V

Tudo que eu respiro, assim que eu simplifico

Longe do meu lado

Longe até estar fora da minha vista

Eu costumo ver a vida de forma simples e também preguiçosa, não que eu seja um procrastinador ou uma pessoa que não faça nada, ao contrario, eu não descanso até fazer tudo que tenho em minha cabeça e me sinto inquieto até terminar. Eu procuro pensar que as coisas tem que acontecer no momento certo e na hora certa, e sabe o mundo pareceu me dar essa confirmação depois que a conheci.

Eu com o passar dos dias comecei a conversar mais com a mesma, descobri coisas incríveis e ver que eu poderia melhorar minha maneira de pensar e conhecer melhor o mundo de uma forma diferente, mesmo sendo mais nova alguns anos ela era incrivelmente madura e também um pouco, ou melhor, exageradamente brincalhona, sua risada envolvia o local ou a ligação e me fazia rir me perguntando o por que de estar daquela forma.

Eu costumava simplificar sentimentos, dar de ombros para se importar com as coisas e preferir ficar preso dentro de meu quarto ao invés de sair e olhar o sol lá fora ou as nuvens declarando uma repentina chuva, no entanto agora estava começando a ver que eu só estava afastando momentos que poderiam ser lembranças positivas. Ainda não havia identificado qual o sentimento que aquela menina me causava, mas eu podia sentir que era algo bom e positivo na minha vida.

Sabe tudo surge em um momento que você mais precisa, em um momento que você esta quase desistindo ou esta se sentindo perdido, reparei que o melhor que fiz foi ouvir o conselho de meus amigos e conversar com a menina, ela abriu um leque para mim de criatividade e também de oportunidades que antes não existia, eu percebi que eu não precisava mais afastar das coisas e sim antes de me negar as conhecer procurar entender e aproximar calmamente.

Adaptávamos nossas saídas aos horários que estávamos disponíveis, em que ela não estava trabalhando e que eu não estava compondo, editando ou ensaiando e parecia que ouvir uma pessoa falar sobre a vida comum, sobre as pressões que passava e também sobre como encarava nossas canções servia de terapia para meu psicológico.

Somente depois de duas semanas eu percebi que meu modo de encarar Lua estava diferente, que nossa suposta amizade já estava passando a se tornar outra coisa e depois de um beijo discreto em uma despedida tarde da noite eu notei que Lua não era somente uma amiga que eu queria ter, e sim uma pessoa que eu queria me envolver romanticamente.

- Pela primeira vez não quero afastar alguém! – disse sorrindo a olhando nos olhos – quero você bem perto.

Lua chegou de forma simples e mostrou para mim que o amor pode ser conquistado com toda a calma e paciência e transformar você sem perceber.

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