37. Entre Vitórias & Derrotas!

Oii leitores, sejam bem-vindos a mais um capítulo. Espero que gostem! 😉
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ANTES

•°• Maya •°•

19 minutos. Esse é o tempo que resta para acabar o jogo. A diferença entre as pontuações é mais de 20 pontos. Os Feralcats estão perdendo para os Gaivotas.

Os olheiros das universidades ainda estão vidrados nos nossos meninos, como lobos ao ataque. Não há mais o que se esperar, esse é o final do campeonato, o último jogo do ano. Depois disso, a única coisa a qual vamos ter que nos preocupar são as provas e no restante da organização do anuário e dos convites do baile.

Mas agora o meu foco está naquela bola de basquete e minha paciência já foi de arrasta pra cima.

-- PASSA A PORRA DESSA BOLA, GUSTAVO!!! -- grito em meio aos torcedores.

Gustavo se vira para me olhar gritar e acaba perdendo a bola para outro rapaz.

O clima está tenso, e a única coisa que quero é uma vitória após tantas derrotas.

É notável que os rapazes já estão completamente exaustos, e a possibilidade deles não conseguirem chamar a atenção dos olheiros, angústia cada vez mais todos eles.
Eu não faço a menor ideia de como eles vão conseguir virar aquele jogo, isso se ainda tiver uma mínima chance disso acontecer. Diversas estratégias já foram usadas, mas nenhuma funcionou.

O capitão do time oposto rouba a bola que Samuel tinha acabado de conseguir, e ultrapassando Rubén, ele consegue marcar mais uma cesta.

O treinador resmunga algo ao tacar sua garrafa de água no chão, então pede um tempo ao arbitro para que os jogadores possam se recompor.

Não temos mais chance alguma, tudo está se esvaindo. A vitória para o time oposto já está praticamente garantida.
Não temos mais como mudar aquela humilhação. Os torcedores do time visitante comemoram sua vitória antes mesmo do jogo ser finalizado.

A raiva é tanta, que ninguém consegue disfarçar a revolta que aquele jogo está causando.

De longe os meninos estão reunidos, formando uma roda ao conversarem entre si. Parece que de alguma maneira uma esperança surgiu, mas eu já estou tão apegada a eminente derrota que nem consigo mais gritar para incentivá-los.

-- Meu Deus, você não serviria para ser líder de torcida. -- Nick diz ao trazer um balde de pipoca para mim -- Você é mais surtada do que as meninas lá embaixo.

-- Ah, cala a boca. -- pego um punhado de pipoca ao olhá-lo dos pés a cabeça -- Volta pra lá com essa sua roupinha de mascote.

Nick revira os olhos.

-- Tudo bem, mas só de mal vou levar a pipoca junto comigo.

-- Nem ouse pegar a minha pipoca!

-- Ingrata.

Nick rir da cara que faço por estar chateada e então volta para perto das líderes de torcida, quando a sirene é acionada e os garotos retornam para o jogo.

Algo está diferente dessa vez, eles estão mais espertos e vibrantes, então um possível esperança surge no meu peito.
Aqueles são os últimos minutos. É a última chance deles deixarem sua marca. Não haverá mais nenhum jogo, aquele é o fim, e o que mais importa agora é a união do nosso time.

Rubén enfim pega a bola e a bate contra o chão enquanto corre o mais rápido que consegue, driblando os ferozes jogadores do time oposto que há todo instante tentam derrubá-lo, mas o nosso bad boy favorito é mais esperto do que aparenta e joga a bola para Gustavo. O mauricinho gira entre dois oponentes e acerta a bola na sexta.

Grito com a empolgação que eles transmitem ao comemorarem. Rapidamente Gustavo consegue pegar a bola mais uma vez e a lança para outro garoto do time, que marca mais uma cesta.

Os números estão diminuindo, se aproximando da pontuação dos Gaivotas, e antes que eu conseguisse fazer as contas dos minutos que faltavam para o fim do jogo, Rubén marcou mais uma vez.

O bad boy finge que está derramando lágrimas para debochar dos oponentes, e logo depois mandou beijinhos para algumas líderes de torcida que se derreteram de amores.

O importante era que graças àquela jogada conseguimos empatar, e ao chegarmos nos segundos finais, meus olhos se fixaram naquele telão.

Gustavo corre impacientemente pela a quadra e com sua astúcia joga a bola. Ela rodopio algumas vezes na borda antes de finalmente poder entrar, no mesmo instante é que a sirene foi tocada, marcando enfim o fim do jogo e a nossa vitória mais uma vez.

Pulo com a euforia que aflora o meu corpo. A única coisa que vejo é Gustavo correndo até mim ao invés de comemorar com o seu time. Ele me pega em seu colo ao me abraçar em meio a multidão. Envolvo minhas mãos ao redor do seu pescoço ao beijá-lo. É tão alucinante a maneira como o toque dos lábios dele nos meus que sinto minhas forças indo embora e apenas desejo ser carregada por ele pelo resto da minha vida.

Nós realmente vencemos, após tantas dúvidas.

Assim que Gustavo e eu afastamos nossos lábios, corremos juntos para a quadra, onde o time ergue Rubén, ele recebe o troféu e o beija como se aquilo fosse a joia mais valiosa que ele teria na vida.

Fotos são tiradas, risos eternizados, e nada mais pode abalar a nossa alegria está noite. Todos vencemos de alguma forma.

A nossa comemoração é feita no Galaxy, os meninos se exibem com o troféu enquanto são ovacionados pelo público. Uma rodada de cerveja está sendo servida de graça para todos em homenagem a nossa vitória.

Chiara se senta ao me lado balançando os seus pompons e quando me dou conta já estou usando a jaqueta do time de Gustavo.
Um pouco afastados de nós, Rubén enfim consegue fazer com que Athena ceda aos seus encantos e os dois se beijam próximos ao palco, mas é claro, que eles não são nem um pouco discretos com a escolha do lugar, e Flora acabou os flagrando. A ruiva ainda não superou o término do relacionamento, e embora Giulia tenha tentado confortá-la, Flora foi embora. Sem se importar se Giulia o veria, Samuel desistiu de tirar fotos com o time e saiu correndo atrás da melhor amiga da namorada.
Sinto pena de Giulia ao perceber que ela não faz a menor ideia de que Samuel nunca se esqueceu da sua primeira paixão.

-- Certeza que ele tem outra. -- Chiara diz ao apontar com a cabeça para Nina e Alex.

Próximos aos banheiros os dois parecem discutir.

-- O Lucca me contou que os dois estão brigando demais.

-- Pode até ser, mas pelo menos lá em casa, o Alex não dá nenhum início de que esteja com outra pessoa. Muito pelo contrário, ele parece estar bem apaixonado por ela.

-- Bem, isso é o que ele aparenta estar, mas é bem diferente do que condiz. -- ela deu um gole na bebida -- Sabe, na sexta-feira passada, quando você e o Gustavo foram embora mais cedo. Eu fiquei até um pouco mais tarde para ajudar o Lucca a fechar o Galaxy, e eu acabei ouvindo a Nina chorar no banheiro. Ela estava bem mal, acho que aquela foi a primeira vez que a vi tão magoada. Então ela me confessou que o Alex não está mais como antes, e digamos que ele não quis chegar no "finalmentes" com a sua amiga. Pelo visto o príncipe virou sapo.

A olho chocada, até porque nina não tinha me confidenciado mais nada sobre ela e Alex desde a última vez que conversamos.

-- É sério, Chiara?

-- Claro que sim, eu não teria porque mentir. Sabe quando eu ainda namorava o Fábio, ele agia da mesma forma que o Alex está agindo com a Nina, mas porque ele me traía, e eu achava aquilo muito normal porque ele era o meu primeiro namorado. Talvez eu esteja errada, mas nós sabemos que que não é assim que funciona um relacionamento.

-- Você tem razão, a Nina só está se magoando nessa relação. Pelo que ela me diz, é como se o Alex estivesse cada dia mais distante. Inalcançável.

-- Exatamente. E de alguma maneira nós temos que abrir os olhos dela, mas ela só terminaria quando tivesse provas de que ele está sendo infiel, ou se ela se cansar dessa situação. Você acha que consegue descobrir alguma informação vasculhando as coisas dele? Vocês moram na mesma casa, deve ser moleza.

-- Só que não, né? O Alex não deixa o celular dele jogado por aí, e a porta do quarto sempre está fechada. É mais difícil descobrir algo do que se imagina. Eu já tentei fazer isso, na primeira vez que ela falou sobre as dúvidas que estavam sentindo, quando ele começou a ficar meio estranho e não descobri nada. Não dá nem para segui-lo, o Alex é de casa pro Galaxy ou pra outro lugar aleatório e vice-versa, literalmente ele não faz nada suspeito.

-- Não, amiga, para ele estar dando indícios para que ela esteja desconfiando dele, alguma coisa de errado tá acontecendo, até porque a Nina só está sendo ela mesma o tempo inteiro.

-- Verdade. Por esse lado você tem razão, mas o que será que tá acontecendo, hein?

-- É isso que temos que descobrir.

Ao observá-los mais uma vez, percebo que Nina dar as costas para Alex e começa a vir em nossa direção com um drink em suas mãos, recém colocado por Juan, ela se senta do nosso lado. Sem se importar com a queimação, ela bebeu todo o líquido de uma vez. Nina bate o copo na mesa e a fúria exala em seus olhos.

-- Quer conversar sobre isso? -- pergunto.

-- Não. A única coisa que eu quero nesse exato momento, é esganar o seu tio, mas eu não posso senão vou presa.

-- Ótimo, então vamos falar sobre outra coisa. Que tal, sobre o anuário? -- Chiara propõe.

-- É, pode ser, e aliás as nossas fotos já chegaram. Mas com os preparativos do jogo eu acabei esquecendo de avisar.

-- E como ficaram? Eu saí perfeita? É, claro que saí, sou tão linda que é praticamente impossível alguma foto minha sair feia, sem dúvidas eu devo ter ofuscado todas as outras.

-- Meu Deus, está parar nascer alguém que tenha o ego maior que o seu. -- brinco ao cruzar os braços.

-- Né isso, que me dera ter essa autoestima -- Nina completa.

Chiara revira os olhos.

-- Aff, vocês não sabem de nada. Eu vou dançar com o meu namorado que eu ganho muito mais. -- a loira se levantar e vai até Lucca.

Nina se vira para mim e balançamos a cabeça em negação.

-- Ela nunca vai mudar. -- dizemos juntas.

-- E aí, qual foi a briga da vez? -- pergunto mais uma vez na tentativa dela dizer o que sente.

Nina suspira.

-- Eu questionei se ele tem outra pessoa na jogada, ele negou e nós começamos a discutir por causa da falta de confiança e dos segredos, depois eu perdi a paciência e vim beber um pouco com vocês para não acabar fazendo algo que me arrependesse no dia seguinte.

-- Eu já desisti de tentar entender o Alex.

-- Eu estou desistindo um pouquinho mais a cada vez que nós brigamos. Não existe mais amor, não existe mais encantamento, aquela música da Taylor Swift que ele me dedicou no acampamento não significa mais nada.

-- E o que você está esperando para por um ponto final nessa história?

-- Bem, ainda existe a falsa esperança de que ele me fale o que realmente está acontecendo e que diga que me ama.

-- Mas e se isso nunca acontecer?

-- Aí, eu jogo a toalha e sigo a minha vida.

-- Sinceramente, acho que essa vai ser a melhor decisão que você vai tomar na sua vida. -- digo ao tocar na mão dela.

-- Embora eu não queira fazer isso, sinto que realmente será a minha melhor escolha.

-- Você vai ver que valerá muito a pena sofrer um pouquinho para enfim encontrar a felicidade.

Nina sorrir e encosta a cabeça no meu ombro.

(2.012 palavras)
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Qualquer comentário é válido pessoal, seja ele bom ou não! 😉

Tchau e até o próximo capítulo! 👋🏻💕

Ass: May ✨🌸

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