6. Menina Veneno!
Oii leitores, sejam bem-vindos a mais um capítulo. Espero que gostem! 🤗😉
-----------------------------------------------------------
ANTES
•°• Gustavo •°•
◀️ - On
Caminho para garagem ao escutar o barulho de algo cair na garagem. Os fogos em comemoração ao ano novo já terminaram, mas os meus pais devem estar bebendo com os amigos na varanda e Hannah provavelmente já está no seu 13° sono.
Assim que entro no lugar, eles me olham assustados por flagra-los naquela situação. Sei que ele está bêbado, pois em sã consciência ele não faria aquilo comigo. Seu próprio irmão. Mas e daí? O que importa agora?
Não vai ser mais um rostinho de anjo que vai me ludibriar, até porque ela era apenas um lobo em forma de cordeiro.
Após a longa escuridão desperto nos braços de Chiara e Rubén. Uma dor lateja na minha nuca, ou seria na minha cabeça? Não faço a menor ideia, a minha visão começa a ficar turva de novo.
-- Você tá sangrando muito, ai meu Deus! -- ela diz ao chorar -- Por favor não dorme de novo. Fica acordado, Gustavo!
-- Chiara, a ambulância já tá vindo! Eu vou atrás deles. -- meu melhor amigo diz em desespero ao limpar suas mãos sujas de sangue - o meu sangue -, na sua camisa.
Consigo por um instante observar Rubén correr para a esquina e dá de cara com Daphne, ela parecia está aflita e ele a balança ao perguntar algo que nunca consegui entender o que ela respondeu.
Tudo ficou embaçado e uma escuridão se apossou de mim mais uma vez.
◀️ - Off
-- Gustavo? Gustavo? -- Maya me chama e eu a encaro -- Você está bem, mauricinho? Parece até que viu um fantasma.
-- S-Sim, acho que só me perdi um pouco nos meus pensamentos.
Ela se sentou no meu colo e agarrou meu pescoço em um abraço.
-- E no que você pensava?
-- Em você, minha dama. Sempre em você. -- respondi ao me aproximar para um beijo que ela retribuiu. -- Então, você já fez o relatórios de hoje? -- perguntei quando afastamos nosso lábios.
-- Sim, e já entreguei para o general. -- ela diz com deboche -- Eu estava pensando da gente dar uma voltinha na ponte do infinito essa tarde, o que acha?
Maya acaricia minhas bochechas.
-- Eu adoraria, mas meu pai me fez prometer que eu iria para empresa hoje.
Ela fez uma cara de desânimo e eu a abracei um pouco mais forte.
-- Não fica assim, my lady. Eu prometo que amanhã saímos para onde você quiser.
-- Tá, essa é uma proposta bem tentadora, creio que não vou resistir.
-- Então não resista e apenas se entregue para mim. -- balbuciei ao dar um beijo no lóbulo de sua orelha e a vejo se arrepiar com prazer.
-- Está bem, mas está noite prometo que irei trancar muito bem as portas da minha varanda. Sabe, eu ouvi dizer que tem um garoto muito bonito que anda pulando varandas alheias. -- ela provoca.
Emito uma risada abafada e ela se levanta ajeitando sua roupa. Eu olho diretamente para a saia do seu uniforme enquanto ela cruza sua pernas ao rodopiar para me atiçar.
-- Você gosta muito de brincar com fogo, eu já te disse isso uma vez.
-- E quem disse que eu tenho medo de me queimar? -- ela rebateu ao me lançar o seu clássico olhar de luxúria.
-- Maya, você e esses seus convites sutis que sempre conseguem tirar de mim tudo que tenho a oferecer.
-- Eu não tenho culpa se sou desejável, mauricinho. -- ela sorriu e me deu as costas indo embora.
Maya sabe que é desejável, mas ela não é apenas isso. Ela tudo o que existe, pelo menos aos meus olhos.
******
Horas e mais horas se passam e eu continuo sentado nessa mesma cadeira, escutando um bando de coroas falarem suas idéias para uma empresa a qual eu estou nem um pouco interessado. A única que ainda se mostra informada e disposta a acatar qualquer decisão é Daphne.
Chiara e Gabriel não precisaram vim, e Rubén pelo que entendi saiu de casa e não está mais nem aí para nada. Então só sobra pra mim.
Eu perdi as contas de quantas vezes eu revirei os meus olhos e bocejei entediado com tudo aquilo. Levantei minhas mãos para os céus quando a reunião se deu por esse encerrada, mas infelizmente quando já estava prestes a entrar no meu carro lembrei que tinha esquecido o meu celular na sala de reuniões. Voltei o mais rápido possível, mas Daphne estava com ele nas mãos.
-- Você é tão previsível, ainda usa a mesma senha idiota. -- ela diz com deboche.
Puxei o aparelho de suas mãos chateado com a sua petulância.
-- Qual é o seu problema?!
-- Calminha, Gustavinho. Eu só fiquei curiosa.
-- Você não tem um pingo de juízo, sua maluca!
Ela gargalhou.
-- Ah Gustavo, eu sou maluquinha sim mas é por você!
Ela se aproximou e tentou acariciar os meus ombros mas antes que conseguisse me tocar eu a empurrei.
-- Eu te odeio! Quando é que você vai entender isso?!
-- Não odeia não. Isso é só dor de cotovelo por eu ter te traído com o seu irmão. -- revirei os olhos enquanto ela falava -- E é por isso que você é tão fixado na Maya, tem medo que ela faça o mesmo e te troque por alguém melhor, ou pelo Rubén. Eu fiquei sabendo o quanto eles ficaram próximos, é melhor você abrir o seu olho senão vai perder mais uma namorada.
-- Cala essa boca, Daphne! A Maya não é uma vadia igual a você, nem ouse se comparar a minha dama!
-- Se eu sou uma vadia, você é um corno! -- ela diz entre risos -- E um covarde, foi tão fraco que na primeira vez que tentou enfrentar o seu irmão quase morreu.
-- Para de falar! -- gritei.
Lhe dei as costas para ir embora, mas algo me fez voltar. Uma lembrança que eu achei que nunca tinha existido até me lembrar essa manhã.
-- O que você disse para o Rubén?
-- Como? -- ela pergunta confusa, mas sem perder aquele mesmo ar de manipulação.
-- No dia do acidente, quando eu estava desnorteado por conta da pancada que o Fábio me deu. Eu lembro de você desesperada conversando com o Rubén. O que você disse?
Ela me encarou completamente pálida.
-- Que eu fui uma idiota por ter trocado você. E que eu estava preocupada em saber se você estava bem.
-- Conta outra, Daphne. Você nunca gostou de mim. Anda fala logo!
-- Eu não tenho nada a dizer.
-- Ah tem sim, porque se eu tenho culpa no cartório você deve ter mais ainda!
Ela se recompõe.
-- Chega Gustavo, eu cansei desse papo. Você não sabe brincar!
Ela me deu as costas e tentou ir embora, mas agarrei seu braço.
-- Eu sei que você tá amarrada até o pescoço nisso tudo, e eu vou descobrir por bem ou por mal. Então acho bom você me deixar em paz senão você vai conhecer o que de pior eu tenho a oferecer.
-- Isso é uma ameaça? -- ela pergunta com um sorriso manipulador -- É tão excitante ver você com esse sangue nos olhos.
-- Tá avisada!
A ignoro e lhe deixo sozinha na sala de reuniões.
Entro no elevador.
Um cara que eu nunca vi na vida e que parecia estar vindo de uma festa fantasia entra atrás de mim, não me importo com a sua presença e assim que pego meu celular vejo centenas de mensagens da Maya, e tudo isso porque Daphne fez o favor de tentar estragar a minha vida mais uma vez.
Aquela maluca enviou uma foto extremamente provocadora apenas de sutiã com o meu celular para minha conversa com a Maya. No mesmo instante apago a foto da minha galeria. Mas antes que eu pudesse responder a mensagem ela me ligou, e se eu recusasse enfrentar minha fera aí é que o bicho ia pegar.
-- Alô.
-- Gustavo Griffiori, porque diabos essa vagabunda estava com o seu celular?! -- ela grita no meu ouvido e o rapaz que estava ao meu lado me olha de canto de olho.
-- Dama eu posso explicar. -- ela me interrompeu.
-- Você tem que me explicar mesmo! Você não ia para uma reunião?!
-- E eu fui, mas ela... -- ela me interrompeu de novo.
-- Eu quero que você venha para minha casa agora e me explicar o que aconteceu cara a cara, Gustavo!
-- Maya, espera...
Antes mesmo que eu pudesse falar mais alguma coisa e continuar aquela conversa ela desligou na minha cara.
Bufei quando percebi que a minha vida estava calma demais para ser verdade.
-- Mulheres? -- o rapaz pergunta ao me olhar da cabeça aos pés.
-- Mulheres. -- respondi em concordância -- Elas são fogo!
-- Sim, mas nós não conseguimos viver sem elas. São como o ar que respiramos, a nossa alegria da vida e as nossas estrelas que nos guiam pelos caminhos da escuridão.
-- É, tem razão. Eu sou o Gustavo. Você também tem namorada?
-- Eu sou o Leon. Na verdade tenho uma noiva, e não consigo me imaginar em um mundo em que a minha Suzy não esteja.
-- E nem eu saberia viver sem a minha Maya.
-- Maya é um lindo nome, significa ilusão e a sonoridade também é muito boa.
Assenti ao dar um sorriso. O elevador chegou no térreo e quando quis me despedir do rapaz ele me impediu de ir embora.
-- Ei amigo, por acaso você sabe onde fica o "Infinito da Morte"? -- o encarei -- Ou seria a "Cereja do Bolo"?
-- O quê? -- pergunto confuso -- Mas não existe nenhum lugar com esses nomes por essas bandas, pelo menos eu nunca ouvi falar.
-- Não, é que a minha memória é péssima. Acho que é "Parque do Infinito".
-- Ah, o Parque das Cerejeiras, onde tem a ponte do infinito?
-- Isso! -- ele gritou com empolgação e todos ao redor do da recepção olharam para nós. -- Por favor, poderia me dizer o caminho que devo seguir?
-- Claro. -- nós saímos para fora -- Você tem que dobrar na primeira esquina à esquerda, e aí você segue por mais dois quarteirões e depois dobra mais uma vez na esquerda e pronto você chegou no parque.
Ele balançou a cabeça.
-- Obrigado, muito obrigado. E boa sorte com a sua garota!
-- De nada, e obrigado eu vou precisar. Tchau!
Ele acenou e seguiu as instruções que dei. Entrei no meu carro e também segui meu rumo, pronto para encarar a fera... ops, a minha bela dama.
******
Paro o carro em frente o portão da casa dela e antes que eu pudesse tocar a campainha, Maya saí na porta e cruza os braços. Suas sobrancelhas estão franzidas e a chateação está estampada no seu rosto.
Assim que saio do carro, lhe lanço um sorriso na intenção de amolecer o seu coração.
-- Eu acho bom você ter uma boa explicação para me dar, Griffiori, se não quiser ficar solteiro!
-- Tá legal. Eu esqueci o meu celular na sala de reuniões e quando eu voltei para buscar, ela estava com ele. -- me aproximei e ela deu um passo para trás.
-- Ok. E como ela sabia a sua senha?
-- Eu nunca troquei, é a data do meu aniversário. Acho que ela deve ter lembrado.
Ela semicerrou os olhos e suspirou.
-- Está bem, Está tudo bem.
-- Ótimo, problema resolvido! -- digo ao me aproximar para um beijo, mas ela desvia o rosto.
-- Por que ainda está chateada?
-- Talvez porque eu ainda não tenha conseguido engolir essa história. Como você se sentiria se estivesse no meu lugar? -- revirei meus olhos -- Poxa, o meu dia inteiro foi estressante e eu só queria sair com você à tarde, mas você teve que ir para uma reunião e até aí tá tudo bem.
-- Eu não estava brincando, Maya! -- digo e ela me ignora.
-- E aí, eu estava descansando e recebi uma foto de uma desocupada que não tem mais nada pra fazer se não for me importunar, em um tom completamente provocativo na minha conversa com o meu namorado. É normal eu está chateada, Gustavo!
-- Pois bem, eu já me expliquei você acredita se quiser! Mas lembra como eu fiquei naqueles dias do acampamento, quando via você com o Rubén? Era completamente igual, Maya!
-- Então é por isso? Você está comparando ambas as situações, mas elas não são iguais. Ao contrário de você, eu nunca tive nada com o Rubén, nós somos amigos! Já você até namorado da Daphne foi!
-- E você não tem noção do quanto eu me arrependo! -- suspirei -- Será que nós podemos não ter uma DR nessa altura do campeonato, ainda mais por conta de uma ex-namorada que eu nem me importo mais?
-- Tá. Até porque você é assim, sempre foge quando eu tenho razão.
-- É, isso mesmo. -- respondo com ironia e ela fica mais chateada ainda.
-- Você é um idiota!
-- E você está sendo histérica!
-- Histérica?! Você ainda não me viu histérica, Gustavo!
O sangue ferve em seus olhos e rezo para que ela me bata para descontar sua raiva. Desde o início do dia percebi que a minha dama não tá nada legal, provavelmente deveria estar naquele período em que ela mais procura motivos para discutir comigo. TPM. Mas eu a entendo, nós dois somos tão intensos que nenhum consegue dar o braço a torcer em uma discussão.
-- Quer saber, vai embora! Eu tô puta com você, Gustavo!
E como eu disse, nós conseguimos ser dois idiotas. Não insisto e apenas atravesso a rua, pego o meu carro e vou para minha casa.
Decisão errada, pois odeio deixar a minha dama tão chateada. Logo me arrependo e vou para casa dela de novo, aperto a campainha e espero alguém abrir, mas escuto alguém gritado do andar de cima.
"Se for o Gustavo pode mandar embora! Eu tô puta com ele, e ele está terminantemente de proibido de entrar nessa casa sem a minha autorização!"
-- Isso é música para os meus ouvidos. -- Vinícius responde ao abrir a porta -- Você escutou ela, dá o fora garoto.
-- A sua filha é fogo, viu?! Possessiva pra caralho. Desculpe o palavrão, senhor.
Ele rir.
-- Problema seu, você não tá pegando? Agora atura. -- ele balança a cabeça -- Quer um concelho?
-- Sim.
-- Ótimo, deixe ela descansar e você também faça o mesmo. Amanhã é um novo dia e se duvidar ela já vai estar cheia de amores por você de novo.
Assenti e fui para casa. Entrei no meu quarto e corri para a janela, mas as luzes do quarto dela já não estavam mais acesas.
Ô garota difícil!
(2.429 palavras)
-----------------------------------------------------------
Qualquer comentário é válido pessoal, seja ele bom ou não! 😉
Obs: Guardem a cena em que o Gustavo conhece o rapaz do elevador, depois vocês vão entender. 🤭
Tchau e até o próximo capítulo! 👋🏻💕
Ass: May ✨🌸
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top