o sorriso mais assustador que Mello já teria visto na vida, e não era surpreendente que tenha vindo de Near.
E então soa alto o somo de "Take Me To Church", Ryuzaki e Near se calam repentinamente e olham para Mello, que pega o celular irritado e vê uma mensagem de seu pai.
"Seu irmão estava bastante cansado, quase desmaiando de sono, tivemos que levar ele no médico, para ver se tinha contraído algum dano pelos dias sem dormir, ou até mesmo por causa do cigarro, não demore muito o.k. meu amor? Se quiser pode ir dormir na casa do Near"
Mello lê e olha para Near que olhava para as coisas ao seu redor, ele estava preocupado com o irmão e teve uma crise de ansiedade no local.
Ryuzaki percebeu então que o amigo estava estranho e o distrai com a frase:
– Que toque de música gay–Fala Ryuzaki olhando para o outro.
– Fala o cara que o despertador e toque de telefone é de "I Kissed a Boy"–Provoca Mello levantando as mãos, como se tivesse jogando fatos, ele estava nervoso, seu irmão tinha desmaiado de sono, ele dificilmente dormia, e o cigarro só piorava as coisas, mas não levaria uma provocação dessas, principalmente se quem tivesse provocado fosse Ryuzaki.
– E ainda joga de Yuumi–Complementa Near.
– Ei! Jogar de Yuumi não é um problema–Fala Ryuzaki sorrindo.
POV'S "L"
26, de Fevereiro no ano de 2012, 12:34...
SEGUNDA FEIRA
Não havia muito o que falar sobre "L", ele tinha vários nomes, seus colegas de escola o conhecia como Lawliet, os amigos, como Mello e Near —que era os únicos que ele tinha— o conhecia como Ryuzaki, as pessoas de seu estágio o conheciam como Hideki Ryuga, seu verdadeiro nome era só para pessoas de extrema confiança, não porque corresse algum perigo, mas simplesmente por precaução, os seus professores e chefes tinham acesso a seu nome verdadeiro, mas nunca deram a mínima para ele e sempre chamavam como "L" pedia, isso facilitou sempre esconder sua identidade, e a única pessoa que sabia sobre seu real nome era Watabi, ele era uma espécie de pai para Ryuzaki, o mesmo sempre cuidou dele como amor e carinho, e isso era o suficiente para ele.
Watari se encontrava na casa superior da casa, provavelmente dormindo.
– Parece que estamos presos juntos–Fala Near se aproximando de Mello que cora imediatamente, Ryuzaki sentia a vela que segurava começar a queimar, e sorri, logo depois sentindo o celular vibrando também, em uma ligação e o toque "I Kissed a Boy".
– Olha isso–Fala Mello sorrindo, e Ryuzaki revira os olhos se afastando ligeiramente dos amigos, quem o ligava era o tal Kira, ele o ligava pelo discord, e Ryuzaki sorri, ele mesmo achou que o garoto iria esquecer de si um dia depois.
Ryuzaki atende e escuta o Kira rindo.
"– E aí?–" Perguntou Kira, o que ele esperasse que Ryuzaki respondesse? Em um impulso Ryuzaki pensou em o contar sobre o dia, e principalmente que foi em uma escola, e que seu principal suspeito de ser Kira, era Light Yagami, ele tinha a suspeita que o amigo de Misa fosse o cara atrevido que tentou desobedecer uma Yuumi, um Yasuo invasivo e atrevido. Toda essa suspeita surgiu, quando antes de ir, a garota que o acompanhava—que por acaso Ryuzaki a admirava muito— falava sem parar de um suposto "Light Yagami", inicialmente Ryuzaki pensou que só seria uma obsessão doentia pelo garoto, ou até mesmo uma amizade, e nem passou pela sua cabeça que o tal Light Yagami, seria o atrevido Kira. Mas Misa ouviu um aúdio que entregou tudo, um audio de alguns dias atrás, aonde Light falava uma simples frase "Ah Misa, eu não posso falar agora, estou ocupado". E querendo ou não, a hora que ele mandou o audio, foi a hora que Ryuzaki, Mello e Near entraram em partida no LoL consigo. Isso não seria provas suficientes, afinal eles poderiam ter uma voz parecida, e até mesmo se ocuparem durante esse tempo, um estudando, e outro jogando LoL, mas quando Ryuzaki viu por fim o tal Light Yagami, ele percebeu que o outro tinha uma atitude orgulhosa, semelhante ao Kira, suas chances de ser Kira aumentaram de 3% para 7%.
O garoto sorri bobamente e em um sorriso responde:
"– Hoje o dia foi legal, mas porque me ligou? Mello e Near estão aqui comigo, e estão me esperando–"Falou Ryuzaki, e o Kira solta um suspiro alto.
"– Só queria ouvir sua voz–" Perguntou o garoto e Ryuzaki fica um tanto envergonhado. Kira estava estranho, será que ele também tinha uma suspeita de alguém que pudesse ser Ryuzaki e por isso queria ouvir a voz? Não, não, isso era impossível Ryuzaki tinha os nomes falsos, enquanto o Kira provavelmente só tinha dois, Ryuzaki tinha no mínimo três. O Kira com certeza nunca o descobriria.
"– Então peço educadamente como a Yuumi de meu Yasuo, que você vá se foder–" Fala Ryuzaki e Kira ri, ele parecia tão diferente de Near e Mello, ele sentia que com Kira seria diferente dos outros, mas não entendia o porque.
Kira desliga para não incomodar Ryuzaki e o outro ri.
O garoto caminha a passos altos até a sala, aonde os amigos já se encontravam em uma discursão.
– MATSUDA!–Protestava Near, e Mello rebatia irritado:
– NÃO! KIRA!–Dizia Mello.
– Sobre o que estão discutindo?–Pergunta Ryuzaki surpreso, era normal um desentendimento entre Near e Mello—principalmente pela parte de Mello— mas era a primeira vez que viu Near se envolver em alguma discussão do loiro.
– Sobre quem seria o seu futuro namorado–Responde Near, como se suas palavras fossem coisas simples do dia. Até porquê era algo bastante comum ver seu amigo que parecia mais um feto, do que com um adolescente de 16, afirmando que você era gay e conversando com seu outro amigo sobre quem seria melhor de você namorar.
– Ele e o Kira tiveram um envolvimento diferente–Argumenta Mello se aproximando e Near que fica um tanto vermelho mas não se afasta.
– Meu amor–Fala Near apoiando a mão sobre o rosto do garoto, o segurando com as duas mãos, mas ainda mantendo a sua feição sem vida-O Ryuzaki já deu em cima do Matsuda e ele ficou todo bobo.
Mas Ryuzaki sentia uma imensa vontade de mostrar, que o único bobo que havia ali era Mello com as provocações de Near.
Mello se afasta bruscamente envergonhado e revira o rosto um tanto vermelho.
– Que tal ao invés de resolver a minha vida amorosa, vocês resolverem esse climão entre vocês?–Sugere Ryuzaki e Mello o olha irritado, logo depois jogando a bolsa de Near no mesmo.
– EI! MINHA BOLSA DE ROBÔ!–Protesta Near e Mello olha para ele sério.
– AH ERA SUA BOLSA? Que pena, agora é do Ryuzaki–Fala Mello irritado.
-Ah, que legal, uma bolsa-Fala o moreno observando ela, e vendo os detalhes da bolsa. Havia muitos papéis, alguns cadernos escolares, e um pouco mais a baixo havia uma coisa dura. Ryuzaki fez a suposição de ser algum brinquedo de Near, mas o único brinquedo que ele tinha trago estava em sua mão, Near percebe a reação do outro e se apressa a dizer:
– Ryuzaki, não mexe nisso!–Ele fala tentando pegar a bolsa, o que foi um grande erro, agora Mello também estava interessado no conteúdo da bolsa.
– O que esconde ali, Near?–Pergunta Mello segurando o outro e o virando para si.
– Nada–Responde Near tentando ocultar seu nervosismo, claramente visível.
– Sério? Não é bem o que parece–Mello fala se aproximando do outro.
Agora Ryuzaki estava perguntando o por que ele ainda estava ali? Estava no local somente para segurar vela?
Ryuzaki coloca em um movimento rápido a mão dentro da bolsa para ver o que o albino carregava consigo, e pelo visto o objeto não tinha um tamanho tão convencional. Isso despertou ainda mais a curiosidade do moreno, que a essa altura, os outros nem perceberam que Ryuzaki havia tirado o tal objeto de dentro da bolsa.
– NEAR O QUE É ISSO?–Pergunta Ryuzaki surpreso jogando o objeto no chão, Near cora e corre na direção do objeto.
Mello olha rindo, agora mais curioso do que nunca sobre o que seria o tal objeto que deixara Ryuzaki abismado.
Então olha e fica tão perplexo quanto o mais velho.
– VOCÊ ANDA COM UM BRINQUEDO SEXUAL? OI? NATE? NATE RIVER, O SENHOR TEM ALGUMA ESPÉCIE DE PROBLEMA?–Grita Mello em um surto, ele não sabia se ria, se batia no outro, se o repreendia, ou simplesmente se entregava aos seus sentimentos e ficava envergonhado—não era de segredo que Near gostasse de brinquedo, mas nenhum deles nunca pensou que seri esse tipo de brinquedo— Ryuzaki queria entender o porque caralhos Near andava com aquilo, mas só ria, enquanto observava o mais novo tentar guardar aquilo na bolsa.
– EU TENHO UM PROPÓSITO PARA TER ISSO!–Diz Near. Agora Ryuzaki estava curioso pela explicação do mais novo, qual seria a justificativa para portar tal coisa?
– Ah é? Qual propósito?–Pergunta Mello se aproximando novamente.
– QUER SABER, VAMOS MUDAR DE ASSUNTO. Que tal irmos jogar LoL, esse era nosso objetivo inicial, não?–Diz Near e Ryuzaki ri, tudo bem, se Near fosse um pouco mais velho não seria uma razão para ficar tão surpreso, mas aquele era Near, o garoto tinha 14 com tamanho de 12 e mentalidade de 6.
– Uau, isso foi completamente, esquisito–Diz Ryuzaki chamando os garotos para subir, ficando assim mais fácil para jogarem, já que no outro andar a internet pegava melhor.
– Boa tarde Watari–Fala Ryuzaki e os outros garotos o cumprimentaram com um sorriso.
– Near tem brinquedos sexuais–Mello provocou e Near o olha como se a qualquer momento fosse capaz de esganar.
– Espere por hoje a noite Mello!– Fala Near irritado e Ryuzaki olha para os dois garotos que discutiam.
– Ui, vai fazer o quê? Não vai deixar eu te comer com o brinquedo sexual?–Pergunta Mello, e Near fica imediatamente corado, e corre para os braços de Ryuzaki que se segurava ao máximo para não rir.
– Está vendo, Mello? Você não pode tratar nosso bebê mal–Fala Ryuzaki segurando near como se o mesmo fosse um bebê de colo, Near era relativamente pequeno, mas não tanto, o que tornava aquela cena para Mello extremamente engraçada, Ryuzaki também agia como uma criança, por isso mesmo tendo seus 22 anos, ele dependia de Watari para viver consigo.
POV'S MISA
03, de Março no ano de 2012, 16:55...
O dia da garota até então estava sendo simples e monótono. Light estava estudando segundo ele mesmo, então a única pessoa que sobrava para Misa Amane irritar, era Rem, sua amiga, a garota sempre fora paciente com a Amane, e isso encantava a loira.
– Rem! Como você está linda hoje–Fala Misa olhando a amiga, naquele dia em especifico, a garota prendia seus cabelos brancos com mechas roxas, o cabelo da mesma sempre fora curto, mas Rem havia insistido por deixá-los a altura do ombro, pelo menos para ter a sensação de como deve ser os prender, e finalmente seu cabelo tinha altura para ser preso.
– Eu achei que a sensação de ter cabelo preso fosse mais emocionante–Comenta Rem observando Misa, a garota havia cismado com usar o mesmo penteado que a outra, Misa usava um vestido preto enquanto seu cabelo era preso sobre um coque, e Rem usava uma simples blusa branca larga com uma estampa de coelho e um short jeans um pouco curto.
– Mas é emocionante sim! Isso é uma mudança incrível Rem!–Misa fala segurando a mão da amiga e olhando nos olhos dela, Rem cora e vira o rosto.
Misa nunca entendeu o porquê Rem agia assim justo com ela, a garota as vezes ficava um tanto chateada por Rem não há tratar como trata as outras, Rem era mais fria consigo e super-protetora. A garota sorriu para Rem.
– Ah qual é! Olha para mim–Fala Misa se jogando para trás, e Rem a segura.
– Está doida?! Você podia ter caído!–Diz a garota que estava preocupada com a loira.
– Mas você não me deixou cair!–Disse Misa sorrindo, a garota sabia que a outra nunca a deixaria se machucar, e as vezes gostava de usar isso contra a mesma.
– Tá, podemos ir comer agora, Misa?–Pergunta Rem revirando o olhar envergonhada.
– Sim! Vamos aonde?–Pergunta Misa encostando o dedo em sua boca, em uma feição de dúvida, Rem a encarava envergonhada, mas a garota não conseguia entender o porque, e isso a deixava um tanto constrangida.
– Burger King, você gosta de lá, não é?–Pergunta Rem sorrindo e Misa assente, a garota adorava comer no local, mesmo que não comesse com frequência por causa de seu trabalho como modelo.
A loira sorri para Rem, e eles caminham em direção ao Burger King, a garota estava determinada a comer a maior comida de lá, afinal aquele era um dia especial para Misa.
Ela pretendia perguntar para Rem o porque a garota a tratava tão diferente, e isso a deixava um pouco ansiosa com a resposta da garota.
– Posso ir para a fila?–Pergunta Misa sorrindo e mantendo uma certa distância de Rem, a garota sempre ficava estranha quando a loira invadia o seu espaço pessoal.
– Deixa que eu vou-Fala Rem, Misa iria protestar, Rem sempre fazia tudo por si, mas antes que pudesse falar algo a outra se aproximou dela rapidamente e fitou os olhos de Misa, a garota se sentiu diferente e ficou um pouco envergonhada, alguns olhares foram atraídos para as garotas, mas Misa não se importava, era comum ter murmúrios sobre ela ou sobre sua aparência.
Rem fica tão próxima dela, que em um momento, Misa pensa que a mesma fosse a beijar, isso não parecia algo tão ruim, mas seus sonhos foram destruídos quando a outra se afastou bruscamente.
Misa se repreende, o que ela estava pensando?! Rem era sua melhor amiga, ela a ajudou em seus melhores momentos, ela não poderia simplesmente se iludir assim, ou estragar a amizade por causa de um selinho.
Misa suspira, Rem até que era bonita.
– D-DESCULPE MISA–Fala Rem e a loira sorri bobamente.
– Sem problemas–Ela fala quase em um suspiro, claramente corada.
Será que Rem e Misa teriam alguma química?!
POV'S LIGHT YAGAMI
03, de Março no ano de 2012, 17:05...
O garoto estava falando com Misa, a mesma estava conversando com ele —lê se surtando, com ele— pois quase havia beijado Rem.
As garotas se conheceram por causa de Light, Misa simplesmente era obcecada por Light, e o mesmo achava tal doentio, a garota surtava por Light e isso o deixava desconfortável.
Então um dia, Misa viu Light conversando com uma pessoa, não qualquer pessoa, UM ANJO, aquela era Rem, Misa ficou irritada e foi tirar satisfação, e assim conheceu Rem.
Rem tentou convencer Misa que não tinha nada com Light, e com o tempo, elas criaram uma proximidade, Misa já comentou sobre algumas garotas que achava bonita, mas Light não esperava isso sobre a sexualidade da garota, então ela seria lésbica, ou bissexual?
Ele simplesmente escuta a garota surtar, até enfim simplesmente desligar em sua cara sem falar nada.
Garotas são estranhas, esse era seu pensamento final sobre todas que conhecera, garotas tinham seu certo drama, já homens eram mais diretos no que queriam, homens tem algo que garotas não tem, e isso fez Light se interessar por alguns homem—não que ele fosse gay—ele os achava interessante, e que tinham um certo charme que garotos não tinham.
Ele não era gay, mesmo Misa dizendo o contrário em relação aos garotos que ele já observava, e até mesmo fazia piadas sobre ele ser totalmente gay por jogar LoL. Mas ele não era gay, não Light não se aceitaria se fosse gay.
Afinal, ele também não está procurando "L" por ter algum interesse. E sim por diversão.
Mas "L" parecia incrível. E se ele realmente fosse Lawliet, até que não era feio.
Light suspira se jogando no chão de seu quarto escutando a movimentação de sua irmã mais nova pelos corredores se sua casa.
E logo em seguida escuta a vibração de seu celular.
Era a mensagem de seu pai.
"Light hoje irei dormir fora novamente, pode avisar a sua mãe?" Dizia a mensagem, Light suspira, esses sumiços de seu pai já haviam se tornado algo recorrente, eles trabalhavam persistentemente em um tal caso B.B. e isso ocupava muito tempo
Em um suspiro ele se levanta e caminha para fora do quarto, aonde sua mãe cozinhava algo para eles comerem.
– O que está fazendo?–Perguntou Light sorrindo, e a mãe do garoto olha para trás assustada.
– LIGHT! Você me assustou!–Fala ela sorrindo, Light observa a cena da cozinha, Sayu estava sentada na sala assistindo alguma coisa, enquanto a mãe de ambos cozinhavam.
– Estou fazendo o jantar–Responde a Mulher.
– Ah, só precisa fazer para três pessoas–Responde Light indo em direção da geladeira e pegando leite para tomar.
– Seu pai não vai vir, de novo?–Pergunta a mulher, Light suspira.
– Sim, mas ele está lutando para nossa sobrevivência para quando encontrarem, o maldito do caso B.B. o matarem–Fala Light tentando reconfortar a mãe, então Sayu olha para a cena.
Light sabia que quando se tratava de opiniões políticas, sua irmã discordava totalmente de si, enquanto o mesmo era de direita, a outra era de esquerda, enquanto um concordava com a pena de morte, a outra repugnava tal ato.
Ele sorri vendo que conseguiu provocar a irmã era divertido ver a mesma tentando argumentar contra a irmã—mesmo tendo seus 13 anos, o senso de justiça dela surpreendia Light—a garota em um suspiro olha para ele.
– Talvez matar não seja a melhor opção–Começa Sayu, e Light ri, enquanto isso, a mais velha pensava em pegar sua panela e sair de lá deixando os dois irmãos debatendo suas opiniões controversas.
POV'S "L"
03, de Março no ano de 2012, 17:39...
Os sinos soavam por todo canto.
Chegou um momento que por mais que o dia tenha sido produtivo, Mello e Near tiveram que ir embora, deixando Ryuzaki sozinho novamente, ele suspira, tinha estágio para ir, por mais que não gostasse de sair de casa, estava estagiando na polícia de Tóquio a quase dois meses, e em algumas vezes tinha que fazer uma visita presencial a força-tarefa, era para o dia de tal visita ser a amanhã. Mas por alguma razão o mesmo foi antecipado. Resolvendo poupar saliva, Ryuzaki decidiu não questionar. Então apenas aceitou seu triste destino e vestiu suas típicas roupas.
O garoto olha para frente e vê que marcava quase 15:50, e o mesmo era para estar lá as quatro.
Então em um suspiro se levanta, e caminha para fora do quarto, aonde vê seu pai Watari sentado folheando uma revista.
– Está saindo cedo, hoje-Fala o homem.
– Sim, é por causa da força-tarefa–Responde o outro.
– Lawliet, você está estranho esses dias, você anda emanando, uma...Onda diferente, aconteceu algo para te deixar tão entusiasmado?–Pergunta o senhor, e Ryuzaki estremece, fazia realmente um bom tempo desde que não ouvia seu verdadeiro nome "L Lawliet" da boca de seu pai,ele quase perguntou sobre quem ele estava falando —realmente fazia um bom tempo que não ouvia seu nome— e isso o deixou nervoso, tudo naquela pergunta o deixava nervoso.
O fato dele ouvir seu nome em tanto tempo o deixava nervoso.
O fato de seu pai perceber sua felicidade o deixava nervoso.
E principalmente, o fato dele não saber explicar o porquê estava assim.
Seria idiota se ele respondesse que estava assim por causa de um possível rival conhecido por ele no LoL?
– Não é nada, pai–Optou por da essa resposta, saindo do local.
Mas não adiantava negar, Watari sabia que o filho estava apaixonado, ou apaixonado, ou com sérios problemas a serem tratados por causa de uma mudança de humor repentina—o que não seria algo tão bom assim— então tendo essas duas opções, Watari opta por aceitar a primeira.
O mesmo sorri vendo o filho sair, ele crescia tão rápido.
O garoto caminhou prestando atenção nos detalhes da casa, ele pensou em ir a pé, só que chamaria muita atenção, se destacando pela multidão—como sempre— por sua aparência um tanto controversa; se destacaria por sempre andar desorganizado, com cabelos bagunçados, olheiras claramente notáveis, roupas que pareciam mais pijamas. Aquele ainda era o arrumado que o garoto conseguiria atingir, e era graças a Watari, ele dependia de Watari para tudo—até seu banho— ele era uma criança no corpo de um adulto.
O mesmo tira um pirulito do bolso e começa a chupar enquanto andava pelo calçamento em direção a central de polícia da cidade.
E então novamente soa o som de "I Kissed A Boy".
Ele tinha realmente que mudar seu toque de celular, se antes as pessoas já o encaravam, agora está mil vezes pior.
Em um ato de desespero o mesmo tenta atender a ligação e xingar profundamente o filho da puta que estivesse o ligando, só que há um problema, em um impulso seu celular cai no chão, a cena estava bastante humilhante para o garoto, ele pega o celular e tenta atender a ligação, mas pedia uma senha para desbloquear o celular, enquanto a música ainda soava. Alguns sussurros podia ser ouvidos pelo moreno, alguns rindo deles, outros os chamando de palavras ofensivas, como viadinho, simplesmente por seu toque de celular que tocou na pior hora possível.
O moreno desbloqueia o celular e então observa quem era o desgraçado que o ligava, era o tão famoso, Kira.
Um riso ecoa pelo outro lado da ligação.
– Você é idiota?! Porquê fica me ligando assim do nada? Você poderia ao menos me mandar mensagem dizendo que iria me ligar, ou sei lá, qualquer coisa que faça eu não passar por algum vexame pelo que passei agora–Fala o Rõraito, ele tinha uma breve noção de que se falasse o que aconteceu, Kira iria facilmente poder criar uma suposição sobre quem ele seria, e nesse momento, era isso que ele queria, afinal, já tinha algumas suspeitas de quem poderia ser Kira.
Sua primeira suspeitas era de Light Yagami, estudante do terceiro ano, que o afrontou a algum dias atrás, há apenas 7% deste ser o Kira, mas não deve ser descartada.
Sua segunda suspeitas é de um garoto que havia conhecido alguns dias por acaso, o mesmo havia se mudado de Los Angeles, e teve uma transferência para a cidade do garoto, e em específico, sua faculdade também, seu nome era Beyond. Beyond se encaixava totalmente como Kira, ele tinha o orgulho de Kira, a inteligência, e com certeza não duvidava de Lawliet como Light duvidava.
Beyond tinha 13% de chances de ser o Kira, e era nessas chances que o garoto apostava.
– O que aconteceu?–Perguntou o outro rindo, com certeza ele estava irritado, mas ainda assim feliz por ouvir a voz de seu rival.
– Digamos, que meu toque é algo um tanto chamativo–Diz o mesmo caminhando enquanto ouvia o outro rir.
– Isso ajuda muito a eu saber quem é você! Agora é só procurar por alguém com um toque não convencional–Fala Kira e o moreno sorri. Ele estava começando a gostar dessas ligações surpresas por parte de Kira.
Mas então se depara com o departamento da polícia a sua frente. Ele nem percebeu como foi rápido para chegar lá enquanto falava com Kira.
Ele suspira.
– Hey, eu vou ter que desligar, cheguei no local que eu estagio, quando chegar deixa que EU te ligo– Fala Lawliet dando ênfase a palavra "eu".
– Você desliga–Fala Kira tentando fazer uma espécie de brincadeira de casal, isso deixa o garoto envergonhado, mas não deixaria o outro na mão.
– Não, você desliga–Fala Lawliet imitando uma voz feminina, que faz Kira rir.
– Não faz isso que eu me apaixono–Fala Kira, ele estava começando a ficar mais ousado, e como ele estava tendo coragem de flertar descaradamente com uma pessoa que ele provavelmente nunca vira presencialmente.
– Não cai no meu charme que aqui só tem a tentação–Brinca o moreno, e ele escuta uma risada doce por parte de Kira.
E então a porta da delegacia se abre, e sai o Sr. Yagami, o chefe de Lawliet, ou naquele local, Hideki Ryuga.
– HIDEKI RYUGA!–Gritou o Yagami caminhando em sua direção, o garoto sorri, era disso que Kira precisava, um empurrãozinho para que desse certo, afinal, o moreno já tinha dois suspeitos em potencial, os dois se destacando como melhores dos melhores, e com um orgulho semelhante ao de Kira, o Kira era um daqueles dois.
Ou era Light Yagami, o filho de seu chefe.
Ou Beyond Birthday, seu colega de faculdade.
Ele sorri e desliga na cara de Kira.
– Bom dia, chefe–Falou Hideki. Ele estava 10 minutos atrasado, na verdade, não atrasado, já que sempre esteve ali, o mesmo só não se deu o trabalho de entrar. Isso não seria errado, ou será que era?
– Chegou atrasado–Complementa o outro, e o Ryuga olha com uma cara de constrangido, não teria como explicar para seu chefe que ele havia se atrasado por estar —provavelmente— flertando com seu filho.
– Estava falando com uma pessoa nesse tempo, por isso não pude entrar– Defendeu-se o garoto, tentando lutar contra a tentação de dizer "Estava provavelmente flertando com seu filho mais velho, não gostou? FAZ B.O.!".
O outro apenas assentiu e apontou para eu entrar, ele era apenas um estagiário —por mais que fosse mais inteligente que muitos policiais que se encontravam ali.
O moreno entrou e observou o local, em uma mesa havia sentado Matsuda, Aizawa, uma breve descrição de ambos os policiais a visão de Hideki:
Sobre Matsuda não há muito o que se dizer, ele era alto tendo seus 1,80 de altura, o mesmo tem 24 anos e é um policial novato, o mesmo está lá mesmo sendo um tanto ingênuo e acreditando em tudo que lhe contavam, ele era como se fosse o alívio cômico do grupo, e era dificilmente levado a sério.
Já Aizawa, era um policial mais sério e centrado no seu objetivo, era casado e tinha dois filhos, sua filha caçula e Near, que vivia a sua custódia desde o incidente com o caso B.B. e sua mãe. De vez em quando o policial caia em alguma brincadeira de Matsuda e desviava seu foco, mas isso —como disse anteriormente— era algo muito raro e difícil de acontecer.
Em um suspiro o garoto os cumprimentou e se sentou com eles, participando da discussão sobre o caso B.B. o caso que eles investigavam.
POV'S LIGHT
03, de Março no ano de 2012, 17:59...
O garoto sorri, agora tinha o nome de "L", Hideki Ryuga.
Ele suspira.
"Hideki Ryuga, chegou sua vez" Pensa Light pegando seu caderno preto, até então nomeado o "Death Note", sua mãe havia o dado em sua época emo.
E ele acabou por só usar uma vez, anotando alguns apelidos que Misa havia o dado. Entre eles o tão famoso "Kira".
Ele sorri e abre o discord no navegador, para ganhar a aposta agora só faltava se encontrar pessoalmente com "L" e falar sobre ele.
Mas assim que abre o discord vê uma mensagem de Near.
A mensagem dizia "AMIGO, AMIGO, AQUI É MELLO NO COMPUTADOR DO NEAR! Ele saiu para pegar algo para a gente comer e eu peguei o computador dele". Dizia a mensagem, Light riu.
E respondeu "Uiui, já estão com essa intimidade" Manda Light.
"AIAI, SIM NÉ, SOMOS UM CASAL LINDO, EI LIGHT, QUER SABER UM BRINQUEDO INCRÍVEL QUE O NEAR TEM?" Pergunta Mello e Light manda: "simkk".
E logo depois chega outra mensagem, aquela era diferente, segundo quem mandou era Near o proprietário.
"Oi Kira, aqui é o Near, Mello dormiu aqui por acaso né, que pena". Dizia a mensagem.
Logo depois apareceu digitando, e outra mensagem "Oi! Aqui ainda é o Mello no celular do Near que ele deixou largado. O NEAR AGORA ESTÁ EM CIMA DE MIM SOCORRO".
Raito rapidamente manda: "Tá mas qual é o brinquedo que ele portava consigo?"
"BRINQUEDO SEXUAL". Disse rapidamente, e Raito ri alto.
UMA CRIANÇA PORTAVA UM BRINQUEDO SEXUAL?! Raito estremece, o dia hoje teve muita informação para ele processar.
POV'S MELLO
03, de Março no ano de 2012, 18:08...
Near estava acima de Mello tentando pegar a qualquer custo seu celular, mas o loiro não deixaria tão fácil assim. E observava o outro tentar pegar e falhando miseravelmente.
Aquela posição falava bastante sobre o como Mello estava envergonhado, além de ser extremamente sugestiva, Near havia levado o loiro para sua casa já que os pais dele ainda estavam fora, e enquanto saiu para pegar pipoca para os dois comerem, e quando chegou viu o amigo falando com Kira, e foi assim que se deu origem a cena.
Mello sabia que Near nunca pensaria em atos tão pervertidos, se duvidasse, o mesmo ainda tinha uma mentalidade de 10 anos e nunca tinha entrado na puberdade.
– Devolve meu celular!–Fala Near movimentando levemente o quadril, deixando Mello vermelho.
– Ei, ei, Near você pode sair de cima de mim?-Pede Mello envergonhado e Near mexe a cabeça dizendo que não.
– Eu saio se você me der meu celular!-Pede o garoto e Mello sorri. Pensando bem talvez nem valesse a pena tirar o outro de cima de si.
– Mello! Qual é! Me dá!–Pede Near se mexendo novamente, nem o maior dos guerreiros conseguiria suportar um Nate River se remexendo por cima de si. Mas o Mihael obviamente não poderia deixar Near ganhar de si.
Near dessa vez ao invés de um simples movimento inocente, dessa vez rebola por cima do outro.
– N-Nate dá para parar com isso?– Mello tenta falar sério, ele estava começando a se sentir diferente em relação ao amigo, e não queria ficar assim, ele não era gay, e definitivamente, mesmo que fosse—o que não era o caso— ele não se interessaria por Near.
Nate River, 16 anos 1,65, mais inteligente da turma, e provavelmente da escola, atraia olhares de algumas as garotas de sua sala, mesmo sendo reservado, e sem andar com ninguém na escola o mesmo era popular, e na maior parte do tempo, um orgulhoso nato.
Ele e Mello se conheciam há anos, e enquanto Near era tudo, Mello não era nada, e era isso que tornava a amizade deles incrível.
E Mello não poderia nutrir sentimentos pelo seu melhor amigo, certo?
– Parar com o quê?–Ele pergunta rebolando mais uma vez. Aquilo era de mais para Mello, nem seu orgulho iria resistir tanto, por mais que não quisesse que aquilo acontecesse, ele entregou o celular para Near que sorri e sai de cima do outro.
– Você jogou sujo–Fala Mello fazendo beicinho e olhando para o chão.
– Jogar sujo? O que você quer dizer, doce, Mihael Keehl–Fala Near se fazendo de inocente.
– NÃO FALA COMO SE EU FOSSE LOUCO–Fala Mello se aproximando de Near.
– Mas, você é louco–Fala Near segurando a gola da camisa de Mello e puxando o mesmo para a cama, Mello cai por cima de Near, e seus cabelos loiros cobrem uma parte do rosto do Near que sorri.
– Nate...O que você tem na sua cabeça?-Pergunta Mello encarando a pupila de Near, a mesma sempre estava sem vida, mas naquele momento tinha um brilho, e a boca dele—que sempre foi algo interessante para o loiro—se contraia em um sorriso.
Eles eram amigos mesmo? Ou tinha algo a mais naquilo? Aquilo era característica de uma amizade?
– Não tenho nada, Mello, só fico feliz de você estar feliz–Near fala apoiando sua mão ao lado do rosto do loiro, e acariciando o mesmo.
Mello estava corado, mas Near, Near estava longe disso, ele agia como se aquilo fosse comum.
– Near, qual o seu problema?!–Fala Mello envergonhado, talvez Matt esteja certo nas vezes que falou sobre o albino sentir algo por si, e tal sentimento ser recíproco, só que aquilo parecia tão estranho, e ele odiava admitir que Matt estava certo em alguma coisa. Principalmente sobre algo que Mello não sabia.
Mas era um pouco deprimente imaginar que agora, nesse momento Matt esteja em uma cama de hospital, com os médicos falando o mesmo de sempre "Pare com os cigarros" ele prometendo que vai parar, e no outro dia estar de novo com seu vício.
Ele olha para Near, sabia que Matt ficaria bem, ele era forte, mas ali, ali estava Near, uma criatura pura, nunca pensaria assim de Mello, ou se quer era capaz de pensar algo errado.
Por mais que o objeto em sua bolsa provasse o contrário.
– Mello, você está bem? Parece que algo e incomoda-Fala Near, a posição que eles se encontravam não ajudava nada Mello para entender o que sentia.
– Vou botar alguma música para a gente ouvir–Fala Mello saindo de cima de Near, a essa altura Mello ainda estava em dúvida se ele e Near realmente iriam ver algum filme.
– Ao invés de ouvir uma música, podemos ver um filme–Sugere Near se aproximando do outro, e ligando a televisão.
Nate River, você mexia com o Mello. Você realmente, é incrível.
Mello suspira e olha para o outro, sorrindo bobamente e vendo o outro indo para o computador para conectar o filme que ele escolheu, o loiro não sabia o que Near planejava, ele só observa o símbolo da Netflix, e de repente um título—que provavelmente era do filme— o mesmo se nomeava "Atividade Paranormal 2".
O loiro não conhecia o filme, mas ficou curioso sobre o que ele falava, então olhou para Near, que estava com a bunda empinada provavelmente concertando algo no som.
Mello cora e olha rapidamente para o outro lado.
– Pronto, Mello–Fala Near se virando para o outro, o mesmo mexe no cabelo, enrolando o mesmo no dedo, e se aproxima de Mello puxando o mesmo para cama, e Mello cai sentado.
Near sorri e deita sobre seu colo.
Nate River. Porquê você é tão perfeito? Mello cora e olha fixamente para o filme.
POV'S MISA
03, de Março no ano de 2012, 18:29...
– O quê vamos fazer agora?–Pergunta Misa sorrindo, e olhando para Rem, elas se encontravam sentadas embaixo de uma árvore, assim que terminaram de comer no shopping, elas foram caminhar por um parque que havia perto de lá.
– Na verdade, Misa, eu queria te falar algo–Começa Rem, a garota não conseguia olhar para Misa, e a loira a olhava curiosa.
– O quê?-Ela pergunta sorrindo.
Misa agora realmente estava interessada no assunto, o que a outra tinha a dizer sobre isso? Será que era a razão dela agir diferente com Misa, em relação a atitude dela com as outras pessoas?
– Eu gosto de você–Fala Rem rapidamente, e Misa cora.
ELA REALMENTE TINHA OUVIDO ISSO?!
– Sério?–Fala Misa olhando para a grama, ela não via a amiga assim desta forma, pelo menos era o que ela achava, como responder Rem com isso?!
– S-se não sentir o mesmo, tudo bem, não tem problemas–Ela fala nervosa, e desta vez juntando toda sua coragem para olhar para Misa.
E como resposta, Misa somente puxa a outra para um selinho.
Aquilo era a melhor opção que a loira poderia ter.
– Desculpe, Rem, eu não sei o que sinto por você, os únicos amigos que tenho são você e o Raito, com certeza, o que sinto com você é diferente pelo que sinto por Raito, eu não sei bem o que seria se apaixonar, não sei se sinto isso por você, quando estamos juntas, eu me sinto especial, me sinto como se nada pudesse me alcançar, confesso que cedo, fiquei tentada a te beijar, mas não sabia como você reagiria, eu gosto de você, mas não sei se ao mesmo tempo que eu gosto, se eu gosto, entende? Eu sei que pode ser um pouco confuso, mas...AH–Misa grita nervosa e faz uma pausa para continuar– Eu gosto muito de você, mas-
Ela foi interrompida por Rem:
– Misa-Misa, me dê uma semana, para te conquistar!–Pede a garota envergonhada, e Misa cora, dificilmente, a chamavam de Misa-Misa, a última vez que alguém a chamou assim, foi Matsuda, na época que a principal suspeita do caso B.B. era Misa Amane, sim ela já foi investigada pela polícia, e quem a investigava era Matsuda, ele a chamava de Misa-Misa, mas fazia um bom tempo desde que isso aconteceu.
Misa sorri.
– Tudo bem–Ela fala.
Mal sabia Rem e Misa, que o que Misa sentia, realmente era paixão, ela estava apaixonada por Rem.
POV'S "L"
03, de Março no ano de 2012, 18:48...
Lawliet suspira após finalmente terminar um dia longo de trabalho, mas sorri, com certeza Kira já estava certo que ganhou, graças ao nome "Hideki Ryuga".
Isso o daria mais tempo, afinal, ele estaria apenas focado em saber a face do outro, e com certeza, ele não o confundiria diversas vezes com o ator famoso.
Ele caminha um pouco animado para falar com Kira e falar sobre seu dia.
Eles se conheciam a um dia.
Mas parecia que eram meses.
E então soa o toque de "I Kissed a Boy" novamente.
Só podia indicar uma coisa, Kira o ligava, a essa altura ele nem se importava mais com o constrangimento, apenas sorriu atendendo a ligação.
"E aí? Cara, o Mello me falou umas coisas que eu estou com medo agora de Near" Fala Kira.
Lawliet riu, o que será que Mello havia o falado?
Será que foi sobre os brinquedos sexuais do mesmo?
"Ele te falou o quê?" Perguntou o outro rindo.
"Brinquedos sexuais" Ele fala assustado, só de lembrar.
Lawliet ria, era incrível ver Kira desconfortável assim, era algo que ele nunca esqueceria, eles estavam se descobrindo, e aquilo parecia interessante a visão de Ryuzaki.
POV'S MELLO
03, de Março no ano de 2012, 19:03...
– AH! QUE PORRA É ESSA NATE? POR QUE NÃO ME FALOU QUE ERA UM FILME DE TERROR?–Grita Mello assustado, ele odiava se sentir frágil, mas era complicado não se sentir assim quando havia um filhinho do capeta pulando na tela de sua televisão.
Nas fanfics que ele lia quando o cara chamava para ver Netflix na casa, significava tudo, menos que eles iriam ver netflix. Mas nesse caso era o contrário, eles realmente estavam vendo Netflix.
E ele preferia enfiar os brinquedos sexuais de Near no próprio cu do que continuar vendo aquele filme, Near não demonstrava nenhuma expressão, enquanto Mello estava claramente, assustado.
– Podemos ir ver outra coisa?-Pergunta Mello, as posições que eles estavam havia mudado, Mello estava sentado na cama, e Near estava sentado sobre o colo do mesmo, inicialmente ele admite que ficou bastante incomodado.
Mas atualmente, o que o incomodava era o filme, e as vezes movimentos que Mello esperava muito, que fossem involuntários de Near.
– Mas está tão divertido–Fala Near, com certeza provocando Mello– A não ser que você esteja com medo–Ele conclui mexendo levemente seu corpo por cima do outro.
– Caso esteja com medo eu posso segurar sua mão, mas não sabia que era tão medroso assim–Fala encostando a cabeça no peito de Mello e pegando sua mão, que estava coberta por uma luva de couro–Mas minha teoria de você ser corajoso é falha, afinal, você não passa de um emo, não é?–Pergunta o garoto provocando Mello, mas não com as palavras sobre ele ser um medroso, e sim com as ações, a pequena ação de Near estar rebolando sobre si.
"Isso é sério?! ELE REALMENTE ESTÁ ME PROVOCANDO OU EU QUE ESTOU FICANDO LOUCO?!" Pensou Mello, mas rapidamente se recompõe.
– Você está me provocando, Nate?–Mello começa sussurrando no ouvido de Near que estremece.
O loiro sorri, agora era sua vez de mexer com o outro.
– Aparentemente você não está tendo amor pela sua vida, obviamente eu não tenho medo de filme de terror–Mello fala apertando a cintura do de cabelos brancos.
Ele não sabia o que estava fazendo, ou o porque, então se quiser saber assim como todos, junte-se a todos nós.
POV'S NEAR
03, de Março no ano de 2012, 18:30...
– E-Então porquê não quer ver o filme?–Pergunta o garoto, ele tentava manter sua pose, mas não conseguia sendo apertado por essa forma por Mello.
– Talvez você tivesse medo, mas pelo visto é bastante ousado, por isso anda com seus "brinquedos" diferenciados–Provoca Mello no ouvido de Near.
O que ele estava pensando?!
Near continuava mantendo sua postura, mesmo estando com seus sentimentos a mil.
O que Mello queria dele?!
– O que foi, Nate, não está mais tão ousado assim, por que?–Pergunta o loiro beijando o pescoço do mais novo.
O que eles estavam fazendo?! O que passava na cabeça de Mello?!
Nunca que ele aceitaria os pequenos flertes de Nate, e os levaria a sério.
Ele estava tentando se pagar de alfa fazendo isso, por causa de um filme de terror e uma frase de Near?
Isso realmente seria bastante interessante para Near.
Realmente, quando se é chamado para ver Netflix, nunca se tem a intenção de vê Netflix.
– O que foi Near? Está envergonhado? Ou está com medo?–Pergunta Mello adentrando suas mãos por dentro da camisa de Near.
Agora Near se permitia corar.
Como Mello sabia de seu pior pesadelo?!
Como ele sabia que o que o dava medo era os sentimentos que ele tinha por Mihael Keehl, um pequeno loiro, imaturo e encrenqueiro, serem recíprocos.
– Perdeu sua postura tão rápido–Fala Mello dando selares no pescoço de Near.
Mello desceu a mão dele para as calças de Mello.
– Ah, qual é, por que não está me respondendo?–Pergunta Mello passando a mão pela calça da típica roupa branca de Near.
– Mello, o que está fazendo?–Questiona Near corado.
– Estou só fazendo o que você faz comigo, durante todos esses dois meses–Mello começa a passar a mão pela roupa íntima de Near, o mesmo geme baixo.
– M-Mello–Ele fala em um suspiro.
– O que foi, Near?–Pergunta Mello.
Near sabia que ele estava devolvendo as provocações, Near estava feliz, ele se sentia feliz por ter provocado Mello.
– Nada, M-Mello–Ele diz quase em um gemido, e Mello começa a passar mão por sua intimidade e apertar a mesma, ainda sobre a roupa íntima.
Near podia sentir que estava excitado, e com uma ereção, então em um breve jogo, ele também decide provocar o outro novamente, e rebola sobre Mello.
– Oh...Então esse vai ser o seu jogo?–Pergunta Mello com um tom de voz sério, Near sabia que estava conseguindo aproveitar-se do loiro.
Near simplesmente não responde, se ele estava duro, no mínimo, para ser justo, Mello também teria que estar.
Então em um impulso, Nate tira a mão do outro de sua calça e se vira ficando cara a cara com Mello, o loiro estava corado, claramente, Mello estava surtando por dentro.
Ele estava sendo tomado pelas suas emoções, isso faz Near esboçar um sorriso e colocar a mão sobre o membro do amigo.
A essa altura o filme não importava.
Não importava se a garota tinha morrido ou não.
Não importava se os irmãos, casal, filhos, ou seja lá o que fossem, tinham resolvido o caso, a única coisa que importava era o momento de Near e Mello, cercado de provocações.
Muita coisa podia ser deduzida sobre Mello ao vê-lo pela primeira vez.
– O que foi, Mello, parece que agora você que está envergonhado–Fala Near descendo o zíper da calça do loiro, e escutando uns suspiros do amigo.
Antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, a porta de seu quarto se abre rapidamente.
Near se afasta rapidamente, e se dá conta do que estava fazendo.
O que tinha em sua cabeça?!
Com certeza nada.
Ele iria pagar um boquete para seu melhor amigo!
Com certeza noção ele não tinha.
– Near!–Dizia Yumi entrando no quarto, o outro olha para a garota que entrou no quarto sem ao menos bater.
É nessas horas que Near se amaldiçoava por não haver uma chave em seu quarto.
– Yumi! Porque entrou sem bater?!–Near repreende a garota que olha para Mello e Near, mesmo que estivessem um pouco distantes um do outro, Near estava com uma ereção e Mello com o zíper da calça aberto.
– Desculpe, o papai disse para eu chamar você e seu amigo–Ela faz uma pausa e aponta para Mello– Para irem jantar.
– Nós já vamos, da próxima vez bata antes de entrar!–Diz Near irritado.
A garota assente e sai do quarto, Mello sorria bobamente, uma coisa difícil de se ver do loiro.
– Então, Near, agora vai se explicar? Nunca esperaria que alguém como você fizesse coisas tão impuras, você não era o garoto filhinho de papai, que frequentava a igreja todo domingo? Parece que eu te levei para o mal caminho, você estava totalmente entregue a mim–Fala Mello abotoando a calça.
Aquilo foi broxante para Near, mas seu orgulho não permitiria deixar Mello ganhar em uma discussão idiota como essa.
– Eu? Entregue? Tenho que admitiu que você resistiu bem esses dois meses cheios de provocações–Nate fala se aproximando de Mello.
– Você é chato–Mello fala se levantando dali e caminhando até sua bolsa aonde havia uma barra de chocolate.
O garoto ri e morde um pedaço da barra.
– Podemos ir logo jantar?–Mello fala pausando o filme, e Near se recorda que o filme passava.
Ele olha para Mello e dá mais um de seus sorrisos macabros.
– Pode ir indo na frente–Fala Near enrolando uma mecha de seu cabelo no dedo.
– Eu te espero aqui–Fala o loiro.
– Não, não, me espera lá fora–Fala o garoto, empurrando o loiro para fora do quarto e caminhando a porta.
POV'S MELLO
03, de Março no ano de 2012, 18:35...
O loiro se senta na porta e espera o amigo sair do banheiro.
Mas o que estava passando por sua cabeça?! Ele tentou transar com Near, e Near retribuiu!
Near não era um pervertido. Então o que foi aquilo?
Mello também não poderia transar com seu melhor amigo, ele com certeza nunca o veria daquela forma, e Mello não era gay.
Ou talvez fosse...
Merda, aqueles questionamentos incessáveis não saiam de sua cabeça.
E porquê Near demorava tanto para vir?!
Mello encosta sua cabeça na porta e tira uma liga de cabelo, prendendo seu cabelo curto em um pequeno coque.
Então a porta se abre, revelando um Near ruborizado.
– E aí?–Pergunta Mello olhando para o amigo corado.
– Nada, vamos jantar–Fala Near encarando o chão, claramente envergonhado com alguma coisa, que Mello tentou decifrar pelo olhar do outro.
Mas era impossível, os olhos escuros de Near, nunca —nunca mesmo— expressavam alguma emoção.
Mello sorri e caminha junto ao outro até a mesa, Aizawa, e a esposa já haviam saído, e Yumi via televisão na sala, então a janta foi bem tranquila, havia alguns pedaços de pizza para eles comerem.
Near pega o pedaço de pizza e olha para Mello, que olhava alguma coisa em seu celular.
– Você não está falando com Kira está?–Perguntou Near, dessa vez Mello sorri e olha para o amigo.
Pelo contrário, seria incrível para Near se ele estivesse falando com Kira ao invés de vendo o que ele estava vendo.
– Near, anão, foda-se–Falou Mello mostrando uma foto de infância dele e de Near, eles tinham aproximadamente seus 6–7 anos, na época que eles ainda moravam na Europa.
Era tão estranho Mello sentir algo que não seja raiva, ele estava se sentindo assim naquela tarde, nem parecia que seu irmão estava mais uma vez naquela maldita sala de hospital.
Near estava o fazendo se sentir feliz.
Sentir algo que não seja raiva.
Para falar a verdade, Mello mal havia comido chocolate hoje, que seria uma espécie de calmante para o loiro.
– Eu tinha quantos anos aí?!–Pergunta Near surpreso pegando uma fatia de pizza.
– Sei lá, olha sua cara!–Fala Mello dando zoom na cara do garoto, a cara do mesmo era como se falasse "Mãe não quero ficar mais perto deste loiro rabugento!".
Near ri, agora era a vez de Mello se surpreender novamente com sentimentos.
Deveria sair uma manchete falando sobre o primeiro sorriso verdadeiro que Near soltava á anos.
Mello a escreveria.
"Garoto do primeiro ano de ensino médio de uma escola de Tóquio dá seu primeiro sorriso verdadeiro depois de meses, venha já conferir quem foi o sortudo que recebeu ele".
Mello sorri também.
Era inevitável não se sentir feliz, só de saber que Near estava feliz.
POV'S "L"
03, de Março no ano de 2012, 19:03...
O mais velho estava sentado em sua cadeira dentro de seu quarto, com luzes apagadas, ele sabia que Mihael e Nate estavam juntos, e que não jogariam LoL consigo hoje.
Mas por outro lado, Kira já deveria estar dormindo a essa hora, pois pouco tempo depois que Ryuzaki chegou em casa, eles conversaram e o outro disse que teria que desligar para ir dormir.
Estava um completo tédio, e jogar LoL sozinho não teria muita graça.
O que ele poderia fazer para o entreter?
Ele pensa e pensa.
Até lembrar de seu colega, não de classe, mas de trabalho, o mesmo tinha sua faixa-etária, eles poderiam fazer algo juntos para matar o tempo!
Ryuzaki se anima e liga o celular, logo depois ligando para Matsuda.
– E aí?–Falou Ryuzaki e Matsuda ria descontroladamente.
– Calma, calma–Falou Matsuda durante uma crise de risos.
– Está rindo de que?–Lawliet questiona curioso. E apenas escutava os risos exagerados de Matsuda, mas aquilo não era uma risada de quem achava algo engraçado, e sim uma risada de quem estava nervoso.
Matsuda da um grito e se recompõe para falar com Lawliet.
– Hideki, eu acho que vou morrer–Fala Matsuda nervoso.
Lawliet olha para o quadro de seu quadro, era um desenho que ele havia feito para Watari quando mais novo, ele sorri olhando para o quadro, mas ainda focando nos problemas do amigo.
As coisas estavam começando a ficar interessantes.
– Como assim, Matsuda?–Pergunta Ryuzaki com um sorriso nos lábios, o que o idiota teria aprontado.
–A Sra. Takada flertou comigo–Ele responde nervoso, e Ryuzaki revira os olhos, o que aquilo teria de mais?
– Eu achei que seria algo mais emocionante...– O Ryuga começa fazendo uma pausa– Tipo, eu fiquei com a filha do chefe enquanto estava bêbado, ou sei lá– Fala Ryuzaki.
– RYUGA! PROVAVELMENTE SE EU FICASSE COM SAYU, O SR. YAGAMI FARIA QUESTÃO DELE MESMO ME COLOCAR NA PRISÃO, E CREDO RYUGA, SÓ CREDO– Matsuda fala nervoso, além do Mais, Sayu era menor de idade, enquanto Matsuda já tinha seus 24 anos.
– Mas qual é o problema dela ter flertado com você?–Pergunta o moreno tentando entender.
– O problema é que: ela não era aquela garota que estava ficando sério com Yagami Light?–Pergunta o outro, então o garoto se lembra de Raito, o garoto que havia mínimas chances de ser o Kira, ele até que era bonito, mas o moreno não sabia do envolvimento dele dom a Kiyomi.
– Eles estão ficando desde quando?–Pergunta Lawliet curioso, ele estava se sentindo a própria vizinha fofoqueira.
Era isso que dava falar com Matsuda, nem que seja por curtos três minutos e seus quarenta e três segundos.
Matsuda sabia de tudo e de todos, ele era o policial mais novo de lá, claro que Ryuzaki não contava, já que ainda seria estagiário, então isso fazia Matsuda ser o mais novo.
Curtia sua vida, trabalhava durante a semana, e era focado em seu trabalho, mesmo tendo pouca experiência, e isso ser notável, e durante o final de semana, saia para baladas, festas, e agia como qualquer jovem de sua idade.
– Hideki?! Eles estão ficando a mais de um mês! Você não sabia?!–Fala Matsuda surpreso.
A essa altura o moreno não se surpreenderia se o amigo estivesse usando uma toalha na cabeça para secar os cabelos, um roupão rosa choque, e com unhas postiças posicionadas ao vento para secar a pintura feita por ele próprio a exatamente 2:34 segundos atrás.
– Eu não sabia, conta a história, amiga–Fala Ryuzaki.
– O Raito estava em uma festa bebendo e encontrou a Takada, ela se atirou para ele, e provavelmente durante a bebida, aceitou ficar com ela e eles ficaram por uma semana, e depois começaram a ficar sério!–Responde o garoto animado.
– AI QUE TUDO!–Disse o moreno forjando uma animação.
– Tenta fazer uma animação mais real! Afinal você gosta de toda fofoca incrível que eu te trago!– Fala o mais velho rindo
Ele não estava mentindo, era verdade que Ryuzaki gostava de todas as notícias de Tóquio que o outro o trazia.
– Alguma novidade nova?!–Pergunta o moreno pegando uma liga para prender seu cabelo, e colocando o telefone no viva voz.
– SIM, SIM, sabe a Misa Amane? Aquela sua colega da faculdade?–Pergunta Matsuda e Ryuzaki responde que sim.
O garoto separa o pijama e vai no banheiro ainda ouvindo a ligação.
– O que tem ela?– Pergunta o garoto, um tanto curioso.
– Ah, ela foi vista saindo com uma garota, e depois elas foram para um hotel–Fala Matsuda e Ryuzaki abre a boca em um perfeito "O".
Misa era lésbica?!
Misa gostava de mulheres?!
Misa era bi?!
Misa era pan?!
Misa era todas as sexualidades possíveis que existem que o Ryuga não sabia o nome?
O garoto ri.
Quem será que era a garota?
Ai, ai, com certeza o garoto iria ir falar com a Amane no dia seguinte, quem era a garota, isso com certeza, despertou a curiosidade do moreno, que tira toda sua roupa e entra no banheiro, se banhando com a água.
– Exatamente! Falaram que a garota tinha cabelo roxo com branco, não lembro direito–Responde Matsuda com um tom de duvida.
O moreno sai do banho e coloca a toalha sobre a cintura, e logo depois caminhando para pegar sua roupa casual, que servia até como pijama.
Ele veste a roupa e escuta Matsuda falar descontroladamente sobre a teoria que ele tinha sobre a Amane e sua suposta amante.
Era só uma questão de tempo, até isso sair no jornal, afinal a loira era uma figura pública, se alguém do jornal ver isso, com certeza Misa seria o assunto mais falado de toda Tóquio.
O garoto sorriu e colocou seu pijama.
– Quem diria que a Misa Amane gostaria de meninas?–Era ainda mais difícil de entender como a garota gostaria do mesmo sexo, parece até que era ontem que ela babava por um garoto de 16 anos.
– Oh, Hideki são 23:45–Ele responde, o tempo passava tão rápido– Vou ter que desligar, amanhã eu tenho trabalho cedo, e essas coisas, sabe Ryuga?–Ele tenta se justificar, Ryuzaki apenas suspira, todos costumavam ir dormir cedo, mas Kira não, era surpreendente que ele tenha ido dormir tão cedo.
Eru imaginava Kira como um garoto com seus 18 anos, cabelos escuros bagunçados e olhos sem vida, acompanhados de olheiras pesadas.
Era assim que ele ao menos imaginava que todos os jogadores de LoL era.
Então o barulho da chamada desligando soa pelos ouvidos do garoto.
Ele suspira, era assim que ele acabava, só.
Ele se joga na cama, e apaga a última luz que iluminava o local, observando o escuro de seu quarto, e pensando no quanto é difícil não ter amigos.
04, de Março no ano de 2012, 07:04...
TERÇA-FEIRA
Seis anos, doze meses, dezesseis horas e trinta e dois segundos.
A manhã estava fria, Ryuzaki percebeu isso, ele suspira, será que havia chovido ontem a noite?
Ele se levanta, não teria como ir para a escola só com sua roupa fina branca.
Ryuzaki suspira e pega um moletom com outra calça moletom, e caminha até o banheiro
A água com certeza, estava fria, e ele não queria ter que enfrentar aquele frio logo de manhã cedo.
Ele olha para o teto e suspira, entrando na banheira, então a água gelada entra em contato com a pele do moreno que pula rapidamente para trás, caindo de costas no chão, que estava tão frio quanto a banheira.
Por quê a água era tão fria?! Por quê sua casa estava tão fria?! E POR QUÊ DIABOS ISSO COMEÇOU DE UMA HORA PARA A OUTRA?!
Ele não poderia agir como uma criança—por mais que tivesse a mentalidade de uma— ele tinha aula hoje e faltar seria idiota, o garoto toma toda sua coragem e entra de vez na água.
E solta um gemido alto, a água estava muito fria.
O garoto se banhou e logo depois pegou a toalha, ainda a murmúrios pela baixa temperatura.
Tudo ali estava frio.
Ele se olha no espelho e vê o corpo molhado, ele sorri. Hoje ele falaria com Beyond e descobriria se ele era o Kira ou não.
Beyond era muito bonito—e isso não tinha nada haver com sua incrível semelhança consigo próprio— e seria um tanto interessante se ele fosse o Kira, ele era interessante, mas ao mesmo tempo, misterioso.
Ele veste um moletom preto, com um cachecol azul, e uma calça moletom de um tom azul bebê.
O garoto separa os livros e bota dentro de sua bolsa, sorrindo, hoje o dia seria incrível, e nada iria mudar isso.
Ele apoia a bolsa nas costas, e caminha em direção a porta, e olha Watari, que estava mexendo em uma estante, provavelmente procurando algo para ler e ocupar sua mente.
Ele sorri e caminha para descer da escada. Os barulhos soam e ecoam por toda a casa, e Ryuzaki vai em direção a porta, dá um suspiro e sai.
Estava nevando, o garoto sorri e caminha pela neve, aquilo parecia uma cena de romance. A qualquer momento ele poderia encontrar o amor da sua vida, fazer bonecos de neve com ele, e eles iriam se casar, adotar duas crianças e viver feliz.
Mas antes disso, ele iria descobrir quem era o Kira. E iriam virar amigos.
Mello, Near e Kira iriam ser melhores amigos para sempre.
Essa iria ser a verdade.
O garoto sorri pensando nisso e caminha pela neve, com sua típica cara sem vida, mas por dentro animado, como uma criança ganhando brinquedo.
Ele caminha para a faculdade, mas quando estava para atravessar a rua, o mesmo vê Light Yagami, e Misa Amane.
"Bom, não é Beyond mas é outro suspeito de ser o Kira, dá para o gasto também"–Ele pensa, e vê a loira sorrindo para si, ela e o Yagami aparentemente estavam discutindo.
Aquele era o filho do chefe de Ryuzaki. Ele sorri para os dois garotos e vê Misa andando em sua direção.
Ela usava um casaco de frio vermelho e volumoso, junto com um cachecol azul, e luvas da mesma cor, junto com uma calça jeans. Já o Yagami usava apenas uma blusa de frio preta que cobria seu pescoço com uma calça jeans e uma luva azul, junto com um gorro da mesma cor.
– Você vai para a faculdade?–Pergunta Misa, e Light olha para Eru como se tivesse visto um fantasma.
– Sim, eu acho–Diz Ryuzaki como se fosse óbvio.
A loira sorri e segura a mão dele, igual segurava a de Light.
Ryuzaki olha para Light e solta seu típicos sorrisos assustadores, e Light cora.
Obviamente Eru lembrava do Yagami, o garoto que o provocou na aula, e o mesmo deu uma bela resposta, tão boa que o outro ficou sem graça.
Mas nunca imaginaria que se encontraria em uma situação como essa com o outro. Se o moreno contasse isso para Kira, com certeza, ele iria rir.
Então com a mão direita, que não era a que Misa segurava, ele pega o celular e manda uma mensagem para Kira.
Aquilo era arriscado, considerando que Light tinha chances de ser o Kira, mas a personalidade de Kira não batia tanto assim com a Light. As únicas semelhanças é o fato de odiar perder.
– Vamos, Lawliet, anda logo!–Fala Misa puxando os garotos em direção a escola de Light.
Misa falava sem parar, mas por um lado, Ryuzaki não entende nada, talvez porque não prestasse atenção nas falas dela, ele estava mais focado em descobrir sobre Kira.
– TCHAU, RAITO!–Gritou Misa, se despedindo do Yagami, que olhou para Misa com um olhar repreensivo, como se falasse "Pare de gritar, sua idiota!", e logo em seguida, ele entra na escola.
E Misa olha para Ryuzaki.
– Agora vamos para a aula?–Perguntou o outro, e a loira sorri.
– Vamos!–Ela fala caminhando e sorrindo, Misa estava muito feliz, será que isso tem algo haver com o boato dela ser vista com outra mulher?
O Rõraito sentia uma vontade enorme de tocar no assunto, mas ele sentia que aquele não era o momento, e que a qualquer momento, Misa pudesse simplesmente, socar sua cara.
Misa sorri para o garoto e entra na sala saltitando.
Quando Eru estava se preparando para ir atrás de Beyond, ele observa que outra garota se aproxima de Misa, e sorri para ela, a prendendo contra a parede.
O entra em choque.
Era aquela garota que estava com Misa ontem?! Aquela era Rem, de sustentabilidade.
Lawliet olha para a garota e sai de lá, seu objetivo era Beyond, não Rem.
Ele caminha pela faculdade, com sua típica posição curvada.
Até que vê o garoto sentado lendo algo em seu celular, o mesmo estava de costas para si.
O moreno se aproxima do outro, ele não sabia como faria para puxar assunto com Beyond, mas iria apenas pelos seus sentimentos.
– Hey, Beyond!–O garoto falou, e o outro o olhou com uma cara surpresa e guardou o celular.
"O que ele poderia estar vendo?"–Se perguntava Lawliet.
Ele iria falar com Beyond, e descobrir sobre se ele era ou não o Kira, mas tudo tinha que correr como o planejado, se o Beyond for mesmo o Kira, e Lawliet vacilar, ele estava bastante fodido.
– Ah, Lawliet, é você?–Fala Beyond em um suspiro.
– Sim, sou eu, posso me sentar?–Pergunta o outro apontando para um cadeira ao lado de Beyond, o outro dá de ombros, como se falasse "Sente-se se quiser".
Lawliet se senta e sorri para o outro, em um ato de tentar descobrir mais sobre Beyond, o mesmo não retribui o sorriso, ou se quer expressa algum sentimento, ele só pega o celular e volta a ler o que estava lendo.
O moreno se esquiva para dar uma olhada no que ele estava lendo, e se depara com um: "Suspeito do caso B.B. é apreendido".
Então Beyond era interessado no caso? Interessante, ele era bonito, inteligente, e ainda tinha ascendência a detetive!
POV'S MELLO
04, de Março no ano de 2012, 08:12...
A aula estava entediante, na verdade, não era só a aula, desde do tal momento constrangedor entre Mello e Near que eles quase transaram no quarto de Near, ficou um certo clima entre os dois.
Mello se recusava a aceitar que Near era um pervertido, aquilo deve ter sido qualquer outra coisa, ou até mesmo uma brincadeira dele, Near não teria como fazer aquilo, não mesmo.
– Sr. Keehl, você está prestando atenção?–Repreendeu o professor, e Mello olha como se falasse "Que?".
– Sim, professor!–Ele fala se tocando na situação que acabara de ser metido.
– Então gostaria de vir até o quadro explicar a semelhança entre graus Fahrenheit e Celsius?–Perguntou o professor, então Mello se levanta e caminha em direção ao quadro, de longe podia se escutar suspiros de algumas garotas, podia-se dizer de passagem, que naquela escola, Mello era um dos mais desejados por sua fama de "badboy", seu irmão, Matt sempre o repreendia, pois antes, Mello aparecia toda semana com uma nova garota, enquanto isso, Matt de longe fazia sucesso com algo. Não, não, seria injusto se ele falasse que o outro não fazia sucesso com nada, Matt fazia sucesso entre os professores e coordenadores.
Tinha até um apelido: "Mail, o Destruidor de Matérias".
Podia-se dizer que enquanto o loiro era quieto, reservado e inteligente, Matt era completamente oposto.
Mihael segura o lápis e anota no quadro uma reposta simples: Ambos são usados para medir temperatura.
Ele larga o lápis na mesa do professor, e volta para sua cadeira, voltando a encarar a janela.
O garoto sorri olhando para a paisagem de fora do local.
Ah, o dia estava realmente, intediante...
POV'S BEYOND
04, de Março no ano de 2012, 08:17...
"Ele está perto de mim, é tão simples acabar com isso agora, se eu o eliminar a investigação acaba, mata ele, mata ele"–Pensava Beyond encarando Lawliet.
– Então, você joga algum jogo?–Perguntou o moreno comendo um pedaço de bolo, pois bem, o que aquele idiota queria saber com aquilo?!
O que ele ganharia se soubesse a resposta?
– Não–Respondeu Beyond secamente, e Lawliet o olha como se estivesse abismado.
Mas seus olhos não expressavam nenhum animação, ou tristeza, ou qualquer reação, era apenas um "uau".
– Ah, tudo bem, está perto do meu horário, vou ter que ir em direção da sala–Disse Lawliet pegando seu livros e saindo de lá.
Beyond o encara.
Não.
Não.
Não.
Não.
Ele não podia ter feito a incrível proeza de ter afastado a pessoa que ele necessitava matar! Impossível, caralho Beyond, você se supera a cada dia.
– EI! EI! LAWLIET!–Beyond tentou chamar o outro mas ele já estava longe.
POV'S L
04, de Março no ano de 2012, 13:34...
Ryuzaki pega sua bolsa e caminha em direção a porta, quando de repente soa um grito:
– Ei! Ei! Lawliet, você poderia ir buscar o Light?–Ryuzaki pega sua bolsa e caminha em direção a porta, quando de repente soa um grito:
– Ei! Ei! Lawliet, você poderia ir buscar o Light?–Diz Misa, e o moreno olha para trás curioso, se deparando apenas com a loira.
– Você vai estar fazendo o quê?–Perguntou o moreno, ele não estava nem um pouco afim de ir buscar garoto mimado que era o Yagami.
– Ocupada...Com bem...Algumas coisas–Ela fala corada, ela iria sair com aquela garota de mais cedo?
– Ele já tem 18 anos, já pode ir sozinho, não?–Perguntou o garoto fitando Misa.
– Porque não, Light parece uma criança, é possível que se perca no caminho!–Falou a garota e Lawliet aceitou que não valeria apena discutir com a garota.
– Tá bom–Fala o outro saindo da sala.
Pois é, ele iria ter que cuidar de uma criança de 17 anos.
Ele suspira, e caminha pela faculdade, havia vários casais se abraçando, garotas tirando foto na neve e crianças brincando.
Aquele iria ser um longo dia.
O Rõraito pega seu celular e manda uma mensagem para Kira:
"Ai que ódio, amiga"– O moreno manda.
"O que foi gayKKKK?"–Respondeu Kira.
"uma amiga mandou eu ir buscar o amigo dela, e fui ignorado pelo 10/10"–Mandou Lawliet rindo.
"Ai, vamos espancar ele amiga!"–Kira respondeu quase de imediato.
"PUTA QUE PARIUKKKKK"–Mandou o moreno rindo, e logo depois pegando seu fone de ouvido e o conectando no celular, a musica que tocava é "Killing Me Softly", ele gostava da música, em especial por Watari a ouvir com uma certa frequência.
Murmurando algumas partes da musica, ele caminha olhando fixamente para o chão, Light Yagami parecia realmente, só um garoto mimado.
Ele para em frente a escola de Raito e vê o garoto sentado, mexendo no celular.
O moreno solta um sorriso irônico para o outro que mostra o dedo do meio e vai em direção ao mesmo.
– Por que a Misa não veio me buscar?–Perguntou Light olhando o outro.
– Ela estava ocupada–Respondeu o outro olhando a neve.
– Hey, hey, Light, você gosta de neve?–Ryuzaki pergunta olhando para Light.
– Que? O que você quer dizer com isso?–Perguntou o outro o olhando com um certo receio.
– Nada–Falou o outro sorrindo, e pegando uma bola de neve, e jogando na cara de Light que cai no chão.
– Idiota! O que você está fazendo?!–Perguntou Raito se levantando, e olhando para Ryuzaki.
– Não sei!–Respondeu o moreno jogando outra bola de neve em Raito.
– EI!–Raito pega uma bola de neve e joga no moreno que sorri.
– Corra–Diz Raito e Lawliet sorri, agora estava interessante.
– Corra menino de To oh!–Gritou Light correndo atrás de Lawliet, que tentava correr, mas as roupas pesadas, e a própria neve dificultavam.
Mas as coisas se complicaram quando Lawliet tropeçou em algo e caiu deitado no chão, Raito se aproxima dele e joga uma simples bola de neve na cara do mais velho.
– Idiota–Disse Raito sorrindo para Lawliet, que segura no braço dele e o derruba na neve também.
– Vamos para onde, agora?–Pergunta Lawliet, sorrindo, mas de repente começa uma breve nevasca, que a medida do tempo passava, ficava mais forte.
– Pelo visto morrer congelados com a nevasca–Fala o outro em um certo desespero.
– Minha casa fica perto daqui, poderiamos ir lá–Sugere o mais velho, olhando para Light. Quais são as chances disso dar errado, não é mesmo?
Light sorri e fala:
– Me chamando para ir para sua casa sem nem pagar um sorvete?
Lawliet leva o dedo sobre os lábios e sorri levemente.
– É a vida–Falou o outro, vendo a neve cair cada vez em maior quantidade–Então, vai comigo, ou vai esperar a Misa?–Perguntou o mais velho caminhando, e logo ouvindo passos do outro atrás de si.
– OLÁ, AMIGO, NUNCA PENSEI EM TE DEIXAR–Disse Light em um tom irônico, só que de repente, soa a maldita batida de "I Kissed a Boy".
Light se assusta e olha para Ryuzaki que rapidamente se apressava para atender.
Será que era Kira?! Não, não, quando o outro abre o celular, se depara apenas com o nome "Sr. Yagami".
Ele atende a ligação e escuta a voz:
– "Sr. Ryuga, Misa Amane me contou que o senhor estava com meu filho".
Dizia a voz.
Lawliet suspira.
– "Sim, sr. Yagami, estou levando Raito para minha casa por causa da tempestade de neve, quando amenizar o deixarei em casa"–Explica Lawliet.
– "Mas como o senhor conhecia meu filho Ryuga?!"–Protestou o outro.
"Eu o conheço a dois dias quando fui para explicar uma coisa na palestra dele, quer falar com ele?" Antes de receber a resposta do outro, Lawliet entrega o telefone para Light, e escuta o outro falar: "HIDEKI RYUGA!" E Light olhar para Lawliet em uma feição de surpresa.
Tudo como o planejado. A expressão de Light o entregou, ou deveria dizer, a expressão de Kira, o entregou.
Lawliet não mantém nada fora do comum, e escuta Light se recompor rapidamente e falar com seu pai.
– Está bem pai, tá, tá, eu vou me cuidar–E desligar na cara do outro.
As pequenas chances de Light ser Kira aumentaram de 7 para 52.
Aquilo estava muito fácil para ser verdade.
O Yagami olha para Lawliet tentando esconder sua curiosidade mas falhando miseravelmente.
– Ah, e aí, Lawliet, você joga alguma coisa?–Light fala enquanto caminhava com o outro.
Uma tentativa de comprovar suas suspeitas.
De 52 subiu da 63, ele estava só se entregando.
Kira não faria isso, o que ele tinha na cabeça? Era por impulso ou mera coincidência?
Eru suspira e vê sua casa a sua frente.
– Chegamos–Falou o Rõraito abrindo a porta e jogando sua bolsa sobre o sofá.
Watari se encontrava sobre o mesmo lendo um livro.
– Oi, pai, este é Light, meu namorado–Falou Lawliet, em um tom de brincadeira e apontando para o garoto ao seu lado.
Light olha para o mesmo irritado e o bate, fazendo o Ryuga ri.
– Estou orgulhoso de você meu filho, nunca imaginei que você chegaria com amigos, e um namorado!–Fala Watari folheando o jornal e Ryuzaki perde sua postura, fazendo uma cara de bunda.
Não que aquilo fosse mentira, mas era deprimente quando seu próprio pai te lembra isso.
Light ri.
– Vamos para meu quarto–Falou o moreno revirando os olhos, e Light o lança um sorriso malicioso.
– Sem nem pagar um sorvete!–Repete o garoto e Lawliet bate em sua cabeça, e guia o outro para subir pela escada, a neve estava derretendo, e molhando todo o chão.
Eru pega uma toalha e puxa Light para se sentar na escada.
– Se seca–Fala o garoto jogando uma toalha para Light e colocando uma sobre sua cabeça e sorrindo para o outro, fazendo o mesmo corar.
– Ah qual é, você está com raiva de mim, deixa eu fazer uma coisa para você!–Começa Lawliet pegando o pé de Light, e começando uma massagem sobre seu pé para ele se acalmar.
– Você falou para seu pai que eu sou seu namorado sendo que nos conhecemos a alguns dias!–Diz Light olhando para o Ryuga que fazia massagem em seu pé.
– Isso é porque eu tenho a impressão que você ainda vai vir muito aqui–Falou Ryuzaki abrindo um sorriso malicioso para Light que vira o rosto.
– Lawliet, vai tomar no seu cu–Falou o outro rindo.
– Com todo amor do mundo–Falou o outro sem nenhuma expressão, saindo do pé esquerdo de Light e indo massagear o outro.
Light virou o rosto corado e Lawliet sorri sem dizer nada.
Aqueles malditos sinos soavam alto, e atrapalhavam tudo a todo momento...
POV'S LIGHT
05, de Março no ano de 2012, 13:34...
Ele estava ali, ele estava ali! Por que Light não olhava para ele e falava "Você é o "L"" e acabava logo com isso?
Algo parecia extremamente errado, e com certeza não era algo "L" faria sem pensar bastante.
O que ele estava planejando?
– Hey, Lawliet, você joga alguma coisa?–Perguntou Light curioso, e o outro sorri dizendo que sim, o quê ele tinha na cabeça?!
E porque ele tinha um nome falso?
Lawliet e Hideki Ryuga, será que isso tem algo haver com sua confiança?
Merda, parece que nesse jogo Light já havia perdido. Ele não tinha outra identidade, e se entregou, o que Lawliet estava esperando?!
Ele poderia ganhar de Light agora mesmo, não é possível que ele não tenha percebido.
– Você está muito pensativo–Falou o outro, recém descoberto Hideki Ryuga.
– Estou?!–Perguntou Light um tanto que nervoso, Lawliet se levantou e sentou atrás do mesmo, dessa vez massageando os ombros de Light.
Aquilo estava muito estranho, ele sabia que todo jogador de LoL era gay, mas a esse nível?!
– Você está, sim–Respondeu Lawliet, e Light sentia como se aquela escada estivesse ficando mais quente, mesmo no frio da parte de fora.
– É! ACHO QUE ESTOU SECO!–Falou Raito se afastando bruscamente de Lawliet, que se encontrava sentado de sua forma peculiar—como sempre— e um de seus dedos sobre sua boca, como se analise a expressão do outro.
Provavelmente Lawliet se sentia o próprio "Metaforando" com aquele momento.
– A neve já deve ter parado!–Light falou nervoso.
– Provavelmente–Disse o outro se aproximando da janela, mas não, a nevasca não parava.
Em um ato de desespero, Light mandou mensagem para a Misa.
"MISA, EU ESTOU NA CASA DAQUELE SEU AMIGO DE TO OH!"–Ele manda desesperado.
Logo em seguida, acompanhado por uma figurinha com a legenda "Gay Panic!".
Mas a mensagem não enviava.
Misa mais cedo havia falado para Light que na noite anterior Rem a chamou para tomar sorvete em uma sorveteria, mas começou uma chuva forte e elas foram para um hotel—na visão de Light, a loira apenas queria dizer que saiu aos pegas com a melhor amiga—será que hoje elas haviam saído novamente?!
Então é nesse momento que Light finalmente entende o significado da figurinha que Misa sempre o mandava:
Gay Panic!
– Parece que você vai ter que ficar aqui mais um pouco–Falou Lawliet caminhando em direção a seu quarto.
– Ei, ei! Está indo para onde?!–Perguntou o outro curioso, e um tanto envergonhado por estar sozinho.
– Está frio aqui, vai ficar aí? Você vai acabar ficando gripado–Lawliet começa e logo depois solta um espirro.
Aparentemente quem iria ficar gripado era Lawliet.
Light sorri envergonhado, Lawliet, Hideki Ryuga, L, ou seja lá quem for era fofo, pelo menos o espirro era.
Light cora e acompanha Lawliet.
– Você é fofo assim–Raito tira coragem de seja onde para falar isso.
Lawliet não demonstra nenhuma reação ao elogio, e Raito olha para baixo desapontado.
QUAL É? PORQUÊ A VIDA NÃO PODE SER UMA FANFIC?
Ele que questionava, enquanto viu Lawliet pegar o celular e começar a digitar, em uma feição surpresa, e logo depois gravar um aúdio.
"–Ah, tudo bem Matt, deixe Mihael dormindo bem, aquele idiota está tão focado com o caso que nem mesmo se cuida–"Dizia Lawliet, e Light não entendia nada.
Mihael e Matt seriam alguns amigo dele?
Raito suspira.
– Se quiser, se deita aí na cama–Falou Lawliet puxando uma cadeira e se sentando em uma espécie de mesa, na qual havia um PC sobre a mesma.
Light se joga na cama do outro, odiava o frio a todo custo.
Mas essa tempestade de neve até que foi interessante, por mais que ele odiava admitir, estava gostando da companhia do moreno.
POV'S MATT
05, de Março no ano de 2012, 13:34...
– Bom tarde flor da tarde!–Gritou Matt adentrando o quarto do loiro, a casa sem Matt ficava tão calma, que até dava um alívio para Mello.
– Para de gritar estou estudando–Falou Mello irritado.
– Porque você me odeia?–Perguntou Matt colocando um cigarro na boca, e acendendo o mesmo.
– EI, EI! SE FOR PARA FUMAR FUME FORA DO MEU QUARTO!–Ordenou Mello empurrando o irmão para fora do local.
– Tá, tá eu paro de fumar–Falou Matt apagando o cigarro, e o loiro sorri.
– Quer ir fazer algo, você está muito tempo aqui só–Respondeu o garoto se sentando na cama, que Mello estava deitado.
– Ontem eu saí com o Near–Respondeu Mello folheando o gibi que lia.
– Você sabe o que eu quis dizer–Disse Matt sorrindo maliciosamente, não pelo fato do irmão não sair, e sim pelo fato do irmão ter saído com Near e ter ficado tão estranho.
De noite, quando Matt chegou acontece que Mello estava todo feliz, com alguns sorrisos bobos, uma expressão de surpresa invadiu a cara de Matt, principalmente quando Mello o viu ele ter corrido para abraçar Mail preocupado com o mesmo.
Algo que Mello nunca faria, provavelmente se estivesse preocupado com o ruivo, Mello o daria um soco.
– Entra no carro vadia–O garoto falou satirizando a tal frase de "Meninas Malvadas".
– Eu não quero ir com você, vadia–Responde Mello, que mesmo tendo entendido a referência, não esboçou nenhum sorriso.
– Vamos, Mello–Matt insistiu apoiando as mãos sobre os ombros do garoto, e o mexendo, fazendo o cabelo do loiro se bagunçar totalmente.
– E seu toque de Take Me To Church?–Perguntou Matt tentando falar sobre o toque épico do irmão mais novo.
– Matt, vai tomar no meio do seu cu–Protestou o loiro e o ruivo solta uma risada alta.
– Se eu sair com você, você me deixa em paz?–Perguntou o loiro olhando nos olhos do ruivo que dá de ombros.
– Seria um começo–Ele fala sorrindo, e o loiro se joga da cama, isso claramente não estava nos seus planos, provavelmente pretendia encostar no travesseiro, mas seu plano foi falho ao cair da cama.
– Caiu igual uma princesa–Fala Matt, e Mello se levanta irritado, caminhando em direção o seu guarda-roupa pegando uma roupa e entrando no banheiro.
Mello estava estranho e isso era claramente notável, mas o que causaria aquilo?
Não demorou muito até o loiro voltar usando uma roupa rosa, Matt sorri curiso.
– E essa roupa?–Ele perguntou.
– As quartas usamos rosa–Ele respondeu sorrindo, Mello realmente estava muito estranho.
Matt abre a porta e observa Mello andar confiante com sua estilosa blusa rosa, calça em um tom mais claro e o seu tênis preto.
Aquele era o badboy que Matt conhecia.
Um mês depois...
POV'S LIGHT
04, de Abril no ano de 2012, 13:24...
DOMINGO
Seis anos, dez meses, dezesseis horas e dez minutos.
Ali estava a grande dúvida sobre a questão "L", fazia um mês, mas a insegurança de Light era maior, será que era Hideki Ryuga, ou Lawliet? Ou será que havia outros nomes?
Fazia quase um mês que ele e "L" conversavam, sempre com seu clássico LoL, mas as vezes jogavam outra coisa como Minecraft ou até mesmo Fortnite.
Eles conversavam com bastante frequência, e Light e Lawliet também estavam bem próximos, o tal "L" tinha uma personalidade diferente de Lawliet ou o tal Hideki Ryuga, mas era tão confuso.
Se ele demorasse mais um pouco, com certeza "L" descobriria quem era Light.
Maldito Hideki Ryuga, ele descobriu Light.
Se ele se entregasse falando que Lawliet era o "L" e seu nome verdadeiro era Hideki Ryuga, ele perderia a competição.
"– E então, Kira, está fazendo o que?"–Perguntou "L" provavelmente curioso, não havia nada para Light dizer, ele iria falar o quê? Que estava pensando na possibilidade de saber da real identidade de "L"?
– Só pensando–O outro decidiu abrir o jogo por fim, o outro solta uma risada e Light fica corado. A risada daquele outro era tão linda.
"– Sobre o quê?–"Perguntou "L" com uma certa curiosidade, Light observava a Yuumi o seguir, e sorri, era assim que eles tinham se conhecido a um mês atrás.
– Imagina nos se nos conhecemos pessoalmente!–Diz Light e "L" ri novamente.
"– Sim, deve ser, Light Yagami–"Respondeu "L", e o outro fica perplexo, ele havia perdido.
– Hideki Ryuga!–Chamou Light rapidamente e o outro ri.
"– Lamento mas você errou meu nome, Light Yagami, eu não tinha certezas, mas você confirmou todas, Light Yagami–"Ele fala rindo, e com um grande gosto, fala o nome "Light Yagami".
Ele tinha perdido, mas nem se importava com essa derrota, ele tinha perdido, mesmo ainda não sabendo o nome do outro, ele estava feliz pelo outro estar feliz, Light com certeza daria tudo por aquele sorriso.
– A quanto tempo você sabia meu nome?–Perguntou o garoto curioso, e o outro apenas ri.
"– Algum dia, quando você descobrir quem eu sou, eu te falo–"Disse o outro, e então o garoto faz o último chute.
–Lawliet?
...
Um silência percorreu pela chamada, e Light acabou falando:
– Se não quiser se revelar tudo bem.
O outro solta uma risada.
– Eu já ganhei de você não tem problema nenhum você saber que eu sou-Antes de terminar falar ele dá um grito.
– OS SINOS ESTÃO MUITO ALTOS–Gritou "L", e um barulho alto e estrondoso soou, logo depois disso o barulho dele saindo da chamada se tornou o que deixou Light apreensivo.
O que estava acontecendo?
Não demorou muito para seu celular tocar, a conta de Near o ligava.
"– L-Light, o Mello! Ele...–"Near começou entre alguns gemidos, ele estava chorando.
Light nunca viu Near assim, por mais que o conhecesse a apenas um mês aquilo era surpreendente.
– O que aconteceu com o Mello?–Perguntou o mais velho e Near continua chorando.
"– U-um incêndio–"Ele diz e Light fica perplexo.
Aquilo tinha algo haver com o que "L" havia falado?
Todos estavam em choque, um incêndio?!
"– A casa já foi evacuada, todos estão bem, mas Mello está gravemente ferido"–Respondeu Near nervoso, e logo depois desligando na cara de Light, todos estavam desligando em sua cara hoje?!
Light odiava admitir mas agora estava preocupado com Mello, com "L" e Near.
Porque tudo estava em um caos?
POV'S NEAR
04, de Abril no ano de 2012, 13:24...
DOMINGO
Seis anos, dez meses, dezesseis horas e dez minutos.
Vamos Mihael, acorde, você não pode ficar assim.
Near encara o rosto de Mello que estava coberto por curativos, ele queria muito estar com o loiro no momento do incêndio, que fora recém descoberto, por causa de um cigarro, provavelmente Matt—o irmão de Mello—tenha de descuidado e deixado o cigarro cair no chão, mesmo que esse não seja o tipo de coisa que Matt faria, principalmente se arriscasse a vida do irmão mais novo.
Mello estava dormindo em um sono profundo, e a mãe dos garotos estava no quarto de Matt, a mesma também estava bastante ferida, e Near por mais que não fosse da família, teve que fazer um sacrifício, se dizendo o namorado de Mello.
– Um sacrifício por outro sacrifício–Murmurou Near, aquilo estava muito forçado para ter sido culpa de Matt.
Near observava Mello que dormia tranquilamente, o que será que estava acontecendo na cabeça do loiro?
Mello tinha que acordar, Nate River não suportaria perder outra pessoa, primeiro seus pais no caso B.B. agora Mello.
Ele fitava Mello, tão lindo, não podia ter um fim assim, principalmente uma morte nada natural, mas calma, Nate, ele está dormindo a somente alguns momentos.
Alguns médicos invadiram o local se aproximando de Mello e tirando Near do local que olha assustado.
– É MEU NAMORADO QUE ESTÁ ALI!–Gritou Near nervoso vendo as enfermeiras o tirando de lá.
Ele olha apreensivo para os médicos fechando a porta em sua cara, e sente seu coração se apertar.
Ele tinha que estar ao lado de Mello nesse momento...
Por que tudo estava dando errado?
Não demorou muito para os médicos saírem do local, e Near conseguir entrar ele estava mais tranquilo, o mesmo olhou receoso para Mello, e colocou sua mão sobre o braço de Mello se segurou sua mão, havia cicatrizes sobre seu corpo.
Ele realmente estava mal.
Ainda bem que os vizinhos viram o fogo se espalhar pela casa, e em um ato de desespero ligaram para os bombeiros, a mãe de Matt fez questão de tentar sair com os dois filhos, mas não conseguiu, guiou o filho mais velho para fora, porém não conseguiu salvar o mais novo, que ficara deitado em sua cama, e fora salvo pelo corpo de bombeiros.
Near seria eternamente grato por quem ligou para o corpo de bombeiros.
Ele olhava para Mello, esperava também que Matt esteja bem, eles são incríveis e não merecem ter mortes assim.
Near passaria quantos dias forem precisos ao lado do garoto, ele não o deixaria morrer.
Então apareceu uma mensagem de Kira no discord:
"Aonde vocês estão?"– Perguntou Kira, e Near respondeu sem hesitar o nome do hospital, e a localização. Talvez ele morresse por passar a localização para um desconhecido? Sim.
Mas ele precisaria de alguém para o ajudar com Mello e Matt, e Ryuzaki nunca sairia de sua casa para isso, mal saia da casa para estudar imagina para ir ao hospital.
Então um barulho soa, estava no horário de visita, não demora muito para alguém entrar, era Ryuzaki.
O que ele estava fazendo ali?!
– Os sinos estão altos–Ele murmurou sentando-se do jeito peculiar e olhando para Mello.
Near conhecia "L" a mais ou menos dois anos, o conheceu quando sua mãe foi morta, "L" estava observando o local com a missão de tirar a criança da casa, no caso, Nate, e acabou que eles se deram bem, Ryuzaki havia o guiado até a casa de Aizawa, aonde passaram a noite conversando.
Quando Mello descobriu do incidente, ele passou uma semana inteira colado com Near, simplesmente para o distrair e fazê-lo esquecer do incidente, tudo isso enquanto o pai de Near passava a maioria do tempo da delegacia, já que ele era o principal suspeito do caso.
O caso acabou por se dar como encerrado por falta de provas, mas "L" notou que todos os assassinatos tinham algo em comum, e assim foi aberto o caso B.B. e o mesmo irá fazer quase 3 anos.
Em todo esses anos, Nate percebeu que de vez em quanto, Ryuzaki tinha alguns surtos, e ficava repetindo coisas sem nexo sobre um tal sino. Aquilo dava medo em Near no início, mas com o tempo, tal medo se tornou curiosidade, qual seria a tal misteriosa razão para ele repetir isso, esse era o grande questionamento que sempre invadia sua mente.
– Não sabia que viria–Respondeu o albino sem tirar os olhos de Mello.
– Nem eu, ele está bem?–Perguntou o outro.
– Fraturou a costela, e algumas partes do corpo, teve um problema no pulmão por causa dos gases, e queimaduras de segundo grau pelo corpo–Respondeu Near, e Ryuzaki olha para Mello, Near estava quase chorando, ele não queria ver ninguém desse jeito, principalmente se essa pessoa fosse Mello.
– Então ele está bem mal, não é?–Perguntou Ryuzaki colocando o dedo sobre a boca.
Logo em seguida outra pessoa entra no quarto, o barulho da porta se abrindo, chama a atenção de Near que olha curioso na tal direção, e se depara com um garoto relativamente alto, com cabelos castanhos colocados para o lado, com uma jaqueta jeans azul bebê, uma blusa amarela e uma calça jeans, Ryuzaki olha para o garoto e sorri, logo depois murmurando um:
– Light Yagami, o Kira–Os olhos de Near se arregalam, então "L" tinha o descoberto primeiro? Mello com certeza riria de Near, com sua surpresa sobre a vitória de "L".
– Este são Near e Mello? E você é o "L"?–Apontou Light para Ryuzaki, que se encontrava ao lado de Near.
– Ryuzaki...–Chamou Near e o outro o encara com um sorriso.
– Ryuzaki, Hideki Ryuga, Lawliet, afinal, qual é seu nome, "L"?–Perguntou Kira, agora recentemente descoberto Light Yagami.
– Eu tenho muitos nomes, mas pode me chamar de Ryuzaki–Fala "L", encarando Light que revira os olhos.
– Mello?–Pergunta Light em uma dedução de Near ser o tal Mello.
– Near–Respondeu Near o corrigindo.
– Hm–Respondeu Light puxando uma cadeira, se sentando ao lado de "L".
"Isso não pode ter sido o Matt, ele nunca seria tão descuidado"–Tal pensamento se repetia diversas vezes na mente de Near.
Aquilo parecia muito falso para ser verdade, e ele esperava que Ryuzaki concordasse consigo.
Todos os segundo que Near passava na silenciosa sala ao lado de Mello, ele desejava morrer, não queria viver em um mundo onde Mello não existisse, Mello sempre fora um cuzão completo consigo, mas Near não se deixava enganar por sua personalidade tóxica, sabia que lá no fundo havia um cara sentimental.
Vamos Mello, você tem que acordar!
O garoto suspira e encara o amigo acamado, se passaram horas e nada, até que pode-se ouvir um suspiro demorado de Ryuzaki.
– Near, saia para comer algo, o horário de visita já está acabando e você ainda não saiu daqui, você está desde cedo nesta sala–Diz o moreno, e o mais novo o olha como se estivesse brincando..
– Sair e deixar Mello sozinho?–Pergunta Near tirando um brinquedo da bolsa, Mello com certeza adoraria brincar com ele sobre aquilo ser um brinquedo sexual.
Mal sabia Mello que Near guardava aquela espécie de objeto por causa do loiro, que uma vez havia feito uma piada dizendo "Só faço sexo se a pessoa estiver um pinto de borracha na bolsa". Algo totalmente fora de contexto se colocar nesse momento, mas na hora foi tão estranho, divertido, e engraçado, que parecia uma boa ideia na cabeça de Near, talvez uma espécie de amuleto da sorte?
Matt não ligava muito para as piadas que o irmão fazia, só interferia na vida do loiro quando isso pudesse afetar sua saúde.
– Nós vamos ficar aqui, Near–Ryuzaki fala o garoto colocando a mão sobre o ombro do mais novo que o olha com os olhos marejados. Quando ele havia começado a chorar?
– Vá comer algo–Falou Ryuzaki, e Near tira a mão do outro de seu ombro saindo do quarto, ele iria atrás de chocolate, com certeza quando Mello acordasse ele iria querer o doce.
Enquanto andava, ele vê o quarto de Matt, o garoto ainda estava dormindo, e a mãe de ambos os garotos estava no quarto ao lado, acamada, porém acordada, Near decide comprar o chocolate após falar com a outra, ele bateu na porta, e entrou no quarto, a mulher sorria para o garoto, ele entra e fecha a porta.
– Oi, Nate–Perguntou a mulher, claramente preocupada com os filhos.
– Sra. Keehl Jeevas, boa noite–Falou o garoto entrando, e fazendo um de seus típicos sorrisos falsos, até porquê ele claramente não sorriria nessa situação.
– O que você está fazendo? Porque está aqui?–Perguntou a mulher e Near se encolhe envergonhado, ela estava o criticando por estar ali com ela?
– Como assim?–Perguntou Near.
– Você é jovem, por que está aqui no hospital a essa hora?–Perguntou a mulher olhando para o outro, o mais novo apenas tenta conter sua decepção por estar claramente preocupado, e não querer dá a noticia para a mulher sobre a possível morte de seu filho.
– Estou com Mello, já que a senhora mal pode se locomover eu estou aqui para ajudar os seus filhos, afinal eles também são meus amigos, não é?–Near fala sorrindo para a mulher que suspira.
– Near, você está aqui com Mello?–Perguntou a mulher um tanto curiosa.
– Ele está no quarto da frente–Responde Near.
– Se senta aqui–Ela fala apontando para a cadeira que estava ao seu lado esquerdo.
O garoto vai um tanto inseguro naquela direção, e se senta na cadeira.
– Ele acordou?–Pergunta a mulher preocupada.
– Ainda não, mas Matt já está melhor, ele também ainda não acordou, mas ainda está melhor que Mello–Responde o menino um tanto triste.
– Mas eu ainda me pergunto, como você conseguiu entrar lá? Só pode a família, não é?–Pergunta a mulher abrindo um sorriso.
– Digamos que agora eu seja o namorado de seu filho–Falou o garoto sorrindo, e a mulher ri.
– Você seria um ótimo genro–Ela falou em um tom risonho e o mais novo cora.
– Já está na hora de você ir, se você quiser pegar comida para Matt e o chocolate do Mello, por mais que eu ache que o loirinho não vai acordar hoje–Falou a mulher, então a mais velha sabia que os filhos estavam bem piores que ela.
A garota sorri e Near se levante.
– Tchau Sra. Keehl Jeevas–Falou Near a cumprimentando.
– Pode me chamar de sogra, você está com meu filho, não é?–A mulher fala em um tom risonho e Near sorri também saindo do local, e caminhando até a máquina de doces.
Com certeza aquela mulher estava arrasada.
Ele deposita o dinheiro, e tira uma barra de chocolate e depois um saco de salgadinho.
Logo depois passando para o quarto de Matt, o mesmo estava sentado, praticamente chorando.
– Matt...–Chamou o outro caminhando em direção o mais velho que estava sentado.
– Oi Near!–Falou Matt tentando limpar seu rosto que estava molhado de lágrimas.
– Quer conversar?–Pergunta o mesmo o entregando o saco de salgadinho.
O outro segura o mesmo e o olha sorrindo.
– Eu estou bem–Falou o ruivo.
– Como assim? Você estava chorando!–Falou o outro.
– Eu só me machuquei, pode sair do quarto, por favor?–Pede Matt, Near o olha triste e se aproxima para abraçar o mesmo.
– Lembre-se que aquilo não foi você–Falou Near se afastando do garoto, e saindo do quarto, caminhando até o quarto do loiro.
Ele bate na porta, e observa que Light e Ryuzaki já haviam saído, havia um bilhete em cima da cadeira que Ryuzaki se encontrava sentado.
Near olha para Mello, e se aproxima do bilhete.
Pegando para ver que o mesmo e vendo o conteúdo do bilhete.
"A enfermeira nos expulsou, Mello ainda não teve nenhuma melhora e amanhã voltamos aqui, Namorado de Mello.
Ass: Ryuzaki"
Near suspira e se senta na cadeira.
Poxa vida, Mello, você precisa acordar, não por Near, e sim por todos.
Near não dormiu a noite toda, todo momento ele passou apenas encarando Mello, e uma vez ouviu "Mad at Disney" ele gostava do ritmo que a musica parecia contar uma típica história de decepção amorosa.
Esse não era seu tipo de musica, mas Mello sempre gostara de musicas românticas ou de ilusões amorosas, o loiro dizia que era porque gostava de zoar as mesmas.
Mas todos sabem que não é por isso.
Quase que podia lembrar de momentos deles quando mais novos.
"– HEY! MELLO! NÃO TOCA AI!–Near gritou quando viu o amigo mexendo em suas coisas. Mello ria freneticamente como se aquilo fosse uma coisa incrível.
– Qual é Near?–O outro disse sorrindo, e virando o rosto para si, os cabelos loiros se movimentaram levemente no ar, e o mesmo esboçou um sorriso na ponta de seus lábios, que deixam Near totalmente sem graça.
– Desisto!–Falou Near levantando a mão em sinal de rendimento e escutando o loiro rir, enquanto brincava com o robô do mais novo. Então de repente soa a voz de uma pessoa mais velha:
– Mello, Near, vamos jantar–Ela falou e Near se virou sorrindo.
– MAMÃE!–Ele gritou correndo em direção a mulher.
– Bom dia, tia!–Disse Mello sorrindo."
Mello era perfeito aos olhos de Near...
POV'S "L"
04, de Março no ano de 2012, 14:34...
DOMINGO
– Eu sempre te imaginei diferente...Ryuzaki–Fala Light, Lawliet não sentira tanta emoção para resolver sobre a verdadeira identidade de Kira, estava tão na cara, e só ficou mais fácil após Beyond ser eliminado da lista.
– Tipo como?–Perguntou Ryuzaki encarando os pés enquanto andavam, eles iriam sair para algum lugar só para conversar.
Lawliet sempre esperou por esse momento, mas agora ele estava nervoso.
Era diferente falar pessoalmente do que falar virtualmente, principalmente pois
– Alto, com um corpo sarado, sei lá, mas você até que é bonitinho–Falou Light jogando os braços ao redor do pescoço do garoto.
O mais velho cora, Light Yagami era irritante. Maldito Kira e sua aparência adorável.
– Idiota–Falou o moreno rindo–Você acha que Mello vai acordar?–Perguntou o garoto curioso.
– Com certeza, aparentemente Near iria até a puta que pariu se ele morresse–Brinca Light na tentativa de descontrair o clima.
– Mas Light, você acha que aquilo foi natural?–Perguntou Ryuzaki parando na frente do outro.
Estava escuro e eles estavam no meio de um beco, caminhando para a casa de Light, eles passaram a tarde conversando sobre Mello, e como Ryuzaki morava longe, eles combinaram de ir para a casa de Raito, o pai dele já sabia da amizade de ambos e agora a única diferença é que não eram mais duas pessoas diferentes, "L" e Lawliet, e sim Lawliet, a única pessoa.
– Aquilo o quê?–Perguntou Raito olhando levemente para baixo para ver Ryuzaki que o olhava um tanto apreensivo.
– O incêndio–Responde o outro e Light apoia as mãos no ombro do outro.
– O que você acha?–Perguntou Light se aproximando bruscamente do rosto do mais velho, que faz o mesmo corar.
– Aquilo só pode ter sido proposital, e não, não foi armação do Matt, aquilo está muito forçado!–Fala o outro olhando um tanto envergonhado para Light.
O outro se aproxima mais.
O que ele estava fazendo?!
Raito se aproxima da testa do outro e beija a mesma.
Merda, Light estava o deixando envergonhado, Lawliet sente sua cara esquentar. E logo depois o outro se afasta, deixando um Ryuzaki sorrindo bobamente.
– O que foi?–Perguntou Light deixando o mais velho sem graça, Light Yagami, você era realmente um saco, e sabia como deixar um Ryuzaki sem graça.
– Vamos para minha casa–O outro falou sorrindo, Ryuzaki revira os olhos e acompanha o outro em direção a casa do de cabelos castanhos, que a essa altura não estava longe.
A casa do mesmo estava escura, a única luz que iluminava era a da sala, Lawliet observa Raito sorrir para ele e abrir a porta.
– Pois bem, observe minha casa–Falou o outro abrindo os braços, e Lawliet sorri, por alguma razão Light não estava mais tão tímido em relação a Lawliet.
Ele sorri e anda na direção de Light.
– O que você pretende fazer o resto da noite?–Perguntou Lawliet entrando e Raito fecha a porta atrás do outro.
– Me concede uma dança?–Perguntou o outro sorrindo, o que o Yagami queria fazer com o mais velho?
– Como assim?–Pergunta o moreno confuso.
– Quer dançar ou não?–Perguntou Raito, e o mais velho nota um rubor no rosto do outro.
– Eu aceito–Falou o outro sorrindo.
Light estende a mão para Lawliet que pega a mesma, e escuta uma musica soar.
"Goodbye Nostalgie", Lawliet gostava dessa musica por causa de seu anime preferido, JoJo.
Como Raito sabia que ele gostava dessa musica? Claro, Lawliet já havia falado do gosto dele sobre JoJo, mas nunca havia comentado sobre gostar do Kakyoin e da musica dele.
Raito apoia as mãos sobre a cintura do mais velho, enquanto isso o outro joga as mãos sobre o pescoço do outro.
Light estava bastante envergonhado, e Ryuzaki não duvida que também estivesse assim.
– Você é lindo assim–Falou Ryuzaki dançando ao ritmo da musica, por mais que estivessem no meio da sala, Lawliet se sentia como se estivesse no local mais chique do mundo.
– Você já olhou para você?–Perguntou Raito dançando ao som da musica, o outro sorri.
– Idiota–Falou Lawliet.
Ryuzaki cantava a musica calmamente se movimentando ao ritmo.
Essa musica sempre deixava Ryuzaki emotivo até porquê lembrava a morte do outro.
Chegou um certo ponto que eles nem se envergonhavam mais com a proximidade, até que Light para toda a dança e olha os olhos de Ryuzaki, se aproximando, como a pouco tempo atrás, só que dessa vez, ele não estava indo em direção a testa do outro, e sim aos lábios.
Lawliet cora até que sente os lábios do outro pressionado contra os seus.
Ryuzaki a essa altura estava completamente corado, já o melhor amigo, se mantinha sua expressão serena, enquanto ainda estava com os lábios colados ao outro.
O moreno só consegue escuta o último parágrafo da musica, antes de Raito aprofundar o beijo.
"konna fuu ni sugosu boku
ga bokurashii to omounda"
Então Light puxa o garoto para perto do sofá e é derrubado pelo moreno.
Com Raito por baixo de si, Ryuzaki tem um leve ataque de pânico, que logo é esquecido quando sente os lábios do outro colados aos seus.
Ryuzaki sente a pele do outro entrar em contato com a sua, o moreno se arrepia e vê Raito abrir um sorriso, e adentrar a mão por de baixo da camisa do outro, não demorando muito para Lawliet se encontrar sem camisa.
Light inverte as posições deixando Ryuzaki por baixo, o mesmo começa a destribuir chupões por todo pescoço do mais velho.
Que contia seus gemidos.
Certamente, não era isso que Ryuzaki era acostumado, mas ele não vai negar de despertara uma certa curiosidade pelo mais novo.
Esse um mês com Light como seu amigo, e Kira como seu melhor amigo, foram um turbilhão de sentimentos.
– Aconteceu algo, Ryuzaki?–Ele escuta uma voz soar e rapidamente abre os olhos.
Aquilo era um sonho?! Claro que era um sonho, ele nunca conseguiria se imaginar transando com seu melhor amigo.
Lawliet olha para o lado e vê Raito, ele estava sorrindo, e trajando apenas uma samba canção com a estampa da Marvel.
O moreno observa o abdômen do mais novo, Lawliet sempre imaginava que pelos relatos de Kira ele não fosse alguém que se encontra em forma, mas tal pensamento fora totalmente descartado quando Light confirmou suas suspeitas que ele era o Kira.
– Calma aí, eu sei que sou lindo, mas não precisa me secar–Falou Raito colocando a mão no ombro do moreno levantando o olhar do mesmo para si.
O mais novo abre um sorriso convencido e observa Lawliet corar logo depois cobrir a ruborização com uma cara feia.
– O que aconteceu?–Perguntou o mesmo se virando para trás e vendo que o sol ainda estava para aparecer.
Deveria ser umas 4 da manhã.
– Ah, ontem quando eu beijei sua testa você surtou e caiu no chão, bateu a cabeça e dormiu, mas agora você acordou, e pelo visto não foi o único–Falou Raito lançando um olhar para o membro de Lawliet.
Merda, ele estava excitado.
Se Ryuzaki antes estava corado, agora era mil vezes pior.
– Você precisa de privacidade?–Perguntou Raito olhando em direção a porta com um sorriso malicioso– Se você quiser, eu até te ajudo.
Lawliet se levantou e mostrou o dedo do meio, logo depois ele se levantou caminhando em direção ao banheiro, ele tinha ficado excitado só com um sonho?
Sonhos quentes com seu melhor amigo que você conhece a um mês enquanto o seu outro melhor amigo está em depressão pelo garoto que ele gosta—que por acaso também é seu melhor amigo— que ótimo não é Ryuzaki?
Raito soltava alguns risos altos, enquanto observava Lawliet caminhar até o banheiro, ainda constrangido.
Com certeza esse momento não passaria em branco pelo outro.
Quanto Lawliet entra no banheiro a cabeça dele dói.
Os barulhos de sino estavam mais altos. Ele sempre quis entender de onde vinha esses sinos que só ele escutava, mas nada fazia sentido.
Ele se senta no chão do banheiro a apoia a cabeça na parede.
POV'S LIGHT
04, de Março no ano de 2012, 06:54...
DOMINGO
Com certeza aquele momento estava constrangedor.
Agora vamos Light, pense o que a Misa faria? Ela é a rainha da inconveniência, e sabe perfeitamente o que fazer durante uma situação constrangedora.
De qualquer forma, Raito achou aquilo extremamente vergonhoso, claro que era comum os homens terem esse tipo de coisa em alguns dias.
Mas com que será que Ryuzaki havia sonhado para o deixar assim?
Era tão estranho aquilo, nunca que Light imaginaria que o cara irritante e esnobe de To oh seria a mesma Yuumi doce e delicada que jogava com ele a noite, o mais novo sorri e coloca a blusa de seu uniforme. Assim que saísse da aula iria falar com Misa.
Ele sai da casa e vê Sayu no chão do corredor lendo um livro.
– Bom dia, Raito!–Falou Sayu assustando o irmão, porque diabos ela estava acordada a essa hora?
– Vi que trouxe um amigo, a mãe sabe?–Perguntou Sayu sorrindo para o irmão.
– Ei, ei calma lá, Sayu–Falou Raito olhando para irmã que sorria com o diário do mesmo em sua mão, e o nome "Death Note" se destacava entre a capa escura.
Sayu se levantou com um sorriso:
– "Hoje eu conheci um garoto incrivelmente irritante chamado: Lawliet, ele até que era bonito, porém o oposto da Misa, aparentemente eles eram amigos"–A garota lê e então Raito sente uma mão tocar em seu ombro.
O garoto grita assustado e se vira para ver Ryuzaki que olhava Sayu.
– Oi!–Ela falou sorrindo.
– Oi–Ele respondeu.
– Além do seu diário eu acho que ela também não sabe de você jogando League of Legends até as três da manhã, não é?–Ela falou sorrindo, e então Raito escuta uma voz em seu ouvido.
"Acho que você se fodeu" Era Lawliet, Light cora bravamente, e escuta uma risada do moreno.
– O que você quer, Sayu?–Pergunta Raito.
– Ouvi dizer que você ganhou um Nintendo Switch–Fala a mesma sorrindo, é verdade, o pai de ambos havia dado para Light há algumas semanas, por seu ótimo desempenho na primeira prova.
– Seria muito interessante se o objeto fosse meu pertence, não é mesmo?–Perguntou a garota sorrindo.
– Ah, não, Sayu, você não está me ameaçando, ou está?–Perguntou o garoto de cabelos castanhos.
– Sua escolha–Falou Sayu levantando a mão em direção o quarto da mãe de ambos.
– Ela deve estar acordando–Falou a mesma fazendo um sinal como se fosse gritar.
– EI, EI, CALMA EU ACEITO!–Falou Raito sorrindo.
– Obrigada, irmãozinho!–Falou a mesma sorrindo e abraçando o irmão mais velho– E você também namorado do meu irmãozinho–Falou a garota logo em seguida abraçando o moreno.
A garota jogou o caderno para o irmão mais velho e saiu, indo em direção o próprio quarto.
– O que você guarda nesse caderno?–Perguntou Lawliet, e Raito estremece.
– Nada, entra logo, já se aliviou?–Falou Raito sorrindo maliciosamente.
– Vai tomar no meio do seu cu, Yagami. Vou falar com o Near, ver se teve alguma novidade sobre Mello–Falou o garoto indo na direção do quarto de Light, o mais novo sorri para o moreno e suspira.
Sua irmã era realmente muito irritante as vezes.
Light se senta na porta e espera Lawliet voltar com notícias boas ou ruins sobre Mello.
Não demorando muito a porta é aberta de vez, e em surpresa, Light cai com a cabeça no chão, e Lawliet ri.
– Alguma notícia sobre Mello?–Perguntou o mais novo e Lawliet movimenta a cabeça como quem dissesse "não".
– A única notíca é que o irmão de Mello, Matt, vai voltar a fazer acompanhamento, ele passou toda a madrugada em claro–Respondeu Lawliet em uma feição preocupada, o mesmo joga a bolsa para Light e sau do quarto.
– Vamos logo para a escola, o Sr. Aizawa pediu para eu avisar na escola de Mello o porque ele vai faltar–Respondeu Ryuzaki e Raito segura a mochila.
Aquele garoto era incrível.
Tudo nele fazia Raito o admirar, a beleza, o coração, a inteligência.
Raito solta um suspiro que faz Ryuzaki ri.
– Eu sei que sou perfeito e gostoso, Light–Falou o mesmo colocando o dedo sobre a boca, e Light mostra o dedo do meio.
Eles tinham que sair logo, antes que a mãe do mais novo acordasse.
Raito saiu junto a o outro descendo as escadas, e quando o mesmo olha para trás vê a irmã sorrindo com o nintendo na mão direita.
Todo mundo naquela casa odiava o Light.
Assim que eles saem do local, o garoto observa Lawliet sorrindo para si.
– Você vai me acompanhar até a escola dele, ou vai direto para a sua?–Perguntou o moreno sorrindo para Light.
– É aqui perto, não é?–Perguntou Raito e o outro assentiu.
O caminho foi completamente silencioso, e pela primeira vez ele acha que nada pode atrapalhas o momento, como por exemplo uma ligação ao som de "I Kissed a Boy".
Não demora muito para Light e Ryuzaki chegarem, havia algumas crianças os encarando, talvez porque eles fossem velhos de mais para estar ali como alunos, porem jovem de mais para estarem lá como pais.
– As crianças estão nos encarando–Falou Ryuzaki.
– Faz sentido, diga-se que você se destaca entre todos aqui–Falou Raito, e Lawliet solta uma risada baixa.
– Você também, simplesmente por andar comigo–Falou o outro sorrindo, e Raito para de repente, com o outro sobre sua frente, e se aproxima para beijar a testa do mesmo, e o moreno cora.
– Você fica lindo assim–Falou Raito se afastando e andando, no fim, Lawliet ficava igual a todos os outros com um flerte de Light.
– Ah, aquela é a professora de Mello–Falou Lawliet se aproximando dela.
– Com licença, Sra. você é a professora de Mihael Keehl?–Perguntou o moreno, Raito observa a situação com um sorriso presunçoso na boca, era tão interessante ver as pessoas assustadas com um garoto pálido, mal arrumado, e com cheiro de doce vir falar com eles no cotidiano do dia a dia.
Mas há algo que ninguém pode negar, que é sobre a beleza de Ryuzaki, o moreno é lindo, e quem discordar está errado.
– Sim, sou eu, e você?...–Perguntou a mulher.
– Me chame de Ryuzaki, o pai de Mello pediu para eu explicar o porque ele anda faltando, e o porque Near provavelmente faltará–Falou Ryuzaki e a mulher o olhou como se falasse "pois bem, continue".
– Ah, a casa de Mello pegou fogo e a família dele está gravemente ferida, e ele está em coma–Falou Lawliet com uma certa naturalidade que faz Raito rir, e logo depois mostra o atestado médico, a mulher fica de boquiaberta e anota em um papel, logo depois o moreno coloca o dedo sobre a boca e sai do local na companhia do mais novo.
– Você assustou a moça–Falou o mais novo sorrindo, e Ryuzaki somenta dá de ombros e se afasta de Light.
– Tenho que ir para a faculdade agora, se cuida–Falou Ryuzaki mordendo uma bolhacha recheada. Raito ri e assente.
É, pelo visto Ryuzaki também mexia com Light Yagami, o cara que perde sua postura para um jovem que parece ter nove anos, viciado em doces, e que madruga jogando LoL.
– Tchau, Lawliet–Falou Raito sorrindo bobamente, e logo depois sente um impacto em sua coluna.
– Ei! Sabe andar não?!–Raito fala se virando e logo se deparando com Misa, ela e Rem estavam ficando, e desde então andavam juntas o tempo todo.
– Ui, você veio junto ao Lawliet–Falou a garota sorrindo maliciosamente e Raito revira os olhos.
– Misa, quanto tempo não te vejo–Falou Light sorrindo para garoto, e logo depois olha para Rem que está com cara de quem caiu da cama, aparentemente ela e a loira dormiram juntas—só que sem a parte de dormir.
– Você me viu antes de ontem–Falou Misa.
– Como eu disse, quanto tempo que eu não te vejo–Falou o mesmo sorrindo.
– Idiota!–Ela falou rindo, Misa estava muito feliz esses dias, claro, era de seu comum ter uma personalidade um tanto alegre, mas ela estava com um nível de animação maior que o de sempre. Parece uma espécie de nervorsismo com ansiedade e felicidade.
– Agora tenho que ir, tchau bebê–Falou Misa beijando a bochecha de Light, e o garoto observa claramente, Rem ficar com um pouco de ciúmes.
Raito sorri para Rem que revira os olhos e corre até Misa, dando um selinho no pescoço da mesma.
Marcando território não é, Rem? A mesma poderia relaxar, que o interesse dele não era em loiras, dava mais para morenas, jogadoras de LoL e diabéticas.
Light suspirou e caminhou para dentro da escola. Apreciando apenas mas um dia vazio sem nada de interessante acontecendo ao redor.
Assim que o sinal tocou caminhou para fora de casa, estava em época das primeiras provas do ano, e Ryuzaki tinha noção disso, então sabia que o outro não jogaria LoL consigo, mesmo que a maior preocupação de ambos não fosse o joguinho que os fizera se conhecer, e sim a saúde do amigo que estava acamado e sua família.
Raito faria de tudo para terminar os períodos avaliativos o mais rápido possível, só para poder acompanhar Lawliet na visita a Mello.
O garoto suspira, agora ele não podia pensar em "L", tinha somente que focar em seus estudos, sem deixar o mais velho invadir sua mente, o que não seria difícil a sua visão, afinal eles eram amigos, e não é como de o Raito estivesse apaixonado pelo moreno para ficar pensando em si o tempo todo.
Assim que entrou em casa, o mesmo cumprimentou a mãe e a irmã, seu pai não estava em casa, provavelmente, encontrava-se no trabalho, na companhia de Hideki Ryuga, ou recém descoberto, Lawliet.
O garoto foi diretamente para o quarto e se trancou para ler o conteúdo do dia. Mas alguns pensamentos invadiam sua cabeça, como, o que será que "L" se encontrava fazendo a essa hora?
Ele se repreende por pensar em Lawliet na hora que deveria estar estudando. Mas por alguma estranha razão, o moreno não saia de sua cabeça, certamente, se Misa visse isso ela brincaria sobre ele estar apaixonado, mas Raito não aceitaria isso tão fácil, até porque, ele nunca gostara de ninguém, e não seria agora que iria gostar.
Ele acaba mordendo uma maçã que estava em seu quarto, e logo depois ele começa a ler o livro, logo depois pegando um caderno e resolvendo algumas equações.
Lawliet simplesmente riria dele se o visse nessa situação, o garoto sorri, merda, novamente estava pensando em Ryuzaki.
POV'S NEAR
04, de Março no ano de 2012, 08:27...
SEGUNDA-FEIRA
O garoto observava atentamente Mello, mais cedo, Aizawa passara lá para conferir como o filho estava, mas fora barrado pela enfermeira, já que não se encontrava no horário de visitas.
Mello já estava assim a um dia, e por mais que Nate odiasse admitir, com certeza estava sentindo falta do amigo.
Seus devaneios são interrompidos por um toque na porta, o River autoriza a entrada, se depara com Mail Jeevas, o irmão de Mihael.
– Ele acordou?–Perguntou o mesmo caminhando para se sentar ao lado de Near.
– Ainda não–Falou o albino.
– Matt...–Near chamou, fazendo o outro o olhar–Foi você?
– Como assim?
– Foi você que incendiou a casa?
Matt suspira.
– Provavelmente, falaram que foi por um cigarro descuidado, mas eu não fumo em casa, e nunca seria tão descuidado a ponto de machucar Mello, mas não teria sentido alguém fazer isso propositalmente–Respondeu Matt, colocando a mão que estava boa sobre sua cabeça.
– Eu acredito em você–Falou o outro, aquilo parecia muito estranho, nível caso B.B., Mello estava investigando o caso, não era? Faria sentido.
Não, não, o caso B.B. é algo quase resolvido, não poderia ser ele.
Near olha para o lado e observa "L", o que ele estava fazendo ali?! A essa hora deveria estar na faculdade estudando com Misa ou no trabalho.
– Onde está indo?–Perguntou Matt ao ver o outro se levantar.
– Eu já volto–Falou Near caminhando para fora da sala, não dando tempo para Matt protestar.
– Ryuzaki?–Chamou, mas de repente percebe que o hospital estava vazio, e a sua frente havia somente "L", Near se aproxima irritado, porque Ryuzaki não o respondia?
Assim que o mesmo encosta no ombro do moreno, ele se vira soltando uma gargalhada, aquele não era "L", apesar das semelhanças, não era, ele trajava roupas escuras, e usava um sorriso largo diferente de Lawliet.
O outro sorriu para si e algumas luzes começaram a piscar, então sentiu uma forte dor, e de repente olha para baixo, havia uma lâmina enfiada em seu peito.
Ele sente tudo ficar escuro, e de repente se depara com um baque no chão.
– Boa noite, Nate River–Ele falou sorrindo, e de repente, abre os olhos com Matt o segurando.
– Near!–Matt o chamou novamente, e o garoto olhou para o outro surpreso, ele não estava morto?
– Mello acordou–Falou Matt, e Near olha ao redor, estava no mesmo canto que supostamente tinha tomado uma facada.
Mas o albino logo entende a frase proferida pelas bocas de Matt, Mello acordou.
Com seu corpo ainda doendo, se levantou. Precisava ver Mello, alguns médicos os encaravam, Near não entendeu o que aconteceu, nem como não morreu, mas isso não importava agora, quando chegou no quarto, alguns dos equipamentos que estava em Mello já havia sido tirado, sobrando apenas dois gessos, um em seu braço e outro em sua perna.
Só que havia algo de diferente com Mello, havia uma enorme cicatriz no seu lado direito do rosto, não que aquilo afetasse a beleza de Mello, mas provavelmente o afetaria de alguma maneira.
– Near–Mello falou tentando limpar algumas lágrimas que escorria pelo seu olho, ele claramente não aceitaria demonstrar fraqueza na frente de Near.
– Vou deixar vocês sozinhos–Falou Matt saindo, claro que ele queria falar com o irmão, e Near sabia disso, mas não teria disposição para discutir com Matt.
Near se aproxima um tanto irritado para abraçar Mello, que cora com o ato repentino do mais novo.
– Eu estava preocupado com você, mas parece que já está bem, pelo visto uma Yuumi te curou–Falou o albino forçando um sorriso, e Mello apenas vira o rosto para o outro lado, Near não esperava uma resposta do mesmo, mas estava feliz de saber que o mesmo estava vivo.
– Eu também estava preocupado com você–Falou Mello, e tal frase surpreende Near, ele nem esperava que o outro fosse o responder.
– O-obrigado, eu acho–Falou Near um tanto envergonhado olhando para o chão, evitando ao máximo fazer contato visual com o outro, enquanto isso, Mello o encarava com um sorriso vitorioso por ter deixado o mesmo corado.
– Eu vou poder sair amanhã, surpreendentemente eu sai de defunto para pessoa viva até de mais–Falou sorrindo, e Near olha para o loiro, ele estava tão feliz.
– Matt também me disse que você passou o tempo todo comigo, como?–Perguntou Mello, e Near deu um sorriso ladino, ainda envergonhado, sabia que com certeza o loiro iria o matar quando saísse dali.
– Digamos que agora eu seja seu namorado–O albino falou deixando Mello boquiaberto, Near adoraria poder falar aquela frase verdadeiramente, sem que fosse alguma espécie de mentira ou brincadeira. Mas mesmo que Mello fosse gay, bi, ou qualquer outra coisa, ele nunca ficaria com Near.
– Que? Mas eu sou hétero!–Disse Mello, e Near tem uma enorme vontade de proferir a seguinte frase "Você é tão hétero quanto Ryuzaki".
– Claro que sim–Decidiu responder ironicamente e Mello bufa.
– Minha mãe?! COMO ELA ACREDITOU NISSO?–Falou Mihael e Near ri, como explicar para o loiro que a mãe dele era a que estava mais contente com tal situação.
– Pergunte para ela–Falou Nate dando de ombros, e Mihael sorri, Near esperava que o loiro estivesse feliz. Porque Near estava feliz, mas agora tinha algo que o atormentava, quem era aquele de seu sonho? E ele tinha algo haver com Mello acordando de repente? E se tivesse, aquele não poderia ser o criminoso do caso B.B., já que faria o possível para matar Mello, então ele era um mocinho? Um Deus bondoso? Não, ele esfaqueou Near, então não era tão bom assim.
Near bufa, estava tudo tão confuso. Pelo menos ele tinha um rosto.
– Enfim, você acabou de acordar de um coma, deve estar cansado, além do mais...–Near começou e viu que já se tratava de 21:23.
QUANTO TEMPO ELE HAVIA PASSADO DESMAIADO?
– JÁ SÃO PRATICAMENTE NOVE E MEIA! Você tem que ir dormir, amanhã o dia vai ser incrível–Falou o mesmo se aproximando de Mello, e beijando a testa do loiro, que o deixa totalmente sem graça.
– Espero que você durma bem–Falou Near, observando o loiro bufar.
Assim que o loiro dorme, Near apaga a luz e caminha em direção ao banheiro. Ele abre o celular e pesquisa sobre as novidades do caso B.B., nada de interessante, então o garoto abre o celular e manda mensagem para Ryuzaki.
Ryuzakiiih
Ryuzaki, aconteceu uma coisa muito estranha comigo hoje-
Que? Como assim?-
Mello acordou, e eu tive um delírio, não sei direito o q foi,
eu só sei que quando acordei, Matt me segurava.
Nesse delírio tinha um cara parecido com você tentando me matar. Amou? :>-
Que? Como era a pessoa?-
Near estava claramente nervoso, descreveu tudo para "L", que o tentava confortar, Near só queria ir para casa, mas não deixaria Mello só. Guardaria seu medo para si próprio, e agora talvez falaria para "L".
Olha, eu não sei direito o que foi isso, quando você sair daí com Mello
venha aqui para minha casa, acho que posso os ajudar.-
Near agradeceu o amigo, e caminhou até o quarto de Mello, ele não iria dormir depois do pesadelo, o que poderia acontecer com Mello se ele dormisse? E aquele homem que estava no hospital?!
Ele passou a noite observando o garoto loiro, que dormia tranquilamente.
POV'S MELLO
04, de Março no ano de 2012, 20:14...
DOMINGO
Assim que amanheceu, ele se deparou com o médico falando com Near. Que o olhou com um sorriso, ao notar que o mesmo já estava acordado.
Mello vira o olhar envergonhado, ele estava mais constrangido na presença do outro desde que ele acordara, acontece simplesmente que assim que ele acordou, o mesmo gritou "Near". Ele tinha tido um sonho bizarro, que por acaso era com Near caindo no chão.
– Você está bem?–Perguntou Near acordando o loiro de seus devaneios.
– Claro que eu estou!–Responde Mello nervoso, e o albino ri.
– Você vai ser liberado daqui a pouco, porém vamos direto para a casa de Ryuzaki, por que você basicamente não tem mais uma casa–Respondeu Near, que solta uma risada nervosa, e Mello abre um sorriso.
– Tá, mas eu posso comer chocolate?–Perguntou Mello tentando segurar a mão de Near para o dar atenção, era um tanto óbvio que ele não iria poder, mas iria tentar convencer o mais novo de alguma forma que não haveria consequências negativas se ele fizesse tal ato.
– Você sabe que eu vou dizer não, então tente outra vez–Falou o mais novo, e Mello bufa.
Near não havia dormido, e aquilo estava claro para Mello, ele só queria chegar em casa logo e pelo visto Near também, será que ele dormiu nos outros dias?
– Matt está bem?–Perguntou o loiro e Near assente.
– Está dormindo, e sim, sua mãe também está bem–Fala Near prevendo a próxima pergunta e Mello.
– Eu odeio essas roupas do hospital, são ridículas–Falou Mello observando a camisola em tom azulado.
– Você queria estar aqui como? Com uma jaqueta de couro e uma calça preta?–Perguntou Near sorrindo. Ele olhava fixamente para o rosto de Mello, que cogita pela opção de ter algo lá, mas logo depois observa o albino se aproximar dele e colocar a mão sobre seu rosto.
– Você sabe que ficou lindo dos dois jeitos, não é?–Perguntou Near envergonhado, aquela ação fez Mello se questionar sobre diversas coisas, primeiramente: Near era gay, ou só suspeitosamente carinhoso? Porque aquela frase parecia se aplicar a outra coisa? E o porque aquilo o afetou tanto? Near não era uma menina, e o mesmo era hétero em sua visão, então não poderia sentir atração pelo mais novo!
– Near!–Disse Mello revirando o olhar.
POV'S "L"
05, de Abril no ano de 2012, 13:24...
TERÇA-FEIRA
– E aí, como foram as provas?–Perguntou Ryuzaki se aproximando de Light que estava claramente detonado.
– Nunca foi tão difícil estudar–Ele falou observando o quarto de "L". Naquele dia, o amigo havia terminado a primeira prova, e como Lawliet teria um dia livre ele se deu o trabalho de chamar o amigo para ir beber, mas obviamente ele disse que não tinha interesse em sair, então concordaram em beber apenas em casa na supervisão de Watari.
– Porque foi difícil?–Perguntou o moreno bebericando a bebida, Light aparentemente se afogava na bebida, enquanto aquele era o segundo drink de "L", aquele era bem o décimo-primeiro do outro.
Raito faz uma careta engolindo a bebida.
– Você não saia da minha cabeça–Falou o outro, e Ryuzaki sente o rosto ruborizar, aquilo era uma resposta que ele com certeza não esperava. Não era algo que Light diria de forma alguma.
Lawliet suspira, ele não poderia deixar essa oportunidade de constranger Raito no dia seguinte.
– Como assim? Você está gostando de mim, Raito?–Perguntou Ryuzaki em um tom sarcástico.
– 'Pra caralho, nunca achei que algum emo diabético que joga LoL as três da manhã fosse conquistar ocupar meus pensamentos, qual é o seu problema Ryuzaki?–Perguntou Raito, provavelmente sem escutar as próprias palavras.
Esse era o problema de lidar com bêbados.
Ryuzaki sente sua pele esquentar, ele estava ruborizado?!
A declaração de Light obviamente não era verdade, e mesmo se fosse, Ryuzaki não poderia o aceitar assim de cara, pegar o filho do seu chefe?! Isso com certeza não era para ele!
Light se aproxima de Ryuzaki, o mesmo estava corado, Light o beija.
O que ele iria fazer?
Todo seu corpo para, e se entrega totalmente ao Yagami, o gosto de álcool só tornava o beijo interessante.
Tudo fica mais interessante quando Raito pede passagem com a língua, Light tinha um beijo experiente como se já houvesse feito diversas vezes, já Lawliet tentava ao máximo acompanhar o outro.
– Mello! Bata na porta antes de entrar-Começou uma voz, e de repente surge duas pessoas, Near e Mello. Merda, Ryuzaki esqueceu que os amigos iriam ir.
Lawliet empurra Raito para que os amigos não vissem a cena, mas já era tarde, claro que Raito se mantinha com um sorriso bobo nos lábios.
– Poderia ser a gente, mas você não colabora–Falou Mello, e Near bate no ombro dele.
– Não vamos comentar sobre isso, acho que vamos para o outro quarto–Falou Mello sorrindo maliciosamente– Odiaríamos os atrapalhar.
Ryuzaki olha para Mello surpreso, o rosto do loiro estava com uma enorme cicatriz, será que ele havia visto isso?! Antes que pudesse falar algo, Near o olha como se falasse "Não".
Aquilo seria um sinal para ele não falar a Mello ainda de seu rosto. Mas como ele ainda não havia percebido aquilo?!
– Não atrapalha–Fala "L", mas já era tarde, os amigos já estavam fora.
– Você até que está lindo assim–Falou Raito.
– Ah, vai se foder, Light–Falou Lawliet corado.
– Deite-se aqui, amanhã você tem aula, você está bêbado, e com certeza seu pai me mataria se soubesse disso–Falou Ryuzaki rindo, e Raito o tenta beijar novamente.
Ryuzaki estava decidido que não iria se deixar cair no papo de Light, ele só estava bêbado, provavelmente amanhã nem se lembraria disso.
Acabou que Raito adormeceu na cama de "L", enquanto o mesmo trabalhava no caso B.B., e nas informações dadas por Near.
O homem que ele descreveu era Beyond, isso era uma certeza, mas de onde Near conhecia o mais velho? Eles eram amigos ou algo do tipo?
Não, Near só tinha Mello e Lawliet como amigos.
Mas se Near tivesse visto Beyond ele poderia ter tal sonho com ele.
Mas ao nível de desmaiar?
Não, nada fazia sentido. E ainda mais com a teoria do incêndio na casa de Mello ser proposital.
Ryuzaki pega seu casaco e sai do quarto sem fazer barulho. De uma vez por todas resolveria isso.
Ele caminha em direção a casa de Mello, que não era tão longe do local.
Como esperado, a polícia estava lá. Óbvio que Aizawa não deixaria isso passar em branco.
– Hideki Ryuga? O que faz aqui?–Perguntou Matsuda surpreso com a aparição do mesmo.
– Decidi participar do caso–Respondeu o moreno se aproximando da área do crime.
– Você não deveria estar com Light? Onde ele se encontra?–Perguntou Soichiro se aproximando do outro. Agora era a parte complicada, como explicar para o pai do seu amigo que você embebedou ele, depois ficou com ele?
– Ele acabou adormecendo no meu quarto, estava muito cansado pelas provas, alegou que tinha sido bastante complicado as avaliações; e não duvido, ele está se dedicando para To oh, não é? Tem que ter notas perfeitas, isso deve estar exigindo muito dele–Apressou-se a dizer, e Ryuzaki se repreende, nunca em sua vida, viu uma resposta tão ruim, mas pelo visto, Soichiro Yagami fora convencido por esse argumento.
– Pois bem, descobriu alguma coisa Sr. Ryuga?–Perguntou o homem.
– Sobre o incêndio na casa Jeevas?–Perguntou o moreno observando ao redor, e se deparando com uma pequena mercearia. Se era uma mercearia tinha que ter o mínimo de segurança. Ou seja, câmeras. Eles poderiam olhar lá. Não é possível que isso não tenha passado pela cabeça do Sr. Yagami.
– Sim–Respondeu Aizawa, se aproximando da conversa.
– Aquilo é uma mercearia, certo?–Perguntou Ryuzaki apontando para o local.
– Eh...Sim, mas não compreendo no que isso vá ajudar? Pretende fazer compras?–Respondeu Matsuda.
– Não, câmeras–Respondeu Ryuzaki, Aizawa e Soichiro compreendem o pensamento do outro e logo caminham em direção a mercearia, analisar a imagem seria perfeito para descobrirem sobre o caso!
– Quê? O que as câmeras tem haver?–Perguntou Matsuda, mas quando percebe todos já estavam a sua frente.
– EI! ESPEREM POR MIM!–Gritou o outro correndo em direção os companheiros.
...
– Espere, o que é aquilo?–Perguntou Matsuda, Ryuzaki observou que a todo custo ele tentava ser útil, mas a essa altura só estava atrapalhando, a cada coisa que ele observava ele soltava essa bendita frase.
– Um cachorro, Matsuda–Respondeu Aizawa sem se dar o trabalho de olhar para a direção dele.
– Não isso! Isso aqui!–Falou Matsuda dando zoom na tela e revelando a silhueta de um homem.
– MATSUDA SEU IDIOTA!–Comemorou "L" abraçando o amigo, que não entendeu se ele estava o xingando ou o agradecendo.
Isso é a prova que o incêndio não foi algo acidental, e sim teve um suspeito!
Ryuzaki tinha suas suspeitas em Beyond, simplesmente pelo sonho de Near, mas ele preferiria não comentar, afinal isso é algo mais místico que concreto. E além do mais, não queria trazer problemas para Beyond enquanto não fosse confirmado.
– Uma pessoa–Falou Soichiro dando play na gravação que o suspeito aparecia.
Simplesmente era um homem andando normalmente. Um homem usando um casaco que cobrisse todo o rosto, e características pudessem o reconhecer. Porém, após uns 20 minutos observando a gravação, pode-se observar que o homem larga algo no chão, e por coincidência ou não, aos exatos 3:12 minutos depois de ele se afastar, o incêndio começou.
Aizawa se afasta deles para pegar um papel e anotar algumas coisas.
Teriam que interrogar todas as pessoas que haviam passado por lá ontem.
...
– Detetive Misora, achou algo?–Perguntou Ryuzaki para a mulher que analisava quem passara pela rua no dia do crime.
– Aparentemente por aquela rua passou apenas dois jovens, Nate River, a criança do Sr. Aizawa e Beyond Birthday, estudante universitário–Respondeu a jovem e Ryuzaki estremece. Aquilo não poderia ser verdade, não que Ryuzaki achasse que não fosse Beyond, pode muito bem ser ele, mas ele nunca daria vacilos como esse. Aquilo estava muito óbvio que era falso, mas Lawliet era apenas um estagiário, por mais que fosse importante sua fala não valeria de nada.
– Vamos investigar ambos os jovens–Falou Soichiro, e Aizawa o olhou abismado, Ryuzaki não o julgava, as pessoas tinham suspeitas de Near?! Sério? Justo de Near?
Aquele garoto nunca encostaria nem um dedo para fazer mal em Mello ou Matt.
– Sério. O Near?–Falou Aizawa tentando se manter controlado.
– Sim–Respondeu o Yagami, e Aizawa se controla, era pelo bem do caso, e óbvio que o principal suspeito seria Beyond Birthday.
– Ryuzaki e Matsuda, podem ir para casa, vamos amanhã fazer um interrogatório com Beyond e Nate River–Falou Soichiro Yagami, dispensando ambos os jovens. Estava na cara que eles fariam a investigação a Beyond hoje, e estavam dispensando os inexperientes, e por mais que Lawliet fosse um dos melhores detetives do local, ele ainda era apenas um estagiário.
POV'S MELLO
05, de Abril no ano de 2012, 20:24...
TERÇA-FEIRA
– Ei, Near–Falou Mello colocando a mão no rosto dele, fazendo ele corar.
– Oi, Mello–Ele falou revirando o olhar, fazendo o loiro dá um sorriso ladino.
– Porque você está assim?–Perguntou o loiro puxando o amigo para cima de seu abdômen, desde que não entrasse em contato com a perna dele, e o braço estava tudo bem.
– Até parece que tem algo no meu rosto–Falou Mello o provocando, se o albino acha que o loiro esqueceu de todas suas provocações ele estava errado.
– Mello eu gosto de você–Falou Near de repente, merda, Near sempre estava um passo a sua frente.
– Quê? Near isso é brincadeira?–Antes que pudesse falar qualquer coisa Near o beija, um simples selinho, realmente, Mello também gostava de Near, e todos que observavam a relação deles de longe, percebiam isso.
Mello retribui o beijo, mas Near o empurra.
Aquele garoto estava o tirando do sério.
– Então você também gosta de mim?–Perguntou Near sorrindo, mas não um de seus sorrisos inocentes, ou até mesmo um sorriso estranho, aquele era um sorriso do tipo que Mello observava em seus hentais 2D, que ele sempre negava que assistia.
– Diga-se que talvez–Falou Mello segurando a mão de Near e a colocando em seu próprio rosto.
Logo depois o aproximando para beijar Near, que rapidamente entende e o beija apoiando as mãos em seus cabelos, que acaba por bagunçá-los.
Matt estava certo.
Eles se gostavam.
Era por isso que Mello se determinava no caso B.B., por causa de Near.
POV'S LIGHT
05, de Abril no ano de 2012, 22:53...
TERÇA-FEIRA
Repentinamente, Light acordou. A cabeça latejava de dor; o estômago rodava, como se imitasse uma máquina de lavar; as memórias lhe pareciam distantes, por mais que ainda andassem pelos arredores de sua mente.
Nada estava certo, de fato. A cama em que estava deitado não era a de costume, muito menos o ambiente, mas sentia que tudo ali era familiar, como se fossem palco de acontecimentos recentes. Para completar a bizarrice da situação, Lawliet o encarava, de olhos atentos e curiosos. E ao ver a figura pálida e esguia do mais velho, seu sangue começou a ferver. Na verdade, seu corpo inteiro parecia estar em um forno ligado na potência máxima, queimando mais a cada segundo que passava.
Foram 30 segundos de olhares intensos, no mínimo, para que o silêncio mortal entre os rapazes fosse rompido.
– Credo, Light, achei que nunca mais ia acordar! – As palavras de Lawliet denotavam preocupação, por mais que sua expressão facial não transparecesse nitidamente tal sentimento.– Eu dormi tanto assim? – Light perguntou com uma voz rouca.
– Até Bela Adormecida ficaria com inveja – A fala foi seguida de uma risada nasal por parte de Lawliet. Era um tanto constrangedor ver o moreno rir de sua própria piada, ainda mais sem ter arrancado um sorriso sequer de Light.
Em outra onda de silêncio, Light aproveitou para passar as mãos sobre o próprio rosto. Mais sintomas apareciam, como se a combustão interna de seu corpo não fosse suficiente. Seu coração agora estava em disparada; as mão suavam e tremiam; a respiração vacilava; uma inquietação crescia em seu peito; o estômago aparentava estar lotado de borboletas. Não se tinha dúvidas ou contestações: o que sentia era amor, paixão. Tornou-se uma questão tão óbvia que nem mesmo o enorme orgulho de Light conseguia encobrir.
De súbito, sentou-se na cama, o que assustou Lawliet, que se encontrava distraído, brincando com os dedos.
– O que foi, Light? Quer falar algo? – Perguntou Lawliet, um tanto desajeitado, agora encarando o de cabelos castanhos. Este retribuiu o olhar com a mesma intensidade, por mais que tivesse intenções diferentes das de Ryuzaki.
Nos próximos segundos que vieram após a pergunta de Lawliet, um silêncio acabou por se instalar entre os dois. Só olhavam um para o outro, como se quisessem saber o que seria dito a seguir (ou até mesmo feito), por mais que fosse óbvio. Light queria falar aquelas três malditas palavras, assim como Ryuzaki, porém, nada saía de suas bocas.
Os dois rapazes estavam perdidamente apaixonados, e isso era nítido, mas não conseguiam esclarecer seus sentimentos. Em suas mentes singelas, planejavam o momento certo para lançar no ar aquela frase decisiva. O orgulho estava metido nisso, era certo, mas a inexperiência e a inocência desempenhavam papéis bem mais significativos na situação.
E, com toda essa hesitação, parecia até que tinham firmado, mais uma vez, uma aposta: a de quem aguentava mais tempo sem se declarar. Assim, o Yagami, de súbito, juntou toda a coragem que havia em seu interior. Em uma provocação pessoal, decidiu-se a tentar, no mínimo, arrancar um beijo de Ryuzaki.
Então, em nome de seu orgulho e vida sexual, Light aproximou-se de Lawliet. Chegando perto do amado, conseguiu notar cada detalhe, analisando-o meticulosamente, ainda em silêncio. Os sintomas que antes sentia pareceram aumentar velozmente.
– Yagami? Ainda está bêbado? – Lawliet perguntou enquanto se afastava um pouco do mais novo, que se encontrava, no momento, ao seu lado.
– Não – Respondeu em tom veemente. Continuou a fitá-lo com diligência, sentindo o coração quase escapar pela boca. Ele só precisava de um beijo, nada mais.
A este ponto, Lawliet nem tentava mais se afastar com a aproximação de Light. O mais velho começou a ser tomado pela luxúria, entregando-se aos típicos sintomas da paixão. Agora, os dois transbordavam de tentação, mas eram impedidos pelo medo.
– Light, vou te levar para casa. Não é uma boa ideia ficarmos aqui, e você sabe os motivos e as possíveis consequências de nossos erros – Rematou Lawliet. Em sua voz, um sentimento de desejo transbordava, entretanto, o constrangimento (ou, quem sabe, medo) conseguia se sobrepor à tentação.
Ryuzaki sabia que era errado se aventurar com Light., principalmente se fosse daquela forma. O Yagami era um garoto, de fato, mas o de cabelos pretos sentia-se ainda mais novo que ele. No momento, é como se voltasse aos tempos pueris, onde nenhuma de suas palavras tinham um valor real em conversas sérias.
– Não vou sair daqui tão facilmente, Lawliet. Eu sei o que você quer, e sei, também, que o quer tanto quanto eu – Light disse, tocando na mão pálida do mais velho. Tinha soado mais formal que o normal, mas queria se impor à vontade de Ryuzaki.
Com um palmo de distância do pálido, Light ainda hesitava. Lawliet não tentava, em nenhum momento, parar o que fazia; por que não mexia nem um dedo sequer? Arrancar um beijo seu seria tão fácil assim?
– Vai mesmo fazer isso, Light? É errado, e você sabe disso – Desafiou Lawliet, o desejo sendo extravasado por sua voz – Sabe, vou me sentir humilhado se eu for estuprado por um garotinho pré-universitário...
Ryuzaki protestava contra o outro, entretanto, seu corpo não era fiel às palavras que saíam de sua boca. Continuava estático, na frente de Light, quase cedendo, enfim, às carícias alheias. E, nessa troca de afeto, o de pele pálida fechava os os olhos, vez por outra, denotando satisfação. Gemidos baixos se faziam presentes no ambiente, ainda que estes ocorressem esporadicamente. Em um momento tão propício para um "bote", Light sequer hesitou: carimbou, de forma um tanto violenta, um beijo nos lábios de Lawliet.
Naquele momento, agarrados em um beijo quase interminável, não existiam diferenças entre os dois. Eram jovens se unindo, enfim, em uma aliança eterna, selada de um modo um tanto peculiar, ainda que com um toque de romance. Olhando por uma perspectiva carnal, eram amontoados de gordura, pele e ossos, suando e lançando gemidos ao ar, mesmo que discretamente.
Uma vez que se separaram, enfim, do beijo, Light segurou os ombros do outro, puxando violentamente o ar com seus pulmões. Lawliet também ofegava.
– Lawliet... eu te amo – Declarou o mais novo, com um olhar fixo e de obsessão – eu te amo, Lawliet, eu te amo!
Se antes Light não conseguia se abrir para Lawliet (seja por seu enorme orgulho ou, quem sabe, por vergonha), agora citava as três palavras incessantemente, intercalando as repetições com beijos e carícias. Ryuzaki, porém, nada respondia, apenas deixava que um silêncio misterioso e perturbador fosse a resposta ao amor de Yagami.
Minutos de trocas de amores foram sucedidos por uma pausa repentina por parte de Light. Este, que ainda vestia suas roupas casuais, parou de beijar Lawliet, sem nem uma explicação plausível.
Era possível perceber seu estado de euforia ao analisar sua expressão. Os olhos vacilantes, a respiração ofegante e o sorriso malicioso e insano entregavam Light e sua natureza indômita. O rapaz estava, de fato, entorpecido pela luxúria, pelo prazer. Os pensamentos que eram, em sua maioria, protagonizados por Lawliet, estavam contaminados por indecências e selvagerias.Por fim, o Yagami começou a se despir com agilidade, mostrando partes desnudas de seu corpo. Seu abdômen, por exemplo, não era de todo definido, mas já dava para o gasto. Ainda lhe restava uma cueca branca, que logo foi retirada, revelando, enfim, seu pênis.
O coração de Lawliet pareceu parar por exatos 3 segundos; prendeu a respiração, em choque. Não conseguia acreditar que Light estava nu em sua frente.
A partir daquele momento, tudo já estava perdido para o Ryuzaki: teria que transar com o filho de seu chefe, de um jeito ou de outro. Por uma lado, seu instinto luxurioso ardia fortemente dentro de si, além de que seria diferente resistir à situação convidativa em que estava.
Entretanto, aquela característica voz de sua própria consciência alertava, incessante, o erro que Lawliet cometeria se, por um acaso, cedesse aos pedidos de Light.
Não tardou muito para que o rapaz de pele pálida se levantasse da cama, de súbito, para tirar as roupas que usava. Por mais alto que sua consciência falasse, não conseguia conter sua natureza sexual. Além disso, não deixaria Light parado e despido, sem nem trocar carícias mais ousadas com o outro.
Naquele instante, os dois se encontravam nus, desprovidos de qualquer roupa ou coisa que cobrisse suas partes íntimas. Então, numa circunstância de tanto desplante, os dois voltaram às libidinosas ações, que tiveram início há pouco.
Gemidos eram lançados no ar, estes cheios de prazer. Sons de dois corpos se chocando eram lançados ao ar em ritmo oscilante. A respiração também era alta e com um aspecto de euforia e cansaço. Seus olhos, vacilantes e alheios do que acontecia, passeavam livremente pelas órbitas alvas que os cercavam.
Foram momentos de loucura, de excitação. Não só uma penetração ocorreu, mas um "serviço completo", por assim dizer. Seus pênis não foram protagonistas únicos desta transa: sugadas, carícias, beijos, danças, masturbações e, diga-se de passagem, tapas, mordidas e beliscões também se fizeram presentes naquela sessão de acasalamento. Lambuzaram-se em esperma, saliva e suor, aproveitando a selvageria do instante. Banharam-se de insanidade e violência, ainda controladas pelo romance e carinho que lhe restavam.
Em um suspiro, todo aquele júbilo e atos barbarescos, outrora intensos e marcantes, acabaram. Não mais transavam: agora, um ao lado do outro, descansavam, sentindo-se aconchegados na cama de Lawliet.
Light foi o mais afetado pelo desvario momentâneo, chegando a agir de maneira totalmente diferente à de costume. Agora, junto de um travesseiro e lençol, mas sem roupas para cobrir seu corpo, dormia tranquilamente, como se a frenesi de instantes atrás não tivesse sequer ocorrido.Lawliet esteve, sem dúvida alguma, doido, e isto era incontestável. Em uma situação de sanidade intacta, nunca sonharia em dar para o filho de seu chefe. Ainda acordado, sentou-se na cama, ainda desnudo, e olhou para o lado, tendo uma visão perfeita de Light.
Ryuzaki tocou no ombro do mais novo, a fim de descobrir o estado em que se encontrava. Constatou, então, que o Yagami dormia profundamente, quase como se fingindo de morto. Em vista da situação de pseudo-coma em que Light se encontrava, Lawliet não tardou para responder, mesmo que com atraso, às declarações do moreno.
– Eu também te amo, Light, e te garanto que amo mais que tudo – Falou, a voz soando pesada e melancólica.
Depois de tamanha revelação, Lawliet voltou a se deitar. Em um movimento delicado e suave, virou-se para o lado e, em seguida, simulando uma posição fetal. Não conseguiria dormir, pois a cabeça doía, cheia de pensamentos. Sorriu, sentindo o vento oriundo da janela passar por sua genitália ainda descoberta.
Mais uma vez, veria o Sol nascendo. Entretanto, diferentemente de tantas outras madrugadas, seu coração se sentia alegre e, ao mesmo tempo, soturno. A leveza e o peso preenchiam sua alma, e aquilo era uma novidade espetacular, ainda que assustadora. Naquele momento, o misto de emoções fazia a alvorada ser peculiar para Lawliet, por mais que continuasse sendo o fenômeno natural de sempre.
Um novo dia surgia, junto de um novo Lawliet.
POV'S "L"
Ele acordou com uma forte dor de cabeça e o celular vibrando, era uma mensagem de Soichiro, pedindo para ir para lá.
Aparentemente, não fora preciso investigações, Beyond assumiu que teve envolvimento direto com o caso, mas não se sabia ao certo como ele matava, Ryuzaki rapidamente corre até o local, ainda bem que havia dormido vestido, mas realmente seria uma pena deixar Light dormindo tão tranquilo, mas tudo parecia tão estranho, nunca que Beyond se entregaria tão fácil, mas ele não iria pensar nisso.
...
– Você vai ficar o investigando na prisão para investigar seus movimentos?–Perguntou Matsuda curioso, Beyond estava em uma sela na delegacia, sendo observado por Aizawa, na visão de "L", aquilo com certeza estava muito estranho. Fazia até alguns dias que o sino alto não soava em sua cabeça.
Porque nada fazia sentido?
Lawliet suspirou, ele não iria pensar muito nisso.
Estava tudo bem. Iria ficar tudo bem agora.
POV'S SOICHIRO
05, de Abril no ano de 2018, 09:53...
Zero anos, duas semanas, dezesseis horas e cinco minutos.
QUINTA-FEIRA
O dia estava muito calmo, e isso o assustava, o mesmo observava Beyond em sua sela, mesmo fazendo alguns anos que o caso B.B. fora dado como resolvido, o Sr. Yagami tirava alguns dias para ir visitar o jovem, que nunca fazia nada. Apenas observava a parede, e naquele dia, até então não havia nada de diferente.
Até que recebeu uma ligação, que quando o mesmo olha, era seu filho, Raito Yagami.
O mais velho se afasta um pouco da sela, mas não longe o suficiente para que Beyond não pudesse escutar.
– Oi, Raito, por que me ligou na hora do trabalho?–Perguntou o homem, até ouvir uma risada frenética do outro lado, seu filho nunca era assim.
– Pai, eu estou noivo de Hideki Ryuga–Respondeu com uma grande animação percebida pelo mais velho, que logo ficou em choque.
Claro que ele não esperava por isso, eles já estavam tendo um caso? Por que ele não tinha conhecimento do tal relacionamento deles?!
– Que?–Essa fora a única coisa que Soichiro conseguira dizer.
– Quando você chegar eu te explico, o casamento vai ser em algumas semanas, pois bem, surpresa–Falou Raito, e Soichiro conseguia sentir a animação do filho.
– Eu estou muito feliz por você, Light Yagami–Falou Soichiro, e logo depois ele e escuta seu filho sorrindo, e a ligação caindo.
Então Soichiro Yagami olha para o lado, lembrando da existência de Beyond, ele iria de despedir do prisioneiro, ele pode ter cometido crimes horrendos, mas de forma alguma seria mal-educado!
– Adeus, Beyond–Falou o Sr. Yagami saindo da sala.
...
– Vocês estão namorando a quatro anos e eu não sabia?!–Questionou o Yagami irritado, Lawliet o olhava com um sorriso bobo, que Soichiro não condenava, eles são tão jovens, uma paixão momêntanea não é aquilo, e o Yagami tinha certeza, só queria saber como eles se conheceram, e como Raito foi se apaixonar pelo estagiário.
– Diga-se que sim–Falou Raito, e Sayu riu.
– Ah qual é! Até você sabia?!
– Sim, pai! Você tem que prestar mais atenção nos detalhes!–Falou Sayu rindo.
– Mas eu percebi que você e o Matsuda estão saindo–Protesta Soichiro, que falava aquilo com um evidente desgosto, Sayu poderia ter 21 anos, mas para ele, ela sempre seria uma criança—igual a Matsuda.
– Porque ele criou coragem para falar–Disse a garota, e Soichiro bufou, o tempo passava tão rápido, sua filha estava namorando, seu filho estava noivo, ele está envelhecendo.
– A mãe de vocês já sabia?!–Perguntou o Yagami mais velho.
– Até Aizawa já sabia–Disse Raito, então Soichiro suspira, ele realmente era o último a ter conhecimento daquele relacionamento.
– E quando vai ser o casamento?–Perguntou Soichiro.
– Uma semana
– AH QUAL É! POR QUE EU SEMPRE SOU O ÚLTIMO A SABER DAS COISAS!–Protestou o outro, arrancando risos das pessoas que se encontravam na sala.
POV'S MISA
05, de Abril no ano de 2018, 19:53...
Zero anos, zero semanas, vinte e três horas e dois minutos.
SEXTA-FEIRA
O dia do casamento.
– Você está nervoso, noivinha?–Questionou Rem, a namorada de Misa, que as vezes dava nos nervos de Raito.
– Ah qual é Rem, não chama ele assim!–Falou Misa arrumando a roupa de Light, Misa era a madrinha do casamento, e estava lá como a melhor amiga de Light, na visão dela era totalmente previsivel que iria dar casamento no momento que Light a falou sobre estar tirando seu precioso tempo para descobrir quem seria um jogador de LoL aleatório que ele tinha conhecido.
– Mas ele é a noivinha–Respondeu a namorada sorrindo para a loira.
– Faz sentido, mas hoje ele não vai ser mais noivinha–Respondeu Misa.
– Eu não estou entendendo a conversa de vocês–Falou Raito, e a amiga riu, não tinha o que se entender naquela conversa. Para falar a verdade, nem Misa estava entendendo aquilo.
– De qualquer forma, eu estou muito ansiosa para ver você e o Ryuzaki no altar–Falou Misa em mini surtos.
– Eh...Eu acho que eu também–Falou Raito fitando o chão com um rubor na face.
Misa mal podia esperar para ver Lawliet e Raito terem um final feliz, igual Near e Mello tiveram, igual a Rem e Misa, igual a todos os casais do mundo.
Eles iriam ter um final feliz.
– Misa, vem aqui, não estou conseguindo pegar esse gel–Falou Rem, e Misa se aproximou da namorada, que rapidamente beija o pescoço da loira, fazendo ela estremecer e sentir um rubor em sua face.
– Rem!–Repreendeu a loira, arrancando um riso da outra, e não demorando muito, sendo levantada pela mesma para pegar o gel.
Mas eles escutam um baque.
Rem desce Misa rapidamente, e ambas olham para o lado, se deparando com Light Yagami, jogado no chão.
– RAITO!–Gritou Misa correndo na direção dele, o mesmo estava jogado no chão com os olhos abertos, e sem respirar.
– QUE MERDA ACONTECEU?!–Gritou Rem, e Misa sentiu os olhos se encherem de lágrimas.
– Chame Soichiro, Lawliet, e sei lá quem mais, tragam um médico para Light! Rápido!–Gritou Misa. E Rem saiu do local gritando sobre a situação, não demorando muito para Ryuzaki entrar na sala e ver o amante jogado ao chão, sem se mover ou se quer dá sinal de vida.
– Sayu...Não entre aqui–Disse Matsuda deixando a garota na porta, com certeza ela ficaria traumatizada em ver o irmão morto.
Light Yagami não poderia estar morto no dia de seu casamento.
– Não, não, não, não–Repetia Ryuzaki, Light não podia morrer, Misa se aproximou do moreno e observava Raito, Ryuzaki tentava o manter vivo, mas sem resultado, não demora muito para uma ambulância chegar e levar Light.
POV'S "L"
Ali estava a razão de "L" ter um nome falso, ali estava a razão de Ryuzaki se proteger, ali estava a razão de todo seu medo.
Aquela morte não foi natural.
Aquilo foi um assassinato.
Light Yagami estava morto.
E não demorou muito para Raito ouvir um riso atrás de si, se virando e vendo Ryuk, o shinigami
– Parece que Beyond ganhou–Falou ele rindo, e Ryuzaki sente seus olhos se encherem de lágrimas.
Beyond era um gênio, sabia que nunca descobriria o nome de Ryuzaki, então decidiu o matar da pior forma possível, o tirando seu sentido para viver.
– Sim...Ele ganhou–Disse Lawliet chorando, não demorando muito para ficar só naquela sala, todas as pessoas ainda tinham esperanças de Light acordar, mas Lawliet sabia que ele não iria acordar.
Ele estava morto.
E é por isso que Lawliet tomava cuidado, para Beyond não saber mais sobre si.
Mas não valia mais apenas.
Ele já sabia sobre ele.
Beyond Birthday já sabia sobre você.
Sobre Você.
Sobre Ryuzaki não tinha mais o que dizer.
Ele não tinha mais nada.
"Então Ryuzaki, fale mais sobre você".
Não tinha mais como ele falar nada, ele não tinha nada, Ryuzaki foi assassinado brutalmente e lentamente, não estava mais vivo, mas por alguma razão seu corpo não o deixava se desapegar dessa terra maldita.
E é assim, inocentes pagam pelo preço dos culpados.
Uma jovem vida se foi por causa de Lawliet, e consequentemente, essa vida que se foi, levou junto a de Ryuzaki.
Ele não sabia mais quem ele era.
Sobre ele não existia mais nada.
É uma grande pena, L Lawliet, sua vida acabou de ir embora em uma ambulância.
Desculpe Light, no fim não pude te proteger.
E esse é um fato que vai ser importante sobre você, sua morte por minha causa.
Sobre Você.
E ali estava Ryuzaki, ouvindo os altos sinos enquanto queria morrer para o reencontrar.
Ah, e eu tenho algo a dizer aqui, para escrever essa one-shot.Em especial a: https://aztruyen.top/tac-gia/sadnsat
Ele escreveu a melhor part e dessa one(ou seja o lemon, simplesmente porque ele é perfeito e escreve perfeitamente bem), esse gay é muito gay e tudo que ele fala me deixa gay, a não ser quando ele me dá spoiler de JoJo, nesse caso ele não é tão gay assim.
Neném se você ler isso aqui (o que você vai ler porque eu provavelmente va manda você ler) saiba que eu estou estremamente grata por você ser tão perfeito e ter me ajudado.
Também teve a @Sasori_Quebrada que me ajudou com algumas correções e até mesmo na inspiração, que de certa forma me ajudou muito. (conta do spirit)
Esses dois gays aí merecem todo o amor e carinho do mundo.Além de ter tido a @eusouademilovato me ajudando a revisar porque eu sou uma anta que ficava lendo a palavra casa com "z" sem indentificar o erro, e se eu morrer é porque ela me escravizou porque perdi uma aposta, mas ela é um neném que merece muito amor. (conta do spirit)
E em especial também a: https://aztruyen.top/tac-gia/I_loveanime2
que fez a capa e me suportou surtando com essa fanfic no privado dela.
Muito obrigada por ler, e acho que não vou escrever uma one por um bom tempo depois dessa daqui, cara foram o que? Um mês escrevendo isso?!
Passem nos perfis desses nenéns homossexuais que eu com certeza não escravizei para me ajudarem a escrever fanfic.E novamente, obrigada por ter tirado tempo do cu para ler essa coisa.iii-Ai da até uma nostalgia de enviar o capitulo, provavelmente estou enrolando isso ao máximo possível por ter medo de morrer depois de postarkkk.
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