• Capítulo 18 •

POV Min-Ji

Me senti petrificada com o gesto. Óbvio que ele estava elétrico por conta do energético, percebi algo errado no momento que ele pisou na sala falando que queria dançar Hips Don't Lie comigo de um modo muito sexy, até porque o conheço para saber que não faria isso em sã consciência...pelo menos eu esperava que não.

Hoseok estava com a sua boca colada na minha! Com uma mão na minha cintura e a outra na minha nuca!

Eu não sabia o que fazer e muito menos o que falar quando dei um leve empurrão nele o afastando de mim, e antes que pudesse abrir a minha boca, a porta se abriu em um baque revelando quem eu menos gostaria de ver no momento.

Com uma velocidade e uma força que eu nunca tinha visto, Kwan entrou dentro da sala de ensaio e acertou um murro tão forte no queixo de Hoseok que, nem o mesmo conseguiu controlar o peso do corpo indo com tudo ao chão. A fúria dele não parou nesse ato e quando me dei conta, seu punho encontrava o rosto de Hobi várias e várias vezes o vendo quase desmaiar.

- SOCORRO! – gritei – Por favor! Alguém me ajude, ele vai matá-lo.

- Isso é para aprender a não dar em cima da namorada dos outros seu bosta – disse se levantando e chutando a costela de Hoseok que gemeu em dor se contorcendo no chão.

- Pare com isso! – disse o segurando – Eu e ele não temos nada!

- Você cale a boca que acertarei com você depois – falou me acertando um tapa.

Minha bochecha esquerda ardeu, mais do que os outros tapas que ele havia me dado podendo sentir um gosto na boca, passei a ponta do dedo e vi o líquido vermelho na minha mão, era sangue.

- Mas o que está acontecendo? – ouvi a voz de Jungkook acompanhado por Yoongi e Namjoon assim como outros dois seguranças e alguns staffs.

- Detenham-no antes que faça algo pior – pedi.

Jungkook correu para socorrer o seu hyung que estava no chão, enquanto os outros estavam contendo Kwan que de debatia como um animal furioso.

- O que está havendo aqui? – perguntou PD Nim entrando na sala com uma expressão furiosa. Atrás dele estavam Jimin, Jin e Taehyung que por sua vez estavam confusos.

- Esse rapaz agrediu o Hoseok chefe – disse um dos seguranças.

- E como ele entrou aqui?

- Ele é meu namorado – falei em um tom baixo.

- Me acompanhe senhorita Min-Ji. E vocês, coloquem ele na rua e levem Hoseok para o hospital urgente.

Soltei um suspiro e fui o seguindo até a sua sala, eu já imaginava que todo aquele showzinho de Kwan me resultaria numa bonita e bela demissão então, era melhor que eu agilizasse o processo.

- Senhor – falei curvando minha cabeça assim que fechei a porta – Eu peço desculpas por isso, mas acho que não será o suficiente pelos danos que Jung Hoseok terá. Dessa forma eu...peço demissão.

- Ahn Min-Ji, não está sendo um tanto radical?

- Não senhor, causei muitos danos a empresa e se quiser mandar a conta do hospital para mim faço questão de pagar, o que aconteceu com o Hoseok é somente culpa minha. Eu passo aqui mais tarde para acertar as minhas contas e recolher minhas coisas – falei me curvando – Com licença e mais uma vez, me desculpe.

Sai da sala e fui andando pelos corredores, sentia o nó em minha garganta e ele só piorou assim que eu passei perto dos membros na porta do estúdio de dança com um semblante triste.

- Noona – iniciou Taehyung com a voz engasgada.

Me curvei para eles e não ousei olhar em seus olhos, eu não suportaria ver eles chorando.

- Foi muito bom trabalhar com vocês Bangtan, vocês são brilhantes e espero que nunca se esqueçam disso. Sejam fortes – disse tentando engolir o choro – Adeus.

Antes que alguém pudesse dizer alguma coisa ou tentar me impedir, deixei a Big Hit do mesmo jeito que entrei: sem nada exceto um sonho, tal sonho que ficou em um passado distante com uma Ahn Min-Ji sonhadora e ingênua. Porém, essa mesma estava morta.

Mas um restante dessa Ahn Min-Ji era determinada e eu precisava tirar satisfações.

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Voltei ao meu apartamento e não me assustei quando Kwan estava ali, não era nenhuma novidade.

- Você voltou – falou calmamente – Pensei que fosse ficar passando a mão na cabeça daquele merda, fala sério, nem pra bater aquele cara serve. É um franguinho mesmo.

- Deixe o Hoseok fora disso porque agora é eu e você – disse batendo a porta – Que droga foi aquela? Invadir a empresa assim e bater nele, quer ser preso?

- Pelo menos alguém ali precisava apanhar, sua sorte foi que não bati nos outros seis.

- Olha, quer saber. Eu cansei de você e dessa merda de relacionamento que nós temos, faça o favor de sair daqui agora porque não quero nunca mais ver a sua cara.

- Está terminando comigo? – perguntou segurando o meu braço – Você está se atrevendo a isso?

- Estou! Porque eu não aguento mais esse seu ciúme, suas ameaças com os rapazes e comigo inclusive. Você é doente Kwan!

- Você não devia ter falado isso Min-Ji. VOCÊ É MINHA!

- EU NÃO SOU UM OBJETO PARA SER SEU. EU SOU UMA PESSOA, UMA MULHER QUE TEM SENTIMENTOS, QUE TEM VONTADES E QUE ESTÁ CANSADA DE FICAR COM MEDO DE VOCÊ! – berrei.

Antes que eu pudesse fazer alguma coisa, Kwan me jogou em cima de seus ombros e me levou com passos pesados até o meu quarto, sem me soltar mesmo com os murros que eu dava em suas costas. Assim que adentramos no cômodo, senti meu corpo sofrer um impacto ao ser arremessada com facilidade no chão, meu braço sustentou todo o peso do meu corpo em um ângulo estranho a ponto de se ouvir um estalo sendo sucedido por uma dor alucinante.

- Você não vai me deixar – falou sorrindo de forma psicopata – Não vai! E não irá falar a ninguém sobre isso.

Suas mãos balançaram meu celular, se espedaçou assim que começou a pisar nele com toda a sua força. Era como se uma áurea sombria o tivesse dominado, ele estava pior do que sempre foi e isso me causava calafrios.

- Me ouça – disse forçando o meu queixo na sua direção – Você vai ser só minha, só minha!

- Nem que me mate eu serei sua – sussurrei entre dentes – Eu nunca te amei e nunca vou te amar. Nunca.

- Eu vou fazer você mudar de ideia – falou rindo – Se não me amar por bem, vai me amar por mal.

Um sorriso preencheu todo o seu rosto deixando ainda mais doentio. Um murro foi dado no meu olho, assim como outro, e outro junto com os chutes após chutes. Eu sentia que havia saído de órbita, a dor era tanta que meu corpo não suportava o que estava sendo feito.

Contudo, um resquício de realidade veio à tona quando senti dores nas minhas partes internas. Forcei a minha visão e assim que ela não estava mais turva, meu estômago se embrulhou com a cena.

Naquele momento, desejei com todas as minhas forças morrer.


Nota da autora: Um dos capítulos mais tensos que já escrevi na minha vida e com ele quero passar uma mensagem.

Se você conhecer alguém que sofre de relacionamento abusivo por favor, não abandone essa pessoa e fique do lado dela, alerte-a! E se você sofrer de violência domestica ou de abuso, DENUNCIE. Não se cale, por mais difícil que seja procure ajuda, não suporte tudo isso calada.

Por isso é hoje, não se esqueçam de comentar o que acharam.

All my love for you guys, Nanda.

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