012

CHAPTER TWELVE
❝ reality ❞


RUEL


    DEMOREI alguns segundos, até finalmente pensar no que dizer. Noora se levantou quase que imediatamente, caminhando até mim com a mesma cara de sempre.

— Esse é o Andrew, a gente estava estudando. — Ela sorriu sem graça. — Eu não esperava por você hoje mas estou feliz que está aqui.

— Cala a porra da boca, Noora.

Andrew era o melhor amigo de Peter Florence e então eu percebi, o motivo de tanto deboche. Eu finalmente conseguia entender o famoso ditado, o corno é sempre o último a saber.

— Eu juro que a gente não estava fazendo nada demais.

— Qual é o seu problema? Eu vi vocês dois se beijando!

— Isso se chama alucinação! Eu realmente tenho te achado estranho nesses últimos dias, você precisa de um psiquiatra.

Noora estava realmente surtando. Era ela quem realmente precisava de um psiquiatra e mais do que urgentemente.

— Eu não estou tendo alucinações, é você quem está.

— Andrew você pode sair? Precisamos resolver problemas de casais. — Ela encarou o garoto, que estava confuso.

— Não saia! Você pode ficar aqui para ver o nosso término e espalhar para todos amanhã, ou quem sabe hoje, eu não me importo.

Noora ficou estática por alguns segundos. Aquele era o maior medo dela e o momento mais esperado por mim, e ele finalmente estava acontecendo.

— Você não pode! Estamos muito apaixonados.

— Eu beijei outra pessoa e você fez o mesmo, ainda acredita que estamos apaixonados?

— Então podemos fingir! Ao menos até esse ano acabar, e então, você estará livre de mim.

— Estamos terminando, agora.

— Não estamos! — Ela gritou, finalmente o robô Noora estava se rebelando.

— Eu não quero mais fingir com você. Eu preciso viver a vida, viver momentos, brigas e todas essas coisas comuns. Eu só quero a realidade, Noora.

— Estamos brigando, isso já basta.

— Você entendeu o que eu quis dizer. — Dei de ombros, ela estava passando dos limites. — E agora adeus, terminamos aqui.

Caminhei em direção à porta de entrada mas antes que eu pudesse tocar a maçaneta, Noora entrou na minha frente.

— Eu vou espalhar para todos que você me traiu! — Ela não estava chorando, porém continuava gritando como uma maluca.

— Faça o que você quiser com a minha reputação, eu não me importo. Agora eu realmente preciso ir, eu ainda tenho outro alguém para ver.

— Você é como eu, mesmo que você negue! Quando aquela idiota deixar você, vai sentir falta de tudo o que tivemos!

— Terminou?

— Eu odeio você! — Ela gritou, fazendo com que um sorriso involuntário, aparecesse em meu rosto.

— E eu fico feliz por você estar demonstrando os seus verdadeiros sentimentos, pelo menos uma vez na sua vida.

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