22. O Buquê de Ouro!
Oii leitores, sejam bem-vindos a mais um capítulo. Espero que gostem! 😉
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ANTES
•°• Maya •°•
Abro os meus olhos e Gustavo afasta os seus lábios em uma velocidade dolorosamente lenta. Ele ainda mantém aquele sorriso idiota que sempre me fazer perder a pose.
-- Sinceramente, eu espero que você pegue aquele buquê. -- ele sussurra -- Mal posso esperar para chamá-la de esposa.
Gustavo dá de ombros ao se virar indo em direção a tenda, ele olha para trás algumas vezes para rir da minha reação completamente inexpressiva na medida que ele se afasta.
Minha boca está seca e eu não consigo respirar, sinto-me como se estivesse perdendo as minhas forças e me apoio em uma coluna do altar. É como se a qualquer momento o meu coração fosse sair pela minha boca e eu não tinha a menor ideia do que fazer.
Caramba! De todas as propostas que aquele garoto já me fez essa foi a que mais me deixou emocionada. Casamento? Meu Deus eu nunca pensei que fosse dizer isso algum dia, mas eu quero me casar com aquele garoto! Sem dúvidas essa seria a maior loucura que eu cometeria na minha vida, ainda nem fiz 20 anos e muito menos sou considerada uma adulta apesar de já ter dezoito. Eu ainda me sinto uma adolescente inexperiente que não tem um pingo de noção do que realmente quer da vida.
Ai meu Deus, ele acabou de dizer que vai me pedir em casamento se eu pegar aquele bendito buquê. Eu preciso pegar aquele buquê...
Entro na tenda e Lucca está em cima do palco ao lado de Juan e Rubén. Caminho até a mesa onde Gustavo está com os nossos amigos e me sento ao seu lado. Os meninos começam a dizer coisas que marcaram as suas vidas na companhia dos noivos, depois que Lucca faz um lindo discurso Rubén pega o microfone com emoção e começa a falar.
-- Eu não sou um cara de muitas palavras, mas hoje eu abro essa exceção para vocês. -- ele fica trocando o microfone de mão a cada duas palavras que diz tentando disfarçar seu nervosismo -- Eu conheci a Tininha quando eu tinha uns 5 anos, às vezes ela se tornava a minha babá quando a minha mãe não conseguia cuidar de mim. -- ele suspirou -- Ela sempre se mostrou alguém corajosa e perspicaz, sem dúvidas isso é o que eu mais admiro em você. Eu não me lembro direito quando conheci o Martin, mas sei exatamente o momento em que nos tornamos amigos, e sinceramente vocês tem muita sorte de terem um ao outro. Parabéns pelo casamento, eu espero que vocês sejam muito felizes! -- ele sorrir e dá para se notar as lágrimas brotando em seus olhos -- Agora eu vou passar esse microfone senão vou acabar chorando na frente de vocês.
Todos rimos, e Rubén passa o microfone para Juan.
-- Então, com o nosso empenho e com outras pequenas ajudinhas, nós preparamos um presente para vocês. -- ele aponta para Tina e Martin -- Eu peço para que os recém casados venham para o centro do salão, por favor -- eles obedeceram -- É engraçado de se dizer que os meus amigos de infância agora estão casados, foram anos de tentativas falhas, mas finalmente deu tudo certo. Você conseguiu meu garoto!
Martin comemora e todos rimos mais uma vez.
-- O que o Juan estava querendo dizer, é que nós três fizemos uma música para vocês e esperamos que gostem. -- Lucca diz ao mandar um sinal pro DJ.
A música começou a tocar e a letra contava a história dos noivos de uma maneira tão lúdica que emocionava todos nós. Fotos antigas começaram a passar no telão, parecia ser tão nostálgico ver como eram os nossos amigos na adolescência. Martin era magrelo e tinha um enorme topete penteado para o lado como do Justin Bieber na época que estava no início da carreira, já Tina usava aparelho e para minha surpresa seus cabelos eram ruivos, fortes como fogo, mas não pareciam ser naturais. Eles eram mais fofos naquela época do que são agora.
Em uma foto de todos os amigos reunidos em uma mesa, um casal no fundo me chama atenção. Eles estão abraçados ao olharem para o fotógrafo que tirou aquela foto. Mas é claro, são Maitê e Matteo na adolescência! O General não se parecia muito com seu irmão gêmeo como parece agora, Peter é o nosso professor de música e algumas semanas atrás descobri que ele e Juan estão se dando uma nova chance e a alegria corre a solta pelo Galaxy.
Os noivos começaram a dançar pelo salão completamente apaixonados um pelo outro e girando ao som daquela belíssima canção. Após algumas homenagens, declarações e outras danças, nós nos acomodamos na mesa reservada para nós e saboreamos um delicioso jantar, era lasanha de carne do sol ao molho branco e estava tão gostosa que os meus olhos brilhavam só por sentir o sabor.
Eu perdi a conta de quantos docinhos e salgadinhos eu roubei dos pratos de Gustavo e Rubén sem eles perceberem, ou pelo menos fingiram não perceber.
Os meninos inventaram de subir no palco e tocarem as músicas da banda para os convidados, as meninas vão dançar e eu continuo a comer os quitutes daquela festa. Após Rubén sair para servir com mais lasanha, ele retorna com duas taças de champanhe e se senta do meu lado.
Uma expressão de tristeza em seu rosto me faz encará-lo com curiosidade.
-- A lasanha acabou. -- ele faz um biquinho.
-- Não brinca comigo, eu já ia pegar mais. -- digo com a mesma tristeza que ele.
-- A moça que tá servindo, disso que vai ter outro prato daqui a pouco, mas eu queria a lasanha. -- ele bebe o champanhe em um único gole.
-- Eu também. -- franzo o cenho ao dizer -- E aí, já foi atrás da sua conquista?
-- Ainda não, mas tem alguns fantasmas do passado, se é que você me entende, que estão me perseguindo. -- ele diz ao olhar para a Flora que do outro lado do salão nos encarava.
-- Você já tentou falar com ela?
-- Não e nem pretendo, se é para mim ser um babaca pela última vez que seja nessa situação. -- ele começa a beber o champanhe da taça que trouxe para mim -- A minha relação com a Flora já estava desgastada há muito tempo. Ter terminado o rolo que eu tinha com ela foi a melhor escolha que tive.
-- É, uma pena que ela esteja sofrendo com tudo isso.
-- O tempo cura todas as feridas. É o que dizem, e além do mais, o meu foco agora é outro. -- ele olha para Athena dançando com Hannah e Nick no salão -- Depois nos falamos, Mey. Eu vou ao encontro de uma certa deusa grega.
Assenti.
Depois de algum tempo, Tina sobe no palco e pega o microfone de Martin.
-- Minhas solteironas ou comprometidas sem anéis de noivado favoritas, se estiverem interessadas em serem as próximas se casarem eu sugiro que compareçam no meio deste salão neste exato momento. -- ela ergue o buquê.
Corro para tentar ficar bem na frente, mas quando me dou conta aquele salão já está tomado por mulheres desesperadas. Chiara já tinha amarrado a saia do seu vestido e arregaçado as mangas como se estivesse pronta para lutar, procurei Nina,mas acho que ela ficou para trás em meio aquela multidão. Giulia está do meu lado e embora Flora pareça estar desiludida no amor, ela se junta a nós. Vi quando Maitê a taça de champanhe que tomava para o General? Eu não acredito que somente agora percebi a sua presença.
Maitê ficou na minha frente e "sem querer" a empurrei para o lado. Tina sorriu e virou-se.
-- Boa sorte, meninas. E meninos espero que alguns de vocês vençam essa aposta! -- ela ergue o buquê mais uma vez -- É um! -- nos preparamos para a guerra -- É dois! -- me agachou um pouco para pular -- É TRÊS! -- ela grita ao jogar o buquê.
Pulo com a adrenalina e estico os meus braços o máximo que consigo para pegá-lo, mas sinto quando uma parte dele passa por cima dos meu dedos e ele vai para trás.
Os meninos estão ao risos e diversos flashes estão ligados capturando aquele momento. Não perco o meu foco e tento procurar o buquê mesmo sentido os empurrões e gritos eufóricos.
-- É meu, devolve! -- escuto a voz de Nina.
-- Não, eu peguei primeiro! -- uma voz masculina rebate e eu a reconheço
Olho com estranhamento ao me virar e da de cara com Nina e Nick segurando juntos o buquê.
-- Isso não vale, só as garotas podem pegar o buquê. É tradição, larga garoto! -- ela puxa de um lado e ele puxa do outro.
-- Nada disso, onde está escrito essa regra? Eu peguei primeiro, não tenho culpa se você pegou na mesma hora.
Alex se aproxima um pouco impaciente.
-- Olha o mico Nicollas, dá logo o buquê para ela. Eu consegui ganhar a aposta. -- Alex disse intrometendo na discussão deles.
-- Nada disso, a Tina jogou na minha direção e além do mais tem diversas gravações que podem provar que eu e ela pegamos esse buquê ao mesmo tempo.
-- Nicollas para com isso, tá na cara que você fez isso de propósito porque não conseguiu apostar com ninguém. Que infantil! Desse jeito você está nos envergonhando.
Franzo o cenho ao encarar o Alexander.
-- Como é? -- Nick o olha com raiva ao semicerrar os olhos -- Quer saber, pode ficar com o buquê. -- ele larga a mão e Nina segura sozinha as flores -- Pelo visto o seu namorado mataria qualquer um por ele, só para ganhar uma bendita aposta.
Nick nos dá as costas e sai da tenda. Nina fica sem reação ao olhar para o buquê de rosas, acredito que assim como eu, ela não gostou nada da forma como Alex falou com o meu irmão.
-- Eu sinto muito, mas a aposta está cancelada. -- Martin diz ao pegar o microfone de Gustavo.
-- Mas, por quê? A Nina conseguiu pegar. -- Alex questiona.
-- Não, realmente pelos vídeos ela e o Nick pegaram na mesma hora e a regra era clara. Só se ganharia a aposta se fosse alguma das garotas que pegasse sozinha, e apesar da discussão que acabou fazendo com que o Nick abdicasse do buquê, mesmo assim não valeria, até porque a regra não era a garota que ganhasse buquê de bandeja. -- ele explica -- Mas por favor, vamos aproveitar o restante da festa.
Todos assentimos e fui atrás do meu irmão, ele estava sentado sozinho em um balanço do playground das crianças. Ele não estava triste, mas sim um pouco chateado.
Fui até ele e o empurrei fazendo com que ele se balançasse.
-- Que susto! -- ele põe as mãos sobre o peito -- Por acaso você voltou a ter doze anos?
-- Não, mas bem que eu queria, a minha vida era bem mais fácil. -- me sento no outro balanço -- Porque você queria tanto aquele buquê?
Ele me olha com um brilho diferente exalando em seus olhos tão parecidos com os meus.
-- Porque eu percebi o quanto ela o queria. -- ele balbucia.
-- A Hannah? -- ele balança a cabeça em negação -- A Athena? -- ele balança a cabeça mais uma vez -- Então, quem?
Na mesma hora, ele desvia o seu olhar para a garota parada em frente a tenda com um buquê nas mãos e que nos encarava com compaixão.
Então eu finalmente tive a certeza que Nicollas estava completamente apaixonado pela minha melhor amiga. A garota que naquele exato momento estava tão perto, mas ao mesmo tempo tão inalcançável para ele.
•°• Nina •°•
Uma raiva grita dentro de mim, não por causa de uma aposta perdida, mas sim porque o garoto que eu penso que amo foi rude com uma pessoa que não merecia.
Saio da tenda e meu vestido balança com a brisa do vento. Meus olhos se encontram com os de Nick e Maya que estão sentados em um balanço, que horas antes os pajens e as daminhas brincavam. Caminho até eles carregando o objeto "causador de brigas" mais conhecido como buquê de noiva.
-- Será que eu posso falar com você? -- pergunto e ele assente com a cabeça.
-- Eu vou voltar para a festa se precisar de alguma coisa é só me chamar, e por favor não se matem. -- Maya diz ao se levantar.
Espero que ela se afaste um pouco mais e me sento no balanço onde ela estava.
-- Me desculpe.
-- Por que você está se desculpando? -- Nick pergunta ao me olhar confuso.
-- Pelo que o Alex disse para você, eu achei aquilo tudo muito desnecessário, e eu vi como você ficou magoado.
Ele balança a cabeça.
-- Você não precisa pedir desculpas por causa disso.
Olho para o buquê e o transformo em dois.
-- Pega -- digo estendendo um dos mini buquês para ele -- Não seria justo que eu ficasse com ele só para mim, sendo que nós o pegamos ao mesmo tempo.
Ele ergue seus olhos ao fixá-los nos meus.
-- Não precisa. Eu o dei para você, e se o Alex não tivesse se intrometido eu teria dado para você de qualquer forma. -- ele se empurra no balanço -- Eu percebi o quanto você estava animada por tê-lo e quando a Tina jogou, eu pensei que você não iria conseguir alcançá-lo, foi por isso que o peguei.
-- Sério? -- pergunta ao perceber um sorriso se formar nos meus lábios -- Obrigada então. Eu ainda não tinha dito isso, mas obrigada Nick, isso foi muito gentil da sua parte. -- toco em seu ombro ao dizer.
-- De nada. Pena que nem todo mundo pensou assim.
-- E o que importa os outros?
Junto os buquês novamente em um só.
-- Sabe o que é mais engraçado, a possibilidade que tivemos de pegar esse buquê na mesma hora. Parece até que foi coisa do destino.
-- E você acredita em destino?
-- Ah, às vezes sim. Eu sou leitora, né? De vez em quando eu tenho que acreditar nessas coisas.
Ele sorrir e pela primeira vez percebo o quão lindo é o seu sorriso. Não é parecido com o da Maya ou o do Alex. É somente dele.
-- Sabe, o Alex me contou que era você quem trapaceava quando jogava comigo pela conta dele e como eu te odeio por isso. -- digo com sarcasmo.
-- Ah, mas você merecia, sempre se achava a melhor.
-- Eu não me acho, eu sou a melhor!
-- Tá vendo? Já está contando vitória antes do tempo.
-- Você que não sabe perder.
-- Aham, mas é claro, no mundo dos jogos vale tudo.
-- Só se for na sua cabeça.
Nós rimos.
-- Sabe nós deveríamos jogar qualquer dia, mas dessa vez sendo contra a Starfairy contra o Imbatível.
-- O seu nickname é Imbatível? Tá de sacanagem.
-- Não debocha do meu nickname. Mas, e aí, você topa ou não jogar comigo? -- ele estende a mão e eu aperto.
-- Claro, aí eu vou poder te humilhar pessoalmente.
-- Vai sonhando.
Nós rimos mais uma vez.
•°• Maya •°•
Entro novamente na tenda e Gustavo sorri ao me ver. Ele vem ao meu encontro e pega nas minhas mãos ao me puxa para o meio do salão.
-- É uma pena que você não tenha pegado o buquê. -- ele enrosca suas mãos na minha cintura quando toco em seu peito -- Eu já estava planejando como seria o nosso casamento.
-- Você não tem um pingo de juízo mesmo, né? -- o olho soslaio ao dizer -- Até parece que nós teríamos cabeça para nos casar agora.
Ele pigarreou.
-- Tínhamos sim. -- ele rir -- E aí, como está o seu irmão?
-- Bem, agora ele está lá fora conversando com a Nina. -- respondo enquanto dançamos lentamente de um lado para o outro -- Ah, sabe o Alex não precisava falar com ele daquela forma, ainda mais por causa de um buquê. Só eu posso falar com daquele jeito com o meu irmão, e mesmo assim nem falo. Ele só não escutou poucas e boas porque aqui não era o lugar certo.
-- E você está coberta de razão.
Assenti.
Nós dançamos um pouco coladinhos um no outro e quando nos demos conta já estava de madrugada e poucos eram os convidados que estavam naquela festa. Senti o sono me dominar e quando abrir meus olhos percebi que estava flutuando no ar.
Gustavo me carregava em seu colo até chegarmos no quarto onde eu passaria o restante da noite, ele me deitou em uma cama que estava encostada na parede, próxima onde Celine, Isa, Giulia e Flora dormiam. Observei ele retirar os meus sapatos e os outros acessórios que usava com delicadeza e colocá-los na minha mochila, depois ele beijou a minha testa e enfim eu pude cair no sono.
Sem dúvidas, um eterno cavalheiro.
(2.790 palavras)
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Qualquer comentário é válido pessoal, seja ele bom ou não! 😉
Tchau e até o próximo capítulo! 👋🏻💕
Ass: May ✨🌸
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