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Qualquer erro de escrita me avisem, por favor. Pode ter passado despercebido durante a revisão.

"Boys (and girls too)"

•Dray

Minha rotina nos últimos meses, era acordar mais cedo para usar o banheiro antes de todos os meninos ou esperar que todos eles tomassem banho antes.

Como a segunda opção não deu muito certo, tendo como resultado eu chegar atrasada na aula de poções e acabar como dupla do Potter ( e eu ter que usar toda minha educação e chamá-lo de Harry para não dar bandeira).

Então para evitar ficar sem café da manhã e chegar atrasada, eu coloquei um feitiço despertador para não perder a hora.
Acordo mais cedo, tomo banho e me visto no banheiro, consigo ficar pronta e descer para o salão comunal antes dos garotos acordarem e do desfile de toalhas e corpos semi nus (que eu claramente não quero ver) no dormitório.

- Hey, Dray - um garoto do quinto ano acena.

Apenas faço sinal com a cabeça, sem humor para conversas antes de comer.

- Bom dia, princesa - sinto um braço envolver meu pescoço e alguém bagunçar meus cabelos.

- Menos Nott, bem menos - reconheço sua voz e o afasto.

- Qual é, Dray? - ele me olha exasperado - Somos amigos.

- Desde quando? - cruzo os braços e o encaro.

- E todo aquele papo de se unir, hein? - ele pergunta - Sonserina forte?

- Você está usando isso como desculpa pra me agarrar - eu afirmo.

- Eu? - ele põe a mão no peito fingindo estar ofendido.

- Me poupe, Theodor - eu reviro os olhos e saio andando.

- Ei, espera - ele chama e eu paro - A gente podia se conhecer melhor - ele dá de ombros.

- A gente já se conhece - eu falo.

- Aff - ele cruza os braços.

- Esse mané está te incomodando? - o Blaise me pergunta ao se aproximar junto com a Pansy.

- Não - nego com a cabeça. Eu sabia lidar com o Nott.

- Blaise, me ajuda cara - o Nott implora - Você também, Pansy.

- O que você tá aprontando dessa vez? - ela o olha curiosa.

- Ele quer me conhecer melhor - reviro os olhos e a Pansy prende o riso.

- Ela vai pensar - a Pansy diz pra ele e eu a fuzilo com o olhar, mas ela pisca pra mim.

- Eu já disse que te amo, Parkinson? - ele pergunta pra ela.

- Pode parando por aí - o Zabini o encara e aperta o ombro dele.

- De maneira fraternal, cara - ele se justifica - Bom, a gente se fala depois, tenho que pegar meus livros.

Ele se afasta a sobe as escadas para o dormitório masculino e nós saímos do salão comunal pelo espaço deixado pelo quadro aberto.

- Por que você disse a ele que eu ia pensar? - pergunto pra ela exasperada.

- Ele não ia parar de encher o saco - ela começa - E ele é bonitinho - ela arqueia a sobrancelha.

- De uma família influente - o Blaise completa - Sonserino - dá de ombros.

- Até você, Blaise? - franzo a sobrancelha - Ele é um idiota - murmuro.

- Okay - ela levanta as mãos em rendição - Você sabe o que é melhor pra você.

- E nós vamos te apoiar - ele completa.

- Vocês são os melhores - eu os abraço pelo pescoço.

Caminhamos pelos corredores em direção ao Grande Salão, alguns sonserinos nos cumprimentavam, muitos garotos e garotas me olhavam. Uns curiosos, outros com interesse. E outros até tinham coragem de falar comigo.

Alguns garotos da Corvinal sorriram, o idiota do Zacarias Smith (Lufa - lufa, geralmente ele aparece narrando os jogos de quadribol) veio falar comigo e o Longbottom acenou pra mim.

- Fazendo sucesso, hein amiga? - a Pansy me provoca sorrindo.

Eu nego com a cabeça e continuo andando.

- Nott, Longbottom, Smith - o Blaise lista - Você já tem pra escolher.

- Vão se ferrar os dois - eu murmuro e eles sorriem.

Isso era algo que vinha acontecendo frequentemente. Não que eu me incomodasse em ser admirada e as pessoas me elogiarem ou gostassem de mim, mas era estranho.

Principalmente os olhares masculinos. Aquilo era tudo novo para mim.

- A falando em escolher - a Pansy comenta ao sentarmos na mesa da Sonserina - O Harry é outro que não para de te olhar.

- Sério? - eu pergunto surpresa.

- Você não percebeu? - o Blaise pergunta - Todo mundo repara nisso.

- Eu sou irmã do Draco, lembram? - eu arqueio as sobrancelhas - Eu pareço o "inimigo dele".

- Acho que não é isso - ela dá de ombros.

- Você acha que ele gosta de mim? - eu a encaro.

- Acho - ela concorda com a cabeça.

- Nada haver - eu nego rapidamente - Ele é apaixonado pela mini Weasley.

Continuo a comer, ignorando as conversas à minha volta. Olho para a mesa da frente e vejo o Harry ao lado da Granger e do Weasley. Eles conversavam sobre qualquer coisa, em um momento da conversa ele olha em minha direção, abaixo a cabeça. Depois de um tempo olho novamente e ele continuava me encarando.

...

Decidi comprovar o que a Pansy falou e Realmente era verdade. O Harry ficava me olhando várias vezes durante as aulas ou quando estávamos no mesmo local.

Então comecei a pensar sobre como éramos nos outros anos, não podíamos ficar no mesmo local, eu não perdia uma oportunidade de alfinetá-lo. Nós não concordávamos em nada.

Eu fiz coisas horríveis com ele, assim como ele fez comigo ( no caso do sectumsempra no sexto ano). Mas ele também me salvou da sala precisa em chamas e minha mãe pagou minha dívida, ao ajudá-lo na floresta proibida.

Por que ele tanto me olha?

Era como se ele lesse minha alma, tentasse captar cada detalhe meu.

Eu tentei deixar o ódio pra trás, no momento em que eu finalmente decidi ser a Dray.
Deixar pra trás todos os medos, inseguranças e imposições que me foram feitas.

Mas mesmo assim, eu não conseguia ver o Potter como um garoto comum. Ele ainda era o Potter, grifinório, altruísta, corajoso, amigo de todos e herói.
*Reviro os olhos*

Ainda que agora, ele me parecesse mais bonito e sua voz mais confortável de ouvir.

Eu até achava garotos bonitos.
Por Merlin, quase todos aqui em Hogwarts já tiveram um crush por algum dos jogadores de quadribol.

Nunca soube se eram as meninas que me atraiam, ou se eu apenas era algo que eu tinha que fazer.

Eu não tive tempo para namorar, eram relações de poder, odiar o Potter, ser um jogador de quadribol, honrar o nome da família, ser um comensal da morte e matar Dumbledore.

Não tinha tempo suficiente para prestar atenção em alguém realmente.

A Pansy bem que tentou, até descobrir que não daria certo e que nossa amizade estava acima de quaquer coisa.

E só esse ano eu estou verdadeiramente livre. Sem obrigações, sem máscaras, apenas ser uma adolescente.

E acho que garotos estão na minha lista ( e algumas garotas também)

💚💚💚

Estava lendo o livro de runas antigas, a professora Babbling havia pedido três folhas de pergaminho com algumas traduções de texto.
Não era uma matéria fácil e eu havia aproveitado que fazia sol e fui para o pátio.

O lugar estava cheio. Alguns garotos corriam, outros se arriscavam próximos demais do lago Negro e outros apenas conversavam em grupos ou namoravam.

Eu mordiscava a ponta da pena, pois minha tradução não estava fazendo o menor sentido, enquanto deixava o sol esquentar a pele nua das minhas pernas esticadas no banco.

Sinto como se estivesse sendo observada, levanto a cabeça e vejo o Potter conversando com a Luna Lovegood, ele me olhava tentando disfarçar.

Ah, Potter

Eu juro que eu tento ser uma garota boa, mas você não colabora.

Faz mal provocar?

Sorrio com meus pensamentos, aceno para ele (pego no flagra), o fazendo corar e volto a escrever. Mas ainda não fazia sentido e minha cabeça já estava começando a doer.

Eu poderia pedir ajuda a Pansy, ela era melhor que eu nisso, então guardei os pergaminhos, o frasco de tinta e a pena na bolsa e levantei.

Comecei a caminhar, desviando das pessoas que estavam sentadas no chão e daquelas que caminhavam lentamente.

Aquilo me irritava.

- Dray! - ouço o Harry me chamar e o olho surpresa. O Dino Thomas havia se juntado a Luna e ele.

- Oi? - falo ao me aproximar deles.

- Você parece bem melhor assim - a garota loira me encara, parecendo louca - Mais feliz.

- O que? - eu a encaro com medo. Como ela poderia saber?

- Fala, Harry - o Dino dá uma cotovelada nele.

- O Dino queria saber se você quer conversar com ele - fala rápido.

- Hum - encaro o Dino e tento ser o mais educada possível - Desculpa, mas não quero me envolver com ninguém - Sorrio sem graça - E você deveria cortar o cabelo de novo.

Comento e passo a mão pelo cabelo do Harry, fazendo o rosto dele ganhar um tom de vermelho.

Sorrio, negando com a cabeça e me despeço deles ainda sendo capaz de ouvir o Dino falar para o Harry "Como você tem tanta sorte?"

E eu só conseguia pensar no quanto o cabelo do Harry era macio. Esse não era o objetivo quando eu fiz isso, era só provocar o Harry.

Droga!

[...]

Duas semanas se passaram e eu continuava a retribuir os olhares e a deixar o Potter envergonhado.

Acho que era nossa nova forma de competir um com o outro. O Weasley parecia sempre de mau humor e negava com a cabeça durante os meus joguinhos com o Potter. Falando em Weasley, ele parecia cada vez mais distante da garota ruiva.

Depois da aula de artimancia, me despedi dos meus amigos, pois teria reunião para para os capitães dos times de quadribol. E como o Draco/eu era um deles, tive que ir.

Iríamos discutir algumas mudanças e conversar sobre as equipes e novos jogadores.
No caminho para a sala da Madame Hooch, juíza do quadribol e professora de vôo para alunos do primeiro ano, encontro a Weasley.

- Malfoy - ela para em minha frente com os braços cruzados - Eu queria falar com você.

- Eu estou atrasada para a reunião com os capitães de quadribol - falo pra ela - Fica para outra hora.

- Vai ser rápido - ela dá um sorrisinho - E eu também vou, então chegaremos juntas.

- Qual assunto? - cruzo os braços não me deixando intimidar pela postura da ruiva.

- Não sou de brigar por um garoto e acho que você também não - ela começa - Não precisamos nos odiar por causa de um erro dele, afinal ele é quem está num relacionamento, mas...

- Do que você está falando? - arqueio uma das sobrancelhas e encosto na parede.

- Do Harry - ela me encara - Eu sei que ele fica te perseguindo e te encarando. Não é sua culpa ser bonita e simpática - ela dá de ombros - E você pode ter ficado encantada por ele. Talvez você não saiba, mas o Harry é meu namorado.

- E? - eu franzo as sobrancelhas entendendo onde ela queria chegar com aquilo.

- Só um aviso - ela ajeita a trança jogada num dos ombros.

- Eu não gosto de meias palavras, Weasley - desencosto da parede e me aproximo dela - O que você realmente quer?

- Já que você prefere, vou ser direta - ela fala - Fique longe dele, evite retribuir seja lá o que ele faça.

- Eu não quero nada com o Harry - afirmei.

Era verdade, eu estava apenas provocando. Como nos velhos tempos.

Mas como explicar isso para ela?

- Bom - ela sorri.

- Agora você pede pra ele ficar longe de mim - eu peço.

Chega de ser boazinha.

- Como? - ela não entende.

- Como você mesma disse, é o seu namorado que vive me perseguindo - a lembro - Não sou eu quem tem que ser avisada de alguma coisa aqui.

- Ele não quer nada com você - ela torce o nariz.

- Não é o que parece - dou um sorrisinho.

- Você só o lembra o Draco - ela dá de ombros - Seu irmão que não parava de irritá-lo.

- Já deu seu aviso, pode ir embora - eu falo.

- Mexeu com a garota errada, Malfoy - ela murmura antes de sair pisando duro.

Respiro fundo antes de seguir o mesmo caminho que ela, ao virar o corredor acabo esbarrando com o Harry, ele tenta falar algo, mas o ignoro.

Minha cota para aturar grifinórios, já acabou por hoje.

- Hey, Dray - ele corre atrás de mim.

- Olha, Harry - eu o encaro - Fica longe! Não tô afim de me envolver em problemas. Você tem namorada.

- Eu pedi um tempo - ele fala me pegando de surpresa.

- Okay - concordei com a cabeça e me virei para continuar andando, mas ele segurou levemente em meu pulso.

- Eu estou confuso - ele falou - Eu não conseguia parar de pensar em você. Eu achei que era por causa do Draco, mas... Não é.

Que Droga, Poty!

Você não está querendo dizer o que eu estou pensando, não é?

💚💚💚

Passando para avisar que Viivis28 , adaptou essa fanfic. Então, se você curte Larry, dá uma olhadinha lá.
Xoxo.

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