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Qualquer erro durante o capítulo, me avisem. Pode ter passado despercebido durante a revisão.
“The Malfoys"
•Dray
Deixei minhas coisas no colégio e peguei apenas minha varinha e uns dois livros. Eu não iria levar o malão para casa e ter que trazer de volta em duas semanas se eu nem iria estudar em casa.
As atividades que haviam sido passadas para esse recesso de Natal, eu responderia com os livros que eu tinha em casa mesmo ou minha mãe daria um jeito de comprar.
- Vejo você no ano novo? - perguntei após abraçar o Blaise.
- Claro - ele acenou com a cabeça - Vou estar na casa da Pansy.
- Não fique com tanta saudade - eu brinco.
- Se ache menos, Malfoy - ele revira os olhos.
- Impossível, Zabini - dou um sorrisinho.
Ele acena e anda em direção aos pais que o esperavam na estação King's Cross.
- Você vai mesmo para o jantar de natal dos Weasleys? - a Pansy me perguntou enquanto esperávamos nossos pais.
- Vou sim - concordei com a cabeça rapidamente.
- Seus pais já sabem? - ela me olha em dúvida.
- Ainda vou conversar com eles - falo preocupada.
- Boa sorte então - ela deixa um beijo em minha bochecha quando vê a mãe - Espero você no ano novo.
- Estarei lá - sorrio para ela.
O Harry acena de longe para mim em meio a família de ruivos e eu retribuo o aceno. Peguei a bolsa ao ver minha mãe. Os cabelos loiros estavam presos em um penteado bem feito. As vestes escuras faziam a pele dela parecer mais pálida. Ela estava linda, parecia ser feita de porcelana mostrando um sorriso contido ao me ver.
Aparência era importante. O mundo poderia estar desabando, mas ela se manteria firme por fora pelo equilíbrio da nossa família.
- Estava com saudades - sua voz saiu polida e baixa, enquanto ela me abraçava de lado pelos ombros.
- Também senti a sua mamãe. - falei baixo e sorri para ela.
Aparatamos juntas para a mansão dos Malfoys. Toda aquela grandiosidade parecia fria, impessoal e assustadora. Como se ninguém habitasse ali.
Agora parecia menos assustadora sem a presença dos comensais e do Voldemort.
O jardim estava coberto de neve e o gelo sobre o lago dava a aparência de vidro.
Entramos pela enorme porta e somos recebidas pelo calor da lareira.
Deixo a bolsa no quarto e logo me junto a minha mãe na sala para tomar um chá.
- Como estão as coisas na escola? - ela pergunta após bebericar o chá.
- Normais - dei de ombros - Nada diferente do que eu escrevi nas cartas.
- Dray, eu te conheço - ela me encara.
- Nada, mãe - eu coloco um sorriso no rosto - O professor Rosier cuidou de tudo.
- Ainda bem - ela sorriu relaxada - Eu ando tão preocupada com você.
- Pode ficar tranquila - falei, não contaria nunca as coisas que ouvi de alguns alunos. Minha mãe provavelmente surtaria.
- Mandei os elfos prepararem um jantar especial para nós - ela me fala.
- Só nós três? - pergunto.
- Sim - ela sorri - Nossa família.
- Deveria chamar a tia Andrômeda também - eu sorri de canto.
- Você sabe que o seu pai não gosta do marido trouxa dela e o Edward por ser filho de alguém da Ordem - ela fala séria. Eu sabia que ela sentia falta da irmã. A relação dela com a tia Bella sempre foi mais complicada, mas Bellatrix sempre estava próxima.
- Estou com saudades de Teddy - falei sincera.
- Além do que - ela fala revirando os olhos - Ela vai para o natal com os Weasleys.
- Sobre os Weasleys - tomei um gole do chá e olhei para a lareira - Eu fui convidada para o jantar deles.
- Como? - escutei a voz fria e polida do meu pai. Ele estava sério e parado na entrada da enorme sala que parecia vazia para apenas nós três.
- Pai - eu tentei falar firme, mas minha voz saiu trêmula.
- Você pode repetir... Dray Malfoy? - ele vacilou ao dizer meu novo nome.
- Eu fui convidada para o jantar na casa dos Weasleys - falo nervosa novamente - Eu aceitei o convite - digo rapidamente.
- Você é uma vergonha para a família - ele me olhou enojado e sua voz saiu fria - Garota até vai. Mas traidora do sangue, eu não vou suportar.
Enquanto ele falava, minha mãe continuava a tomar seu chá como se nada estivesse acontecendo. Eu preferia que fosse assim, pelo menos ele não estaria gritando com ela.
- Eu não sou uma traidora do sangue - o encaro - Na verdade, eu só vou porque o Harry me convidou.
- O Potter? - ele me olhou incrédulo - Isso não melhora muita coisa. Aquele garoto é inimigo!
- A maldita guerra acabou - aumento minha voz - Não há mais Voldemort!
- Não fale esse nome - ele me repreende.
- Eu falo o que eu quiser - dou de ombros - Ele foi derrotado. Não devo lealdade a ele. Não tenho inimigos.
- Honrre o sobrenome que carrega - ele me olha sério.
- Meu sobrenome não está valendo muita coisa fora dessas paredes - eu falo sincera.
- Pro seu quarto - ele ordenou.
- Lucius - minha mãe o chamou.
- Cale a boca, Narcisa - ele falou polidamente - E você... - aponta para mim - Não vai para esse jantar! Malfoys não se misturam com nascidos trouxas e traidores do sangue.
- Foda-se - murmurei ao me levantar.
Eu senti o peso da sua mão vindo em direção ao meu rosto, mas ele se conteve.
- Isso é culpa sua - ele apontou para minha mãe - Esteja na mesa no horário, Dray.
- Como o senhor quiser - engulo em seco, não queria que ele castigasse ela por minha culpa.
Subi as escadas rapidamente e me tranquei em meu quarto.
...
Eu tinha uma fé cega no meu pai. Na verdade, eu fechava os olhos para as coisas que ele fazia comigo e com minha mãe quando eu era mais nova. Das vezes que eu me escondia no quarto para não ouvir os gritos das brigas.
Mas eu estava farta dessas coisas.
Passei a tarde fazendo os exercícios que haviam sido passados para essas duas semanas. Tomei banho no horário e coloquei um vestido de festa longo preto e prendi meus cabelos em um penteado bem feito.
Coloquei os brincos de diamantes e o colar de ouro branco antes de descer para a sala de jantar.
Minha mãe usava um vestido de tom verde escuro e suas jóias eram feitas com esmeraldas. Meu pai estava sentado na cabeceira da mesa e ela ao seu lado direito.
A mesa era grande demais para nós, haviam várias cadeiras vazias. Haviam diferentes pratos na mesa e vinho quente para o jantar.
Sentei ao lado esquerdo do meu pai e os cumprimentei. Não havia conversas ou risadas, comiamos em silêncio. Após o término do jantar, eu iria me retirar da mesa, mas meu pai me impediu.
- Pressa para dormir? - ele me encarou.
- Só estou com sono - dei de ombros.
- Antes vamos abrir os presentes - ele falou sorrindo, mas o seu sorriso era frio.
Dei os meus presentes e eles agradeceram.
Abri os presentes que eles me deram. Meu pai me deu uma vassoura nova de uma edição que havia acabado de ser lançada.
E minha mãe me deu um colar de de Alexandrita, uma pedra preciosa muito rara que
na luz do sol, parece azul esverdeada, mas sob a luz incandescente torna-se vermelha-púrpura. E havia uma nota escrita a mão com uma caligrafia delicada colada na caixa.
“Como essa pedra, algumas pessoas te enxergam de um jeito, mas com a luz certa outras veem quem você realmente é"
Ao ler o bilhete sorri para ela agradecida. Uso a desculpa de guardar os presentes para subir.
Tranco a porta do quarto, guardo a vassoura no local adequado e deixo a caixa do colar em cima da minha cama.
Guardo as jóias que eu estava usando junto com as outras no pequeno cofre e tiro o longo vestido.
Visto uma calça preta com rasgos nos joelhos rapidamente. Coloco uma blusa rosa florida e calço as bocas de cano médio também pretas. Solto meu cabelo e coloco o colar que minha mãe havia me dado no pescoço.
Guardo a caixa e uso uma magia que eu havia aprendido com o Nott. Nunca achei que alguma coisa que ele pudesse dizer seria tão útil.
Parecia realmente que eu dormia na cama. Sorri orgulhosa de mim mesma e aparatei para a Toca.
Olhei em volta e vi aquela casa que parecia torta e corria o perigo de desabar a qualquer momento.
Conseguia ver as luzes acesas pelas janelas e o barulho das vozes e risadas podia ser ouvido do lado de fora da casa.
Bati a porta ainda incerta e sorri de canto ao ser recebida por uma senhora robusta e ruiva que deveria ser a Senhora Weasley.
- Seja bem-vinda querida - ela sorriu amigavelmente e passava sinceridade no olhar - Harry, sua namorada chegou - ela gritou e eu com certeza corei.
Entrei na pequena sala cheia de gente todos usando sweaters com as iniciais dos seus nomes. Eu me estava me sentindo deslocada até a mãe dos Weasley me estender um sweater.
- Não precisava - falei ao segurar o tecido quentinho verde escuro com um “D" em prata - Muito obrigada, Sra. Weasley.
- Não precisa agradecer - ela falou sorrindo - Me chame de Molly.
- Okay - dei um sorrisinho.
Antes de cumprimentar as pessoas, algumas ainda estavam incertos com a minha presença. Outros como minha tia Andrômeda, seu marido e a Granger, sorriram amigavelmente.
O pequeno serzinho de cabelos azuis correu em minha direção e eu o peguei no colo. Ele mudou a cor dos cabelos e as dos olhos para se parecer comigo. Era a forma do Teddy dizer que gostava de você.
- Day... Day - ele sorriu pra mim.
- Também estava com saudades de você - cherei sua cabecinha.
Levantei a cabeça e encontrei o olhar do Harry em minha direção. Atrás dele a Ginny me olhava contrariada com os braços cruzados.
- Você veio - ele sorriu e andou em minha direção.
- Eu disse que viria - falei ainda com o pequeno no colo.
- Posso te beijar? - ele falou para que só eu ouvisse.
O encarei incerta antes de afirmar com a cabeça.
De relance vi a face assustada e emburrada da Weasley mais nova, então dei um sorriso de canto.
Eu era uma Malfoy, por mais que eu tentasse ser boazinha, provocar ainda fazia parte de mim.
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Votos e comentários fazem uma autora feliz e são necessários para a continuidade da história.
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